The Devil Within

16 2x16 - Both of ours cars collide


Notas iniciais
Capítulo para a McQueen, que também fez uma recomendação para a fic! É muito bom ver que a história está crescendo em audiência - ainda faltam vários capítulos e já temos o mesmo número de comentários que a primeira temporada, e três recomendações. Eu fico muito feliz com isso, porque eu adoro escrever. Bom capítulo! Esqueci de dizer que entramos na terceira parte da trilha sonora: http://8tracks.com/ineedanotherhistory/the-devil-within-3. Ouçam!

Queimando, assim como o fosforo que você risca para incinerar

As vidas de todo mundo que você conhece

E qual é a pior coisa que você leva

De cada coração que você parte

E como a lâmina, você mancha

Bem, eu estive esperando essa noite

Qual é a pior coisa que eu posso dizer?

Tudo fica melhor se eu ficar

Até mais e boa noite

Até mais e boa noite

Veio um tempo

Que todas as estrelas caíram

Te trouxeram as lagrimas novamente

Nós somos os muitos feridos que você vendeu

E qual é a pior coisa que você leva

De cada coração que você parte

E com a lâmina, você mancha

Bem, eu estive esperando essa noite

Qual é a pior coisa que eu posso dizer?

As coisas serão melhores se eu ficar

Até mais e boa noite

Até mais e boa noite

Bem, se você continuar nesse caminho

As coisas ficam melhores se eu ficar

Até mais e boa noite

Até mais e boa noite

Você pode me ouvir?

Você está perto de mim?

Nós podemos fingir que partimos e então

Nos encontraremos de novo

Quando nossos carros colidirem

My Chemical Romance

3 de março de 2007, casa de Bobby. Inicio da noite.

Sam jamais iria desistir de Alicia. Ele virou outra página. Os livros da biblioteca do Bobby já não eram mais o suficiente para a pesquisa que ele estava fazendo, mas ele já estava buscando e encomendando na internet livros que aprofundassem mais o assunto – anticristos e nefilins, já que não havia registro da existência de alguém entre anjo e demônio.

Alicia melhorava. E em seguida ficava mais doente, cada vez pior. Sam suspirou, fechando o livro com violência. Por que não podia ser as coisas mais simples?

Ouviu passos apressados na escada e alguém abriu a porta da biblioteca rapidamente. Era Dean.

–A Alicia não está aqui?

Sam fez que não com a cabeça. Tinha alguma coisa errada.

–Ela saiu, então. Bobby diz que está faltando algum dos carros. – falou Dean, claramente tentando não alarmar Sam, tentando parecer calmo.

Mas Sam já estava passando por ele, correndo até o quarto onde ela estava ficando. Obviamente ela não estava lá. Ela não podia ter ido muito longe, estava doente. Tinham que ir procura-la. Seu coração batia forte e ele sentia que teria um ataque de pânico. Não podia perdê-la. Estava fazendo de tudo para salvar a vida dela e ela não tinha direito de sumir...

Ouviu a porta se abrir lá embaixo e foi correndo até a sala. Alicia estava entrando, de óculos escuros, como sempre estava usando para esconder os olhos amarelos.

Sam a abraçou com força, inspirando com força o perfume dela. Ele nem sabia se estavam juntos ou não – isso não tinha sido exatamente esclarecido devido aos recentes acontecimentos, mas na verdade não importava. Sam sabia que eles pertenciam um ao outro.

–Onde você esteve?

–Eu fui à farmácia. Olhe. – ela tirou os óculos escuros e seus olhos eram verdes de novo, mas não os verdes de Alicia. – comprei lentes de contato. Quero dizer, não posso ficar usando óculos escuros dentro de casa, só idiotas fazem isso, e também não posso obrigar a vocês olharem aqueles olhos sinistros. Eu não consigo me olhar.

Quase parecia a velha Alicia, se a velha Alicia estivesse tão mais magra, com olheiras fundas, a pele sem vida. Se ela não estivesse desaparecendo na frente dos olhos de todos.

A nova Alicia estava morrendo.

E aqueles olhos verdes de olhos de contato não eram os verdadeiros olhos dela. Sam e Alicia se prenderam um ao outro, como um bote salva vidas pequeno demais e destruído demais, afundando em meio aquela tempestade.

–Você tem notado que Dean está muito grudado na Jo recentemente? – sussurrou Alicia, para que Dean, parado na porta, não a ouvisse.

–É, ele está – falou Sam frustrado – pelo menos alguém aqui tem sorte no amor.

Alicia olhou para ele, tristemente.

