The Evil Love

4 Regina, are you okay?


Notas iniciais
Desculpe pela demora em atualizar, mas a autora ficou com medo da cena da briga da Regina com Mary Margareth não ficasse boa, e escrever sobre Regina grávida, eu queria realmente que ficasse bom, para honrar todas as maravilhosas fics que eu já li com esse tema. Bom,é isso! Vamos ao capítulo!

A belíssima cena hot foi escrita pela Aleera (Emma pra mim)! Obrigada amiga pela belíssima contribuição! O cap de hoje é sem sua homenagem!

– Está falando comigo? – pergunta Regina perdendo sua paciência. – Se você não teve capacidade suficiente de manter o seu casamento não venha descontar suas frustrações em mim. – sibila Regina lançando um olhar sarcástico na direção de Mary Margareth.

Uma bomba. Sentia-se como se uma bomba estivesse explodindo em sua cabeça. Foi desta forma que Mary Margareth se sentiu ao escutar tudo o que Regina lhe disse. Aquelas palavras ficaram ecoando em sua cabeça. Como ela ainda se sentia no direito de dizer aquilo? Sentiu-se ofendida pelas palavras de Regina. Foi atingida em cheio pela prepotência de Regina. Ela não iria deixar barato. Regina teria a resposta que ela merecia. Aquela Mary Margareth de antes tinha ficado no passado e agora sua ex- madrasta não perderia por esperar. Sentiu uma avalanche subindo pelo seu estômago e quando deu por si já estava dando sua resposta.

– Claro! Você quer que eu te dê parabéns e um beijinho em seu rosto. – perguntou ironicamente. – Talvez eu ainda estivesse com meu marido nesse momento se certo alguém não estivesse se metendo na vida alheia. Principalmente se ela colocou em sua cabeça doente que ela iria acabar com o casamento de sua inimiga. Enxerga-se Regina. Você acha que eu ainda sou ingênua? Eu sei muito bem tudo o que você planejou para se vingar de mim. Ah, você quer que eu bata palmas para a sua originalidade? – diz Mary Margareth com o sarcasmo brilhando em seus olhos. – Descobrir um jeito de acabar com a vida de sua inimiga sem precisar sujar suas belíssimas mãos para isso. Meus parabéns! Parece que conseguiu finalmente atingir o seu objetivo de vida.

– Eu não irei mentir para você Mary Margareth. Você me conhece e sabe muito bem que isso não costuma ser do meu feitio. Primeiramente, era essa a minha intenção realmente. Queria que você sentisse a dor de perder alguém que você ama muito. Percebi que melhor do que matar com certeza seria seduzir o seu marido e poder te ver sozinha pelo menos uma vez em sua vida. Seria a vingança perfeita. Só que a vida sempre nos prega alguma peça e algo que eu nunca imaginaria ser capaz aconteceu. Eu me apaixonei, e foi a partir desse momento que resolvi lutar contra todos os meus sentimentos. Minha primeira reação ao perceber que eu já não era mais capaz de controlar os meus sentimentos por David, foi manda-lo embora de minha vida. Afinal, eu não queria amar. Mesmo eu tendo encerrado qualquer tipo de relacionamento com David, ele não voltou correndo para você. Ele permaneceu querendo ficar comigo. Nem eu mesma entendia tudo o que acontecia. Ele havia realmente se apaixonado por mim, por mais que eu insistisse dizer para meu coração que ninguém seria capaz de se apaixonar por mim. Mas, David foi. Ele se apaixonou e lutou com todas suas forças para ficar comigo. Nesse ponto minha querida, foi quando você não soube segurar o seu casamento de contos de fadas.

– Entendi tudo o que está planejando Regina. Você quer que todos me vejam como a errada de toda a história. – disse Mary Margareth com mágoa em sua voz.

– Você está colocando palavras em minha boca. Eu não disse nada do que está falando. – rebate Regina.

– Mas a errada é você. – diz ignorando Regina. – A adúltera que destruiu um casamento foi você. Sua maldição foi culminou com toda nossa crise.

