The Genocide
4 Lembranças do Inferno
Notas iniciais
Petra começava a sentir remorso por todos os crimes que cometeu, mas ela não voltaria atrás. Determinada a continuar tirando a vida de seus colegas de turma, ela se lembra de sua família.
– Eu odeio eles... ODEIO!!! – grita Petra, isolada em uma casa longe do centro de Yokohama.
Petra tinha 8 anos quando seus pais, tios e primos estavam vivos. Seus avós morreram em um acidente de trânsito, quando ela tinha apenas 6 anos, deixando somente lembranças.
– Hey, Petra! Trás mais uma cerveja aqui pro seu papai e pros seus tios. – Marco, pai de Petra, ordena sua filha, que ele mais via como sua pequena empregada. Ele era um adulto barrigudo, quase careca, e que era alcoólatra.
– Já vou, papai. – responde Petra, segurando o choro.
Petra não aguentava mais aquilo. Ela não queria viver servindo seu pai como uma empregada. Já não bastava ser espancada por ele quando sua mãe não estava em casa, e ainda ter que servi-lo... Ela não aceitava isso.
– Papai! Vem aqui, por favor. – Petra resolve bolar um plano. Ela tinha se escondido atrás da porta do quarto de seu pai, segurando uma faca de cortar carne.
– Já vou, Petra. O que será que essa pirralha quer? – ele se levanta da poltrona que estava descansando, localizada na varanda da fazenda que pertencia a seu pai. A fazenda ficava em um local distante do centro de Yokohama. – O que você quer, Petra? – ele entra no quarto e a porta do quarto se fecha. Petra estava segurando a faca que tinha pego, e estava com a cabeça abaixada, deixando sua franja cair sobre seu rosto.
– E-Ei, Petra... O que você quer fazer? – seu pai estava assustado, mas não estava levando aquilo a sério.
– Eu... Não aguento mais ser tratada como uma empregada, ser espancada, e não ter ser amor...
– M-Mas, filhinha, eu sou seu pai! Eu te amo!
– Isso é mentira! – Petra lança a faca em direção à seu pai. Ela fica presa em seu braço, que logo começa a sangrar exageradamente. Ela se aproxima dele, chorando de raiva, ódio e angústia. – Eu sinto muito... Mas eu não quero mais viver assim. – ela arranca a faca que estava no braço de seu pai e corta sua garganta, matando-o quase no mesmo instante que havia feito aquilo.
Seus tios escutaram os gritos de desespero do homem, e foram até o quarto dele. Ouvindo os passos deles se aproximando, Petra se esconde no espaço que tinha entre o armário e a parede. Quando seus tios enfim chegam ao quarto, eles ficam chocados com a situação. Marco estava caído no chão, com um buraco em seu braço esquerdo, causado pela faca que ali já esteve, além de um corte na garganta.
– AHHHHH!!! O-O quê significa i-isso?! – pergunta Helen, irmã mais nova de Marco.
– Eu o matei. – Petra aparece para seus tios, com manchas de sangue espalhadas por sua roupa. – E agora, vou matá-los também. – ela sorri, tira os Sais que encontrou no mesmo lugar onde estava escondida, e lança na direção de suas tias. A faca que estava no chão, ela pega e joga no peito de Carlos, seu tio, que era irmão mais velho de Marco.
Ela mata Sherry primeiro,que era irmã mais velha de sua mãe e esposa de Carlos. Depois a morena mata Helen, e por último, Carlos. Todos foram mortos da mesma forma que Marco, com um corte em suas gargantas. Nesse meio tempo, Angel, filha de Sherry e Carlos estava no banheiro. Quando ela sai, ela entra no quarto de Marcos, e vê seus parentes mortos, e Petra suja de sangue e segurando uma faca e um Sai. Angel era a única prima de Petra, pois Helen era solteira e, por isso, não tinha filhos. Ela tinha 10 anos, cabelos ruivos como o pai, e olhos verdes como a mãe.
– P-Petra... O-O que v-você f-fez?
– Sinto muito... Mas você terá o mesmo destino. – Petra abraça Angel, e enfia o Sai em suas costas, e em seguida, corta sua garganta.
