The Devil Within
21 2x21 – The Hunger Games
Notas iniciais

Isso é guerra
E é hoje à noite
Então levante e lute
Levante e lute
Você teve toda sua vida
Para correr e se esconder
Então levante e lute
Levante e lute
Sick Puppies
Eles voltaram aos Estados Unidos cerca de duas semanas depois. O alivio que sentiam sobre o fato que Alicia ficaria bem, foi tão grande que eles resolveram aproveitar as férias (e Dean não estava preparado psicologicamente para entrar num avião tão cedo). Embora Alicia tenha se recusado a voltar ao Casa dos Lobos (“todo mundo que eu conhecia lá está morto ou pior”), ela levou os garotos para passearem por Londres e arredores. Enquanto Dean conhecia os pubs ingleses e as mulheres inglesas, Sam e Alicia ficaram quase em lua-de-mel. Foi como num sonho.
Mas em algum momento eles precisavam voltar, afinal, não tinham tanto dinheiro para continuarem por Londres. Embora nenhum dos três admitissem isso, também sentiam falta da vida do Impala e da rotina deles. Então colocaram Dean no avião (“tem certeza que eu não posso voltar de navio?”) e foram.
Sim, eles sabiam que ainda precisavam caçar Asmodeus e o mata-lo, assim como havia Azazel. Iriam pedir ajuda a Ash para tentar localizar ambos os demônios.
29 de abril de 2007. Noite.
–Não esqueça cebolas extras! – gritou Dean para Sam, que havia acabado de sair do banco traseiro do Impala. O rádio do Impala tocava Don’t fear the reaper.
–Cara, sou eu e a Allie que temos que ficar presos no carro com você e cebolas extras.
–E veja se eles têm torta. – acrescentou Dean, ignorando o comentário.
Sam entrou na lanchonete. Dean e Alicia ficam ouvindo a música. Romeo and Juliet are together in the eternity... A música parou, sendo substituída por um forte ruído de estática. As luzes do café piscaram sinistramente. Em segundos, Dean e Alicia estavam dentro, ambos com as armas na mão.
Os empregados estão todos mortos, com as gargantas cortadas.
–Enxofre – diz Alicia, passando a mão em cima de uma das mesas. – parece que tudo está coberto de enxofre. Sam? Sammy?
–SAM! – começa chamar Dean, percorrendo por todo o restaurante e saindo, procurando nos arredores – SAM!
Mas não importam o quanto eles chamassem, Sam não podia responder, pois tinha desaparecido.
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Sam abriu os olhos, sentindo o chão gelado embaixo do seu corpo. A sua volta tinha, bem, nada. Ele estava literalmente no meio do nada. Ele se sentou. Parecia uma cidade abandonada. Ouvindo passos, viu alguém se aproximar. Para sua surpresa, era Andy Gallagher. Ele também parecia confuso e perdido.
–Sam! – ele disse – o que você está fazendo aqui?
–Eu não sei.
–O que eu estou fazendo aqui?
–Eu não sei – disse Sam novamente, observando atentamente. Todas as casas estavam em pedaços e havia montes de terra e lixo por todo o canto. Tudo era em tons de marrom e cinza. Andy parecia cada vez mais confuso e ficando desesperado.
–A última coisa que eu me lembro é de estar fumando narguilé e agora... Isso é muito esquisito. Onde estamos?
–Allie. Dean. – murmurou Sam para si mesmo.
–Eles estão aqui?
–Eu não sei.
Eles ouvem uma mulher gritando desesperada. O som estava vindo de um prédio abandonado ali perto. Os dois correram para lá. A porta de um prédio estava trancada e a mulher batia com força, gritando por ajuda. Sam usou uma pedra para quebrar a fechadura e a porta se abriu, revelando Ava Wilson. Ela deu um abraço com força em Sam.
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Ava achou que tinha desaparecido há apenas dois dias e não há cinco meses. Pouco depois, outro homem, Jake, se reuniu a eles e eles também encontraram uma menina, Lily. Era obvio que aquilo tinha alguma coisa a ver com o demônio de olhos amarelos.
Eles continuaram andando pela cidade. Não havia mais nada lá, apenas a velha cidade abandonada. Todos se sentiam perdidos e confusos, e com muito medo.
–Então – falou Jake, após Sam dizer tudo o que sabia sobre o Demônio de Olhos Amarelos. Nenhum deles parecia acreditar muito, mas todos eles tinham poderes inexplicáveis, e isso sempre tornava uma pessoa mais crédula. – nós somos soldados numa guerra demoníaca para trazer o Apocalipse?
