The Devil Within

22 2x22 - So Let the World Ends


Sou apenas um segredo agora

Sou uma vaga ilusão

Sou a mentira que você conta a si mesmo

Você nem sequer acredita nela realmente

Sou um sussurro no escuro

Sou a vítima, o assassino

Agora estou quase pronto, mas você insiste que eu não existo

Que eu não existo, não existo, não existo

Eu sou tudo

Eu sou qualquer coisa

Eu sou automático

Eu sou ontem

Eu sou todo o dia

Eu serei...

Renascido (já é um começo)

Stone Sour

No meio da estrada.

Bobby, Dean e Alicia se encontraram no meio caminho entre a casa de Bobby e o restaurante em que Sam sumiu. Agora tinham estacionando os carros. Todos tensos, nervosos. Sam tinha sido levado por demônios e... Qualquer coisa podia ter acontecido.

–Aqui está – Bobby já chegou com um mapa – todos os sinais e aparições demoníacas do último mês.

–Você está brincando? – falou Alicia, irritada. – não tem nada ai!

–Exatamente.

–Tem que ter alguma coisa! – disse Dean – e as coisas normais? Como exorcismos?

–Nada. Tem estado completamente quieto. – falou Bobby, desapontado.

–Então como acharemos Sam? Vamos fechar os olhos e apontar? – perguntou Dean, cheio de raiva. Alicia tinha cruzado os braços e fechado a cara, cada vez mais desesperada, mas ela podia se concentrar em sentir raiva e não medo.

O celular de Alicia começou a tocar. Era Ash, para quem eles tinham ligado pedido ajuda.

–O que você encontrou? – perguntou Alicia imediatamente.

–Escute, tem um grande nada sobre o Sam...

–Cara, você precisa nos ajudar com alguma coisa! Não tem nada em lugar nenhum!

–Escute, Allie, eu realmente achei alguma coisa.

–O que?

–Eu não posso falar sobre isso no telefone. É arriscado.

–Eu não tenho tempo para isso!

Arrume algum tempo. Porque isso não apenas vai ajudar a encontrar seu namorado, como é grande. Então venha para cá. Agora.

Ele desligou. Alicia guardou o celular no bolso. Dean e Bobby olhavam para ela com ansiedade.

–Temos que ir à Roadhouse. – ela disse.

–Só isso? Alicia, eu não consigo entender – falou Dean, soltando aquilo que estava guardado dentro dele – você sentiu da outra vez que o Sam estava em perigo, conseguiu encontra-lo. Por que agora não?

–Eu não sei! – ela respondeu e ela sentiu que estava prestes a chorar. Desde que Sammy tinha sumido, ela estava tentando sentir o que sentirá da outra vez, mas até agora nada – eu não tenho controle sobre esses poderes! Sabemos que Azazel é inimigo de Asmodeus. Ele pode muito bem ter bloqueado a localização do Sam.

Dentro dela, Alicia implorava para que Sam conseguisse se comunicar com ela, usando aqueles poderes paranormais.

–-

Roadhouse. 30 de abril de 2007. Madrugada.

Ash estava esperando no Roadhouse, que estava bem vazio. Afinal, era inicio de uma segunda-feira. Dean imediatamente procurou por Jo – odiava admitir, mas morria de saudades dela e adoraria vê-la. Ela poderia fazer ele se sentir melhor.

–Então, onde estão Ellen e Jo? – perguntou Alicia e Dean ficou feliz por ela ter feito a pergunta que ele queria saber.

–Ellen está fora há alguns dias, procurando por Jo. – informou Ash – mas eu? Eu sou um homem dos bastidores. E eu tenho uma informação para vocês.

Enquanto Bobby, Dean e Alicia se sentaram no bar, Ash serviu whisky para eles. Com um movimento, indicou o quarto dos fundos. Havia algumas pessoas no bar que não poderiam ouvir aquilo.

O quarto de Ash tinha o ar pesado. Estava tudo uma bagunça, ele se sentou numa das camas pegando seu notebook.

–Então – começou ele – há algum tempo tenho tentado rastrear as outras crianças paranormais, as quais as mães não morreram nos últimos meses. E todas elas tem desaparecido nos últimos seis meses.

–Nós percebemos que Sam sumiu! – Dean falou, quase gritando.

