The Devil Within
23 2x23 - All Hell Breaks Loose
Notas iniciais

Continue meu filho desobediente
Haverá paz quando você estiver terminado
Coloque sua cabeça cansada para descansar
Não chore mais
Uma vez, eu me levantei acima do ruído e da confusão
Apenas para perceber por um instante além desta ilusão
Eu estava voando cada vez mais alto, mas eu voei muito alto
Embora meus olhos pudessem ver eu ainda era um homem cego
Embora minha mente pudesse pensar, ainda era um homem louco
Eu ouço as vozes quando estou sonhando, posso ouvi-las dizer
Continue meu filho desobediente
Haverá paz quando você estiver terminado
Coloque sua cabeça cansada para descansar
Não chore mais
Kansas
Sam acordou completamente desorientado. Estava num quarto de motel, as coisas deles estavam lá, mas não havia sinal de Alicia ou Dean. Ele lembrava de ter visto Alicia, Dean e Bobby também estava lá, e em seguida uma dor terrível. Se olhando no espelho, havia uma cicatriz recente entre seus rins. Estava dolorido ainda.
Dean abriu a porta do quarto de repente. Parecia aliviado em vê-lo acordado. Abraçou o irmão com força. Sam não estava entendendo.
–Ei, Dean...
–Sinto muito, eu apenas estou feliz em ver que você melhorou.
–Dean, o que aconteceu comigo? A última coisa que eu me lembro é de ver vocês e dessa dor...
–Você foi bem ferido. Perdeu muito sangue. Mas conseguimos dar um jeito.
–Acho difícil vocês terem dado um jeito numa ferida daquelas – comentou Sam sem entender.
–Bobby deu um jeito.
–Onde está a Allie? – perguntou Sam, se esquecendo da confusão dos acontecimentos para se preocupar com a namorada. Tinha a leve sensação de se lembrar dela gritando.
–Ela... Ela está com Bobby. Não entendemos exatamente o que aconteceu, mas parece que quando você se feriu, algo aconteceu com ela. Você sabe, por causa da conexão. Mas ela estava viva – acrescentou Dean rapidamente, ao ver a expressão de Sam.
–Mas por que Bobby levou ela?
–Você não poderia ser movido ainda – enrolou Dean – por que não vamos até o Bobby vê-la?
–-
Alicia tinha voltado à consciência há pouco tempo, com a certeza que Sam estava vivo. Estava num dos quartos da casa de Bobby, enrolada em lençóis e toalhas para tentar estancar o sangramento. Ela chamou por Bobby, mas ele não estava ali. Finalmente encontrou um bilhete que ele tinha ido a uma farmácia tentar encontrar alguma coisa que pudesse ajudá-la.
De frente ao espelho do banheiro, ela localizou a origem do sangramento. Nas suas costas, começando logo abaixo do ombro e indo até quase a lombar, em ambos os lados, havia enormes cortes na diagonal, vermelho-vivo de sangue, mas não havia mais sangue escorrendo.
Então ela tinha entrado na banheira e felizmente a água não tingiu-se de vermelho. Alicia se sentia confusa e perdida. Sam tinha morrido, se lembrava claramente disso. E então, mais nada. Como tinha chegado à casa de Bobby? Onde estava Sam e Dean? O que estava acontecendo com ela? Essa parte ela poderia deduzir: Sam morreu e ela começou a se transformar e esses cortes eram parte disso.
Mas por que ela não sentia mais aquela dor terrível de perder Sam? Por que ela podia sentir que Sam estava vivo?
De repente a porta do banheiro se abriu, e ninguém menos que Sam entrou correndo por ela.
Alicia se sentia completamente confusa quando ele se ajoelhou no chão ao lado dela, abraçando e a beijando. Ela se sentia tão feliz por vê-lo, bem e vivo ao lado dela. Se entregou ao beijo. Talvez ele nunca tivesse morrido. Talvez ele só tivesse sido ferido gravemente e ela exagerou. Quanto tempo tinha passado desacorda?
