The Devil Within

17 2x17 - Born Under a Bad Sign


Notas iniciais
Primeiro, que capítulo passado eu esqueci de falar, já começamos com a terceira parte da trilha sonora: http://8tracks.com/ineedanotherhistory/the-devil-within-3. Espero que gostem. Minha semana pode ser resumida em: entrou uma barata voadora no meu quarto, 23 horas da noite, e pousou na minha cama, enquanto eu tentava (porque cada piscada durava 30 segundos) ler a legislação da saúde do trabalhador. Pela minha semana, to achando que o Trickster resolveu assumir o roteiro da minha vida, tomando o ápice da inspiração numa barata cascuda de 10 cm. Eu ainda não consigo acreditar que isso realmente aconteceu. Parece piada né. Não, é a minha vida. Bom capítulo!

Você pode sentir, mas está me ignorando

E se aproxima de você, sem avisar

Você acha que está prosperando, mas você está decaindo

Você vai perder tudo

Não há como escapar

Deixe sair

Liberte o pânico

Tire-o

Liberte o pânico

Porque você está preso na contagem regressiva

E seus dias estão contados

Você não sabe do que foi feito?

Agora, luzes apagadas, deixe o pânico sair!

Sinta-o escapar, escapar

Você sabe para que você foi feito, você está feito

Você não pode fugir, fugir

Você sabe para o que você foi feito

Red

Ela não tinha mais ideia de quanto tempo tinha se passado. Acabou por perder as contas dos dias e das noites. Mas deveria fazer um bom tempo, porque os machucados em seus pulsos tinham virado finais cicatrizes de símbolos. Finais cicatrizes como aquelas que ela tinha no abdome, mas os símbolos, ah, ela sabia que tinham significados muito diferentes.

Dias de dor, mas a cada dia que passava, ela se sentia mais forte. Já tinha tido sua primeira vitória. Conseguia manter seus olhos na cor normal agora, e não naquele amarelo horrível. Ela se revirou na cama, embebida em suor. Asmodeus tinha sido claro: a transformação ainda nem tinha começado. Aquilo tudo era apenas o corpo dela se adaptando ao enorme poder que continha. Poder que ela não sabia usar. E tudo a enlouquecia agora, a dor, e seu terrível coração partido.

E agora, nesse instante, esse mesmo coração partido, gritava com todas as forças que Sam Winchester estava em perigo. Alicia não sabia como sabia, mas sabia. Havia algo errado acontecendo com Sam. E isso a corroeria por dentro, algo dentro dela queimava e ardia, parecia que ia explodir.

Sam precisava dela.

E ela precisava fugir para salvá-lo.

–-

1 de abril de 2007. Twin Lakes, Winsconsin.

Dean entrou correndo pelo motel, procurando pelo número de quarto que Sam tinha dado a ele. Depois de desaparecido por uma semana, Sam havia ligado para ele, perdido e confuso. Ele encontra o quarto número 109.

–Sam, sou eu, Sam! – Dean tentou abrir a porta, que estava destrancada. Sam estava sentado numa das camas, coberto de sangue.

–Você está sangrando? – Dean correu para ele, desesperado.

–Eu tentei lavar tudo – diz Sam, a voz fraca como uma criança com medo. – eu não acho que seja meu sangue.

–De quem é então?

–Eu não sei.

–Sam, o que inferno aconteceu?

–Dean, eu não me lembro de nada.

–-

Dean voltou para o quarto, carregando uma sacola com comida. Sam tinha tomado banho e trocado de roupa.

–O que você descobriu?

–Você fez o check in há dois dias usando o nome de Richard Sambora. Claro, eu acho que a parte mais assustadora é você ser fã de Bon Jovi. Seu quarto tem estado quieto, sem nada de incomum.

–Ninguém me viu andando por ai coberto de sangue?

–Sim, foi isso o que eu quis dizer.

–Como eu cheguei aqui, Dean? O que aconteceu comigo?

–Eu não sei, mas o que importa é que você está bem. Todo o resto nós podemos lidar.

–Ah é? E seu machuquei alguém? Ou fiz algo pior? E se isso é aquilo que papai avisou você que poderia acontecer?

–Calma ai, cara. Nós não sabemos o que aconteceu. Vamos tratar isso como se fosse algum outro trabalho. Qual é a última coisa que você se lembra?

–Apenas eu e você, no oeste do Texas, indo comprar alguns hambúrgueres.

–Isso foi há mais de uma semana. – O olhar de Dean indicava o quanto assustado ele estava.

–Dean, o demônio de olhos amarelos, ele tem planos para mim. E nas últimas semanas eu tenho sentido tanta raiva, tanto ódio...

–E isso não pode ter nada a ver com o fato que Alicia deixou você e está desaparecida?

