The Genocide

9 Memórias e Tragédias


Notas iniciais
Oi pessoal! Capítulo novo pra começar bem o ano de 2015. Como só estou postando hoje, feliz ano novo pra todos os leitores. Espero que gostem e boa leitura à todos!

Dia 11/04/2015 e Petra já estava no reformatório. Teve de deixar seus Sais e roupas para trás, aderindo a outras, e tendo de seguir novos costumes. Ela estava começando uma nova vida, agora privada de tudo o que tinha.

Ela foi para o local no qual dirigiram-na, e ficou ali, parada, pensando em todas as pessoas que matou naquele. Foram 8 colegas de turma e 1 homem desconhecido.

– Eles realmente acham que eu matei apenas 9 pessoas? Coitados... Eles nunca descobrirão da minha família, e o irmão daquela esquentadinha da turma... Qual era o nome dela mesmo?

– E-Eu n-não sei... — Petra não tinha notado, mas tinha uma jovem perto dela.

– Eu não te culpo... Você não sabe nada de mim.

– Realmente. Você acabou de chegar aqui. Como se chama?

– Por que quer saber?

– Só pra que eu não precise te chamar de pirralha.

– Como é?! Quantos anos você tem, hein?

– Eu tenho 14 anos.

– Nossa, eu sou apenas 1 ano mais nova que você, então não venha se achar, beleza?

– Tsch, quem você acha que é?

– Petra Hanna Miura, a jovem serial killer que todos temem. Aquela que não tem medo, nem sentimentos. Diferente de você, eu não sou um lixo.

– Se você está aqui, com certeza tu és sim.

– Desde quando deixei ser tão informal comigo?

– Então agora preciso da sua permissão pra algo?

– Me respeite, desgraçada.

– Só se você fizer o mesmo comigo.

– Eu não preciso tratar você com educação.

– Digo o mesmo pra você.

As duas se encararam, viraram pro lado, até que Petra volta a falar.

– Tá, desculpa por isso. Eu acho que estou apenas estressada. Qual seu nome?

– Hanako Nakajima. Prazer em conhecê-la, e peço desculpas também.

– Mas então, o que lhe fez vir para cá?

– Eu matei minha tia e sua mãe, porque elas não mereciam viver.

– Por que não?

– Porque elas só queriam o sobrenome da minha família, fazendo meu tio se apaixonar pela vaca da Yoshino, e assim, ele se casou com ela. Mas enfim, como eu já sei o seu crime, ou melhor, crimes, não preciso perguntar. Mas por que matou tanta gente?

– Os colegas de turma, bem... Eles me ignoravam, e não me aceitavam, então resolvi mostrar que eu existo. Meu pai foi minha primeira vítima, aquele lixo, e depois foram meus outros familiares, que precisaram dar suas vidas para que nada acontecesse comigo. O homem aleatório foi porque o mesmo estava ameaçando sua esposa, futura ex. O irmão de uma das meninas da classe... Dio, se não me engano era esse seu nome. Eu o matei porque ele achava que eu fazia algo com sua irmã, e tentou me esfaquear. Na verdade conseguiu, porque me cortou na barriga, deixando uma cicatriz. — Petra levanta a blusa, mostrando uma pequena cicatriz.

– V-Você é uma assassina!

– E você? Somos bem parecidas, mas eu matei mais gente, e com menos piedade. Talvez seja por isso que não nos demos bem no início. — um sorriso sarcástico se abre no rosto de Petra.

– Eu decapitei ambas, não tem como você ser pior do que eu. — grita Hanako.

– Tem certeza? Matei meus familiares com golpes de Sais. Cada aluno matei de uma forma diferente, bem pior do que você mesma pode imaginar, sendo que um deles eu decepei os braços, pernas e cabeça. O homem também foi com os Sais, em uma luta para salvar aquela coitada que não sabia se defender sozinha. E o irmão da menina da minha turma? Eu o ceguei, cortei sua língua fora e ainda arranquei seus dedos. Como você pode se achar pior do que eu?

– Obrigada pelas informações. — Hanako sorri. — Isso era tudo o que eu precisava. — ela assobia, e alguns homens chegam e imobilizam Petra.

– O quê é isso?!

– Eu tenho pena de você. Que tipo de pessoa ingênua contaria tudo isso para uma pessoa que acabou de conhecer?

– Que merda você fez?!

– Acontece que eu aceitei ajudar a polícia no seu caso, e agora eu consegui cumprir com o que me propuseram. Vou passar tudo para a polícia, e eles vão dar um jeito em você.

– Como... COMO SE ATREVEU A FAZER ISSO COMIGO?!?!

– Simples... Isso diminuiu minha pena. HAHAHA!!!

– Não acredito... SUA VADIA!!!

– Ownt, como se isso me ofendesse. Levem-na para algum lugar onde não possa fazer nada. Vou passar as informações pra polícia.

– DESGRAÇADAAAAAAA!!! — Petra faz questão de gritar, antes de ser arrastada para outro lugar.