–Eu estou tão feliz que você está bem – ele falou – quando acordei, fiquei tão preocupado. O que aconteceu?
–Eu estou feliz que você esteja bem, Sammy – ela disse. Mas sentia que alguma coisa estava errada. Lembrava-se de ter muita certeza que Sam tinha morrido.
O que Dean tinha feito?
Mas Sam não deu tempo para ela pensar nisso, enquanto explicava rapidamente que parecia que a guerra contra os demônios tinha começado. Alicia se lembrava que Ash disse isso. Ele a tirou da banheira e delicadamente a ajudou a se secar e com as coisas que Bobby tinha trazido ele fez um curativo nas costas dela. Ficou enorme e ridículo, porque os cortes eram enormes. Sam prometeu que eles descobririam o que era aquilo logo. Por enquanto, Alicia estava se sentindo bem e era isso que importava. Depois cuidariam de tudo. Um problema de cada vez.
–-
Todos se sentaram em volta da mesa da cozinha. Bobby parecia sério e preocupado. Alicia sentia um grande desconforto ao se mexer. Não doía, mas era estranho.
–Bem – começou Bobby – eu achei muita coisa, mas não tenho certeza do que inferno isso significa. Sinais demoníacos... Numa onda gigantesca do dia para a noite. Mortes de gado. Tempestade de raios. Surgiram em todo o lugar, exceto por esse lugar.
Ele aponta para uma localização no mapa que estava no meio da mesa.
–South Wyoming. Eu diria que parece que os demônios estão cercando esse lugar. Sam, você pode dar uma olhada? Talvez você consiga ver alguma coisa que eu perdi. Dean, venha comigo, tenho alguns livros no carro.
Bobby empurrou o mapa para o lado de Sam na mesa, e foi saindo. A única opção de Dean foi ir atrás dele.
–-
Assim que chegaram ao quintal, Bobby não perdeu tempo.
–Seu imbecil! O que você fez? – ele puxou Dean, quase sacudindo ele – você fez um pacto, não? Por Sam! Quanto tempo eles deram para você?
–Bobby...
–Quanto tempo?
–Um ano.
–Droga, Dean...
–É por isso que temos que achar aquele estupido demônio dos olhos amarelos e matá-lo o mais rápido possível!
Antes que Bobby pudesse responder, um carro parou cantando os pneus. Ellen saiu de lá dentro, parecendo enlouquecida.
–Ash acabou de me ligar. Demônios estão matando caçadores em todo o país. Ele acabou de deixar o Roadhouse. Jo está com ele e os dois estão a caminho do Canadá agora.
–Você chegou a ver Jo? – perguntou Dean, apressadamente.
–Não! Ash me ligou que ela chegou com essa noticia até o Roadhouse há algumas horas. Eu estava há alguns dias na estrada, procurando por ela. Fazia tempo que ela não dava notícias. Mas ela está bem, queria se juntar a nós e lutar. Ash praticamente a sequestrou. Pode ter certeza que ela não está muito feliz, mas eu só estou aliviada por ela estar segura.
–-
Mais tarde.
Rapidamente, eles puseram Ellen a par das coisas que eles sabiam. Tomando whisky e procurando informações, foi assim que eles ficaram. Mas era tarde agora e Alicia, principalmente, se sentia muito cansada. Ela tinha perdido uma boa quantidade de sangue. Sam estava numa poltrona e Alicia sentada em seu colo, os braços dele a envolvendo de forma protetora. Assim ela se sentia segura. Assim ela podia ter certeza que ele estava realmente ali e não morto. Mas ela ainda estava confusa. Não tinha desconsiderado completamente que aquilo tudo fosse uma alucinação.
