The Evil Love

8 Is something wrong!


Notas iniciais
Como eu disse, o momento de tensão chegou. Não quero que me matem, porque preciso continuar a fic né?
Bem, obrigada pelos comentários! Irei responder agora todos os reviews lindos que me encantaram!!

Essa profecia estava tirando o sono de Rumpelstiltskin. Peças e peças eram lançadas diariamente através de visões que isoladamente não faziam nenhum sentido, mas que se fossem coladas uma a outra como peças de um enorme quebra-cabeça começavam a adquirir algum sentido. Mas que sentido? Ele podia sentir a ameaça chegando, tinha que ter uma maneira de impedir esse perigo de se concretizar e livrar uma cidade toda de um triste destino. Ele não havia parado por um segundo em seu escritório. O senhor das trevas andava de um lado para o outro e não conseguia se chegar a caminho nenhum. Encontrar uma solução para esse problema ficava cada vez mais distante.

Colocava suas mãos sobre sua cabeça e apenas via um destino cruel dominado pela dor. Um destino que ele tentaria evitar nem que fosse a última coisa que ele fizesse em sua vida. Aquelas visões estavam o atormentando cada vez mais e vindo em maior frequência. O senhor das trevas entrava numa espécie de transe e escrevia em várias folhas de papel, o qual depois ele não entendia nem metade de tudo aquilo que ele havia escrito. Ele sabia apenas que alguém viria para prejudicar e tirar o final feliz de todos os habitantes de Storybrooke. Algo que os impediriam de ter o final feliz que todos almejavam. Principalmente, algo que o deixaria longe de seu filho.

Havia demorado tantos anos para que ele pudesse se reencontrar com Bae, apenas para ele cair num maldito portal em direção à floresta encantada. Muitos acreditavam em sua morte, mas Gold sentia que seu filho estava vivo. Se ele não pudesse ver Bae novamente seria essa a pior dor de sua vida. Ele não conseguiria suportar e se recusaria com todas as forças o final que o destino queria lhe impor. Ele não perderia o seu filho novamente, nem que para isso ele tivesse que prejudicar outras pessoas. Trazia em seu rosto um semblante de preocupação, seu olhar certamente estava perdido em algum pensamento longínquo. Por vezes, ele ia até um de seus livros e tentava pesquisar algo que até o próprio senhor das trevas não sabia exatamente o que estava procurando.

– Não! Eu não posso permitir que isso aconteça. Porque certamente seria a ruína de todos os habitantes de Storybrooke. – pensava em voz alta. – Não depois de tanto estudo pensando em alguma forma eficiente de se voltar a Floresta Encantada. Preciso encontrar Bae. Algo que diz que ele está vivo e esperando por mim. – disse sombriamente.

– Rumpel, está acontecendo alguma coisa? – perguntou Belle preocupada com seu amado, afinal ele já estava agindo estranho há algum tempo. – Já tem alguns dias que você está tendo um comportamento esquisito. Tem certeza de que está tudo bem? Você está aprontando alguma coisa? – perguntou preocupada. – Eu fico tão apreensiva. Você sabe que no fim da história você é o que mais se machuca. Eu não quero que você sofra.

– Quantas vezes eu vou ter que dizer que não está acontecendo nada Belle. – mentiu afinal ele sentia que Belle não compreenderia os seus receios. – Eu preciso apenas pensar, reorganizar alguns pensamentos que ficaram desordenados. Por que sempre acham que eu estou aprontando algo? Belle, eu preciso que confie em mim, que eu irei pensar sempre antes de tomar qualquer tipo de decisão.

– Eu estou indo trabalhar Rumpel. O seu café da manhã já está pronto. Na hora do almoço nós nos vemos na Granny. – disse Belle dando um selinho em seu marido.

Rumpelstiltskin observou Belle sair da porta de seu escritório, para que ele pudesse retomar o que ele estava pesquisando. O senhor das trevas enterrou sua cabeça em seus livros de feitiços e ficou lá durante toda manhã.

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Na manhã seguinte, assim que os primeiros raios de sol adentrou o quarto do casal apaixonado, iluminando o casal que dormia juntos, ali na intimidade, seus corpos se fundiam, tornando-se apenas um corpo. Algum tempo depois David despertou e ficou ali observando sua amada dormir serenamente ao seu lado. Regina sempre foi uma mulher muito bonita, ele nunca se cansava de admirá-la, mas em sua gravidez, ela conseguia a proeza de conseguir ser ainda mais bela. Era como se ela brilhasse de tanta felicidade que sentia. E ele se sentia imensamente feliz em ser o responsável em devolver a felicidade que Regina tanto lutara para adquirir. Mesmo em seu sono ela exibia um sorriso contagiante, mesmo com todos os enjoos que sentia ela mantinha um belo sorriso em sua face. Ele perdeu a noção de quanto tempo ficou ali parado, ao admirar Regina em seu sono, mas a morena já dava sinais que despertaria, e a primeira coisa que a morena viu quando abriu seus olhos castanhos foi à imensidão azul das pupilas de David.

