The Genocide
10 Proibida de Amar
Notas iniciais
Em uma sala de estar cheia de adornos, Petra acorda, com ataduras espalhadas pelo corpo todo, parecendo até uma múmia. O local era desconhecido pela mesma, que achava que tinha sido sequestrada, depois de fugir do reformatório.
– Ah, então você acordou... Que bom! — um menino com cabelo que possuía fios de uma tonalidade ruiva sorriu.
– Hãn?! Kendall?! O-O quê você... Onde estou? — a jovem ferida parecia... Não, ela estava confusa.
– Você está em minha casa... Encontrei você ferida perto do reformatório da estrada, então eu a trouxe para cá.
– Mas... Eu sou uma procurada, isso só vai trazer problemas para você... Não que eu me importe, mas mesmo assim!
– Não se preocupe, eu não posso lhe deixar prejudicada, já que eu sempre te ignorei na escola, mesmo sabendo que você sofria por estar sozinha, e mesmo eu querendo falar com você... Eu sou um idiota mesmo!
– Não fale assim, não te culpo... Você foi influenciado pelo povo daquela turma.
– Petra, por favor... — Kendall estava sério — Pare de matar os nossos colegas.
– Desculpe, mas não posso fazer isso... Espera um minuto... Como você sabe que fui eu?!
– POR FAVOR!!! — Kendall ignora a segunda pergunta feita por Petra e segura os braços da mesma, olhando em seus olhos, chorando.
– Kendall... Por que quer tanto isso?
– Você não entende?! Você está tirando a vida de jovens como eu! Isso é errado, você já matou 8 pessoas... Por que Petra, por que???
– Só 8? Você não anda informado, né? — Petra abaixa a cabeça.
– Como assim ''só 8''? Não me diga que...
– Bem... Eu matei mais do que 8 pessoas.
– Você não... — a surpresa toma conta de Kendall, que permanecia imóvel, sem saber o que falar, enquanto suas lágrimas fugiam de seus olhos.
– Olha, se eu fosse injusta, eu te mataria agora... Mas você cuidou de mim, sem ter um motivo... Obrigada por isso. — a jovem sorri — Agora eu vou indo. — Petra pega suas coisas — E outra coisa: Eu nunca estive aqui, entendeu?
– S-Sim... Se cuida, e não mate mais ninguém.
– Não posso cumprir isso. — ela abre a janela e salta.
– Petra...
A jovem pulava de edifício para edifício, indo em direção à saída da cidade, para poder chegar na estrada e se esconder naquela velha casa cheia de cadáveres enterrados no quintal.
Algumas horas depois, ela chega em casa. Tirando as roupas, ela entra no banheiro e resolve tomar um banho. Assim, que sai, coloca um pijama e se joga em sua cama.
"Eu não posso gostar dele. Eu não mereço gostar dele." — Petra começa a pensar sobre o que aconteceu na casa de Kendall, e começa a se debater loucamente na cama — "Se bem que... Eu sou perfeita, mereço tudo do bom e do melhor!" — então ela começa a rir de forma debochada — "Não, eu não mereço ele!" — e num surto, ela pega sua Katana e começa a rasgar seu travesseiro e golpear sua cama. Depois de alguns minutos golpeando o que estava em sua frente, ela para e respira fundo — "Chega, estou com sono..." — e assim, Petra finalmente dorme.
Na manhã do dia do incêndio no reformatório, Daisy estava junto com outros policiais numa sala, se queixando de Petra.
– Como aquela menina é insolente! Ela nem mesmo sabia quem eu era, e ainda veio se achar pra cima de mim.
– Acalme-se, Daisy. — Kepler entra na sala — Se estressar com a Petra agora não vai ajudar em nada. O que precisamos fazer é reunir mais dados dos crimes que a mesma cometeu.
– Mas senhor, ela é uma assassina imunda, não tem o direito de se achar superior a mim!
– Daisy, entenda: ninguém é superior que o outro, mesmo a senhorita sendo uma policial e ela uma assassina. (TURN DOWN FOR WHAT!! Bem, voltando pra história...)
– Aff, que seja. Eu vou acabar com ela de qualquer forma mesmo.
– Senhor, informação urgente! — Sadi entra correndo na sala, eufórico.
– O que houve, Sadi?
– O reformatório que Petra estava pegou fogo nessa madrugada.
– QUÊ?!
– Estamos mandando viaturas para o local agora. — diz Sadi.
– Nós vamos também! Daisy, venha conosco. — Kepler estende a mão para Daisy.
– Sim, vamos! — Daisy segue Kepler.
– Sadi, já sabe se Petra está viva?
– Ainda não, Senhor. John já está no local e não encontrou nenhum cadáver com o DNA de Petra.
– Bem, se ela morreu, menos um lixo nesse mundo. — Daisy sorria enquanto pronunciava essas palavras.
– Daisy, não fale de coisas que a senhorita acha que estão certas. (TURN DOWN FOR WHAT!!² Ninguém segura esse Kepler..)
– Como o senhor consegue ser tão chato?
– Eu estou sendo profissional. (TURN DOWN FOR WHAT!!³ Ok, parei...)
– Se o senhor diz...
– Enfim, não importa. Vamos logo pro reformatório.
– Ou o que sobrou dele...
– Anda logo Senhor! — Sadi grita lá da frente do corredor — E pare de dar em cima da Daisy!
– Sadi!
– OI?! — exclama Daisy.
– Ignore Sadi. Ele não sabe o que fala... — responde Kepler.
– Ok então...
– Entra logo no carro e pare de segurar o riso.
– Eu não... Ai, esquece. — Daisy senta no banco atrás do motorista, enquanto Sadi assume o volante e Kepler está ao lado do mesmo. Então, os três vão para o reformatório queimado.
Enquanto os policiais iam para o reformatório, Petra escolhia sua vítima do dia.
"Aiai, quem eu mato hoje?" — ela olhava pra foto de turma — "Hum... Eu ia matar o Jean quando fui pega. Bem, então vai ser você mesmo, Jean... Hoje você finalmente descobrirá como é a morte." — Petra, mais uma vez, ri de maneira debochada. — "Ainda vai chegar o dia que eu vou matar todos aqueles que ficam no meu caminho!"
Petra coloca a foto sobre a mesa e vai pegar uma roupa nova, já que a outra tinha sido deixada para trás no reformatório em chamas. Depois de uma olhada no armário, Petra pega uma blusa azul-celeste e uma saia com duas aberturas nos lados azul-marinho. Depois de vesti-los, ela calça uma bota de salto agulha preta com zíper nos lados internos e externos da mesma, amarra um laço em sua cabeça e coloca uma gargantilha preta em seu pescoço com uma cruz presa na mesma.
"As pessoas são tão idiotas ao ponto de pensar que existe um ser superior que as protegem... Essa cruz é algo tão ridículo! Tenho pena da humanidade."
Antes de sair, Petra prende o cinto com os Sais em sua cintura, veste seu sobretudo e, para expandir suas maneiras de assassinato, prende Shurikens no cinto e coloca sua Katana em suas costas.
– Pronto, hora de matar mais pessoas! — Petra abre a porta de sua casa, e sai, gargalhando de ansiedade e felicidade.
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