The Devil Within

7 2x07 – City Under Siege


Notas iniciais
Oi, pessoas! Eu acho que esse calor acabou com meu animo para tudo. A temperatura média aqui ta passando dos 40°C, e eu to começando a desconfiar que o Crowley abriu uma filial do inferno e qualquer dia desses vou topar com ele na fila da sorveteria (eu moro do lado de uma das melhores sorveterias da minha cidade e praticamente todo o dia eles tem que fechar porque acabou TODO o sorvete). Sim, faz alguns dias que a base da minha alimentação é sorvete. #projetoverãominhasgorduras. Então, também aproveitei e fiquei ouvindo um monte de My Chemical Romance, porque, falando a verdade, toda a história entre o Sam e a Alicia é inspirada em My Chemical Romance. Especificamente nesses cds: Three Cheers for Sweet Revenge, The Black Parede e Danger Days: the true lifes...; E também no CD Transit of Venus do Three Days Grace. Querem pistas do futuro dessa fic, estão nas letras dessas músicas. (boa sorte com isso hahahaha). Mas pelo lado positivo, você conheceu muita música boa. Boa leitura!

Histeria em Massa

Cante-nos a canção do Século

Que soe como uma canção fúnebre americana

Green Day

6 de dezembro de 2006.

Tinham acabado de resolver um caso de fantasma assassino, e as coisas na cidade que eles investigavam não tinha acabado bem. Dean tinha dirigido como um louco por 6 horas seguidas, tentando colocar a maior distância entre eles e aquela cidade possível, ou, na versão de Alicia, entre eles e a garota maluca que ele tinha pego num bar, e que queria apresentar o agente do FBI Dean Herrikson aos pais, além de esfregá-lo na cara do ex-namorado. Movido a café e cerveja, Dean estava disposto a ir mais longe, até que Alicia ameaçou matá-lo se ele não parasse. Por fim, ela e Sam acabaram obrigando Dean a parar, porque ela estava irritada o suficiente para de fato matá-lo. O motel que tinham parado era ruim até para os padrões deles.

Agora Sam tinha acabado de sair do chuveiro – Alicia recusara a oferta de ir tomar banho com ele, ou usar o chuveiro antes dele – para encontrar a namorada sentada no sofá caindo aos pedaços do motel, comendo sorvete diretamente do pote, que ela devia ter saído e comprado da loja de conveniências vizinha ao motel.

–O que tem de errado? – Sam finalmente perguntou, esperando que não fosse nada com ele.

–Estou com cólica – Alicia respondeu, mas ela não parecia mais com um humor assassino que estava há 20 minutos, só parecia cansada. – E Dean nos arrastou por uma viagem de seis horas após um caso.

Sam se sentou ao lado dela.

–OK, certo. Vou descobrir onde tem uma farmácia e comprar seu remédio. E vou comprar alguma coisa para jantarmos, tudo bem? Eu estava pensando, tem um fogão elétrico, eu poderia fazer macarrão e comprar um vinho.

Alicia concordou com a cabeça. O que ela precisava agora era do remédio, que ela sempre se esquecia de comprar.

Ele de um beijo nos lábios dela, gelados devido ao sorvete, e disse:

–Já volto. Amo você.

–Também amo você. – ela murmurou, um leve sorriso em seus lábios.

–-

Sam mal tinha avançado no corredor do motel, que tinha carpete e papel de parede em tons de marrom e vermelho, se sentindo... Feliz. Era incrível como depois de tudo que tinham passado, ele e Alicia pudessem viver uma situação tão comum entre um casal. Estavam juntos há quase cinco meses. O bom de namorar a pessoa que você conhecera a vida inteira era que não havia expectativas – os dois se conheciam bem demais e sabiam muito bem quais manias, chatices e mau humor esperar, e era por isso que, mesmo vivendo o tempo todo juntos, há cinco meses, tudo estava bem. Alicia parecia bem, pelo menos Sam não a pegara fumando ou bebendo em exagero, nem vomitando no banheiro nem alterações na cor dos olhos dela. É claro que eles não conversavam exatamente sobre o passado – o que foi que aconteceu naqueles cinco anos que Alicia tinha passado desaparecida, ou então porque o pai dela a perseguia, ou ainda, se havia alguma coisa acontecendo com ela ultimamente. Eles realmente viviam muito próximos, e apesar de Sam estar atento a fenômenos estranhos, nada disso parecia ter acontecido ultimamente. Mas todas essas coisas eram pequenas nuvens negras num céu de felicidade e Sam, assim como Alicia, estava muito disposto a deixar isso enterrado. Se o preço para estar feliz com ela era deixar ela guardar alguns segredos, então Sam estava muito disposto a pagá-lo.