– Mais uma vez eu tenho que discordar, minha querida, dessa sua visão perfeita da vida que você insiste cultivar. Minha maldição pode ter sido sim um grande empecilho, mas se o amor de vocês fosse maior do que o de uma maldição vocês teriam ficado juntos. O que não aconteceu na sua história com David. Que eu saiba inclusive o único casamento da cidade que chegou ao fim foi o seu. Isso se chama vida real minha querida. Aprenda a conviver com isso. Não há nada que eu possa fazer por você. A propósito o escritório do Dr. Archie Hopper fica do outro lado da rua, caso queira fazer uma visitinha para o grilo.

– Regina, meu amor! – diz David sussurrando junto ao ouvido de sua amada. – Vamos nos sentar, isso não vale a pena. – fala tentando amenizar o clima pesado que ficou no ambiente.

– Meu amor! Não me peça isso! – sussurra Regina. – Eu não posso deixar que ela fale de mim sem que eu possa me defender.

– Certos hábitos nunca mudam minha querida. – diz Mary Margareth com satisfação em seu olhar. – Ainda mais para pessoas com um passado como o seu. Você não pode mudar o seu passado, ele sempre estará lá para te mostrar que você nunca poderá mudar. – provoca. – Chega a ser uma afronta que uma pessoa como você tenha direito a ter qualquer tipo de felicidade.

– E você ainda diz cheia de orgulho que é dona da moral e das boas virtudes. Mas no fundo você é igualzinha a mim. Quiçá pior. Porque eu não me escondo atrás de uma máscara. Ao contrário de certas pessoas como uma Snow White. Espera um momento. Esse é o seu nome. – responde Regina sorrindo para Mary Margareth.

– Eu posso não ter mais um marido para chamar de meu. Verdade o que você disse. Não posso ter de tudo em minha vida. Mas, pelo menos eu posso dizer que eu tenho uma filha que me ama e se importa comigo. E a amor de um filho é tudo o que uma mãe mais quer e almeja nesse mundo. Emma, minha filha me ama tanto. E você Regina? Como anda sua relação com Henry? Há quanto tempo que ele não te procura para falar com você? Por que ficou tão calada de repente? Onde foi parar sua prepotência? Eu sei a resposta. Eu tenho uma filha que me ama, eu já não posso dizer o mesmo de seu filho.

Um soco no fundo de seu estômago. Pior, uma navalha atravessando o seu ventre. Regina não sabia como reagir àquelas provocações. Ficou parada sem conseguir esboçar nenhuma reação. Por que ela tinha que enfiar Henry naquela discussão? Por que logo ele? Regina não tinha a relação dos sonhos com seu filho e Mary Margareth havia inserido essa pequena provocação apenas para quebra-la mais ainda. Tudo o que ela mais queria em sua vida era que seu filho a amasse, e ela não o tinha em sua vida. Como ela tinha sido tão mesquinha. Regina lutava com as lágrimas que queriam salpicar em seu rosto. Fazia um esforço sobre humano para que isso não acontecesse. Não queria se mostrar tão fraca e vulnerável perto de sua inimiga. Não podia. Tentou engolir fundo para tentar desaparecer de seu corpo aquela sensação de choro. Em seu rosto arriscou colocar a imagem mais fria que conseguiu. Não iria ficar por baixo.

– Parabéns Mary Margareth. – disse de forma trágica. – Enfim, Snow White mostrou que também tem vocação para ser Evil Queen. Rumpelstiltskin já deveria saber disso. Já chega! Eu cansei de tudo isso. Não quer mais perder o meu tempo com você. – diz Regina se afastando, porém Mary Margareth a segura pelo braço.

– Aonde pensa que está indo minha querida. Eu ainda não terminei. Quero fazer algo que eu sempre quis fazer e que nunca tive a oportunidade. – fala Mary Margareth ao mesmo tempo em que dá um tapa no rosto de Regina.

Regina coloca sua mão sobre o seu rosto quente e sente seu corpo fervilhando de ódio. Aquilo não ia ficar deste jeito. Percebendo o clima tenso que se instalava no local David tenta falar com Regina.

– Meu amor! Ignore-a! Nada disso vale a pena!

– É tarde demais David. Desculpe-me, mas eu não posso aceitar isso.

Regina vai em direção a Mary Margareth e retribuiu a agressão na mesma moeda ao mesmo tempo em que fala com ódio.

– Esse tapa, é o tapa que a menina mimada sempre recebeu merecer! – rosna Regina. – Medíocre!

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Regina enterra seu rosto no peito de David e desata a chorar.