Mas Alicia entendeu rapidamente o que Ash queria dizer.

–Quer dizer que começou. A guerra. – falou Alicia. De repente, ela sentiu uma forte dor de cabeça, acompanhada de um sentimento de Sam muito forte, que era como se ele estivesse em frente a ela. A dor foi piorando, perfurando sua cabeça, até que ela cair de joelhos gritando, lagrimas caindo como chuva de seus olhos.

–Alicia! – gritaram os três homens, correndo para ela. O quarto sujo de Ash reapareceu e ela viu Sam a sua frente. Era tão real que ela pode sentir a pressão dos lábios deles no dela. Assim que ele se afastou, ela viu a cidade velha e largado e um antigo sino.

A dor foi aliviando, o calor que ela sentia como se estivesse queimando em febre também desapareceu. Ela abriu os olhos.

–Eu sei onde Sam está. Cold Oak, South Dakota.

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“Eu acredito que Azazel está fazendo um centro de treinamento. Um local para treinar seus paranormais para começar a montar seu exercito e aos poucos tem recrutado um por um”.

Era essa a informação chocante de Ash. Então a guerra havia começado há meses e eles nem tinham percebido; claro que ultimamente tinham enfrentando mais demônios que o normal, mas não parecia realmente uma guerra.

–-

Cold Oak, South Dakota.

–SAM! — gritou Dean.

Ele, Alicia e Bobby estavam correndo em direção ao Sam. Quando chegaram, ele tinha acabado de derrubar um homem alto e negro no chão, com quem estava lutando. Alicia notou que a expressão de Sam era tão exausta que parecia a qualquer momento ela cairia no chão.

Ela gritou horrorizada quando o homem, caído no chão, se levantou e deu uma facada entre os rins de Sam, enquanto ele estava distraído, uma expressão feliz ao avistar sua família correndo para ele. Sua expressão congelou e ele caiu de joelhos.

O homem saiu correndo, e Bobby o perseguiu. Dean tentou levantar Sam do chão, mas esse despencou em cima do irmão.

Alicia sentiu uma dor horrível atravessar seu corpo, se irradiando para cada parte dele. Ela estava gritando e chorando e sabia, sabia por mais que não quisesse saber:

Sam estava morto.

–-

Fim da tarde. Primeiro de maio de 2007.

Bobby abriu a porta da cabana abandonada. Estava segurando um pacote de frango empanado. Sam estava morto, seu corpo colocado sobre uma mesa. Dean estava olhando fixamente para o irmão.

–Dean? Trouxe isso para você. – Bobby olhou ao redor e finalmente encontrou Alicia, inconsciente no sofá.

–Não, obrigado, estou bem. – falou Dean sem olhar para Bobby.

–Alicia ainda não acordou? – perguntou Bobby, sem tirar os olhos da garota inconsciente.

–Eu nem ao menos sei se ela irá acordar de novo – falou Dean, a voz endurecida – eles estavam ligados.

Não fazia muito sentido para Bobby. Assim que ele voltou de sua perseguição infrutífera a Jake, encontrou Dean abraçado ao corpo morto de Sam, e Alicia aparentemente viva embora desmaiada ao lado deles.

–Você deveria comer alguma coisa. – insistiu Bobby, e a resposta de Dean foi tomar mais um gole da garrafa de whisky. Bobby suspirou. – Dean, eu odeio trazer isso a tona, mas você não acha que é hora de... Enterrarmos Sam?

–Não.

–Nós não deveríamos...

–O que? – falou Dean, com uma calma assustadora e anormal – queimar e salgar o corpo dele? Não ainda.

–Quero que você venha comigo. Alicia ainda está viva. Podemos ajudá-la.

–Não vou a lugar nenhum.

–Alguma coisa grande está acontecendo. Alguma coisa do tipo fim do mundo!

–Então deixe o mundo acabar! Você não acha que eu estou cansado de tudo isso? Não acha que eu já sofri o suficiente? Eu cansei! E se você sabe o que é bom para você, dê o fora daqui. Vai! – gritou Dean.

Bobby continuou parado lá.

–Eu sinto muito. Por favor, apenas vá. – disse Dean, a voz mais calma.

Sem dizer mais nada, Bobby se aproximou do sofá onde tinham colocado Alicia, levantando ela.