–Pode ser! Mas o que eu estou sentindo, não é normal. É como se eu odiasse a tudo e a todos, e todas as crianças paranormais se tornaram assassinos.

–Aquele cara com o irmão gêmeo não.

–Porque Alicia atirou antes! Parece que não importa o que eu faça, Dean, parece que lentamente, eu estou me tornando...

–O que?

–Você entendeu o que eu quis dizer. Eu tenho que encarar quem eu sou. Você sabe disso. Papai sabia disso. E se nós chegarmos a esse ponto...

–Cale a boca, Sam!

–Você me prometeu!

–Calma, Sam. Vamos tentar descobrir o que aconteceu, refazer seus passos, fazer perguntas, ok? Investigar como se fosse outro caso qualquer.

–-

A enorme mansão queimava atrás dela, enquanto ela estava parada na praia, observando o mar. Parecia ser o mediterrâneo. Ah, ela conhecia aquela região tão bem. Grécia, talvez? Era até irônico que seu pai agora morasse ali. Antes ele morava na Inglaterra.

O que Alicia precisava agora era encontrar Sam. Sem documentos e sem dinheiro, isso tornava tudo meio difícil. Mas ela tinha poderes.

Poderes que ela não controlava de jeito nenhum. A raiva e o desespero cresceram nela até o ponto que ela colocou a mansão em chamas. Mas não tinha ideia de como tinha feito isso. Ela fechou os olhos. Estava tão quente, ela tinha tanta sede e queria tanto encontrar Sam.

Fechou os olhos, absorvendo as sensações do ambiente, mas pensando em Sam. Apenas em Sam.

De repente estava em movimento.

–-

Duluth, Minnesota.

Sam entrou num bar, já vazio.

–Me desculpe, estamos fechando. – disse a garçonete, uma loira.

Era Jo.

–Que tal apenas uma cerveja?

–Bem, você é realmente a última pessoa que eu esperaria ver. Dean está com você? – ela disse, a expressão fechada, mas mesmo assim, pegou uma cerveja.

–Não, ele não veio.

Sam se sentou e Jo se sentou ao lado dele.

–Então, o que está fazendo aqui? Nem vou me perguntar como me encontrou, mas...

–É, eu sei, você e o Dean não se separaram nos melhores termos. Mas você sabe? É apenas quem o Dean quer. Ele não quer magoá-la. E não quer que você morra.

–Eu sou uma caçadora também, Sam. Não preciso que ele me proteja. E eu posso fazer minhas próprias escolhas também.

–Estou aqui para ver se acerto as coisas. Quero dizer, ele sente sua falta. – o rosto de Jo se iluminou por alguns instantes, a primeira vez desde que Sam entrou ali.

–Ele fala sobre mim?

–O tempo todo – Sam dá um sorriso estranho e retira a jaqueta, deixando a mostra uma queimadura circular em seu braço.

–Nossa, isso deve ter doido. – comenta Jo, antes que pudesse se conter.

–Apenas uma caçada que quase deu errado.

Houve um momento de silêncio.

–Não é apenas sobre Dean, sabe? Tenho pensando em seu pai também. – falou Jo. A outra coisa que a magoava e tornava tão difícil conviver com os Winchester. Ela tinha tentado, mas a lembrança da morte de seu pai ficava sempre pairando entre ela e Dean.

–Eu sei o que você sente sobre meu pai. E eu não posso culpar você. Ele era obcecado, consumido pela caçada. E ele não se importava com quem era pego no fogo cruzado. Mas esse era meu pai, não eu ou Dean. Mas Dean, você sabe, ele é mais parecido com meu pai. E sim, ele fala de você o tempo todo, mas mais como uma irmã mais nova. Mas... Romance? Isso está totalmente fora de questão. É como se você fosse uma garota de colegial. Eu não estou tentando te magoar, Jo, eu estou dizendo isso porque eu me importo.

–Isso é realmente legal de sua parte, Sam. – ela disse, embora estivesse magoada e com raiva. Dean com certeza era superprotetor, mas não agia o tempo todo como se ela fosse uma garotinha.

–Eu me importo muito com você, Jo. – Sam colocou uma de suas mãos na coxa dela, de maneira sugestiva.

–Sam, o que você está fazendo? – ela tentou empurrar a mão dele para longe, mas não conseguiu.

–Eu posso ser mais para você, Jo.

–Talvez você devesse ir. – ele retirou a mão da perna dela e disse simplesmente “Ok”. Mas assim que ambos se levantam, ele rapidamente a agarra, segurando ela com força. Jo grita, mas Sam bate a cabeça dela no bar, nocauteando-a.

Sam a arrasta para fora e a amarra num poste. Minutos depois, Jo recupera a consciência.