– Ela está certa! Meu próprio filho não me ama. Eu sou uma péssima mãe. – diz gaguejando.

– Ela quis apenas te provocar meu amor. Você e Henry precisam de um tempo e a relação de vocês irá se normalizar. Ele te ama, ele só não percebeu ainda.

– Como você pode ter tanta certeza disso? Olha só há quanto tempo ele não me procura e quando eu ligo ou tento falar com ele tudo o que eu recebo em troca é o desprezo. Dói tanto. – diz Regina chorando copiosamente.

– Calma, meu amor. Está tudo bem! Ele irá perceber o quanto a mãe dele o ama e logo vocês estarão bem novamente. Confia em mim meu amor?

– Confio! – responde num sussurro fraco, mas com um sorriso brotando em seu rosto.

– Assim que eu quero te ver meu amor. Henry te ama! Eu tenho certeza disso. Agora, vamos para casa, porque eu preciso cuidar de certa namorada que andou se envolvendo em brigas por aí.

– Vamos! Acho que já deu por hoje toda a cidade ter assistido de graça ao espetáculo tragicômico de minha vida. – responde fazendo beicinho.

– Vamos aproveitar e brincar de médico e paciente. Você terá que me obedecer. – sussurra David maliciosamente.

– Isso é o que veremos. Porque tudo pode mudar quando a paciente é a prefeita da cidade.

– Mal conseguiu recuperar o seu cargo e já vai começar a abusar do poder. – provoca David.

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David passa suavemente uma gaze em todas as áreas em que Regina havia sido ferida por Mary Margareth. Ele só não conseguia ter mais êxito, pois Regina se comportava feito uma criança e não parava de se mover por um só minuto. Por fim, ele colocou nas mãos da amada um saco com gelo.

– Regina, meu amor, fique quieta. Como vou conseguir limpar bem esses ferimentos se você não para de se mexer. Parece uma criança de cinco anos de idade. Agora, ajude-me e coloque esse gelo em seu olho, quem sabe assim você fica mais quieta e deixe-me terminar o que estou fazendo. – disse David todo amoroso ao limpar um a um os ferimentos que sua amada conseguiu na briga com Mary Margareth.

– Está ardendo oras, tem certeza que isso que você está usando em meus machucados é água oxigenada? Parece álcool. – reclama Regina fazendo biquinho.

– Meu amor, seja boazinha para mim e logo vai parar de arder. Olha, eu ainda não acredito que você e Mary Margareth saíram no tapa como duas adolescentes. Agora você terá que aguentar firme. Ninguém mandou você agir impulsivamente. – disse David tentando não rir agora que o susto da briga havia passado. Tinha ficado muito preocupado com Regina, mas respirava aliviado ao ver que nada tinha acontecido com ela.

– Não ouse rir de mim Sr. Nolan!

– Na cama você não me chama de Sr. Nolan. Para que tanta formalidade Sra. Prefeita? – responde provocando.

– Porque tudo isso é culpa sua ouviu bem. Ninguém mandou você se casar com uma sem classe selvagem e barraqueira. Eu simplesmente me defendi das agressões que ela mesma iniciou. Se eu bem me lembro. Mas, eu tenho certeza que ela está em pior estado que eu. – diz Regina em seu melhor tom de Evil Queen, mas ao cruzar seu olhar com o do príncipe foi impossível os dois não caírem na risada.

David olhou apaixonadamente para Regina e sentiu-se aliviado ao ver que a morena não tinha mais em seu rosto a tristeza que tinha há poucos minutos. Sempre quando conseguia colocar um sorriso no rosto de sua mulher ficava imensamente feliz.

– Sim, minha mulher maravilha, aposto que sua oponente ficou em pedaços. – disse David com sua voz impostada, conseguindo mais alguns risos sinceros de sua amada enquanto terminava os curativos em sua prefeita.

Os olhos do príncipe não paravam de percorrer o belo rosto da rainha, o cuidado com que ele limpava cada pequeno ferimento era total. Regina olhava para seu amado o admirando e sentindo-se a mulher mais feliz do mundo. Ainda tinha dificuldades. Não iria mentir, afinal, ainda julgava-se inapta a ter toda essa felicidade que estava recebendo. Enfim, quando David havia terminado ele simplesmente não podia mais resistir e tomou os lábios rosados da prefeita em um beijo profundo e delicado, afinal ela ainda estava machucada e David seria o mais suave possível, mesmo que seu desejo fosse toma-la de forma selvagem e intensa.