Sua mãe tinha saído pra comprar mais comida. Quando chega na fazenda, ela não encontra ninguém do lado de fora, e foi procurá-los no interior da casa. Quando chega naquele quarto cheios de corpos, ela se assusta e, quando foi sair do quarto pra pedir ajuda a alguém, Petra estava parada na porta.
– Mamãe... Eu não posso deixá-la que me entregue. Eu... Sinto muito... Eu te amo... Mamãe. – e Petra corta a garganta de sua mãe.
Ela não podia deixar a polícia encontrar o corpo de seus parentes, então ela passa o resto da tarde cavando uma grande cova nos campos da fazenda. Quando a noite começava a surgir, ela arrasta o corpo de seus pais, tios e prima para dentro da cova, colocando-os uns sobre os outros.
– Eu sinto muito, mas eu tinha que fazer isso. Não se preocupem... Eu vou viver por vocês. – e Petra começa a jogar a terra sobre os corpos, cobrindo-os, para que ninguém descobrisse que eles tinham sido assassinados por uma criança.
Ainda não desconfiavam de que Petra era a assassina dos dois alunos mortos da turma 8-A. Petra andava pelas ruas de Yokohama sem nada pra fazer, quando avista Tami do outro lado da rua, provavelmente voltando para casa. A morena então, decide seguir a jovem ruiva de 14 anos.
Vendo que Tami estava destrancando a porta de sua casa, Petra se aproxima silenciosamente, tendo como objetivo matar Tami. Quando a ruiva entra em sua casa e fecha a porta, Petra aguarda 2 minutos antes de tocar a campainha com a ponta de seu sobretudo. Tami escuta o som da campainha ecoar por sua casa, fazendo com que a mesma vá abrir a porta.
– Surpresa! – Petra sorri, empurrando Tami de volta para o interior de sua casa e em seguida, a morena também adentra aquela residência.
– P-Petra?! O que faz aqui? – Tami estava confusa.
– Eu estava no tédio então... Eu te segui e resolvi matá-la.
– N-Não, por favor, não me mate. Eu faço qualquer coisa, mas não me mate! – a jovem ruiva começou a chorar.
– Que pena, mas eu vou matá-la.
– Por acaso foi você quem matou Akira e Sachiko?
– Nossa, como você é esperta! É claro que fui eu. Eles mereciam morrer, como você também merece.
– NÃO! EU NÃO VOU MORRER! – Tami empurra Petra para o lado, mas quando ia abrir a porta de sua casa, Petra joga um de seus Sais em suas costas. – AHHHH!!!
– Você não vai fugir de mim. – Petra arrasta sua vítima até a cozinha, onde usa as facas de cortar carne que estavam guardadas lá para deixar preso em sua vítima, enquanto cortava lentamente o pulso de Tami com um dos Sais, e o outro usava para cortar o tendão do calcanhar dela, para que não tentasse mais fugir.
– Por favor... Eu lamento por tudo que fiz...
– Agora você lamenta, né? Bem, isso não importa mais, pois você vai fazer companhia à Sachiko onde ela está agora... NO INFERNO! – Petra enfia o outro Sai na cabeça de Tami, fazendo com que a mesma morra quase instantaneamente. – Pronto, menos uma pessoa... Agora faltam mais 21. – a morena marca um X completo no rosto de Tami presente na foto de turma do ano passado.
O sol já estava se pondo quando Petra acorda de suas lembranças e decide “caçar” sua próxima vítima.
– Deixa eu ver... – ela olhava para a foto de turma. Petra marca o rosto de Deron com um traço, feito de caneta vermelha. – Deron... Hoje você descobrirá como é a morte.
Durante a tarde do dia seguinte ao encontrarem o corpo de Annie, os policiais descobriram que Petra podia estar mesmo envolvida em todos aqueles casos de homicídio em massa.
– Então... Podemos dar voz de prisão à essa jovem? – pergunta Sadi, com uma cara de quem estava um pouco confuso.
– Ainda não temos muitas provas... Vamos investigar mais do que o normal. Precisamos parar logo esse assassino. Não podemos deixar que mais sangue seja derramado.
– Sim, senhor! – Sadi sorri e volta a trabalhar.