– Bom dia meu amor! – disse David dando um singelo selinho nos lábios de Regina. – Está melhor?

– Estou ótima David! – responde com um enorme sorriso brotando em seu rosto. – Acordar em casa com os amores de minha vida é maravilhoso. – responde Regina levando uma de suas mãos ao rosto de David e com a outra pousando em seu ventre. – Eu sou a mulher mais feliz deste mundo.

– Só deste mundo? – questiona David fazendo um beicinho adorável. – Eu quero te fazer a mulher mais feliz não só deste mundo, como de todos os outros que existem. – dialoga fazendo um enorme gesto com sua mão.

– Viram bebês! – cochicha Regina com a pequena colisão em sua barriga. – Fui arrumar o noivo mais romântico de todos os mundos. – termina dando uma deliciosa risada.

– Você bem que gosta disso Regina. – levanta-se da cama puxando a morena para si para poder beijá-la e a pegou em seu colo e a girou pelo quarto.

– David! – diz Regina. – Eu exijo que me coloque no chão imediatamente. Eu estou ficando tonta.

– Desculpe-me! Eu acho que me empolguei um pouco. – disse com um sorriso faceiro. – Perdoam-me bebês, eu não queria deixar sua mãe com tonturas.

– Está devidamente perdoado Sr. Nolan. – concluiu Regina com um sorriso brincalhão em seu rosto. – Está perdoado porque eu te amo muito.

– Eu também te amo Regina. – David deu um selinho na morena e desceu até a barriga de Regina onde depositou um beijo no ventre de sua amada. – Que tal irmos a uma loja hoje? Não vejo a hora de comprar os primeiros presentes de nossos filhos.

– Eu acho uma ótima ideia. Confesso que eu também não vejo a hora de comprar roupinhas para os bebês. – responde Regina emocionada. – Isso me lembra de outro assunto que eu quero conversar com você. Sobre os bebês.

– Que assunto é esse que quer falar? – questiona David preocupado. – Está tudo bem com o bebê? Você está bem? – David percorre suas mãos pelo corpo de Regina.

– Está tudo bem com a gente. Não precisa se preocupar. É que eu não quero saber o sexo de nossos bebês. Eu prefiro saber apenas quando eu der a luz. Isso se você concordar comigo. Eu quero que seja tudo isso uma surpresa. O que você acha?

– Eu quero que você saiba que eu te apoiarei em todas as decisões que você tomar. E sim, só saberemos o sexo de nossos pupilos quando eles nascerem. – diz David conseguindo arrancar um singelo sorriso de Regina.

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Henry acordou com um enorme sorriso. Ele se sentia feliz com tudo o que estava acontecendo. Sua felicidade era tanta, que ele não conseguia ficar parado na mesa do café da manhã. Por que mais Emma tentasse controlar o garoto, ela não conseguia. Ele parecia estar com muita energia acumulada, na verdade era tudo uma enorme excitação por saber que ele se tornaria um irmão mais velho.

– Henry! Coma com mais calma. O café da manhã não sairá da mesa. – disse Emma repreendendo o filho.

Morar agora junto com Henry fez com que Emma adquirisse novas responsabilidades na criação de seu filho. Quando o garoto morava com Regina, ela se comportava mais como sua irmã mais velha, mas agora, que era responsável por sua educação fez com que ela impôs algumas regras. Henry olhou para ela, com um muxoxo insatisfeito, mas fez o que Emma lhe disse e passou a comer mais calmamente.

– Desculpe Emma. Eu quero poder ver minha mãe logo. Eu soube que ela já foi para casa e eu quero vê-la. – disse Henry notando o olhar cabisbaixo de Emma. – Você não gostou?

– Hein?– disse Emma sendo dispersa de seus pensamentos.

– Da gravidez de minha mãe. – apontou Henry. – Eu notei que você não gostou. Quer você queira ou não esse bebê é seu sangue. – conclui Henry com uma maturidade rara nos meninos de sua idade.

