The Evil Love
5 Regina is pregnant
Notas iniciais
David abriu a porta e se deparou com Regina desmaiada no chão. Correu em direção de sua namorada com lágrimas nos olhos.
- Regina! — ajoelha-se ao seu lado levantando delicadamente sua cabeça. — Regina, por favor, fale comigo!
O desespero tomou conta de todo corpo de David ao ver Regina inerte no chão sem reagir a nenhum de seus estímulos. Ela a colocou deitada sobre suas pernas onde tentava reanimá-la, sem obter nenhum sucesso. David passou suavemente suas mãos pelo rosto de sua namorada e sentiu o tom gélido de sua pele. Ela também não foi capaz de acordar depois de uma leve sacudida em seu corpo. Ele achou que aquilo serviria como um estímulo para que ela recobrasse logo sua consciência. Por mais que tentasse fazê-la voltar a si David não conseguia. Naquela manhã ele sabia que havia algo de errado com ela, mas decidiu ignorar todos os sinais. Ele sentiu que Regina não estava bem, mas decidiu acreditar no que a amada lhe disse. Ela não era de acordar tarde. Ela sempre era a primeira a por os pés para fora da cama. Aquele cansaço e sono excessivo já eram indícios que algo não estava bem. Ele conhecia Regina e sabia que ela sempre tinha o receio de estar lhe atrapalhando e sendo invasiva em sua vida. Mas, se ela se sentia tão mal pela manhã por que ela não lhe comunicou? Não! Agora não era hora para isso! Ele tinha que levar Regina urgentemente ao hospital, porém mais uma vez ele tentou acordá-la.
- Regina! Por favor, recobre a consciência! Não me assuste tanto. — disse, mas novamente não obteve qualquer tipo de resposta de modo que ele a colocou delicadamente em seus braços e saiu em direção ao hospital.
O desespero que David sentia era tão grande que ele saiu da prefeitura sem ao menos se lembrar de trancar as portas. Porém, o fato de Regina não ter reagido a nenhum de seus estímulos o preocupava demasiadamente. Assim que colocou Regina no banco da frente de seu carro sentiu o seu telefone tocando. Olhou no visor do aparelho e viu que era Ruby.
- Hey Ruby! — atendeu de forma mecânica.
- David! Finalmente atendeu ao telefone. Eu já estava ficando preocupada. Você não apareceu aqui para almoçar com Regina ainda. — diz Ruby notando o silêncio do outro lado da linha. — David, está tudo bem? — pergunta a garçonete.
- Não! Ruby, não está nada bem! — diz David sem conseguir conter suas lágrimas.
- David, você está chorando? — pergunta. — Pelo amor de Deus, conte-me o que está acontecendo?
- Regina! O problema é com Regina. Eu a encontrei desmaiada em seu escritório e até agora ela ainda não recobrou a consciência. Eu estou terminando de colocá-la em meu carro para levá-la ao hospital. O que eu faço Ruby? Eu estou desesperado e preocupado com minha namorada.
- David, você precisa ficar calmo. Eu sei que é difícil para você, mas pense que se você agir de maneira imprudente agora poderá ser pior para Regina. Você quer que eu te encontre aí?
- Prefiro ir para o hospital imediatamente. O quanto antes souber o que ela tem é melhor.
- David, então você quer que eu o encontre no hospital?
- Não precisa Ruby! Não quero te atrapalhar. Você deve estar tão ocupada agora. Sei quanto o horário de almoço é atolado para você.
- O horário do almoço realmente é bastante puxado para mim, mas você é um grande amigo que está precisando de um abraço. Não ouse discutir comigo David Nolan. Eu te encontro no hospital daqui a pouco. — responde Ruby sem ao menos dar tempo para David responder.
David devolve seu telefone ao bolso e olha mais uma vez para Regina. Ele não se perdoava por isso. Ele tinha que ter ficado em casa quando percebeu que Regina não estava bem. David reparou que nunca a tinha visto tão pálido como no dia de hoje e quando ele encostou suas mãos em sua face ela conseguia a façanha de estar mais gelada que antes. O que estava acontecendo? Ele perguntava a si mesmo.
- Regina? Acorde, por favor! — tentou mais uma vez, porém não obteve nenhum sucesso.
