Notas iniciais
Oi, gente. Aqui está a trilha sonora da segunda parte, devidamente arrumada: http://8tracks.com/ineedanotherhistory/the-devil-within-ii e atualizada. Eu finalmente consegui sair do 2x16 e agora estou terminando o 2x18. Essa temporada realmente será uns capítulos maior que a primeira. E ai eu comecei a pensar na terceira temporada, e já montei o planejamento, e ta MUITO legal! Enquanto essa aqui teve vários episódios adaptados, não estou planejando fazer nenhuma adaptação na terceira temporada. Hell & Consequences, ai vamos nós. Bom capítulo, e comentem!.

Agora se eu quero sobreviver

A infeção deve morrer

Matar a besta que tem me comido vivo

A infeção deve morrer

Disturbed

Dr. Lee continuava no laboratório, junto com Pam. Alicia andava pela clinica, inquieta. Finalmente parou diante da grande janela. Queria olhar para fora, mas o vidro era fosco. Sam juntou-se a ela.

–Eu não sei. Estou aqui me perguntando se essa é a guerra.

–A guerra? – perguntou Sam, tentando se lembrar. – eu acho que você já mencionou uma guerra.

–É, quando eu estava fora. Havia boatos por todo o lado que haveria uma guerra. E pelo que conversei com Ellen, esses boatos já chegaram aqui. Humanos e demônios.

–Por que os demônios começariam a guerra numa cidade minúscula? Eles poderiam começar pelas grandes capitais, podiam possuir lideres.

–Não posso explicar como um demônio pensa... Mas as pessoas não são tão ignorantes em relação ao sobrenatural. Os grandes prédios públicos, os grandes líderes... Eles estão protegidos contra o sobrenatural. Há caçadores que cuidam disso.

–Ah é? – perguntou Sam interessado – papai nunca mencionou isso.

–Não sei se John sabia. Ele era incrível nas caçadas, sabia muito, mas você sabe, ele era um recluso. Não gostava de se misturar com os outros caçadores. Há associações de caçadores, há famílias que estão nas caçadas há gerações. Há centro de treinamentos. Alguns escolhem o caminho solitário, como John, e bem, nós. Vamos lá, Sam. Pense bem: essas criaturas estão em todo o lugar. A verdade não veio ao grande público ainda porque há muita gente trabalhando para manter tudo escondido.

–Mas se há toda uma organização, por que John escolheu ficar longe disso?

–Vou citar Dean Winchester. “De demônios eu entendo, pessoas são loucas”. – Alicia disse, misteriosamente e Sam não entendeu direito o que ela queria dizer. – acredito que é melhor ficarmos longe dessas pessoas.

–Então – Sam achou melhor voltar ao assunto principal – você acha que esse pode ser o inicio da guerra?

–Sim, eu acho que sim. E se vier a guerra, sinceramente, não sei o que será da humanidade. Dean está aqui.

–A rodovia está bloqueada – falou Dean quando abriram a porta. Ele estava acompanhado de um homem.

–O que está acontecendo lá fora, Dean? – perguntou Alicia.

–Eu não sei. Mark foi a única pessoa sã que eu consegui encontrar. O que você descobriram?

–A médica pensa que é um vírus. – disse Sam – e acho que ele está certo. Um vírus que se transmite pelo contato sanguíneo. E fica melhor: esse vírus deixa traços de enxofre no sangue.

–Um vírus demoníaco? – Dean estava com uma expressão esquisita, como se não soubesse se gritava e atirava ou ria.

–Sim. E explica porque eu tive as visões.

–Como uma praga bíblica – falou Dean.

–Então, eu estava pesquisando no diário do papai – continuou Sam – e ele acreditava que Croatoan fosse um nome de demônio. Um demônio da praga e pestilência.

–Espere. Eu acho que já ouvi alguma coisa sobre isso. – interrompeu Alicia – um padre em Roma. Há muito tempo. Ele era um demonologista e também acreditava nisso.

–Espere. Existem demonologistas? – Dean estava incrédulo. – filho da puta!* Mas por que está acontecendo aqui e agora?