O beijo foi lento e quente, as mãos se perdiam entre os botões e tecidos e lentamente cada peça foi ao chão, o desejo de ambos crescia a cada segundo em meios aos beijos e carícias que se faziam cada vez mais intensos. Regina com um olhar de leoa no cio desabotoava as calças de David, que agora se encontrava apenas de cueca, e deixou suas unhas passarem pelo peitoral definido de seu amado e ali marcas vermelhas se formavam enquanto gemidos de dor e prazer escapavam da boca de David.

– Vamos ver se você vai ser tão comportado quando exigiu que eu fosse quando eu estiver cuidando das pequenas lembrancinhas que eu estou deixando por seu corpo Sr. Nolan. – provoca Regina.

David olhava com espanto para a prefeita depois daquela sentença, e ele muito excitado se entregou aos desejos de sua rainha. Um arrepio percorreu por todo o corpo do príncipe ao sentir a língua quente e macia de Regina subir por seu umbigo, passear por seu abdômen e peitoral para depois se perder no pescoço e lábios do rapaz. David soltava alguns gemidos, e praticamente implorava por mais através de seu olhar.

A temida Evil Queen e o doce príncipe Charming agora totalmente nus e encaixados se movimentavam em uma sincronia perfeita, consumando seu amor em um coito selvagem e intenso, a rainha cavalgava em seu amado como a mais perfeita amazona de todos os mundos e naquele momento também era a amazona mais feroz de todas. Suas unhas agora rasgavam as costas de David enquanto ela se empalava mais profundo em seu amado, eles ficaram assim por um tempo incalculável até que no limite de suas forças o príncipe inverte as posições e fica por cima de sua amada.

– Eu te amo Regina. Como eu nunca amei ninguém em toda a minha vida. – gemia David ao se aprofundar mais e mais entre as coxas macia de sua mulher.

– Eu também te amo meu príncipe,... Meu rei... – respondia Regina cada vez com mais prazer.

Cuidadosamente David encaixou mais perfeitamente o seu corpo com o de sua amada e com movimentos sincronizados gemidos e sussurros cheios de prazer ecoaram pela casa. David lentamente massageou o clitóris de Regina arrancando gritos excitados. Ela não conseguia mais se controlar, ela necessitava cada vez mais de um contato mais profundo com David, afinal, seu sexo molhado já evidenciavam isso há algum tempo, David apenas queria provocar sua amada, para que ela chegasse à loucura de tanto desejo.

– David! – sussurrou Regina. – Eu não aguento mais, por favor! Eu preciso de você dentro de mim, preciso de você!

David sorriu maliciosamente para sua amada e fez o que Regina estava clamando, como lentamente começou a penetrar à morena. As estocadas que começaram lentas foram se tornando mais intensas, foi quando David sentiu que o orgasmo preencheria a rainha que em seu último ato selvagem crava as unhas na nádega de seu amante e o puxa para si, aprofundando a penetração enquanto ambos gozam plenamente.

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Nada como o tempo para acalmar a pacata cidade de Storybrooke. Após o choque inicial a cidade passou a aceitar com mais naturalidade o romance de David com Regina. Ela finalmente teve a oportunidade de experimentar o prazer de aproveitar uma felicidade que ela nunca conseguia colocar suas mãos. Agora, além de colocar as mãos e agarrá-la com todas as forças ela poderia dizer que cada sorriso que aparecia em seu rosto a completava por dentro.

Mas, nem tudo eram flores. Ela ainda evitava cruzar com Mary Margareth pelas ruas da cidade, já que a ex- esposa de David, ainda a metralhava com acusações e provocações. Emma e Regina ainda tinham alguns atritos, a maioria deles causados por causa de Henry. Afinal, Regina considerava-se no direito de ter uma participação maior na vida de seu filho. Agora com Henry, aos poucos Regina tentava retomar sua relação com ele. Até já poderia dizer que tinha conseguido alguns progressos. Como um dia que conseguiu que ele fosse jantar com ela. Tudo bem que logo o assunto acabou e um silêncio constrangedor se instalou na mesa. Mas, pelo menos desta vez ele não tinha se recusado a falar com ela. Ainda tinha fé de reconquistar o amor de seu filho.