– Não é que eu não tenha gostado Henry. – Emma se aproximou de seu filho. – Eu só preciso de um tempo para me acostumar com tudo. E sua mãe estar grávida de seu pai, eu só preciso me adaptar.

– Eu tenho certeza que você logo se acostumará com a ideia de ter uma irmã.

– Eu queria que tudo fosse mais fácil Henry. Só me dê um pouco de tempo, ok? – fala Emma enquanto observa Henry dar uma colherada em seu cereal.

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Regina caminha com David em direção a Granny. David logo nota o corpo de sua noiva enrijecer na medida em que eles se aproximam do restaurante. Ele podia sentir o nervosismo de Regina tomando conta de seu corpo. Ele traça círculos em suas costas, como que se tentasse acalmá-la.

– Não precisa ficar nervosa meu amor. É só um almoço Regina.

– Um almoço que praticamente todos da cidade frequentam David. Eu fico tão nervosa, afinal vai ser a primeira vez que estou saindo de casa desde que descobri sobre a minha gravidez.

– Hey! Eu vou estar com você todo o tempo, não precisa ter medo. Você não está sozinha meu amor. – David acalma Regina.

– Eu nem sei o que seria de mim se não fosse você David. Obrigada por sempre me dar todo o apoio que preciso. – diz Regina respirando fundo. – Lá vamos nós, eu estou pronta. Ou acho que estou. – deu um sorriso nervoso para David.

– É assim que se fala Regina Mills. – falou David arrancando uma risada descontraída de Regina.

Assim que a porta do restaurante se abriu todos os olhares foram em direção ao casal que adentrava o recinto. David deu um leve aperto na mão de Regina, para lhe mostrar que ela não estava ali sozinha e que os dois passariam por tudo juntos e unidos, como um casal deve ser. O restaurante parecia estar mais cheio que o normal, o que facilitava o nervosismo da morena que já podia sentir seu coração acelerando a medida que o casal escolhia uma mesa para se sentar. Ruby se dirigiu a mesa do casal com um enorme sorriso simpático no rosto. Regina estranhou, já que a garçonete geralmente a tratava com reservas.

– Boa tarde David! Boa tarde Regina! O que desejam? – perguntou Ruby enquanto ajeitava a caneta no bloco de pedidos.

– O mesmo de sempre para mim. – David falou enquanto olhava o cardápio.

– Bem, eu também quero o mesmo de sempre... – disse Regina, mas de repente sentiu seu estômago se revirar só de se lembrar do que geralmente costuma comer. – Não, na verdade eu quero um hambúrguer com fritas. – Regina finalmente decide o que vai comer, espantando David e Ruby, já que geralmente Regina optava por uma alimentação mais saudável. – O que estão olhando? Algum problema? – pergunta dando uma leve risada.

– Nada não Regina, somente espantado pela escolha de almoço só isso.

– Já estou começando a mudar meus hábitos alimentares. – falou enquanto inconscientemente levou uma de suas mãos ao seu abdômen.

– Regina! – Ruby se pronunciou discretamente. – Parabéns por sua gravidez.

– Obrigada Ruby! – um sorriso brotou no rosto de Regina, enquanto a loba se afastou.

– David! – sussurrou Regina. – Você contou para Ruby?

– Ela estava comigo no hospital quando Dr. Whale me informou sobre sua gravidez.

David terminou de falar com Regina, sem perceber que Mary Margareth havia acabado de chegar ao restaurante, e consequentemente escutou um pedaço da conversa do casal.

– Então o casal apaixonado está esperando o primeiro rebento? – sua voz carregada no sarcasmo. – Isso é tão romântico que chega a me enojar.

– Olha Mary Margareth, eu fui neutro naquele outro dia, mas hoje eu não serei. Isso já está se tornando inconveniente. Nosso casamento acabou. – explanou David. – Só que você é a única pessoa que não consegue enxergar isso.

– E você acha que é fácil Sr. Nolan? – ri ironicamente. – Se bem que a seu ver é fácil. Facílimo! Ver uma pessoa que tentou acabar com sua vida várias vezes acaba com o seu casamento. Mas, agora eu vejo que essa aí conseguiu finalmente atingir seu objetivo, né Regina Mills. Ou melhor, Evil Queen. Porque isso é o que você sempre será para mim. Uma megera e vadia.

– Escute-me bem! Eu não tolerar esse seu linguajar recalcado. – disse Regina prestes a se levantar, mas foi impedida por David.

– Por favor, Regina. – sussurrou perto ao ouvido de sua amada. – Pense em nossos filhos. – tomando cuidado para que ninguém mais escutasse. – Você não pode ficar nervosa e nem se exaltar.