–Eu acho que é a guerra começando. – disse Alicia. – onde está seu amigo, Dean?

O homem que havia chegado tinha desaparecido para dentro da clinica. Como se tivesse ouvido a pergunta dela, o homem reapareceu no corredor.

–A mulher ali dentro está infectada. Temos que tomar conta disso, porque quanto mais tempo fica, mais forte a pessoa se torna.

–-

–Você vai matar Beverly Tanner? – Pam estava histérica.

–É possível que haja algum tratamento? – perguntou Alicia para o médico – você pode curar isso?

–Eu nem sei o que é isso! – então talvez a Dra. Lee estivesse um pouco histérico também.

–Nós não temos temo para essa discussão! – interrompeu Mark. – quanto mais esperamos, mais louca ela irá ficar. Logo estará fora de controle.

Então Sam abriu a porta da salinha em que estava a mulher. Dean e Mark entraram, as armas apontadas para ela.

–Mark, o que você está fazendo? – ela perguntou, chorando desesperada – eles me trancaram, tentaram me matar! Eles estão infectados, não eu. Por favor, Mark, você me conheceu a vida toda!

–Vocês tem certeza que ela é um deles?

Sam concordou com a cabeça. Mark saiu da sala, as lagrimas escorrendo pelo rosto. Dean atirou duas vezes.

–-

A noite caiu rápido demais. Um monte de pessoas se juntava na porta da clinica. Eles já tinham conferido as armas um milhão de vezes. O número de pessoas lá fora aumentava. Pareciam estar tentando encontrar uma maneira de entrar na clinica.

Alicia estava verificando se todas as portas e janelas do local estavam bem trancadas e fechadas. Parecia que não havia mais nada a fazer a não ser esperar (mas esperar pelo o que?) e ela não podia aguentar a espera.

–Ei – disse Sam, entrando numa espécie de deposito de materiais em que ela estava, trancando a janela.

–Essa janela estava aberta. Mas é a última. Eu acho que fechei tudo. Pelo menos, eles não vão entrar tão fácil.

Alicia caminhou até ele, abraçando o forte. Sam a abraçou de volta, apertando ela contra o corpo dele. Ela fechou os olhos, tentando aproveitar a sensação de segurança que Sam normalmente dava a ela.

Mas não dessa vez. Dessa vez ela tinha medo demais. Então Alicia procurou pelos lábios dele, beijando-o como se fosse a última vez.

–Eu amo você – ela disse, ofegando – e eu estou com medo de morrer.

Ele a apenas abraçou mais perto, segurando-a firme como se de repente ela fosse escorregar nas mãos dele. Então Alicia soube que Sam estava com tanto medo de morrer quanto ela. E isso a fez sentir pior ainda.

Ela e os Winchesters deviam ter grudado chiclete na cruz, não era possível.

Passos anunciaram a chegada de alguém. Era Pam.

–Nós não podemos ficar aqui! – ela disse, mais histérica – ninguém me ouve. Vamos morrer aqui! Precisamos fugir! Não importa como.

Atrás dela, Mark e Dean chegaram à sala também.

–Nós não podemos sair daqui, porque essas coisas estão em todo o lugar. – Dean estava impaciente, como se estivesse repetindo aquela frase pela milésima vez.

–Não – falou Alicia, se soltando de Sam – ela está certa. Precisamos sair daqui. Temos que avisar as pessoas do que pode estar acontecendo. Alertá-los.

–Hm, você está certa – disse Dean – Madrugada dos Mortos não acabou muito bem.

–Eu não sei se temos essa escolha – falou Mark – eles têm rifles. E são bons com eles. Somos um alvo fácil, a não ser que temos alguns explosivos.

–Podemos fazer alguns – disse Sam, olhando para o material médico a sua volta.

Fortes batidas na porta fizeram todos correrem para a entrada. Era ninguém menos que Duane, que socava a porta e gritava desesperado por ajuda.

Eles abriram a porta e deixaram ele entrar. Então era ele, a pessoa em que Dean atirava. Duane dizia ter voltado de uma viagem de pesca naquela tarde e ter visto seus conhecidos agredirem um vizinho. Ele estava se escondendo e fugindo desde então.