Acordou naquele dia sentindo-se extremamente mal. O cansaço que sentia a impediu de sair da cama no horário que normalmente era acostumada a acordar. Aliás, naquele dia tinha sido acordada com uma sensação de duas mãos a sacudindo. Ao abrir seus olhos, sentiu tudo ao seu redor girando tanto que logo os fechou novamente.

– Meu amor, está sentindo-se bem? – perguntou David preocupado, afinal, Regina não era de acordar tarde.

– Está tudo bem meu amor! – mentiu. Não queria preocupa-lo, afinal era o dia dele de ajudar Emma na delegacia. – Estou apenas cansada. Acho que ando trabalhando demais na prefeitura. Ficou muita papelada atrasada durante o tempo que fiquei afastada.

– Não quero que fique doente ao trabalhar exaustivamente durante horas naquele escritório. Por que não tira hoje o dia de folga?

– Folga David? Com o tanto que trabalho que me espera. –responde fracamente. – Eu ligarei para Abby e direi que chegarei um pouco mais atrasada hoje, e assim eu aproveito para dormir mais um pouco. Melhor assim Sr. Nolan? – sorri enquanto David se aproxima dela roubando um selinho de sua amada.

– Vou tomar banho e aproveita para dormir e repor suas energias. No almoço nos encontramos na Granny’s?

– Claro meu amor. Terças e quintas nós sempre almoçamos lá. Até logo meu amor. – diz Regina se virando para o lado caindo no sono imediatamente.

David faz um carinho em sua amada, beija o topo de sua testa e se dirige para o banho. Ao sair, pensa em falar com Regina novamente, mas ao vê-la dormindo tão serenamente ele desiste da ideia e sai do quarto. Algumas horas depois Regina acorda sentindo-se melhor. Digo em partes, a tontura que havia sentido ao acordar desaparecera, mas a sensação de cansaço e seu corpo pesado ainda a acompanhavam. Após um banho sentia-se mais disposta e rumou até a cozinha para preparar seu café da manhã. Quando colocava uma torrada em sua boca sentiu um súbito enjoo que a fez esvaziar todo o conteúdo de seu estômago no vaso sanitário.

– O que está acontecendo comigo? – pergunta sem entender. – Nunca fui de ter mal estar. – diz para si mesma enquanto lavava seu rosto numa tentativa de fazer aquela náusea desaparecer.

Regina chegou a considerar ligar para David e lhe contar como estava se sentindo. Mas, não queria atrapalhar o trabalho de seu amado. E com certeza essa náusea não seria nada mais nada menos do que estresse do trabalho. Não havia porque ligar e preocupar David. Afinal, alguns minutos depois seus enjoos haviam passado. Tanto que terminou de se arrumar e foi trabalhar.

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Papéis, papéis, e mais papéis. Regina olhava para o relógio e o ponteiro parecia estar com preguiça de andar. Logo hoje que ela precisava sair e espairecer. Vira e mexe bocejava e por hora quase cochilava em cima da papelada. Como odiava essa parte de serviço burocrático. Ouviu um som de alguém batendo a porta. Ela queria que fosse David fazendo-lhe uma surpresa, mas ouviu a voz de sua secretária do lado de fora.

– Sra. Prefeita, eu posso entrar?

– Claro Abby! Entre! – respondeu não escondendo a decepção. – O que deseja?

– Eu gostaria de saber se eu poderia tirar o meu horário de almoço um pouco mais cedo hoje. Tenho alguns problemas para resolver. Mas, não precise se preocupar porque eu já conferi sua agenda, e a senhora não tem nenhuma reunião de negócio na parte da tarde.

– Pode tirar o seu horário de almoço mais cedo. Só certifica-se de voltar no horário correto.

– Obrigada senhora! Nem sei como lhe agradecer.

– Tenha um bom almoço! – respondeu Regina sinceramente.

Depois de algum tempo olhando aqueles formulários que pareciam não ter fim Regina sentiu que as letras ora diminuíam de tamanho, ora ficavam distorcidas.

– Era só o que me faltava eu ter que usar óculos nessa altura do campeonato. – resmungou Regina olhando para o relógio.