–Bem – respondeu Sam. O apocalipse parecia uma ideia muito absurda. – quando você fala dessa maneira...
–E nós fomos escolhidos? Por quê? – interrompeu Jake.
–Sim. Eu não sei por que, eu só sei que...
–Poderes psíquicos é uma coisa – falou Ava – mas demônios?
–Eu sei que parece louco – acrescentou Sam – mas...
–Não apenas parece louco. – disse Jake.
–Eu não me importo com o que você diz. – falou Sam. – se estamos presos aqui, quer dizer que está começando e nós temos que...
–A única coisa que eu tenho que fazer – falou Jake – é ficar longe de loucos, ok? Eu já ouvi o suficiente. Ontem eu fui dormir no Afeganistão e acordei aqui. Eu estou melhor sozinho. Fodam-se vocês.
Ele começou a andar mais depressa, se afastando do grupo. Sam ainda chamou por ele. Ele passou por um prédio com portas de vidro e viu uma garotinha loira. Ele foi até ela, perguntando se ela está bem. Mas ela desapareceu e Jake entrou no prédio, procurando por ela, cada vez mais curioso e assustado, embora não admitisse nem para si mesmo.
O prédio parecia ser uma escola abandonada, pois as salas estavam cheias de carteiras e havia lousas nas paredes. Ele ouviu um barulho vindo de uma delas e entrou. A garota estava lá.
–Não tenha medo – ele disse simpático. – está tudo bem.
Então ele viu que a lousa estava coberta com a frase “eu não vou matar”, escrita várias vezes com alguma coisa que parece riscos de unhas. A garota dá uma risada fria e maligna e grandes garras aparecem em seus dedos. Seu rosto se contorceu.
–Fique longe! – gritou Jake, em pânico. Nesse momento, Sam entrou correndo no prédio, segurando uma barra de ferro. Ele mirou na demônio, mas essa desaparece em uma nuvem de fumaça negra e risadas cruéis.
–Isso era um demônio – diz Sam, cansado.
Quando eles voltaram, Lily estava morta e Ava estava com uma forte dor de cabeça.
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O grupo se reuniu novamente. Sam acreditava que o demônio era um Acheri, um tipo de demônio de baixo nível que gostava de assumir a forma de uma garotinha. Andando pela cidade, eles tinham encontrado um sino todo trabalhado, que Sam reconheceu. Aquela cidade era Cold Oak, em South Dakota, uma cidade tão mal assombrada que todos os habitantes a abandonaram. Sam estava desesperado para tomar uma atitude, para lutar, para entender o que estava acontecendo, mas todos os outros estavam ainda absorvendo a ideia que demônios existiam. Lily queria fugir, mas eles estavam cercados por florestas. Sam deu a ordem de permanecerem juntos e procurarem por sal, prata e ferro e qualquer outra coisa que pudesse ser uma arma.
Quando a noite caiu, eles se reuniram numa velha casa e colocaram sal em todas portas e janelas. Enquanto o grupo ficou na sala, Sam e Jake foram para um quarto, tentar desfazer uma velha cadeira feita de ferro. O poder de Jake era a força. Ele disse a Sam que o admirava por estar conseguindo manter a cabeça fria e manter os outros calmos.
Enquanto os outros dormiram, Sam lutava para se manter acordado. Pensava o tempo todo em Dean e Alicia, rezando para estarem vivos. Os demônios podiam ter matado ambos quando o levaram, embora Sam suspeitasse que eles não pudessem tocar em Alicia. Asmodeus tinha dito que não podia tocar em Sam por ele pertencer a Azazel e agora que Sam forçava a memória, podia lembrar de Azazel ter dito isso sobre Alicia naquela vez que possuirá John.
Então de repente, Azazel surgiu no meio da sala. Aquilo era estranho, pois havia sal em todas as portas e janelas.
–Estou sonhando. – concluiu Sam.
–Que tal eu e você fazermos uma pequena caminhada? – sorriu o demônio, os olhos amarelos brilhando na escuridão.
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–Você está estranhamente quieto, Sam – falou o demônio, enquanto caminhavam pelas ruas escuras – você não está com raiva de mim, está, Sam?
–Eu vou te destruir, eu juro por...
–Dê em mim seu melhor tiro! – Azazel riu e abriu os braços.