Dra. Lee olhava horrorizada para Duane. Então todos repararam – ele tinha um corte imenso na perna.

–Você está sangrando.

–Como isso aconteceu? – perguntou Dean.

–Eu não sei, eu estava correndo, devo ter me machucado!

–Vamos amarrá-lo. Tem cordas lá dentro. – decidiu Dean, empurrando Duane para a sala dos fundos e obrigando ele a se sentar numa cadeira. Alicia foi correndo buscar as cordas.

–Eu sinto muito Duane – disse Mark – mas ele está certo. Nós temos que ser cuidadosos.

–Cuidadosos? Com o que?

–Algum deles sangrou em você? – perguntou Dean.

–O que? Não!

Alicia voltou com as cordas e Dean e Mark começaram a amarrá-lo. Dr. Lee tinha retirado uma amostra de sangue, mas não teria como ter certeza. O enxofre só apareceria três horas após a infecção, e até lá, Duane já teria se transformado.

Dean, Sam e Alicia se retiraram da sala e procuraram um lugar mais privado para conversar.

–É minha visão. Está acontecendo – Sam falou.

–Eu deduzi isso. E agora? – perguntou Alicia.

–Eu tenho certeza que ele está infectado. – falou Dean, mexendo em sua arma.

–Você não pode atirar nele! Ele pode ser inocente – falou Sam – Dean, eu não estou te reconhecendo mais! Você não está agindo como si mesmo, está se tornando uma das criaturas que você odeia.

Dean saiu sem olhar para nenhum dos dois. Ele correu até a sala onde Duane estava, agora fechado e sozinho lá. Dean entrou e trancou a porta, deixando Sam e Alicia apenas batendo.

Eles podem ouvir Duane implorando, dizendo que não era ele. Para alivio de todos, Dean sai da sala sem nenhum tiro ser disparado.

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As quatro horas que se seguiram foram muito tentas. Dean, Sam e Alicia se ocuparam em montar bombas para tentar fugir. Nenhum deles conversou muito, cada um sentindo os músculos ficarem tensos e o peso da situação sobre os ombros. Podia muito bem não haver saída. Podia muito bem não ter esperança.

–Já se passaram quatro horas – a Dra. Lee chegou na sala em que eles estavam – o sangue dele está limpo e ele não se transformou. Acho que podemos soltá-lo.

–Sim – falou Dean – eu acho que sim.

A médica saiu.

–Dean, por que você não o matou antes? – perguntou Alicia. — Na visão de Sam, você o matava. O que mudou?

Dean a ignorou.

–Nós precisamos de mais álcool.

–Eu pego – falou Sam, e saiu da sala, indo para a despensa onde ele e Alicia tinham se encontrado anteriormente. Pam estava lá.

–Ei, como você está? – ele perguntou e começou a procurar o álcool nas estantes. Tinham usado quase tudo.

–Melhor. Acredito que irá acabar logo. – enquanto Sam estava de costas, ela fechou a porta e a trancou. – na verdade, eu estive esperando por isso o tempo todo.

–Pelo que? – perguntou Sam, distraído.

–Para que você fique sozinho. – ela pula, derrubando Sam no chão, e depois bate com força a cabeça dele no chão. Ele apaga, e ela corta o peito dele com uma faca e a sua própria palma da mão, misturando o sangue de ambos.

Dean e Alicia, ao ouviram as batidas, tinham corrido e se armado. Mark fez o mesmo. Os dois homens arrombam a porta e Alicia atirou três vezes nas costas da mulher.

–Ele tem o vírus! – falou Mark – ela sangrou nele.

Alicia correu para Sam, ajudando ele a se sentar. Dean olha de Sam para o corpo morto de Pam, aparentemente sem reação.

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Alicia cuidadosamente faz um curativo no machucado de Sam. Ela tenta ignorar o desespero que sentia, um único pensamento se repetindo na sua cabeça: Eu não vou viver num mundo sem Sam. Era exatamente isso. Se Sam morresse, ela morreria junto. Mas não o deixaria. Ele estava quieto, seus olhos brilhando de lágrimas contidas. Alicia não deixava o lado de Sam desde o ocorrido.

