The Evil Love
7 Happiness
Notas iniciais
Sei que havia prometido tensão nesse cap, mas vai ficar para o próximo! Deixar Regina feliz um pouco!!
Este capítulo é em homenagem a Emanuele que finalmente está em casa depois de todo o sufoco!! Espero que goste Manu!!
Espero que gostem do que estou escrevendo!!
Regina foi despertada naquela bela manhã por suaves beijos dados por David em seus lábios. Seus olhos se abriram lentamente e se perderam nos olhos azuis de seu amado. Ela não disse nada, apenas abriu o mais brilhante dos sorrisos. Não havia nada que pudesse falar, apenas decidiu aproveitar o silêncio e a companhia de seu amado. Decidiu então parar de buscar por explicações, porque nada do que pudesse dizer conseguiria exprimir a felicidade enorme que sentia dentro de seu coração. Há muito tempo pensava que nunca poderia ser feliz, que nada de bom poderia acontecer em sua vida. No entanto, finalmente a felicidade havia batido em sua porta. E em breve ela se casaria com David e os dois juntos criaram os bebês que ela estava esperando.
- Bom dia meu amor! Como está se sentindo a mais linda das mães? — disse David depositando beijos carinhosos por todo o rosto de Regina.
- Bom dia meu amor! — respondeu Regina deixando escorrer uma lágrima solitária por seu rosto.
- Está tudo bem Regina? — perguntou David com uma expressão preocupada em seu rosto. — Está sentindo alguma dor?
- Eu estou bem meu amor. — respondeu Regina com um sorriso em seu rosto, dando logo em seguida um beijo nos lábios de David. — Essas lágrimas são de felicidade. Eu nunca pensei que eu pudesse ser feliz...
- Hey! — interrompe. — Não fale mais nada! Eu te amo tanto Regina! — diz David a beijando novamente com intensidade.
Assim eles se beijaram, com uma enorme urgência, com as suas línguas se mexendo de forma sincronizada. Para eles o mundo poderia paralisar naquele minuto de felicidade. David colocava um sorriso sincero no rosto de Regina e em troca o coração da morena se acalentava e desfrutava de algo novo, que sempre fora lhe privado. Eles apenas se separaram quando o ar fora necessário.
- Você não me deixou terminar de falar. — protesta Regina respirando profundamente. — Eu nunca pensei que poderia ser feliz, até que alguém entrou em minha vida. E essa pessoa agora me deu o melhor presente que eu já recebi em minha existência. Eu nunca pensei ser capaz de gerar um bebê, e aconteceu um milagre, e eu estou esperando gêmeos da pessoa maravilhosa que eu escolhi viver todos os meus dias em companhia. É com você que eu darei uma nova oportunidade ao casamento que eu sempre tive tanto trauma e receio. Eu sempre me neguei qualquer oportunidade de ser feliz, mas agora não tem jeito Sr. Nolan. — disse com um sorriso maroto no rosto. — Por sua causa, eu posso considerar a felicidade que estou recebendo em minha vida de forma mais natural. E sabe que é bom. É maravilhoso! — disse com os olhos marejados.
- Dr. Whale me disse que daqui a pouco ele estará vindo aqui para te examinar e se estiver tudo bem com você e com os nossos bebês você receberá alta hoje mesmo. — disse David não conseguindo esconder a felicidade que sentia.
- Ainda bem! — suspira Regina. — Não aguento mais ficar deitada nessa cama de hospital. Parada, sem poder fazer nada. É tão entediante.
- Regina, falando em ficar sem fazer nada, você me promete pegar mais leve com o trabalho? Não quero que se estresse, porque pode fazer mal aos bebês.
- David! — protesta Regina fazendo um charmoso biquinho. — Você sabe muito bem que gravidez não é doença. E eu posso muito bem trabalhar.
- Eu sei que você pode trabalhar, e eu não estou te proibindo isso. Só não quero que se sobrecarregue. Eu te conheço bem, e sei quantas horas você pode passar trancada dentro do seu escritório. Ah, e terá que me prometer outra coisa prefeita. Quando estiver se sentindo mal pegue o telefone e me ligue na hora. Eu fico preocupado com você. Ainda me lembro de quando eu te encontrei desacordada. Eu fiquei tão triste. — diz David com um olhar cabisbaixo.
- Eu prometo meu amor! — disse Regina puxando o rosto de David com suas mãos e dando um sorriso para ele.
Sem nem pensar, David puxa Regina para si e lhe dá mais um beijo apaixonado, só que desta vez os dois escutaram batidas nervosas na porta. Regina delicadamente se afasta dos braços de David e se recompõe em sua cama. David vai até a porta e a abre, dando passagem a um Henry desesperado que entra no quarto de Regina.