Entrou em seu carro e dirigiu, aliás, voou até o hospital. Naquele momento só importava para ele o bem estar de Regina, tanto que ele ignorou todas as leis de velocidade da cidade. Entrou com Regina inerte em seus braços e desesperado foi falar com uma das enfermeiras.
- Por favor, alguém me ajude! — disse ofegante. — Minha namorada desmaiou e não está reagindo a nenhum estímulo.
- Alguém, por favor, avise ao Dr. Whale que temos uma emergência. Ah, fale também que tem haver com a prefeita. — disse uma enfermeira em direção à outra. — Por favor, Sr. Nolan, a coloque aqui nessa maca que já a levaremos para o quarto.
David fez o que a enfermeira pediu enquanto viu levarem sua Regina para dentro de um dos quartos. Logo depois, Dr. Whale passou por ele e entrou para examinar Regina. David não soube dizer por quanto tempo ficou olhando para um ponto fixo, mas parecia que o tempo não passava. Aquela espera o estava matando por dentro e nunca saía ninguém daquele quarto para lhe dar notícias e aliviar sua angústia. Foi tirado de seus pensamentos quando Ruby chegou e se sentou ao seu lado.
- Hey David! Alguma notícia sobre Regina? — perguntou preocupada. Ruby ainda tinha alguns receios sobre confiar em Regina, mas a sua preocupação era genuína.
- Nada ainda. — respondeu desanimado. — Ninguém sai daquele quarto com alguma notícia. Por que demoram tanto?
- Eles têm que examiná-la com calma para ver exatamente o que ela tem. — disse Ruby tentando acalmar o amigo, e naquele momento ela percebeu que ele realmente amava Regina. — Esse procedimento é de praxe e eu sei o quanto essa espera pode ser angustiante, ainda mais quando é alguém que se ama. Responde-me uma coisa David?
Você a ama? — perguntou a loba.
- Eu a amo tanto, como eu nunca pensei que seria capaz de amar. Eu não vejo mais sentido em minha vida sem sua presença. E se acontecer alguma coisa com ela? — ele senta-se com as mãos sobre o seu rosto e se permite chorar. — Acho que já estou sentado aqui por uma hora e nada. Por que tem que ser assim? Logo quando ela finalmente estava se permitindo ser feliz acontece algo assim.
- Cruzes, David! Falando assim até parece que Regina está morrendo. Afaste esse pessimismo, você verá que não é nada tão sério. Logo ela estará bem e em casa. Sabe o que eu estou reparando? — perguntou a garçonete.
- O que? — disse David cabisbaixo.
- Que o senhor ainda não almoçou. Vamos até a lanchonete, assim o senhor faz um lanche. Que tal?
- Ruby, eu agradeço a sua gentileza, mas eu realmente não estou com apetite neste momento. — respondeu secamente.
- David, por que tanta teimosia? Então você quer que em vez de um doente, tenham dois pacientes internados aqui no hospital? — perguntou casualmente. — Quem cuidará de Regina se você também estiver internado com fraqueza aqui na clínica? — contesta Ruby, que acaba conseguindo convencer David a lhe acompanhar.
- Está bem! Você tem razão. Eu só não quero demorar muito por lá. Eu só quero estar por aqui quando Dr. Whale vier dar notícias dela.
- Prometo que seremos breve David. Vamos lá que eu farei as honras e serei sua garçonete na lanchonete. — disse Ruby se levantando com o amigo, e conseguindo arrancar uma risada dele.
- Só você Ruby para me fazer rir na situação em que me encontro.
- Amigos são para essas coisas. — finaliza Ruby.
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Duas pálpebras começaram a se mexer lentamente, eram movimentos sutis que com o tempo se tornaram mais perceptíveis. E era questão de minutos até Regina estar desperta. Aquela maldita tontura ainda não havia passado totalmente, ela tinha se dado conta disso quando mexeu rapidamente com sua cabeça querendo saber que lugar é aquele que ela havia despertado. Pelo som das máquinas que estavam ao seu redor e a intravenosa em sua veia só significava uma coisa. Que ela estava no hospital. Ela forçou sua memória tentando se lembrar de como havia chegado até lá, mas só se lembrava de uma tontura insuportável, cabeça latejando, enjôo, fraqueza. Ela queria se manter desperta, mas a inconsciência queria puxá-la para baixo novamente.