–Você sabe onde eu estarei. – ele diz apenas, antes de sair.

–-

“Você sabe, quando você era pequeno, e você não tinha mais que cinco anos, você começou a fazer perguntas. Como ‘por que nós não temos uma mãe?’, ‘por que nós sempre temos que nos mudar?’, ‘onde o papai fica quando ele tem que ficar dias fora?’, Eu lembro que eu implorei a você: ‘Pare de perguntar, Sammy. Você não quer saber’. Eu só queria que você e claro, a Allie, fossem apenas crianças por um pouco mais de tempo. Eu sempre tentei proteger vocês, manter vocês seguros... Papai não tinha que me dizer isso. Era apenas sempre a minha responsabilidade, sabe? É como se eu tivesse um trabalho... Apenas um trabalho... E eu ferrei com tudo. Eu levei tudo para o saco. E por isso, eu sinto muito. Eu acho que é isso que eu faço. Eu decepciono as pessoas que eu amo. Eu decepcionei papai. E agora eu acho que decepcionei você também, e a Allie. Como eu posso viver com isso? O que eu devo fazer? Sammy. Deus. O que eu posso fazer? O QUE EU DEVO FAZER?”

Dean nunca tinha chorado tão intensamente em toda sua vida.

–-

Dean se abaixou numa encruzilhada, enterrou rapidamente a caixinha e esperou.

–Vamos lá – ele reclamou dos 10 segundos de espera – apareça logo, vadia.

–Calma querido – disse uma bela morena num vestido preto justo – você vai acordar toda a vizinhança. Um minuto, você vai ter que me dar um momento.

Ela se aproximou dele, até seus rostos quase se encostarem e inspirou fundo.

–As vezes você tem que parar para sentir as flores – ela falou, satisfeita consigo mesma.

–Eu deveria mandar você direto de volta para o inferno – disse Dean, furioso.

–Sim, você deveria. Mas você não vai. E eu sei por quê.

–Sabe?

–Seguindo os passos do papai. Você quer fazer um acordo. O pequeno Sammy volta da morte e você, deixe me adivinhar, está me oferecendo sua alma?

–Tem centenas de demônios que adorariam tê-la e eu estou oferecendo para você. Toda sua. Tudo o que você tem que fazer é trazer o Sam de volta. E me dê 10 anos, 10 anos e você volta para mim.

–Você deve estar brincando.

–Esse é o mesmo acordo que você faz com todo mundo.

–Você não é todo mundo. Por que eu deveria te dar qualquer coisa? Fique com sua alma. Está muito danificada, de qualquer maneira.

–Nove anos. Oito anos.

–Você pode ir, eu vou continuar dizendo não.

–Ok, cinco anos. É a minha oferta final. Cinco anos e meu acordo vence. Cinco anos ou sem acordo.

–Então sem acordo. – a demônio sorriu. – enterre Sam antes que ele comece a feder.

–Espere. O que eu tenho que fazer?

–Primeiro, pare de implorar. Garotos carentes me brocham. Eu não deveria fazer isso, vai me dar um monte de problemas. Mas o que eu posso dizer? Eu tenho um fraco por você, Dean. Você é que nem um filhotinho. Você é apenas muito divertido de se brincar. Vou traze-lo de volta. E porque eu sou legal, vou te dar um ano. Um ano apenas. Mas aqui está um detalhe: se você tentar sair desse acordo, o acordo está acabado. Sam cai morto. É um acordo melhor do que seu pai conseguiu. O que você diz?

Dean apenas agarrou a demônia e a beijou, selando o acordo.

–-

Assim que Bobby chegou na sua casa e preparou-se para tirar Alicia do banco de trás, descobriu que a camiseta dela estava encharcada de sangue.

Notas finais
Pois é, Ash não morrerá. Essas últimas cenas do Dean eu acho que são os momentos mais emocionantes, bonitos e tristes da série toda. Por isso que tive que coloca-los. E Alicia? O que será dela? O que está acontecendo? Amanhã, o último capítulo! Lembrando que já foi dito em vários capítulos: em quanto Sam estiver bem, Alicia também estaria... Baseado em: 2x21/ 2x22 – All Hell Breaks Loose part. 1 e 2.