The Devil Within
18 2x18 – Hell is like hell
Notas iniciais

Cansa quando eu me queimo
E eu percebo que eu não me machuco
E como sempre, parece que eu perdi meu caminho
Quando eu sinto, não é o suficiente
E eu preciso que você evite meu toque
Eu noto que é o tempo perfeito para mudar
Eu sou fraco
Eu sou fraco
Seether
Dean estava sentando em uma das cadeiras do bar, seu ombro com um grande machucado e sangrando. Ele estava com todas roupas molhadas e pingando água no chão. Jo estava de pé, tentando remover a bala do ombro dele com uma pinça. Ele está resmungando de dor.
–Não seja um bebê! – ela fala. – espere, consegui.
Ela mostra a bala para ele na ponta da pinça. Dean pegou uma garrafa de whisky na mesa e tomou alguns goles.
–Nós terminamos? – ele perguntou.
–Deixa eu fazer um curativo. Você não pode ajudar Sam se estiver sangrando até a morte. – ela começa a limpar o ferimento, e Dean morde o lábio – então como você sabia que ele estava possuído?
–Eu não sabia, aquele apenas não podia ser ele.
–Ei, Dean. Demônios mentem, mas eles podem falar a verdade também?
–As vezes, eu acho. Especialmente quando eles sabem que vai mexer com a sua cabeça. – ele fez um careta de dor. – por que está perguntando?
–Nada. Não importa. Você tem uma ideia de onde Sam está indo agora?
Alicia surgiu, de uma das portas do fundo. Estava pálida e cambaleando e com o rosto molhado.
–Ok. – ela disse – eu estou melhor por enquanto.
Ela puxou uma cadeira e se junto a Jo e Dean na mesa, olhando de um para o outro, tentando ver se tinha interrompido alguma coisa.
Aparentemente não. Infelizmente.
–Então – continuou Dean, os olhos fixos em Alicia. Precisavam conversar urgente. – ele disse que irá procurar caçadores e...
–Bobby – falou Alicia rapidamente.
–Yeah, Bobby. – concordou Dean. Jo havia terminado o curativo. – então, vamos, Allie?
–Eu estou indo com vocês – disse Jo, rapidamente – eu sou parte disso agora.
–Não! – falou Dean – é perigoso e eu não quero envolve-la. Essa é a minha luta e eu não quero seu sangue em minhas mãos.
Jo lançou um olhar magoado para Dean.
–Eu ligo para você depois, ok? – ele falou, se sentindo culpado pela magoa dela.
Enquanto observava Dean e Alicia partirem, Jo murmurou para si mesma:
–Não, você não vai ligar.
–-
–Eu não entendo você, Dean. – começou Alicia, assim que entraram no carro. – eu sei que você gosta dela. Está bem obvio. E ela nem é tão nova assim. Eu sou apenas um ano mais velha que ela ou coisa assim.
–Eu não quero que ela se machuque, Allie!
–Dean, ela é uma caçadora. As pessoas sempre podem morrer ou sair machucadas, mesmo sem serem caçadoras. O que faz diferença é o que escolhemos viver antes da morte. Ou se escolhemos estar mortos antes de fato morremos fisicamente.
Dean a olhou, irritado.
–Quando você ficou tão profunda? O que inferno é isso no seu pulso? Onde você esteve? Comece a responder.
–Meu pai me manteve prisioneira na Grécia. Quero dizer, eu devia ter imaginado que vocês não poderiam me encontrar. Mas... Ele desenhou isso e disse que ajudaria conter meus poderes. Pelo que eu entendi, não é possível diminuir meus poderes e sim fazer feitiços para tornar meu corpo capaz de suportá-lo. Eu ainda não tenho controle sobre eles, embora consiga fazer algumas coisas, mas isso acaba comigo. Mas posso controlar a cor dos meus olhos.
–Como escapou, Allie?
–Há um pouco mais de uma semana, senti que Sam estava em perigo. E esse sentimento foi crescendo, e tudo o que eu queria era encontra-lo. Então esse sentimento ficou tão grande que eu consegui colocar a casa em chamas, fugir e apareci aqui, bem no momento que aquele demônio ia matar Jo. De alguma maneira, Sam me salvou. Ele estar em perigo me trouxe de volta. Eu estava enlouquecendo, pela solidão e pela dor. Eu ainda não tenho controle e ainda estou com sério risco de morrer. Mas sinto que estou ficando mais forte.
–Você colocou a casa em chamas?
–Eu honestamente não sei como fiz isso, Dean – Alicia disse, dando risada, como se estivesse fascinada por si mesma – mas são dois meses e eu estou viva e eu ainda sou eu mesma, e eu estou livre. Ainda há esperança para mim. E agora só posso esperar que haja esperança para Sam.