Hanako chegou até uma sala com uma mesa de metal enferrujada, e algumas cadeiras empoeiradas. Lá estava Daisy, uma policial norte-americana que pretendia entrar no caso de Petra.

– Conseguiu as informações?

– Sim, Senhora.

– Ótimo, trague-as até mim.

– Antes, quero ter certeza de que minha pena será reduzida.

– Quanto à isso, não se preocupe. Vou dar um jeito.

– Promete? — Hanako desconfiava.

– Humpf, claro, querida. — surge um sorriso falso no rosto de Daisy.

– Acho bom...

Passaram-se algumas horas desde que Hanako estava contando para Daisy tudo que descobrira sobre as mortes que Petra causara.

– Você me conseguiu ótimas informações, Hanako. Boa menina.

– Eu não sou uma cadela pra você falar assim comigo.

– Hey, você é muito danadinha hein. Vê se sossega. Agora eu preciso ir. Volte para seu lugar.

– Sim, Senhora.


Cerca de 3 dias se passaram desde que Petra chegara no reformatório. Ela estivera sendo mantida dentro de um quarto isolado, alimentando-se apenas de pão e água, raramente suco, dormindo no chão duro, sem cobertor. Isso era como uma tortura para ela, uma possível punição?

– Eu quero sair daqui. — o que pareciam ser lágrimas, uma vez, já estiveram dentro de seu corpo, mas agora estavam fugindo sem olhar para trás. Nesse momento, ela escuta uma voz vinda do lado de fora.

– Deixe-me entrar. Sou Daisy McQueen, tenho permissão para ver Petra.

– Tudo bem. — o homem que estava do lado de fora abre a pora, e Daisy entra no quarto.

– Olha só, se não é a tão temida Petra.

– Q-Quem é você? — Petra esconde o rosto, coberto de lágrimas.

– Eu sou Daisy, uma policial estrangeira que está cuidando do seu caso a partir do momento que consegui informações muito interessantes sobre você e seu caso.

– Então você é a escrota que fez com que Hanako fizesse aquilo comigo. — Petra tem seu rosto chutado por uma bota com salto, de uma marca provavelmente cara.

– Shhhhh, ninguém te ensinou que não se xinga os mais velhos?

– Filha da... — agora foi um soco na barriga.

– Não se atreva... Ai, agora estou contaminada por você. Acho que já entendeu que você não será mais livre a partir do dia que foi pega.

– Guarde minhas palavras... Eu vou acabar com você, nem que seja no meu último dia de vida, eu vou te matar.

– Tente se puder. — Daisy virou-se de costas e saiu do quarto.

– POLICIAL DE MERDAAAAAAA!!! — a porta do quarto se fecha.


Na madrugada do dia 24/04/2015, ocorre um incêndio no reformatório. Petra acorda sufocada com a fumaça do fogo. Tenta chamar por alguém para que a tirassem daquele quarto, mas ninguém veio. Ela usou um grampo para abrir a fechadura da porta, correndo para o lado de fora.

Tudo estava em chamas, ao ponto de não se conseguir enxergar direito o caminho para fugir dali. Petra começa a correr desesperadamente para sair daquele local que mais parecia o inferno.

No caminho, ela passa pelo local onde guardavam os pertences dos jovens condenados a ficar naquele lugar. Ela procura por suas coisas, encontrando seu sobretudo, cinto e Sais. O fogo estava muito alto naquela parte do reformatório, obrigando Petra a deixar o resto para trás. Ela veste seu sobretudo, põe o cinto e guarda os Sais no mesmo. Quando estava saindo, a mesma escuta um grito.

– Socorro!!! Alguém me ajude... — Petra corre, e assim que nota quem estava presa debaixo de escombros, seu olhar fica possuído por um ódio sem fronteiras.

– Hanako...

– Petra... Me desculpe pelo que eu fiz, eu sinto muito... Por favor, me ajuda!

– Você me fez sofrer muito, não merece meu perdão. — Petra pega seus Sais.

– NÃO! POR FAVOR!!!

– Morra, lixo inútil. — os Sais de Petra atravessam as costas de Hanako.

– AHHHHHHHHH!!!

– HAHAHA!!! AGORA ARDA NO INFERNO!!! — Petra tira um dos Sais das costas de Hanako e perfura a cabeça da mesma, matando-a depois de alguns segundos. Ela olha para aquele cadáver, tira seus Sais dele, coloca-os de volta no cinto, e corre para o lado de fora.

A jovem serial killer corria em direção ao bosque que tinha ali perto, mas seu corpo não aguentava mais, fazendo com que Petra caísse no chão. Quando tenta se arrastar, aparece um menino na frente dela, com cara de espanto.

– K-Kendall... — e Petra desmaia.

Notas finais
Wow, que final. O que vocês esperam que aconteça? Comentem o que vocês acham, vou adorar ler. Espero que tenham gostado.