–O que está acontecendo aqui? O que você está fazendo? – pergunta Jo, confusa. – você não é o Sam – ela diz, com certeza absoluta. Sam não era daquele jeito.

–Como exatamente sua mãe disse que seu pai morreu?

Jo reluta em responder, negando. Mas Sam insiste e ela acaba contando, com medo do que ele faria.

–As coisas saíram errado numa caçada e o demônio matou meu pai.

–Isso não é verdade. Ellen, mais uma vez, achou que você não suportaria saber a verdade.

Jo olha para ele, sem saber se acreditava, ou mesmo sem saber se queria saber a verdade. Sam acrescenta cruelmente:

–Meu pai atirou na cabeça do seu pai.

–Por que está fazendo isso? – perguntou Jo, os olhos cheio de lagrimas.

–Tal pais, tal filhos. – ele enfiou um pedaço de tecido na boca dela e colocou as mãos em volta do pescoço.

–Fique longe dela. – a voz veio distante, mas fez Sam parar. Era Alicia, que corria, ofegando, para se juntar a eles. Ela parou derrapando, e Sam largou Jo para olha-la. – eu não sei o que é você, mas eu sei que não é o Sam, eu posso ver isso em seus olhos.

–Bem, se não é a aberração covarde que sempre foge... – Começou Sam, a voz cheia de ódio. Alicia fez um movimento com a mão e Sam foi jogado muito, muito, longe.

Jo olhou assustada para Alicia.

–Bem – falou a morena, enquanto tirava o pano da boca de Jo e a desamarrava – talvez eu tenha exagerado na força.

A voz de Alicia era estranhamente calma. E em seguida, ela começou a tremer, caindo no chão. As duas ouviram o barulho de alguém correndo e se viraram, era Dean.

–O que está acontecendo aqui? Onde está Sam? Alicia, de onde você surgiu?

–Vá ver se está bem! – ela gritou, tremendo e com a voz cheia de dor.

Dean saiu correndo, para encontrar Sam sentando no chão. Estavam em uma doca, um rio em grande movimento e muito barulhento corria ao lado deles.

–Eu disse para você que não posso lutar contra isso! – gritou ele – minha cabeça está em chamas. Dean, me mate ou vou mata-las. Por favor, você estará fazendo um favor para mim. Atire em mim! Atire em mim!

Dean levantou a arma, apontando para Sam, sem entender o que estava acontecendo, mas sem intenção de atirar no irmão. Lentamente, ele começa a baixar a arma.

–Que porra tem de errado com você, Dean? Você tem tanto medo de ficar sozinho que prefere deixar Alicia e Jo morrerem?

Dean faz um movimento brusco, jogando água de um frasco que tinha retirado rapidamente do bolso. Sam gritou em contato com a água.

–Isso é água benta, seu demônio filho da puta!

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Enquanto isso, Alicia tinha desmaiado aos pés de Jo. Elas estavam a distância suficiente de Sam e de Dean para não saber o que estava acontecendo. Jo tentava reanima-la.

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Dean e Sam, possuído, apontavam um a arma para o outro.

–Então quem é você? – perguntou Dean, puto da vida.

–Eu tenho muitos nomes. – respondeu o demônio, sorrindo ironicamente.

–Você tem sido o Sam desde que ele desapareceu?

–Você devia ter visto sua cara quando pensou que o Sammy tinha assassinado aquele cara.*

–Por que não me matou? Você teve dúzias de chances.

–Nop, isso teria sido fácil demais. Onde estaria a diversão? Você vê, isso era um teste. Eu queria ver se eu conseguiria te pressionar a ponto de atirar em Sam. Deveria saber que você não teria coragem. De qualquer maneira, a diversão acabou agora.

–Eu vou fazer você pagar por isso!

–Como? Você não pode me machucar. Eu acho que você vai morrer, Dean, você e qualquer caçador que eu puder encontrar pelo caminho. Quem vai resistir aos olhos doces de Sam?

O demônio se jogou em cima de Dean, o empurrando para dentro da água, em seguida atirando para o local que Dean havia caído.

Notas finais
Baseado no 2x14 – Born Under a Bad Sign. *Durante o episódio, Sam e Dean se reencontram, então Sam foge novamente e vai encontrar Jo. Entre esses acontecimentos, os irmãos estão investigando o que o Sam fez e não se lembrava, e uma dessas coisas é invadir a casa e matar um caçador. Sam também fumou e jogou pedras e garrafas em carros. Atualmente: to escrevendo o capítulo 4 da terceira temporada. SIM! Depois de muito pensar e pensar, resolvi publicar uma das minhas novas ideias de Supernatural: http://fanfiction.com.br/historia/493920/I_never_told_you_what_I_do_for_a_living/. Espero que gostem dela também!