–-
South Dakota, Casa do Bobby.
Sam bateu na porta.
–Sam! – diz Bobby com um sorriso. – é bom te ver! Já faz um tempo. Entre.
Sam, ou melhor, o demônio, entrou, de olho no teto, atento a possíveis armadilhas do diabo. Bobby entra na cozinha.
–Então, o que trás você aqui? – ele pergunta, do outro cômodo. Sam continua na sala.
–Estava num caso aqui perto e resolvi passar para dizer oi.
–Ah, é? Onde está Dean?
–Com uma garota. – Bobby voltou da cozinha, segurando duas cervejas. Ele entregou uma a Sam.
–E Alicia, teve noticias dela?
–Não.
Ambos bebem um gole de suas garrafas, e em seguida, Sam cai de joelhos, gritando.
–O que você fez? – ele gritou.
–Um pouco de água benta na garrafa. Sam não teria notado, mas você não é Sam, não é mesmo?
–-
Dean e Alicia chegaram cerca de meia hora depois de Sam. Bobby tinha arrastado ele sobre uma armadilha do diabo, e assim Dean e Alicia o ajudaram amarrar o demônio em uma cadeira.
Bobby começou a dizer as palavras do exorcismo. Ao mesmo tempo, Dean começou o interrogatório.
–Então, o que vocês demônios filhos da puta estão planejando? Vocês não levar Sam. Vocês me entenderam? Porque eu vou matar vocês todos primeiro.
–Isso não tem nada a ver com o grande plano. Eu não dou a mínima para ele.
Alicia não tirava os olhos do demônio, observando atentamente cada reação dele.
–Não está funcionado. Esse filho da puta fez alguma coisa e esse exorcismo não está funcionando.
Ela caminhou até o demônio, furiosa, e levantou as mangas, como se procurasse alguma marca na pele. E encontrou. No antebraço do Sam, havia uma queimadura.
–Esse desgraçado se trancou no corpo de Sam! – ela gritou – é isso que essa marca significa.
–O que nós fazemos? – perguntou Dean.
–Eu não sei! – falaram ao mesmo tempo, Bobby e Alicia.
O demônio no corpo de Sam começa a gargalhar, seus olhos completamente negros. A risada é terrível e deixa a todos com cabelos em pé. Rachaduras começam a aparecer no teto, conforme o demônio ri cada vez mais alto. Assim, ele consegue se soltar da armadilha do diabo. Com movimentos da mão, ele jogou Dean e Bobby longe.
–Você não pode me afetar. – diz Alicia.
–É, mas você também não me machucaria. Não arriscaria machucar seu precioso Sammy, não é mesmo? Deixa eu te contar, você o machucou muito da última vez que tentou usar seus poderes sem controle.
Alicia sentiu o pânico a envolver. Não pretendia matar Sam. Só queria tirar aquele demônio do corpo dele.
Ignorando Alicia, o demônio vai até Dean, jogado no chão, se ajoelha e dá um soco nele.
–Então, aqui está uma razão para isso. – e dá outro soco – O inferno é... Como o inferno. Mesmo para demônios. É uma prisão, feita de ossos e carne e sangue e medo. E você me mandou de volta para lá.
–Meg. – murmurou Dean, e o demônio o socou mais duas vezes.
–Não mais. Agora eu sou Sam. E aliais, eu vi seu papai lá. Ele disse oi.
Enquanto Meg estava distraída falando, Dean podia ver Alicia se movimentando com cuidado. Ela estava planejando alguma coisa.
–Tudo o que eu tinha que me manter pensando é que eu ia sair um dia e eu ia te torturar – continuou o demônio – lenta e dolorosamente. Como arrancar as asas de um inseto. Mas não importa o que eu faça, não se compara ao que você faz com você mesmo. Eu posso ver nos seus olhos, Dean. Você é inútil. Você não pode salvar seu pai, nem Alicia, e no fundo dos seus olhos, sabe que não pode salvar seu irmão. Eles estariam melhor sem você.
Então Alicia se jogou contra o corpo de Sam, segurando uma faca incandescente, a qual ela pressiona na queimadura que Meg havia feito, destruindo o símbolo. Sam dá um grito, e a fumaça preta de demônio sai de dentro dele, e em seguida ele cai no chão. Dean, Alicia e Bobby ficam ao lado dele. Ele abre os olhos.
–Sammy? – pergunta Dean, cuidadosamente.
Ele olha para todos, confuso.
–Eu perdi alguma coisa?
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