– Você tem razão David. Não irá adiantar nada. Eu não quero colocar a vida de nossos filhos em risco. – segredou a David, sentando-se em seguida com suas mãos trêmulas.

– Você pode nos dar licença Sra. Blanchard. Nós estamos num almoço de família.

Sem dizer nada, Mary Margareth afastou-se e foi sentar em sua própria mesa. A partir daí o almoço transcorreu sem outros problemas. Assim que terminaram o casal se dirigiu até a saída, onde se encontraram com Gold, que ficou encarando Regina com um semblante bastante suspeito. A morena sentiu um arrepio em sua coluna, uma sensação esquisita que fluía do corpo daquele homem. Regina se aconchegou em David na tentativa de procurar mais conforto.

– Você está bem Regina? – questionou o loiro.

– Sim, estou bem! – ela respondeu, mas ele sentia que a morena escondia algo.

– Nós somos um casal. E eu gostaria de saber quando algo lhe aborrece.

– Não há nada para se preocupar. Só tive uma sensação esquisita quando olhei Gold. – disse tentando dispersar a sensação ruim que tomava conta de si. – Bem, é aqui que nos separamos. Volto ao trabalho hoje.

– Não é melhor adiar para amanhã? Já que está com essa sensação ruim.

– Você sabe que eu não posso. Tenho que preencher alguns relatórios de administração e hoje a noite tem a inauguração da faculdade de Storybrooke. Não precisa se preocupar comigo. Eu estou bem. – Regina deu um selinho em David, sendo que logo em seguida o casal seguiu caminhos diferentes.

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Regina se encontrava em seu escritório onde terminava de assinar os últimos relatórios. Ela já massageava suas têmporas doloridas, mas logo toda essa papelada sairia de sua mesa e iria para seus determinados departamentos. Às vezes era cansativo administrar uma cidade, mas era algo que a morena gostava. Ela sentia-se útil, pois aquilo era a única coisa que ela sabia fazer. Ela não saberia que profissão ela seguiria, caso não pudesse mais ser prefeita da cidade. Abby, sua secretária deu leves toques na porta e Regina acenou para que a moça entrasse.

– Boa tarde prefeita. Desculpe-me interromper, mas chegou uma encomenda para você. – disse a secretária da porta.

– Encomenda de quem? – questionou Regina tirando seus óculos.

– Tem um cartão junto com a caixa. – falou a secretária deixando a encomenda sobre a mesa de Regina. – Com licença! – retirou-se da sala.

Regina primeiramente pegou o cartão vermelho, e ansiosamente o abriu lendo o conteúdo.

Regina, meu amor! Por sua causa eu encontrei novamente o amor. Agora, com nossa família em expansão eu me sinto extremamente feliz e espero que estes chocolates adocem mais um dia exaustivo de trabalho.

Com todo amor

David!

Regina sorriu com as palavras que estavam naquele cartão. Em seguida abriu a caixa e olhou os chocolates que ganhou de David.

– David, meu amor! Você também me faz muito feliz. Você nem imagina. – concluiu Regina para si mesma enquanto começou a comer o chocolate dado por David.

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Era uma noite histórica para Storybrooke. Seria a inauguração da primeira faculdade da cidade e todos os cidadãos estavam em polvorosa, porque era mais um passo da cidade em direção ao progresso. Regina particularmente estava linda usando um vestido longo e preto enquanto passeava entre os habitantes da cidade com um largo sorriso em seu rosto. David sentado um uma mesa acompanhava a desenvoltura de sua noiva. Ele levanta-se da mesa e vai em direção a Regina e passa suas mãos sobre a cintura de sua amada.

– David! – ela o censura. – Eu estou a trabalho essa noite.

– Eu sei! – David confirma. – Mas, fica cada vez mais difícil resistir a sua beleza. Me dá vontade de te sequestrar para ficar somente com você esta noite.

– Eu queria estar sozinha com você, mas eu tenho compromissos da prefeitura essa noite.

– Eu não vejo a hora de estar em casa somente com você, nós dois agarradinhos na cama e fazendo planos para os nossos bebês.

– Eu e nossos filhos estamos ansiosos para ter um momento a sós com você. – sorriu Regina. – Chegou mais um executivo, deixe-me ir lá e fazer uma social. Depois nos falamos.