–Onde estão Alicia e Dean?
–Eu não me preocuparia com eles. Eu me preocuparia com você. E não, não vou matá-lo. Estou tentando ajuda-lo. É por isso que estamos conversando, você é meu favorito. Bem vindo ao meu reality-show! Por que você acha que está aqui? Isso é uma competição. Apenas um de vocês sai daqui vivo.
–Eu achei que nós seriamos...
–Soldados na guerra que está para vir? Isso é verdade, vocês são. Mas eu apenas preciso de um. Eu preciso de um líder.
–Seu filho da puta!
–Honestamente, estou surpreso que você não tenha descoberto. Você não percebeu que alguns de vocês já morreram? Eles não eram fortes o suficiente; eu estou procurando pelo mais forte e o mais brilhante da sua geração.
–Da minha geração?
–Claro, há outras gerações, mas vamos se concentrar na sua agora. É por isso que eu estou aqui agora, Sam. Eu quero ajudar você. Você é forte, é esperto, é bem treinado, graças a seu papai. Você é meu favorito.
–Você arruinou a minha vida. Matou as pessoas que eu amava.
–Esse é o preço de fazer negócios, eu temo. Mas veja, a querida Jessica. Ela apenas tinha que morrer. E você está feliz com Alicia agora, e isso é o certo. Você sente isso dentro de você. Sempre soube que era Alicia quem devia estar ao seu lado. Mas, ao invés disso, estava pronto para casar com a loirinha, se tornar um advogado qualquer com dois filhos, uma barriga de chopp, e uma pequena McMansão nos subúrbios. Mas eu precisava de você em forma, na estrada, treinando suas habilidades. Seus dons.
–E a minha mãe? – Sam estava cada vez mais furioso, mas como era um sonho, ele não podia tocar Azazel e aquilo era frustrante.
–Aquilo foi má sorte. Ela nos interrompeu. Hora errada, lugar errado. Como você já sabe, eu estava pingando meu sangue na sua boca, melhor que leite materno. Ela não deveria estar lá. Se não tivesse aparecido, não teria que morrer.
–Sam, acorde! – uma voz gritou distante – Ava está desaparecida!
–-
–Eu vou procurar nos comércios – Falou Jake, que havia acordado Sam – você olha nas casas residenciais. Andy, espere aqui e não saia por nada. Voltamos em 10 minutos.
Mas em menos tempo que isso, Sam ouve um grito feminino – o grito de Ava. Ele voltou correndo para a casa onde estiveram dormindo. Andy estava morto.
–Sam! – gritou Ava, histérica – eu encontrei ele assim!
–O que aconteceu? – perguntou Sam, se aproximando do cadáver ensanguentado, achando toda aquela situação muito estranha.
–Eu não sei! – respondeu Ava, com lagrimas nos olhos.
–Como essa coisa entrou aqui? Onde você estava?
–Eu só fui beber água, devo ter saído por apenas dois minutos!
–Você não deveria sair por ai sozinha. – então Sam viu uma coisa que fez seu corpo todo gelar: alguém havia tirado uma parte do sal que protegia uma das janelas. – quem fez isso?
–Eu não sei. Andy talvez.
–Andy não faria isso – disse Sam, cada vez mais desconfiado. Ava parecia assustada – eu vou dizer o que eu penso. Você não pode dizer onde esteve durante cinco meses. É a única que não pode. E a dor de cabeça que você teve? Foi bem quando a Lily morreu.
–O que você está tentando dizer?
–O que aconteceu com você?
Houve um momento tenso em que Ava apenas olhou para Sam, assustada. Então sua expressão relaxou, ela riu e assumiu uma postura arrogante.
–Você é bom mesmo, não? Sim. Já faz tempo que estou aqui. E não estive sozinha. As pessoas continuam aparecendo, três ou quatro por vez.
–Você os matou? Todos eles? Como você pode?
–Eu sou o lutador campeão aqui, Sam. Eu não tive escolha. Era eu ou eles. Depois de um tempo, ficou fácil. É até divertido. Eu apenas parei de lutar contra.
–Lutando contra o que?
–Contra quem nós somos. Se você apenas deixar de lutar contra, você não tem ideia do que você pode fazer. A velocidade de aprendizado é tão intensa que até assusta. Eu mal consigo acreditar que eu comecei tendo sonhos. E sabe o que eu posso fazer?
–Controlar demônios.
–Adeus, Sam. Acabou para você.
Ava colocou a mão na testa.
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