Ao perceber que faltava apenas meia hora para se encontrar com David na Granny’s, Regina resolveu parar o que estava fazendo para ir ao encontro de David. Se chegasse mais cedo que o amado, ela pedia um suco para espera-lo. O que ela não aguentava mais era olhar esses formulários por mais um segundo que fosse. Precisava de descanso. Assim que pôs os pés fora da cadeira, a tontura atingiu seu corpo em cheio. Suas mãos tremiam, estava suando frio e sua cabeça latejava. Para finalizar outro enjoo sacudiu seu corpo e Regina se viu obrigada a vomitar em sua cesta de lixo. Ofegante, Regina tenta se levantar, mas suas pernas fraquejam e para se manter em pé ela se apoia em sua mesa. Respirando fundo, após alguns minutos resolve andar, porém sua visão parecia ficar cada vez mais embaçada e toda energia de seu corpo se esvaía, até que restou apenas a escuridão.

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David havia ficado preso por mais tempo terminando um relatório e saiu atrasado da delegacia. Andou rapidamente para encontrar sua amada no restaurante. Já sabia que ia levar bronca, pois Regina não gostava quando ele se atrasava. Imaginava a voz dela lhe dando uma bronca sobre atrasos e responsabilidades. Ofegante ele entrou na Granny’s e encontrou o restaurante praticamente vazio. Passou os seus olhos rapidamente pelas mesas e nada de encontrar Regina.

– Onde está Regina? Estranho! Regina não costuma se atrasar para os nossos almoços. – pensou consigo mesmo.

– Boa tarde David! – disse Ruby despertando David de seus pensamentos.

– Boa tarde Ruby! – cumprimentou cordialmente. – Regina não chegou ainda? – perguntou preocupado.

– Regina não chegou ainda David. – respondeu a garçonete com um sorriso. – Está acontecendo alguma coisa? Você parece preocupado.

– Não sei o que está acontecendo. Mas, estou preocupado com Regina. Ela não se atrasa para os nossos almoços.

– Relaxa David. – disse Ruby tentando acalmá-lo. – Provavelmente ela deve ter ficado presa numa dessas reuniões e não deve ter conseguido te avisar.

– Sinceramente, eu não sei. Estou com uma sensação esquisita. Um aperto esquisito em meu coração.

– Que tal tentar ligar para a prefeitura? – propõe Ruby. – Aí você conversa com ela e afasta esse mau pressentimento.

– Você tem razão. Acho que irei fazer isso. – diz David tirando seu celular do bolso e liga para Regina.

O celular tocou infinitas e vezes e Regina não atendia. A ligação sempre caía na caixa postal. As mãos de David começaram a suar frio e nada de Regina atender ao telefone celular.

– Nada, eu já tentei mais de uma vez e nada dela me atender. Está acontecendo alguma coisa. Eu tenho certeza.

– Calma David! Você precisa relaxar e respirar fundo. Regina está bem e logo ela chegará aqui.

– Já sei! Vou tentar o telefone do escritório. – disse David gaguejando.

Tocou, tocou, tocou e nada de ninguém atender.

– Nossa Ruby! Que espera mais angustiante. Eu não aguento. Eu irei a sua procura. Aí eu arrasto a prefeita trabalhadora para almoçar e ter algum tipo de descanso até ela voltar a trabalhar. Se depender dela ela vive para trabalhar. Já volto Ruby!

– Até mais David! – despede-se Ruby.

David correu até a prefeitura e encontrou a recepção vazia. Onde será que estava Abby? A porta do escritório de Regina se encontrava fechada. Ele bateu na porta uma vez e nada de ter resposta. Bateu mais uma vez e o silêncio permanecia.

– Regina! Você está bem? – disse David encontrando o sossego novamente como resposta. – Eu irei entrar! Responde alguma coisa Regina. – falou com o pânico evidente em sua voz.

David abriu a porta e se deparou com Regina desmaiada no chão. Correu em direção de sua namorada com lágrimas nos olhos.

– Regina! – ajoelha-se ao seu lado levantando delicadamente sua cabeça. – Regina, por favor, fale comigo!

Notas finais
OMG! E então?? O que vocês acharam? Finalmente apareceram os primeiros sintomas da gravidez. Estou tão ansiosa em continuar a escrever. Mereço reviews???