Notas iniciais
Oi pessoal! Então, eu espero que gostem desse capítulo, porque eu meio que buguei na hora que estava escrevendo. Então... Boa leitura à todos!

Akira estava se divertindo na rua com os amigos, quando escuta alguém lhe chamar. Por curiosidade, ele decide seguir aquela voz misteriosa, mas muito familiar.

— Hey, pessoal... Eu já volto. Vão na frente que eu me encontro com vocês logo.

— Se você diz, então ok!

Já estava escurecendo quando ele chega até um local cheio de flores coloridas, sem ninguém por perto, no centro de um campo de grama baixa. Ele podia ver o sol se pondo, parecendo mergulhar naqueles grandes montes de grama.

— Tem alguém aí? – pergunta Akira, sem receber uma resposta.

Quando ele dá meia volta, uma menina que usava uma máscara preta estava parada, apenas lhe observando, parecendo mais com uma boneca.

— Oi, hã... sabe me dizer que lugar é esse?

— O local da sua morte. – Petra tira sua máscara, sorri e quebra um dos braços de Akira.

— AHHHHHHH!!! MAS QUE PORRAS??!!

— Você está sentindo... A dor... De seu braço quebrado?

— Claro que estou!! Agora pare com isso, por favor...

— Ninguém mandou me ignorar. – depois disso, Petra quebra o outro braço de Akira, que já chorava aos prantos. – Aliás, por que me ignorou todo esse tempo?

— Por que você é estranha! Agora pare de me torturar e me leve para um hospital!

— Está mesmo falando assim comigo?! Bem... eu ia te matar logo, mas da forma que você me tratou nesse instante... Me deu vontade de torturá-lo ainda mais!

— Por favor... Eu lamento pelo que disse... Me deixe viver!

— Agora você se lamenta, né? Você será o primeiro que vou mandar para um novo lugar... PARA O INFERNO!!! – assim, Petra crava seus Sais no pescoço de Akira, que morre depois de alguns segundos. Ela nota que o rapaz estava chorando quando perdeu a vida para uma colega de turma. – Eu não me arrependerei. – ela tira do bolso do seu sobretudo uma foto de turma, onde Akira estava com uma expressão feliz. Ela faz outro risco sobre o rosto do rapaz, formando um X com uma caneta vermelha. – Pronto, menos uma pessoa... Agora faltam mais 22.


Os policiais encontraram o corpo de Annie. Sangue estava espalhado por todo canto daquele beco, onde a mesma foi encontrada.

— Você acha que foi obra do assassino em série? – pergunta Sadi.

— Provável... Vamos mandar o corpo para o laboratório e realizar uma autópsia. – responde Kepler.

— Sim, senhor!

— Enquanto isso, vou interrogar as pessoas dessa região.

Kepler estava interrogando Tonny, um morador do edifício que ficava no outro lado da rua, mas não de frente total para o beco.

— Então o senhor viu mesmo alguém saindo daquele beco durante a noite? – perguntou Kepler.

— Sim! Eu fui fechar minha janela quando vi uma jovem de cabelos castanho claro saindo daquele lugar. Eu fiquei me perguntando o que ela tinha ido fazer ali, mas depois deixei isso pra lá e fui jantar.

— Que roupa ela vestia, exatamente?

— Ela usava um sobretudo preto. Foi apenas isso que consegui ver.

— Oh, sim. Muito obrigado, senhor Tadd. Desculpe o incômodo.

— Não se preocupe. Se precisar de algo pode falar comigo.

— Sim... Obrigado. Tenha uma boa noite.

Petra estava no alto do edifício que morava Tadd, apenas observando o que os policiais faziam com o que ela tinha feito com Annie.

— Seus inúteis... Vocês não vão me parar até eu matar todos eles. – Petra chorava silenciosamente, se perguntando por que fora ignorada por todos aqueles da sua turma. Aqueles que ela só queria ter a amizade, mas fora rejeitada sem ter um motivo claro.


Os "amigos" de Annie já estavam cansados de esperar por ela.

— Cara, cadê a Annie? – pergunta Gale.

— Não sei. Liga pra ela. – sugere Viola.

— Hey, Nero... Liga pra Annie, já que você é o único que possui o número dela nos seus contatos do celular, né?

— Ah, sim... Vou ligar para ela.

Enquanto isso, o celular de Annie, que estava com os policiais, tocava sem parar, quando Sadi atende.

— Alô?

— Hãn... Alô... Posso falar com Annie?

— Q-Quem quer falar com ela?

— Sou Nero, um amigo dela. Ela está atrasada para um encontro comigo e com os outros amigos dela.

— Hãn... – Sadi não sabia como contar aquela terrível notícia aos amigos de Annie. – Ela... Sinto muito, ela não pode atender. – e ele encerra a chamada e desliga o celular.

