The Devil Within
10 2x10 – The sun burns as hot as the flame in the devil’s eyes
Notas iniciais

Eu estou sobre controle
Eu não perdi a cabeça
Eu estou recolhendo os pedaços do passado que você deixou para trás
Eu não preciso de sua condescendência
Falando sobre mim, pareço solitário
Eu não preciso que você me abrace
Porque a desgraça está esperando por mim
Eu não estou sozinho
Não fui abatido ainda
Eu não tenho medo
Das vozes na minha cabeça
Descendo a estrada mais escura
Algo me segue
Eu não estou sozinho
Porque a desgraça ama minha companhia
Three Days Grace
Alicia caiu no chão, chorando e tremendo quando algum dos Winchesters bateu a porta do quarto com força. A sensação que ela tinha é que de mil facas se enfiavam e reviravam dentro do peito dela, típico de um assassinato com requintes de crueldade. Era possível morrer de tristeza? Porque cada centímetro do corpo dela estava doendo e a cada vez que ela se lembrava de Sam, a dor se intensificava e parecia que ela queimava. O sol queima tão quente quanto as chamas nos olhos do diabo1. Era alguma coisa assim que ela sentia.
Fraca, Alicia se levantou, indo até sua mala. Ela podia ouvir as vozes de Sam e Dean no quarto ao lado e podia identificar seu nome sendo repetido em diversos tons e várias vezes, mas não conseguia ouvir o que exatamente eles falavam. Ela só não ia embora naquela noite porque sinceramente não tinha forças para isso. Começou a vasculhar a mala, procurando por seus preciosos calmantes. O que ela precisava é de duas pílulas e uma dose de whisky e poderia simplesmente apagar e não sentir mais nada.
Com ódio, verificou que não estavam ali. Então Alicia lembrou que ela tinha jogado fora tudo que tinha há meses, porque ela achou que não precisaria mais, não com Sam ao seu lado. Burra. Estupida. Ela atirou a bolsa de remédios longe e deu um chute em sua mala. Se arrastou para cama, apagou a luz e enfiou-se embaixo das cobertas.
Os olhos muito abertos, incapaz de dormir de qualquer maneira porque estava infeliz demais, com dor demais.
Não soube se passaram horas ou minutos, os olhos abertos na escuridão, incapaz de desligar. A porta do quarto se abriu. Pelo som dos passos, era Sam. Ela quase riu – ela o conhecia tanto que sabia até como eram os passos dele. Ouviu ele caminhar até a própria mala. Alicia imaginou que ele estava pegando as coisas dele e ela preferia fingir que estava dormindo a encará-lo.
Para sua surpresa, dois minutos depois ela sentiu Sam se deitar na cama ao lado dela. Por outro lado, ela podia estar alucinando e aquela pessoa não era Sam, era só ela querendo que fosse Sam. Podia ser um demônio, um dos escravos do pai dela, ou mesmo uma criação da mente dela. Talvez ela finalmente tivesse enlouquecido.
Ela se virou num movimento brusco, puxando o edredom para baixo e deu de cara com Sam. Se é que fosse mesmo Sam. Podia não ser.
–O que você está fazendo aqui?
Ele suspirou e falou com a voz dura.
–Eu prometi a você que não te deixaria independente do que acontecesse. Eu estou cumprindo minha promessa.
Alicia sentiu a raiva ferver dentro dela.
–Bem, pode ir embora. Eu não sou seu caso de caridade.
Ele a olhava com algo que parecia raiva, mas ela soube muito bem reconhecer o Sam doce e magoado por baixo de tudo aquilo. O Sam que a amava. Amava-a tanto que mesmo ela tendo mentido e o magoado, ainda estava ali.
–Eu não quero ir embora. Eu quero estar aqui com você. E eu quero resolver isso. Eu quero fazer isso dar certo.
Alicia se virou para o outro lado da cama, sem poder encará-lo, porque estava começando a chorar novamente. Não importava o que ela fizesse, nunca seria boa o suficiente para merecer Sam.
Dizem que chorar é uma das melhores formas de pegar no sono.*
–-
9 de dezembro de 2006.
Quando Alicia acordou, a luz do sol iluminava o quarto. Ela se virou rapidamente, as lembranças da noite anterior ainda batendo na cabeça dela. Sam não estava mais lá, mas as coisas dele ainda estavam – assim como as delas, ainda jogadas pelo todo o canto por causa do seu acesso de fúria na noite anterior. Notou que o celular de Sam ainda estava no criado mudo ao lado da cama, assim como a carteira.
Ela se levantou, com certa preocupação. Aonde ele iria sem levar o celular e a carteira? Resolveu ir até o quarto de Dean. A porta estava destrancada, mas quando abriu, encontrou apenas Dean, roncando alto.