Bobby estava lendo um enorme livro há horas e finalmente disse:
–Olhe isso. – ele mostrou um mesmo mapa dos EUA nas páginas do livro, com uma enorme quantidade de X. – são igrejas. Todas construídas por Samuel Colt. E ele construiu linhas de trem particulares, ligando cada igreja. Que se você ligar os pontos, formam isso.
Ele pegou uma caneta e rapidamente uniu os pontos. Era uma enorme armadilha-do-diabo.
–Isso é brilhante – falou Dean – linhas de ferro que os demônios não podem cruzar. E depois de todos esses anos, essas linhas ainda funcionam?
–Com certeza — respondeu Sam e Dean olhou para ele com surpresa – todos os sinais que Bobby achou... Os demônios querem entrar, mas não podem. Estão tentando.
–Por quê? – perguntou Alicia – o que tem dentro?
–É um velho cemitério abandonado. – respondeu Bobby – não sei porque ele estaria querendo proteger.
–E se Colt não quisesse manter os demônios fora? – falou Alicia – e se ele quisesse manter alguma coisa dentro? Os demônios conseguiriam quebrar essa armadilha?
–Não um demônio puro – falou Sam – mas eu conheço alguém que pode.
–-
Noite. Cemitério.
Jake estava andando por volta de uma tumba.
–Boa noite, Jake. – diz Sam e o homem o olhou com terror. Enquanto isso, Dean, Alicia, Ellen e Bobby apareceram das sombras.
–Espere. – Jake respondeu – você está morto. Eu matei você.
–É mesmo? Da próxima vez, faça um trabalho melhor.
–Eu terminei! Eu cortei sua espinha vertebral, cara. Você não pode estar vivo. Não pode.
–Vá devagar ai, cara. – disse Bobby, também segurando uma arma.
–E se eu não for?
–Espere e verá. – falou Sam.
–Você é um cara durão agora? O que você vai fazer, me matar?
–É uma ideia. – respondeu Sam friamente. Nem soava com ele normalmente.
–Você teve sua chance. Você não pode...
–Eu não vou cometer o mesmo erro duas vezes.
Jake começou a rir e disse, entre os risos.
–Você ai, mulher, coloque a arma na cabeça.
Para a surpresa de todos, Ellen fez exatamente o que Jake mandou.
–Atirem nele. – ela falou, a voz tremendo.
–Aquela Ava estava certa; depois que você começa, fica muito mais forte. Larguem as armas. Todos vocês. Menos você, querida – ele acrescenta para Ellen. Três armas caem no chão.
–Mas que porra? – grita Jake, olhando para Alicia, que segurava firme a arma, ainda apontada para ele.
–Adivinha só. – ela riu, e Jake percebeu que os olhos dela estavam tão amarelos quanto do homem que o mandou aqui – você pode ser o escolhido do capeta, mas eu sou a filha dele. Quem você acha que ganha?
Alicia começou a andar em direção a Jake, que estava totalmente sem reação. Ele olhou para Ellen.
–Não, eu acho que você vai deixar ela livre. – disse Alicia e a arma que Ellen segurava contra a própria cabeça caiu no chão com um estrondo.
Alicia tentava enfrentar Jake, mas estava se sentindo cada vez mais fraca... Sentiu uma enorme coceira na garganta, e em seguida estava tossindo forte, com sangue saindo a cada tossida. Ela sentia um calor tão forte e tão desconfortável que era como se estivesse cozinhando por dentro.
Jake aproveitou a distração dela e de todos que apenas prestavam atenção em Alicia, que tinha caído de joelhos e tossia cada vez mais forte – e quando todos menos esperavam, estavam segurando as próprias armas contra a própria cabeça. Jake tirou a Colt do cós da calça, inserindo ela no lugar correto na porta da cripta do centro do cemitério. Sam tinha vencido o domínio de Jake facilmente – afinal, ele podia ter tecnicamente perdido, mas ainda era um dos escolhidos – e estava tentando ajudar Alicia. Aproveitando o momento que Jake encarava a Colt esperando algo acontecer, ele pegou a arma e atirou três, quatro, cinco vezes nas costas de Jake, que caiu morto.