- Mãe! Mãe!Você está bem? — disse o garoto num só fôlego, dando logo em seguida um beijo no rosto de Regina. — Eu fiquei tão preocupado com você quando fiquei sabendo que estava internada. — termina de falar dando um forte abraço em sua mãe, que se surpreendeu com o gesto de carinho de Henry.
- Calma meu filho! — disse Regina sorrindo enquanto afagava carinhosamente os cabelos de seus filhos. — Eu estou bem Henry. Lamento que eu tenha lhe dado um susto desses. Não era minha intenção. Estou tão feliz com sua visita. — diz emocionada.
- Eu senti tanto a sua falta mãe. E me sinto culpado também. — conclui Henry de cabeça baixa.
- Por que você se sente culpado meu filho? — pergunta Regina puxando o rosto de Henry de forma que ele lhe olhasse nos olhos. — Eu fiz muitas coisas erradas, naturalmente você ia ficar com raiva e se afastar de mim. Eu sou a única culpada. — finaliza Regina.
- Eu sei dos teus erros, mas o seu amor por mim eu sabia que era sincero e eu simplesmente me afastei, mesmo sabendo o quanto isso lhe machucava. Eu te ignorei e muitas vezes me recusei a te ver. Quando na verdade o que eu mais queria era estar ao seu lado. Eu te amo tanto mãe. — diz o garoto envergonhado enquanto Regina chorava de emoção. — Por que você está chorando? Está acontecendo alguma coisa?
- Eu estou chorando de felicidade. Aconteceu algo comigo Henry e eu gostaria de compartilhar agora com você. — repara o rosto preocupado se seu filho. — Mas, não é nada sério, pelo contrário, é uma notícia boa.
- Que notícia boa mãe? Eu estou ficando ansioso. — se aproxima da cama de Regina.
- Bem... hum... — hesita antes de falar. — Eu estou grávida Henry. — diz num só fôlego, enquanto aguardava com ansiedade a reação de seu filho. — Você vai ser o irmão mais velho de dois bebezinhos que estão crescendo aqui. — conta puxando a mão de Henry em direção ao seu ventre.
- Você está falando sério mãe? Esta é a melhor notícia que eu recebi. — diz Henry com um enorme sorriso em seus olhos. — Eu vou cuidar sempre de vocês. — fala Henry com a barriga de sua mãe.
Henry se aproxima de Regina e lhe deu mais um abraço. Regina não poderia deixar de se surpreender novamente. Momentos de carinho com seu filho poderiam ser considerados uma raridade e somente hoje ele já havia a abraçado por duas vezes. Ela respirou aliviada, afinal não esperava que seu filho fosse receber tão bem esta notícia. O alívio tomou conta de seu corpo, quando ela emocionada depositou um beijo na testa de Henry. O garoto caminhou até David que assistia emocionado a cena de mãe e filho, e puxa o avô pela mão até a cama de Regina.
- Eu nunca pensei que estaria dizendo isso vô, mas eu fico feliz por você estar com minha mãe. Eu posso ver o quanto ela está feliz com você. E isso enche o meu coração de alegria. Eu sempre me sentia tão triste, quando eu sentia que ela era infeliz. Mas, agora eu vejo o bom que você faz a ela. Desculpem-me por não aceitar antes o relacionamento de vocês. Eu te amo mãe! Eu te amo vô! — diz Henry abraçando Regina e David ao mesmo tempo.
x.x.x
Emma tinha tido uma péssima noite depois que ficou sabendo da gravidez de Regina. Por mais que quisesse esquecer aquele assunto, nem que fosse durante o seu sono, os seus sonhos naquela noite se encarregaram de fazê-la se lembrar que ela seria uma irmã mais velha do bebê que a mãe adotiva de seu filho esperava de seu pai. E para piorar tudo, Regina era também madrasta de Mary Margareth, sua mãe e ex- esposa de seu pai, o que deixava aquela teia irrespirável. Os seus sonhos naquela noite tinham sido todos com bebês, e coisas do tipo. Agora Emma só precisava de um café bem forte para despertar, e nada seguiu em direção a Granny. Abriu a porta do estabelecimento de forma violenta e Emma adentra o recinto com cara de poucos amigos. Ruby logo notou que a loira tinha olheiras em volta de seus olhos. Desanimada Emma se senta no balcão enquanto aguardava ser atendida.
- Quero um café preto bem forte. — diz Emma dando um suspiro cansado.
- Bom dia Emma! — responde Ruby com um sorriso cordial no rosto. — O que aconteceu com seu pedido de sempre? Não vai querer o seu chocolate quente com canela? — oferece Ruby. — É por conta da casa.
- Hoje não Ruby. Sabe, eu não estou com clima para um chocolate quente. Preciso de algo que me desperte desse pesadelo.