–Dean? – ela chamou.
–AHHH! O que? – ele acordou gritando. – Alicia, o que está fazendo aqui?
Ele jogou um travesseiro nela.
–Você não está usando calças. – ele disse.
–Você também não. Onde está o Sam?
–Como assim, onde está o Sam? Ele foi dormir com você. – Dean olhou para ela, desconfiado.
–Então, ele foi. Mas agora não está mais lá e deixou o celular e a carteira para trás e eu estou achando isso muito estranho. – ela fez uma pausa – talvez eu só esteja paranoica. Me desculpe.
Alicia se preparou para sair do quarto.
–Espere, Allie. Talvez você não esteja paranoica. Vamos nos vestir e ver se o achamos, ok? – Dean falava calmamente, mas Alicia sabia que ele estava preocupado.
Nenhum dos dois mencionou a noite anterior.
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Um carro tinha sido roubado durante a madrugada. Dean e Alicia logo perceberam que Sam devia ter roubado o carro. Alicia e Dean tinham dormido a maior parte do dia, pelo calculo deles, Sam estava no mínimo com 10 horas de vantagem de viagem.
Alicia ligou para Ellen, avisando que Sam estava desaparecido. Sem saber para onde ir, os dois decidiram ir para a Roadhouse.
Assim que entraram no Impala e pegaram a rodovia, Dean disse para Alicia.
–Então, são 18 horas de viagem. Acho que é um bom momento para você começar a me contar o que aconteceu nos cinco anos em que você esteve fora.
Ela sabia que não tinha como fugir.
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Roadhouse. Primeiras horas da madrugada, 10 de dezembro de 2006.
Sam entrou no bar e avistou Ellen. Estava lotado, afinal era a madrugada entre sábado e domingo. Não tinha sido fácil a decisão, mas era a mais clara. Dean e Alicia tinham escondido coisas dele. Ficar junto de Alicia era insuportavelmente doloroso – ele a amava demais e não seria capaz de deixá-la. Ainda queria estar com ela, mesmo ela sendo metade um demônio. Mas precisava descobrir primeiro o que acontecia com ele, porque ele se tornaria mal, porque Dean teria que matá-lo. Precisava saber mais sobre o demônio de olhos amarelos.
–Sam – disse Ellen, reconhecendo ele em meio à multidão de caçadores.
–Oi, Ellen. Você não parece surpreso em me ver.
–Bem, Alicia e Dean ligaram, desesperadamente preocupados, procurando por você.
–Sim, imaginei que eles ligariam.
–O que está acontecendo entre vocês?
–Então, como está Jo? – perguntou Sam, obviamente mudando de assunto.
–Eu realmente não sei. Não há vejo há semanas. Ela manda um cartão postal de vez em quando. Depois de trabalhar naquele caso com vocês2, ela decidiu que queria continuar caçando. Eu disse a ela “não em minha casa”, e ela disse “tudo bem”.
–Então eu provavelmente sou uma das últimas pessoas que você quer ver agora.
–Não me entenda mal. Eu queria que eu pudesse culpar vocês. Seria mais fácil. Mas a verdade é que não é culpa de vocês, Sam. Não é de ninguém. Eu quero que você saiba que eu perdoei seu pai há muito tempo pelo que aconteceu com Bill3. Eu acho que ele nunca se perdoou.
–O que aconteceu?
–Então por que você veio aqui, querido? – foi a vez de Ellen mudar de assunto.
–Eu preciso de ajuda.
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Sam conversou com Ash e assim conseguiu uma lista das pessoas com os poderes sobrenaturais que se encaixavam no antigo padrão: nascidos em 1983 e perderem a mãe num incêndio aos 6 meses de idade.
Os nomes eram:
Sam Winchester, de Lawrence — Kansas.
Max Miller, de Saginaw – Michigan
Andrew Gallagher, de Guthrie – Oklahoma
Scott Carey.
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10 de dezembro de 2006; tarde. Lafayette, Indiana.
Scott Carey tinha sido assassinado há um mês em Indiana e foi para lá que Sam foi. Fingindo ser um antigo colega de escola, ele procurou a família dele. O pai dele contou que há cerca de um ano, Scott tinha começado a sofrer de dores de cabeça e pesadelos terríveis, que o filho nunca mencionou o conteúdo. Estava até fazendo terapia.
Sam pediu para ver o quarto dele. Dentro do armário dele, ele encontrou uma colagem muito sinistra de centenas de fotos de olhos amarelos, recortados de revistas e jornais.