- Regina, você está bem? — pergunta Dr. Whale.
Regina olha para o médico, mas não responde nada, e pelo movimento dos olhos de Regina, onde se tornou possível ser sua pálpebra esbranquiçada, Whale só podia concluir que ela iria desmaiar novamente. Levemente ele sacudiu Regina para chamar sua atenção.
-Regina? Preste atenção em mim. — disse chamando atenção da morena. — Você está bem? — novamente recebe o silencio como resposta. — Você está bem? — pergunta mais firmemente, até que Regina nega com um movimento lento de sua cabeça.
- Onde eu estou? — pergunta fracamente.
- Você está no hospital. Você tem que prometer que fará algum esforço para se manter acordada. Está me entendendo?
- Tão difícil! Cansada! Tonta! — disse Regina com dificuldade, sua voz estava ofegante e foi capaz de murmurar apenas algumas palavras.
- Eu sei que é difícil e que você está cansada. Você só terá que me responder algumas perguntas e eu prometo que poderá descansar depois. — diz firmemente aguardando um sinal positivo da paciente. — Desde quando começou a sentir estes sintomas? — pergunta Whale enquanto verifica os reflexos oculares de Regina que prontamente reage quando aquela luz entra em contato com suas pupilas.
- Hoje eu levantei me sentindo pior do que nos outros dias. — responde com os olhos quase fechados.
- Você se sentiu alguns outros sintomas em dias anteriores? — disse Whale fazendo uma leve pressão sobre o estômago de Regina.
Ele já desconfiava do que poderia ser, tanto que já havia coletado uma amostra do sangue de Regina e enviado para análise. Agora só lhe restava esperar e ver se sua desconfiança tinha procedência.
- Eu senti alguns mal estares leves durante a semana, mas nada que me preocupasse. Está acontecendo alguma coisa Dr. Whale? — perguntou alarmada.
- Não precisa se preocupar Regina. — Whale a acalma.
- Então por que eu ainda me sinto tão tonta e cansada? — suspira enfraquecida. — Isso nunca me aconteceu antes.
- Você está apenas fraca Regina. Pode descansar agora, que depois eu volto para conversarmos.
- Conversar sobre o que?- diz em pânico. — Dr. Whale, você está me assustando. — consegue dizer antes de fechar seus olhos dominados pela fraqueza e cansaço.
Nisso entra uma das enfermeiras trazendo os resultados dos exames que ele havia pedido para Regina. Ele lê atentamente e sussurra para uma Regina inconsciente a sua frente.
- Parece que a Sra. Prefeita vai ser mamãe! — diz Whale enquanto continua a verificar Regina.
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David já havia voltado da lanchonete com Ruby e nada de receber notícias sobre sua namorada. Ele vê uma das enfermeiras se dirigindo até a porta do quarto de Regina. Sem pensar, ele corre atrás dela.
- Alguma notícia sobre Regina? — pergunta angustiado.
- Desculpe-me senhor Nolan, mas não posso dar nenhuma informação sobre o estado da paciente. Só posso falar com Regina ou com o contato de emergência cadastrado aqui no hospital.
- Como assim contato de emergência? Regina listou alguém como seu contato de emergência? — perguntou surpreso. — Mas, ela é minha namorada. Pode falar sobre o estado dela comigo.
- Infelizmente não estou autorizada a falar sobre Regina. Só com ela ou com Emma Swan.
- Emma Swan? — pergunta surpresa. -Mas por que será que Regina iria colocar minha filha como seu contato de emergência? Elas nem se dão bem.
- Receio que terá que fazer essa pergunta a ela mesma. Dá-me licença que Dr. Whale espera alguns resultados da paciente.
David cabisbaixo volta a se sentar ao lado de Ruby.
- E aí conseguiu alguma notícia David?
- Nada Ruby. Eu não estou autorizado a saber do estado de minha própria namorada. Terei que ligar para Emma.
- Emma? Por que ligar para Emma? — pergunta Ruby.
- Nem te conto! Pelo que me informou uma das enfermeiras, Emma é o contato de emergência de Regina aqui no hospital.
- Emma?! — exclama Ruby rindo. — Sinto muito David, mas é que parece tão surreal isso tudo. Elas nem se dão bem.