- Olha Emma! Eu entendo que tudo isso que aconteceu ontem pode estar sendo novo e estranho para você...
- Não é só o que aconteceu ontem Ruby! Minha mãe é a Branca de Neve e o Príncipe Encantado. Todas as crianças do mundo gostariam de ter eles como pais, mas é que é tão confuso para mim. Eu ainda não tive tempo de assimilar tudo.
- Eu sei que tudo aconteceu rápido demais em sua vida. Mas, você não pode agir indiferente assim, afinal David é o seu pai, e mesmo que você queira ou não, nada irá mudar o fato que o bebê que Regina espera é o seu irmão. — diz Ruby servindo o café que logo Emma começa a bebericar.
- E se eu não quiser ter um irmão que também é irmão de meu filho? É tudo tão insano. Porque além de ser irmão, Henry será tio do bebê de Regina. Sem falar que Regina é madrasta da minha mãe. Nem sei se estou organizar os meus pensamentos de uma maneira correta. Só sei que tudo é confuso para mim. Parece tudo ser uma enorme teia familiar. E eu que cresci sem família, só não estou acostumada a todos esses percalços que envolvem uma relação familiar.
- Eu compreendo todos os seus receios Emma, mas creio que David precisa de seu apoio agora. Ele ficará triste se a própria filha virar as costas para ele nesse momento. Pense com carinho Emma.
- Eu não estou dizendo que não irei apoiar. Mas, é que eu só preciso de algum tempo para que eu possa absorver tudo e organizar minhas idéias. E ainda tem Mary Margareth. Nem sei qual será sua reação quando ficar sabendo dessa gravidez. Acredito que ela ainda tinha esperanças de conquistar David. Mas, eu já nem sei se é por amor, ou por orgulho. Minha mãe mudou muito, ela não é mais a pessoa que ela costumava ser. — diz a loira massageando suas têmporas doloridas.
- Mary Margareth! — repetiu Ruby. — Pode apostar que vai vir uma enorme tempestade por aí.
- Nem me fale Ruby. — responde Emma batendo na madeira. — Nem me fale. — termina o seu café. — Bom Ruby, eu tenho que ir agora. O trabalho me espera. — Emma se despede de Ruby e sai da Granny em direção à delegacia.
x.x.x
David acorda de madrugada e ao tatear ao redor da cama percebe que Regina não está ao seu lado. Onde será que Regina está? Ele se pergunta enquanto se põe sentado na cama. Logo percebe que a luz do banheiro está acesa. David vai em direção ao banheiro e vê a morena debruçada sobre o vaso. Ele se agacha ao seu lado puxando seu cabelo para trás enquanto traçava círculos suaves em suas costas. Assim que termina Regina se recosta nos peitos de David enquanto espera a sensação de tontura passar.
- Hey! Está tudo bem Regina? — pergunta David preocupado.
- Estou bem, só com um pouco de enjoo e tontura. Vai passar logo. Pode ir para cama que daqui a pouco eu estou indo.
- Por que você não me chamou meu amor?
- Você estava dormindo tão profundamente que não quis te chamar. Você trabalha amanhã e não tem graça nenhuma você ver outra pessoa vomitando na sua frente.
- Eu pedi para que prometesse que quando não estivesse se sentindo bem que era para me chamar.
- Se eu for lhe chamar por cada enjoo matinal que eu tiver você não poderá trabalhar. — responde fracamente.
- Mas, você mesma me disse que está com tonturas, e olhando o seu rosto, ele está um pouco pálido. Eu fico aqui com você até que esteja se sentindo melhor.
- Se eu resolver ficar sentada aqui no chão por duas horas você me fará companhia? — pergunta sarcasticamente.
- Exatamente, você escutou certo. Está melhor? E as tonturas?
- Eu estou melhor David. Vamos para a cama? — pergunta Regina se preparando para levantar, mas sendo impedida por David. — O que está acontecendo?
- Nós vamos para a cama sim, mas da minha maneira. — diz David pegando Regina no colo. — Bem melhor assim!
- David! — protesta Regina. — Exijo que me coloque no chão. — tentou impedir, mas foi em vão.
Quando Regina reparou David já havia saído do banheiro e a colocado sentada na cama. Ele a deixou sozinha no quarto para voltar com um copo de água para a morena. Ele entrega o copo para Regina que o bebe logo em seguida.
- Assim acho que vou ficar mimada! — disse sorrindo.
- Essa é a minha intenção. — disse David puxando Regina para um beijo.
Logo depois, Regina adormeceu encostada nos ombros de David, que ficou durante algum tempo admirando a morena adormecida a sua frente até que vencido pelo cansaço David dormiu também com suas mãos entrelaçadas na cintura de Regina.
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