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Sam parou o carro no estacionamento de um motel chamado Blue Rose. Desceu do carro pensando em Alicia. Ela tinha dito a ele que entendia como ele estava se sentindo e Sam sabia que provavelmente ela entenderia. Pensou em como ela deve ter ficado assustada quando descobriu, sendo que era tão nova e estava sozinha em outro país. Não pela primeira vez desde que a tinha deixado, quis abraça-la, aceitar sua ajuda e passar por tudo aquilo junto com ela. Então se lembrava dela em seus braços: “Eu juro que eu contei tudo o que sabia”4. Da forma fácil que todas as mentiras escapavam da sua boca e sentia muita raiva e tristeza. Não queria amar uma mentira.
Então se lembrou de outra coisa que Alicia havia dito, nessa mesma ocasião. “Aquele demônio não sabe ainda, mas ele tem medo de mim”.4 O que ela teria querido dizer com isso, que era tão poderosa que até mesmo o demônio de olhos amarelos a temia? Na época levou como brincadeira, mas agora não tinha mais certeza.
–Sam Winchester? – uma voz de mulher o acordou de seus pensamentos.
–É – ele disse no momento de surpresa e se arrepende em seguida – quem é você?
–Você está em perigo! – ela diz, o tom de voz urgente.
–O que?
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O nome dela era Ava Wilson. A história dela era muito familiar: há cerca de um ano, começou a ter sonhos com a morte das pessoas. Até que descobriu que uma das mortes com qual sonho, a de Scott, tinha sido real. Pesquisando, descobriu que todas as mortes com que sonhou eram reais também. Então ela sonhou com a morte de Sam Winchester.
A mãe dela ainda estava viva.
Sam pede ajuda de Ava para conseguir investigar Scott; Ava marca uma consulta com o psiquiatra de Scott no dia seguinte e assim Sam consegue roubar os arquivos de Scott. Eles descobrem que Scott tinha o poder de eletrocutar.
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Entre 9 e 10 de dezembro de 2006. Estrada, rumo ao Nebraska.
–Papai sabia? – foi a primeira pergunta de Dean.
–Sabia, mas não sei por quanto tempo. Mas ele só descobriu depois que eu fui embora.
–OK – falou Dean. – e ele não disse nada?
–Apenas que eu era nascida em batalha. – ela respondeu. Alicia estava disposta a falar tudo. A voz de Dean era séria e seca, como se estivesse fazendo uma entrevista de emprego. Como se quisesse se manter calmo. Se Dean abrisse uma brecha, talvez tanto ele quanto Alicia gritariam, chorariam e quebrariam coisas.
–Por que não confiou em nós, Allie? – ele diz, a voz rouca de quem segurava-se para não chorar. – nós somos sua família. Você pode contar tudo para nós. Você acha o que, que nós caçaríamos você?
–Eu não sei! – ela respondeu. Droga, estava chorando de novo. Não tinha um limite para lagrimas? – eu não sei o que eu pensei, Dean. Eu fui caçada.
Dean olhou para ela, dividido entre a incredulidade e a raiva.
–No México. – ela falou – os machucados que eu tenho não foram feitos por demônios. Foram feitos por um padre, mas eu acredito que ele era um caçador. Ele sabia quem eu era. Então eu voltei, eu tinha quase morrido e a última coisa que eu queria era me sentir um monstro novamente.
Dean não respondeu. Eles ficaram em um silêncio desconfortável por alguns quilômetros. Alicia respirou fundo. As lagrimas ainda insistiam em escorrer dos olhos dela.
–Meu pai foi expulso do inferno. – ela disse, olhando para a estrada a sua frente.
Dean quase perdeu o controle do carro por alguns segundos. O que era definitivamente um mal sinal, porque ele era um excelente motorista.
–Eu não consigo imaginar que merda um demônio teria que fazer para o inferno o expulsasse. Eu nem sei se isso é bom ou ruim.
–Usar magia negra para tentar criar uma nova raça de criatura sobrenatural. – respondeu Alicia.
Dean ficou novamente em silêncio, tentando absorver a informação. Depois fez a pergunta obvia.
–Ele conseguiu?
–Não de fato, que eu saiba. Apenas conseguiu aberrações. Mas não de fato uma nova criatura. Ele é mal. – ela acrescentou, parecendo uma garotinha assustada. Dean sempre provocava essa sensação de garotinha nela; ele era seu irmão mais velho. Quando era mais nova, ela costumava pensar que queria ser como Dean Winchester quando crescesse.
–Como você descobriu?
–Dean, eu vou contar a minha história. Dessa vez a de verdade.