–Doutor, você poderia examiná-lo? – perguntou Dean. Ele também não estava falando muito.

–Por quê? – perguntou Mark – vocês viram o que aconteceu.

–Ninguém vai atirar em meu irmão. – disse Dean. Alicia estava parada de pé ao lado da cadeira de Sam, sua mão firme no ombro dele. Protegendo. Guardando.

–Ele não será seu irmão por muito tempo. Foi o que você disse para mim. – falou Duane.

–Ninguém vai atirar em ninguém! – respondeu Dean.

–Você ia atirar em mim! – disse Duane, indignando.

–Se você não calar essa sua boca de merda, eu vou atirar em você. – respondeu Alicia.

–Dean, Allie – disse Sam, a voz um sussurro doloroso – ele está certo. Apenas me dê uma arma e eu farei isso.

–Nem pense nisso – disse Allie.

–Eu não vou me tornar uma dessas coisas!

–Nós ainda temos algum tempo, Sam. – falou Dean.

–Tempo para que? – interrompeu Mark – olha, eu entendo que ele é importante para vocês, mas ele está certo. Eu sinto muito, mas eu vou cuidar disso.

Ele faz o movimento para pegar sua arma.

–Eu vou dizer isso uma única vez – interrompeu Dean, furioso – você faz um único movimento, e eu e Allie atiramos em você e você estará morto antes de atingir o chão. Você entendeu? Eu deixei claro?

–Então o que nós faremos?

Dean jogou as chaves do Impala para ele.

–Aqui, pegue meu carro. Vocês têm as bombas. Fujam.

–E quanto a vocês?

Dean e Alicia trocaram um olhar cheio de significados. Os dois jamais abandonariam Sam.

–Não! Allie, Dean, vão com eles. É a única chance de vocês – falou Sam.

–Você não vai se livrar de nós assim tão fácil – disse Alicia.

–Ele está certo. Vamos. – disse Mark, olhando de Dean para Alicia e como não obteve resposta, acrescentou – ok, o funeral é de vocês.

–Eu sinto muito – disse a Dra. Lee – obrigado por tudo.

Os três saem e fecham a porta. Sam começa a deixar as lágrimas escorrerem. Alicia se abaixa, abraçando ele com força, ela própria controlando o choro. Não ia perder a cabeça. Não agora. E não ia perder Sam. Não. Eles dariam um jeito. Tinha que haver um jeito.

–Gostaria que tivéssemos um baralho – falou Dean, como sempre contendo os sentimentos.

–Vocês dois. Não façam isso. Saiam daqui – disse Sam. Alicia se sentou no chão, encostada as pernas dele, abraçando os próprios joelhos, como se pudesse consolar a si mesma.

–Sem chance. – respondeu Dean.

–Deem minha arma e saiam daqui.

–Pela última vez, não. – falou Dean.

–Essa é a coisa mais estúpida que vocês dois já fizeram.

–Para mim não. Lembra daquela garçonete em Tampa?

–Dean, Allie, eu estou doente. Acabou para mim. Não precisa acabar para vocês. Vocês podem continuar.

–Não? – falou Dean — e quem disse que eu quero?

–O que? – foi Alicia quem perguntou, olhando chocada para Dean. Ele era a última pessoa de quem ela esperava aquela reação.

–Eu estou cansado. Cansado dessa vida, desse trabalho, desse peso em meus ombros. Eu estou cansado de tudo.

–Então você vai apenas desistir? – Sam não entendia a reação do irmão – eu sei que tudo o que aconteceu com o papai foi difícil, mas...

–Você está errado. Não é sobre o papai. Parte disso sim, claro.

–Então é sobre o que? – perguntou Sam.

A porta se abriu. Era a Dra. Lee.

–Vocês precisam ver isso. A cidade toda... Desapareceu.

Notas finais
*son of a bicth não tinha aparecido ainda eu acho. Baseado no 2x09 – Croatoan. No próximo capítulo... Dean e Alicia tem escondido coisas do Sam há algum tempo. Já está mais do que na hora da verdade dar as caras por aqui, não? Comentários?