Tudo transcorria as mil maravilhas. Regina sentia-se feliz ao ver que tudo dava certo. A morena constantemente era mimada por David e Henry, e isso colocava um enorme sorriso em seu rosto. Tantos anos a procurando a sua felicidade. Ela tinha o amor de Henry novamente, um noivo que amava com todas suas forças e dois filhos a caminho. Havia perdido tanto tempo acreditando nas palavras erradas de sua mãe durante muitos anos, e tinha percebido a tempo que nada daquilo era verdade. O amor não tinha que ser uma fraqueza. Podia ser força também, e sua família era sua fortaleza. Vira e mexe ela colocava as mãos em seu ventre, ela nem podia acreditar que ela carregava duas vidas em seu ventre.

Depois de algum tempo andando por mesas, falando com investidores, Regina começou a se sentir mal. Uma tontura que não a deixava em paz, e uma espécie de torpor adentrava o seu corpo e ela começou a ficar preocupada, pois tudo isso poderia ser algo com os bebês, mas ela preferiu não dizer nada a David, pois não queria que seu noivo ficasse preocupado. Não devia ser nada, era apenas um cansaço. Não iria querer preocupar David à toa, não quando uma noite bem dormida a renovaria. Procurava afastar seus pensamentos colocando um sorriso falso enquanto andava por todas as mesas para se certificar se todos os convidados do coquetel estavam sendo bem servidos.

Assim que David colocou seus olhos em Regina ao longe, ele sentiu que tinha algo de errado com a morena. Começou a notar a sua noiva agindo de forma estranha, era como se ela estivesse dopada. Tinha um comportamento um pouco suspeito, seus passos que antes eram seguros começaram a dar uma vacilada nos enormes saltos que usava. Quando ele decidiu ver o que estava acontecendo Regina foi puxada por um de seus assessores para onde ela iria começar a fazer seu discurso. O que estivesse de errado com Regina, ele só saberia depois de seu pronunciamento.

Havia passado pouco tempo desde que tinha começado a se sentir mal, mas a sensação de mal estar ainda perdurava no corpo de Regina. Daqui a poucos segundos ela começaria o seu discurso, mas já era evidente que ela não estava bem. Uma fina camada de suor cobria o seu rosto, que gradativamente fora perdendo toda a cor morena, adquirindo uma cor pálida. Através de respirações profundas Regina tentava ter algum tipo de controle em seu corpo, mas ficava cada vez mais difícil.

Ela tentava se concentrar no texto de seu discurso que havia preparado para falar, mas as palavras em seu texto constantemente mudavam de lugar. Tudo embaralhado, embaçado, não só o texto, mas tudo ao seu redor girava. Definitivamente Regina não estava bem. Ela firmou suas mãos em cima da pequena mesa onde seu texto estava, numa tentativa de firmar seu corpo, mas não conseguiu nenhum efeito, ele continuava vacilando.

O pânico que sentia só aumentava quando sentiu uma pontada em seu estômago. Seu coração dilacerava só de pensar em seus bebês. Algo estava errado com seus filhos. Ela concluiu enquanto suas mãos estavam em torno de seu ventre. As lágrimas já escorriam por seu rosto, e suas pernas não suportaram o peso de seu corpo e ela desabou no chão. David, assustado, rapidamente foi até a sua noiva a amparando.

– Regina, meu amor. O que está acontecendo? – perguntou enquanto segurava Regina. – Alguém chame uma ambulância. É uma emergência. – gritou David assustado.

– David! – disse ela ofegante. – Tem algo errado com os bebês. – sua voz falhou enquanto falava e seu peito arfava a procura do ar que parecia cada vez mais rarefeito.

– O que você está sentindo? – não houve resposta. – Regina, você pode me escutar? O que está acontecendo de errado? – David tentou manter sua calma, mas ficava cada vez mais difícil, cortava seu coração ver Regina tão assustada.

– David! – uma respirada. – Estou com medo, está doendo tanto. Meus bebês... tenho medo. – chorava Regina.

– Regina, olhe para mim. Onde está doendo? – questionou David, Regina não respondeu, mas seu corpo se curvou novamente, como uma onda de dor atravessou seu estômago.

Regina apertou seus braços sobre o estômago. – Eu não estou entendendo David. – disse com falta de ar. – Essa dor, parece ser uma contração. – sussurrou com seus dentes cerrados. – Tá doendo, eu não quero perder os meus bebês. – ela disse antes da escuridão tomar conta de seu corpo.

Notas finais
Querem me matar?? Bem, vou ficar sabendo pelos comentários a reação de vocês! Estão gostando da fic? Estou esperando pelos comentários de vocês,inclusive meus leitores fantasmas. Preciso saber a opinião de vocês. (cara de pidona)