“Eu cheguei a Londres anunciando que procurava Karl Kavanagh, esse é o nome humano que ele usa. Eu não sei se ele tem um nome de demônio. Ele não era conhecido por esse nome lá, mas depois de poucos meses, eu o encontrei. Ou ele me encontrou. E ele revelou o que era para mim. Disse que esperava por mim. Eu, é claro, fiquei horrorizada. Não podia aceitar isso nunca. Houve uma luta, eu fui ferida, mas eu acho que ele me deixou partir. Quando eu acordei, estava no meu quarto. Não me lembro do que aconteceu. Nate5 chegou, e eu contei a ele o que tinha acontecido. Eu queria morrer, Dean. Acabei no Egito. Nate morreu lá, essa parte da história você já conhece. Então eu voltei para a Europa, e passei um tempo viajando pela Espanha, França, Itália, Grécia, arrumando empregos como garçonete e outras coisas assim. Eu bebia muito e usava muitas drogas, eu estava doidona a maior parte do tempo, não conseguia ficar sóbria. Era demais para eu aguentar. Eu sou imune a qualquer tipo de vício, posso tomar as drogas mais loucas e se eu quiser parar, eu paro. Eu realmente queria morrer, não achava que eu merecesse viver, mas não tinha coragem para me matar. O tempo todo eu passava mal, acredito que eram os efeitos do meu pai tentando quebrar o feitiço: dor de cabeça, vômitos, meus olhos ficavam negros.”
“ Eu tive uma dessas crises feias. A dor física, emocional, eram tanta, que naquela noite eu achei que de fato estava me transformando em um demônio. Eu estava em Roma e assim eu acabei numa Igreja e eu conheci o padre Francesco. Acabei contando tudo a ele e ele me ensinou muito sobre demonologia. Ele apenas não sabia que demônios poderiam ser sido expulso do inferno, isso era inédito na história. Foi com ele que eu recuperei forças para sair caçando. Voei para a Austrália algum tempo depois. E continuei assim, até aquele incidente no México.”
“Vou ser sincera com você, Dean. Aconteceram coisas no México que eu realmente não estou pronta para falar, porque eu não entendo o que significa para mim. Eu não sei quem sou, por exemplo, descobrir esse feitiço em mim é uma coisa muito recente. Peço que se você puder, respeitar esses meus limites. O que eu sei é que meu nome é Alicia Kavanagh, meu pai é um demônio expulso do inferno, eu provavelmente devo ser muito poderosa, os anticristos normalmente o são, mas eu não tenho acesso a esses poderes porque esse feitiço bloqueia. Imagino que deva ter sido minha mãe quem o lançou, mas ela é outro mistério, parece que nunca existiu. Só sabemos que o primeiro nome dela é Rebekah, o que não ajuda em nada. Se a gente resolver esse problema com o Sam e vocês dois quiserem, podemos cavar todo meu passado, estou disposta a deixar”.
“Eu já sofri demais, Dean. Demais mesmo. Nenhum de vocês tem noção do quanto eu vivi o inferno, bem a beira do Mediterrâneo. Quando voltei, eu tinha acabado de quase morrer. Podem me culpar por ter mentido e eu sei que foi errado, mas eu queria voltar a ser feliz. Queria apagar todas as decisões estupidas que eu fiz na minha vida, que me levaram longe de vocês, que são minha verdadeira família e começar de novo. Queria fingir que todas essas coisas ruins não aconteceram. Porque eu estou contando para você agora, assim, resumido. Não preciso descrever a dor, as drogas, o medo, a confusão, o desejo de morrer que eu tinha. Você e o Sam me deram vontade de viver de novo. Eu não queria arrastar a morte para cima disso, carregar esse peso novamente. Eu podia ser eu novamente, não a filha de um demônio.”
“Eu sei que agora as coisas vão mudar, que a partir de agora eu serei sempre a filha do demônio para vocês. Mas vou te dizer uma coisa, não me arrependo de ter ganhando esses dois anos de quase paz. Me arrependo por ter magoado você e o Sam. Nunca foi essa minha intenção, mas eu fui capturada pelas minhas próprias histórias e já não conseguia mais sair delas.”
O celular de Dean tocou.
–Alo?
–É Ellen.
–Hey, você soube do Sam?
–Sim, mas ele me fez prometer que eu não contaria onde ele está.
–Por favor, Ellen. Alguma coisa ruim pode estar acontecendo e eu jurei por Deus que eu cuidaria dele.
–Agora Dean, ele dizem que você não pode proteger quem você ama para sempre. Bem, eu digo, foda-se isso. Para o que mesmo a família serve? Ele está em Lafayette, Indiana.
–Obrigado. – ele desligou o celular e falou para Alicia – parece que não precisaremos ir até o Nebraska. Indiana, ai vamos nós.
–Bem, estamos bem perto.
–-
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