–É, mas não nós. Aliais, Sammy, eu acho que eu e você fomos amaldiçoados. Sabe aquela música, “Como estúpidos Adão e Eva, eles acharam o amor numa árvore, Deus não achava que eles mereciam”?* é exatamente isso.

–Allie... Eu estou tentando. Eu vou achar alguma solução e nós podemos ficar juntos, meu amor. Ainda podemos ser felizes.

–Você acredita nisso? – ela perguntou, finalmente perdendo o controle emocional e chorando – você acredita que eu e você podemos ser felizes? Mesmo que eu não morra? Mas eu vou morrer, Sammy. E eu não sei o que eu sinto sobre isso, porque eu odeio ter que morrer. Mas eu odiaria viver como um monstro. E eu não sabia qual dos dois eu odiaria mais, mas...

Sam começou a chorar também, abraçando ela ainda mais fortemente. Podia sentir como se ela estivesse desintegrando. O poder que ela tinha não era suportado pelo corpo humano. E embora ele estivesse procurando uma maneira de remover esse poder, não havia como. Era quem ela era, tinha sido parte de Alicia desde o principio e estivera bloqueado, mas agora era tarde demais.

–Sam, eu não quero morrer.

–Eu sei, meu amor. Eu sei. E vamos encontrar uma solução para isso.

–Nós sabemos a solução, Sam. – ela o encarou, esperando que ele entendesse sem precisar falar. – meu pai, Sam. Eu tenho que encontra-lo.

–O que? – Dean entrou de vez na conversa e na sala.

–Alicia, você está louca? Mesmo que ele salve sua vida, ele é um demônio e irá te transformar num monstro.

–Mas eu estaria viva. – ela disse, mas morria de medo disso – eu conseguiria me manter viva, e talvez a antiga eu também sobreviva. E talvez você possa me salvar. Não foi isso que ele disse? Que você era o único que podia me salvar?

–Não foi exatamente isso que ele disse – começou Sam.

–Nem pensar. Isso está fora de cogitação – começou Dean – é o pior plano que eu já ouvi na minha vida. E olha que a minha vida é cheia de planos ruins.

–Mas é o único plano que temos. Ou vocês tem alguma ideia melhor? – Alicia deu uma volta pela sala – droga, eu sei que é uma merda, mas se eu não fizermos nada, eu vou morrer! E apesar do meu, hm, comportamento, naquela noite, eu percebi que não quero morrer. Eu não estou pronta para isso.

–Eu não quero terminar tendo que caçar você, Allie! Ou tendo que caçar o Sammy! Eu já estou cheio disso acontecendo com a minha família! Estou cheio desses demônios achando que mandam e desmandam nas nossas vidas. Eu quero caça-los. Eles são os monstros, não vocês. Vamos achar esse son of a bitch que é por acaso é seu pai e caça-lo, Allie. Esse é o plano. Esse é o nosso plano.

–O problema, Dean, é que até o encontrarmos, eu posso estar morta.

–Então – falou Sam, exasperado – ele viria até você se você estivesse disposta a ele, não é mesmo? Podemos fingir que você está disposta, e assim, poderíamos captura-lo e obriga-lo a dizer como salvar você. Ele deve saber.

–Sam, não tem jeito de me salvar. Você ouviu o que ele disse. A única forma de eu me salvar é me juntando a ele, pois se não, vou morrer. Para permanecer viva, eu preciso me tornar um monstro.

Alicia se jogou no sofá, soluçando e chorando alto. Sam correu para o lado dela, tentando consola-la com gestos de carinho. Mas quem o consolaria? Ela respirou fundo e olhando para ele, disse, bem séria:

Ele mataria a todos se tentássemos enganá-lo. Ele não é nenhum demônio de quinta. Ele é como o Azazel, e vocês lembram como terminou nossa relação com o Azazel. Sam, Dean, vocês sabem que vocês são minha verdadeira família. Sempre foram. E eu estou aqui confiando em vocês. Eu podia simplesmente fugir, mas estou aqui dizendo: eu vou partir, e depois, vou tentar encontrar vocês. E vocês tentem me encontrar. Tentem me salvar, e se não for possível, me matem. Mas ai saberemos que eu era... Incompatível com a vida.

–-

Bobby a tinha abraçado forte. Ele era também como um pai para Alicia. E tinha emprestado um dos carros velhos dele, um carro que ela nunca devolveria. Era hora de dizer adeus e dizer adeus para eles era a coisa mais difícil de todas. Mas principalmente, se separar de Sam agora era como sentir um pedaço dela sendo deixado para trás. Ela já não sabia há quanto tempo eles estavam se abraçando e beijando, ambos chorando, podia fazer um dia inteiro, mas parecia que era apenas há um minuto. Alicia sentiu apenas o beijo dele, apenas Sam ali, e só podia esperar que aquela não fosse a última vez.