— Oi?

— O que foi, Nero? – pergunta Gale.

— Um cara estranho atendeu o celular e depois desligou na minha cara.

— Que cara sem noção! Liga de novo! – Viola se irrita e pede para Nero tentar novamente.

— S-Sim! – ele discou o número do celular dela. – Está dando fora de área.

— Será que aquele cara desligou o celular de Annie? – Gale ficou pensativo.

— Quem sabe... Bom, vamos indo sem ela.

— Ok. – respondem Viola e Gale ao mesmo tempo.


Sadi corria desesperadamente atrás de Kepler, até encontrá-lo organizando uns papéis que estavam espalhados pela cena do crime.

— Hey, senhor!

— Hum? Ah! Diga Sadi.

— John descobriu que aqueles furos na perna da vítima foram causados por Sais!

— Há probabilidade de ser os mesmos Sais dos outros casos?

— Sim! E ele descobriu que a vítima se chamava Annie Martins. Ela iria completar 14 anos na semana que vem.

— Não vai me dizer que ela também era da turma 8-A?

— Sim, senhor. Ela era da turma 8-A.

— Precisamos ir mais a fundo nesses últimos casos... Agora já são 5.

—Sim, senhor. Precisamos parar logo esse assassino...

— Ou assassina!

— Você acha que pode mesmo ter sido a Petra quem tem feito tudo isso?

— Sim, quem sabe...


Todos os 18 alunos restantes estavam na sala quando o diretor da escola entra para dar uma notícia triste.

— Queridos alunos... Eu quero que encarem isso com ainda mais maturidade... Nossa aluna Annie Martins foi encontrada morta ontem. Vamos fazer um minuto de silêncio para ela, que agora não está mais entre nós.

Aqueles que eram amigos dela, ou quase, ficaram em silêncio. Alguns choravam, outros rezavam, e todos queriam que aqueles que foram assassinados brutalmente descansassem em paz.

— Sinto muito ter atrapalhado sua aula, Bia.

— Não se preocupe com isso... É uma pena Annie ter sido assassinada, né?

— Sim... Não quero imaginar o sofrimento da família dela. Bem, vou voltar para minha sala. Se precisar de algo, pode me chamar.

— Sim, senhor. Obrigado.

— Crianças, tenham um bom dia.

— Obrigado, diretor. – Todos respondem.

A pessoa que mais chorava era Nero. Ele amava Annie, o suficiente para pedi-la em namoro, mas não tinha coragem. Os amigos dele o consolavam, principalmente as meninas, que são sempre as mais sensíveis e entendem esse tipo de reação.


A jovem assassina estava deprimida em um parque isolado da cidade, onde a mesma matou Akira. Encostada em uma árvore, ela lembrava da época que ainda tinha amigos, que era feliz, e que não era ignorada.

— Por quê? Por quê? – ela se perguntava, chorando. – Por que vocês me ignoravam? – ela continuava chorando, deixando seu rosto todo escorrido de lágrimas. – Por que eu tenho que sofrer assim? Por que tinha que ser eu? Eu não quero mais isso pra mim!


Kepler estava analisando tudo que tinha obtido até agora daquele caso bizarro. Era estranho pensar que uma jovem de 13 anos poderia ter matado 5 pessoas da sala de aula que ela pertencia.

— Hey, senhor! Encontramos uma coisa que deixaram na bolsa da vítima. – Sadi grita quando entra na sala de seu chefe.

— Ah! O que vocês encontraram?

— Uma digital!

— Sério? Já pesquisaram pra ver de quem pertence?

— Sim, senhor! A digital pertence à Petra Hanna Miura.

— Então isso nos leva a pensar que ela pode mesmo ser a assassina.

— Mas isso não é muito cruel para uma jovem de 14 anos fazer?

— É sim, mas tudo é possível nesse mundo. Existem monstros pra tudo!

— Fazer o que, né? Enfim, vou voltar a analisar os pertences da vítima.

— Sim. Vá fazer isso.

— Sim, senhor!

Kepler volta a se concentrar nos relatórios que estavam espalhados por sua mesa. Ele queria resolver logo aquele caso, pois não conseguia suportar as lembranças vindo em sua mente com tudo aquilo acontecendo.

— Pare! Eu não quero lembrar!

John, que passava em frente a sala de Kepler, se preocupou com seu chefe e entrou na sala.

— Está tudo bem com o senhor?

— Eu não quero lembrar!

— Do que o senhor está falando?

Kepler estava quase chorando, irritado com suas memórias, olhando para aqueles papéis com todo o ódio que tinha.

— Eu não aguento mais isso! Eu vou acabar com esse caso logo! Eu vou prender esse assassino!

Notas finais
Fim do capítulo 3! E então, gostaram? Espero que sim! Por favor, comentem o que acharam da minha fic.