- Confesso que também fiquei surpreso com tudo isso.
David tira o celular de seu bolso. Antes mesmo que pudesse falar alguma coisa à voz de Emma ecoou pelo aparelho.
- Oi David! Já estou a caminho do hospital.
- Por favor, Emma, não demore. Eles não falaram nada para mim sobre o estado de Regina. Eles estão com ela naquele quarto e eu estou tão desesperado. Eu não sei o que será de minha vida se algo acontecer com ela.
— David. Estou só colocando Henry no ônibus da escola. Foi uma tarefa árdua. Ele a ama muito, e parece que tudo veio à tona neste momento. Ele está desesperado que algo aconteça a ela, sem que ele possa dizer o quanto a ama.
- Você é uma excelente mãe Emma. Se fosse comigo eu nem sei o que eu falaria para Henry nesse momento.
- Até logo David.
- Até logo Emma. — suspira David desligando o telefone. — Ela já está vindo para cá. — diz em direção a Ruby.
Emma parecia que ia levar uma eternidade para chegar, e David andava de um lado para o outro sem parar.
- David, se você continuar andando deste jeito vai acabar se abrindo um buraco no chão. Sente-se um pouco que logo ela...
- Cheguei! — disse Emma interrompendo Ruby. — Desculpe a demora, mas um adolescente preocupado não queria estudar. Foi um sacrifício colocar Henry no ônibus da escola hoje.
- Emma! — exclamou David. — Estou tão preocupado.
- David! — disse Emma. — Estou aqui e logo saberemos o que Regina tem.
- Desculpe por estar estragando o momento família, mas falando em Regina, por que ela te colocou como contato de emergência no hospital? — pergunta Ruby em direção a Emma.
- Ah, sobre isso, é uma longa história. — suspira Emma. — disse parecendo fazer aquilo se tornar a coisa mais normal do mundo. — Depois do incêndio, Regina ficou preocupada que se alguma coisa acontecesse a ela, ela não teria ninguém que tomasse algum tipo de decisão por ela, caso ela se tornasse incapaz de decidir por ela mesma. Ela pensou em mais possibilidades, mas na época eu sendo a mãe biológica do Henry, foi o possibilitou sua decisão. Foi aí que ela me adicionou como contato. — conclui.
- David, perdão, mas continua sendo surreal esta história. — dispara Ruby.
- Agora é só aguardar por notícias. Parece que Whale ainda a está examinando. E se for algo sério Emma? — pergunta David com aflição.
- Olha, eu não mentir. Pode ser algo sério, mas se for algo mais sério, vou lhes dar todo o apoio. Eu, como sua filha, não quero nunca te ver sofrendo pai.
David deixa escapar uma lágrima de felicidade. Emma o havia chamado de pai. Isso quase nunca acontecia, e quando acontecia significava que Emma estava colocando suas barreiras para baixo. Finalmente ele teria sua família ao seu redor: Emma, Henry, e Regina. Que eram as pessoas que ele mais amava em sua vida. Depois de ir em direção de sua filha e abraçá-la, Dr. Whale sai do quarto e vai em direção aos dois.
- Boa tarde xerife, boa tarde Sr. Nolan. — cumprimenta Whale cordialmente. — Tenho notícias da paciente.
- O que a minha namorada tem? — pergunta aflito.
- Ela ficará assim por algum tempo, para ser mais preciso, você tem nove meses para se preparar?
- O que ela tem é muito grave doutor? — pergunta desesperado. — Como assim nove meses? O que ela tem?
- Parabéns Sr. Nolan, parece que a Sra. Mills está grávida. Ela teve uma forte tontura e resolvi deixá-la em observação por hoje. Não há nada que precise se preocupar. Ela está bem.
- Então isso significa que eu irei ser pai? — pergunta David com lágrimas em seus olhos.
- Parabéns David!
- Obrigada Dr. Whale. Eu posso vê-la.
- Claro Sr. Nolan. Ela está descansando, mas logo ela irá acordar. — disse Whale enquanto se afasta para atender outros pacientes.
- Ouviu isso Emma, você irá ganhar um irmãozinho ou uma irmãzinha. — diz David chorando de felicidade.
- Claro, meu irmão! — exclama Emma surpresa. — Uau! — diz sem conseguir dizer mais nada.
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