Deron estava trancado em seu quarto às 20:00 do dia 02/04 jogando vídeo game com uns amigos on-line. Ele recebe uma mensagem em seu celular dizendo: “Venha até o parque abandonado, localizado à 2 quadras antes de sua casa.”
– De quem é esse número? Bem, eu vou, mas é porque eu estou enjoado de jogar esse jogo. – ele pega sua chave de casa e vai encontrar com o estranho.
Ele chega no parque abandonado, rodeado de grandes árvores e pedras, mas não avista ninguém. Deron tira seu celular do bolso e tenta descobrir de quem veio aquela mensagem.
– Ah, então você veio, né? Achei que fosse me ignorar, como me ignorava no colégio.
– Petra?! É você? – por mais que ela estivesse escondida, ele reconheceu sua voz.
– Pelo visto você não é tão burro como eu pensei. – ela aparece e tira a máscara dourada.
– O que você quer comigo?
– Ora, o que você acha? Eu quero te matar, como fiz com os outros alunos de nossa turma... Ou melhor, sua turma.
– V-Você não pode fazer isso! E mesmo se fizer, eles vão rastrear seu celular através da mensagem que me enviou.
– HAHAHAHAHA!!! Você acha mesmo que eu seria idiota o suficiente de usar meu próprio celular pra mandar uma mensagem pra você? Eu usei um celular descartável para fazer isso. Ai, agora eu posso me livrar dele.
– Tsc! Você é um monstro! Não dá valor à vida dos outros, apenas a sua!
– Eu não dou valor à minha vida.
– Então por que você não morre logo de uma vez e deixa meus amigos em paz?
– Porque eu jurei à mim mesma que irei matar todos vocês da turma 8-A.
– MAS EU NÃO VOU DEIXAR!!! – Deron, cansado de ouvir aquele papo maluco, parte para cima de Petra com seu canivete suíço.
– Ora, você anda com essa arma perigosa?! Não pode fazer isso... Deixa eu te mostrar a minha arma! – ela tira seus Sais do cinto e luta contra ele. – Você é bom pra conseguir me impedir com apenas esse canivete... MAS EU SOU MELHOR!!! – e ela corta as mãos de Deron fora, fazendo com que ele fique indefeso.
– AHHHHH!!! MINHAS MÃOS... O QUE VOCÊ FEZ, SUA VADIA!!!
– Eu disse que ia te matar. Mas me responda uma coisa, por favor. – ela puxa o cabelo platinado de Deron, fazendo-o ficar cara a cara com ela. – Por que me ignorou todo esse tempo?
– Porque Jade é muito ciumenta. Ela não deixa eu falar com quase nenhuma menina.
– É mesmo?! Bem, então ela será a próxima que eu vou matar.
– Não! Por favor, deixe-a viver, eu imploro por isso.
– Não adianta implorar. Esse é o destino dela. Mas não se preocupe, logo ela estará com você... NO INFERNO!!! – Petra corta o pescoço de Deron, fazendo sua cabeça se desconectar do resto do corpo. – Pronto, menos uma pessoa... Agora faltam mais 17. – ela deixa Deron do jeito que estava, pega uma garrafa de álcool, joga sobre o celular descartável, e põe fogo. Ela larga o mesmo sobre o rosto de Deron, desfigurando-o com o tempo por causa das chamas. – Eu sei que vão descobrir logo que você se chama Deron, mas é melhor para mim atrapalhar a polícia, assim eles notam que nunca vão conseguir me impedir. – ela coloca a máscara de volta em seu rosto e olha mais uma vez para o que fez com Deron. Ela saiu daquele parque abandonado com as mãos cheias de sangue, mas para que ninguém desconfiasse dela, ela limpa seus Sais com o mesmo pano branco que estava em seu bolso e os colocam de volta no cinto. Em seguida, temendo que alguém tivesse visto o que ocorrera naquele local, ela também limpa suas mãos e as esconde dentro dos bolsos de seu sobretudo enquanto saia do parque. – Vocês lixos não são páreos para mim. Aproveitem enquanto estão vivos, perto de seus amigos e famílias, pois eu vou matar todos que estiverem no meu caminho.
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