Ambos odiavam que tivesse que terminar assim.

–-

5 de março de 2007.

Alicia entrou na igreja. Era o fim da tarde e ainda havia alguma luz do interior dela e ela podia ver que todas as paredes e o chão estavam cobertos de fuligem negra, onde tinha queimado as chamas do inferno que Asmodeus, seu pai, tinha colocado ali para recepciona-la.

Ela odiava dizer adeus e essa foi uma das razões que ela sempre preferiu partir sem dizer nada. Mas os meses que em que ela esteve com Sam a mudaram. Ela não era a mesma Alicia que tinha a falsa impressão que poderia viver sozinha. Em algum momento, ela finalmente tinha entendido o quanto família importava. Sam, e Dean também. Se aquele plano suicida desse certo, ela iria convencer Dean e Sam a deixarem o país com ela. Procurar alguma lugar tranquilo bem longe de Azazel, Asmodeus e toda aquela merda. Quem sabe poderiam levar Bobby, Ellen e Jo e recomeçarem longe daquilo.

Certo, vai sonhando, Alicia. Como se isso tivesse uma minúscula chance de acontecer.

Mas ela estava morrendo e sonhos não podiam ser tirados dela, mesmo que tudo fosse tirado. E o que ela queria agora, era permanecer viva para poder ficar com Sam. Para poder ter uma família com ele. Não, ela não queria alguns meses ao lado dele. Queria sua vida toda e pretendia que ela fosse longa o suficiente para isso.

–Eu sabia que você viria – Asmodeus caminhava do lado oposto da igreja, em direção a ela. – finalmente. Está mais do que na hora de irmos. Mais um pouco e não poderia salvá-la.

Ele envolveu os pulsos dela com a mão e ela sentiu um nojo profundo, que quase a vez vomitar. Mas antes que ela esboçasse qualquer reação, eles desapareceram.

–-

Reapareceram num belo quarto de pedra, com vários vasos de rosas brancas e cor-de-rosa, móveis de madeira e uma grande cama com dossel no meio.

–Então, esse é seu quarto, minha querida. – falou Asmodeus, com um sorriso irônico.

–Eu meio que não gosto de rosa e essa coisa meio princesa. – respondeu Alicia, desafiadora.

–Isso não importa.

Ele foi até a lareira, que estava acesa, e retirou uma espécie de palito prateado, que estava com a ponta incandescente. Alicia recuou instintivamente, mas com um movimento da outra mão Asmodeus a imobilizou. Ele segurou firme em cada um dos pulsos dela, fazendo finos desenhos, formando queimaduras que logo cicatrizariam. Alicia sentia a pele arder e queimar, e queria gritar, mas o grito morria em seus pulmões. Era como um pesadelo. Ela sentiu o corpo ficar mole e assim seu pai a empurrou para longe, em direção a cama, mas ela caiu no tapete rosa e marrom.

–Eu não me importo se você goste ou não daqui, pois agora você é minha prisioneira, até aprender quem manda aqui e ter um pouco de respeito e obediência. E não pense que aqueles que a quem você chama de família vão te encontrar. Não estamos mais nos Estados Unidos.

Notas finais
*The Origin of Love, Mika. Essa semana não foi fácil! Eu tenho uma professora cujo o lema é "não estou aqui para ensinar, estou aqui para confundir" (e ela fala isso durante a aula), então ela fala um monte, as vezes de forma contraditória (gravando a aula dela em audio dá pra ver q ela se contradiz mil vezes) e quanto estamos confusos e desesperados, ela dá risada. No fim de todas as longas quatro aulas que eu tenho seguida com ela, ela dá prova, e quando entrega o 3,5, ela ri mais ainda. Fora que ela gosta de descrever os experimentos com ratinhos viciados em cocaína que ela fazia e DÁ RISADA. Se essa mulher não é uma bruxa, ela tem algum demonio no corpo e precisa urgentemente de um exorcismo. Alguém tem o número dos Winchester? A coisa ta grave. E gente, tem tanta fanfic boa aparecendo por aqui e aquelas que eu já acompanho há algum tempo que to com saudades de ler. Mas a única coisa que eu vou ler vai ser o Bases Farmacológicas da Terapêutica. Comentem e me façam feliz, porque semana que vem tem muitas provas. Mais muitas mesmos, incluindo mais uma da professora-com-o-demonio-no-corpo.