Um grupo de engrenagens começa a se mexer, como se um grande portão tivesse sido aberto. Dean retira a Colt do local onde Jake havia a encaixado.
–Corram! – gritou Bobby. Sam pegou Alicia no colo e enquanto eles corriam, um monte de fumaça negra demoníaca escapava do portão.
Eles rapidamente entram numa capela há alguns metros. Bobby e Dean fecham as portas. Sam senta Alicia num dos bancos. Ela estava muito pálida e respirava com dificuldade.
–Que inferno acabou de acontecer? – perguntou Dean.
–É um portão do diabo. – falou Alicia – uma maldita porta para o inferno.
–E nós temos que fechá-lo! – disse Ellen, com urgência.
Dean verificou se havia balas na Colt. De repente, as portas da capela se abriram com uma forte ventania e Azazel entrou, sorrindo. Com um movimento rápido, ele jogou Sam para longe e na surpresa de Dean, pegou a Colt da mão dele.
–Eu cuido de você em um minuto. Mas saiba, campeão, que estou orgulhoso de você. Sempre soube que era você! – ele disse para Sam. – então Dean, eu tenho que agradecer a você. Veja, demônios não podem ressuscitar pessoas, a menos quando um pacto é feito. Graças a você, Sammy está de volta no jogo! Agora, eu não estava contando com isso, mas estou feliz. Eu gosto mais do Sam do que do Jake, aliais. Me diga, você já ouviu a expressão: “se um pacto soa bom demais para ser verdade, é porque realmente é?”.
–Você chama aquele pacto de bom? – perguntou Dean. Sua expressão era indecifrável.
–Bem, é melhor que o do seu pai. – o demônio sorriu cruelmente – e você nunca se perguntou por quê? Eu estou surpreso com você.
Azazel se aproximou de Dean, face a face, dizendo de uma forma que apenas Dean pudesse ouvir:
–Você viu o que seu irmão acabou de fazer com o Jake, não viu? Foi bem frio, não é mesmo? Como você tem certeza que o que trouxemos é realmente 100% puro Sam?
Sam olhava do irmão para o demônio, horrorizado, sem poder ouvir o que eles estavam conversando. Azazel continuou dizendo para Dean:
–Você de todas as pessoas devia saber, que o que está morto, deve permanecer morto. De qualquer maneira, muito obrigado. Eu mantive você vivo por uma razão. Até agora, de qualquer maneira. Eu não poderia ter feito isso sem seu patético desejo autodestrutivo de se sacrificar por sua família.
Assim que Azazel aponta a Colt para Dean, John Winchester entra pela porta da capela, ainda aberta, e ataca o demônio. O corpo possuído cai para trás, a arma ainda em sua mão, enquanto a fumaça preta que é Azazel e o espirito de John lutavam. O demônio voltou ao seu corpo, mas Dean tinha pegado a Colt.
Dean atirou bem no coração do corpo possuído, que cai no chão.
Azazel estava morto.
Mascarado como um homem com uma razão
Minha charada é o evento da estação
E se eu reivindicar ser um homem sábio, significa que eu não sei
Em um mar em tempestade de emoção comovente
Lançado, sou como um navio no oceano
Ajustei um curso para ventos da sorte, mas eu ouço as vozes dizem
Continue meu filho desobediente
Haverá paz quando você estiver terminado
Coloque sua cabeça cansada para descansar
Não chore mais
Continue, você sempre lembrará
Continue, nada se iguala ao esplendor
Agora sua vida já não é mais vazia
Certamente o céu espera-o
Continue meu filho desobediente
Haverá paz quando você estiver terminado
Coloque sua cabeça cansada para descansar
Não chore mais
Não mais
LINK PARA A TERCEIRA TEMPORADA: http://fanfiction.com.br/historia/497617/Hell_Consequences/
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