Para que estragar o que vinha sendo uma rotina de felicidade, poder se deitar na cama com ela após cada caçada e estar com ela, finalmente, viver um amor que Sam tinha achado a vida toda que seria apenas um sonho?

O único problema real estava com ele e suas visões, que estavam se tornando cada vez mais frequentes, embora pouco nítidas. Raramente ele conseguia identificar a cidade em que aconteceria o assassinato e isso era muito frustrante para ele.

Sentiu como se uma faca estivesse cortando seu crânio ao meio. Ele caiu de joelhos, lentamente o feio corredor desaparecendo da sua visão e ele começou a enxergar: Dean, Alicia, um homem amarrado. Dean segurava uma arma apontando para o homem e na parede, um cartaz, que deixou muito claro para ele qual era a cidade na qual ocorreria aquele incidente.

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Quando ele voltou à consciência, estava caído no chão do motel. Não devia ter passado muito tempo, pois se não Alicia teria notado a ausência dele. Ele ouviu passos no corredor, e se levantou correndo, odiaria ser encontrado daquela maneira. Mas era Dean, levando um pacote de seis cervejas e mais algumas sacolas.

–Oi, o que você está fazendo aqui? – perguntou Dean, curioso. – Allie naquele humor terrível te jogou fora? Mas hey – ele levantou uma sacola – comprei o remédio dela. Quem sabe assim eu salvo minha vida. E aparentemente a sua também. Que cara é essa?

–Eu tive outra visão – falou Sam, a cabeça ainda dolorida, a angústia clara em sua voz – com você. Atirando em um homem. Acho que sei onde vai ser.

–Certo. Vamos para lá agora, ou...?

Sam não estava mais lá, voltou correndo para o quarto onde estava Alicia. Odiava dizer a ela, mas eles teriam que partir ainda naquela noite.

–-

Rivergrove, Oregon. 7 de dezembro de 2006.

Dean estava entrando na cidade. Como sempre, ele não estava muito feliz com de estarem seguindo uma das visões de Sam. A cada visão que Sam tinha, mais perturbado Dean ficava. E como essa visão especifica envolvia Dean atirando em um homem amarrado à uma cadeira, Dean estava ainda mais perturbado. Eles tinham tido a mesma discussão de sempre – Sam queria seguir a visão, feliz por saber onde ela ocorreria; Dean queria ir na direção oposta, mas não tinha um motivo razoável para isso. Apenas seu medo do que estava acontecendo com Sam.

O que está acontecendo com Sam?, Alicia se perguntou a milésima vez. Ela queria rir e chorar com as piadas do destino – qual era a probabilidade real dela e Sam terem ligações com demônios? Mas era isso que estava acontecendo, mas a ligação de Sam com o Demônio de Olhos Amarelos e todas aquelas Crianças Especiais, bem, isso era ainda mais misterioso do que Alicia. Ela era filha de um demônio, ponto. O que estava acontecendo com Sam, qual era o plano de Azazel, bem, isso era de infinitas possibilidades, mas por mais que Alicia pensasse, ela não conseguia chegar a uma resposta.

–Ali. Esse é um dos homens que estava na minha visão – Sam indicou um homem velho sentado em frente a uma madeireira. Ele estava limpando um rifle. O plano combinado era bem simples: tinham que achar o garoto que Sam viu amarrado em seu sonho; ele tinha uma grande cicatriz no rosto.

Dean estacionou o carro à distância. Os dois meninos iam se apresentar como policial federal. Assim, Alicia ficou esperando.

Em menos de cinco minutos, eles estavam de volta.

–O nome do garoto é Duane Tanner – disse Sam assim que chegou até ela. Alicia olhava fixamente para um poste, onde uma única palavra estava gravada.

O casal trocou um olhar cheio de significados. Dean se aproximou para ler a palavra, mas não significava nada para ele.

Sam já se sentia exasperado.

–Roanoke? A colônia perdia? Te lembra alguma coisa? Dean, você prestou atenção em alguma aula de história?

Dean parecia ainda mais confuso.

–Roanoke foi uma das primeiras colônias americanas. – disse Sam, daquele jeito garoto-da-faculdade que Alicia adorava – em 1500.

–Ahh – disse Dean – aquela que desapareceu, deixando para trás uma única palavra gravada na árvore.

–É. Croatoan era a palavra. – falou Alicia. Tinha alguma maneira da vida deles ficar mais estranha? – tem várias teorias, índios, doença, mas ninguém sabe o que realmente aconteceu, eles simplesmente sumiram do dia para a noite.

–Espere – falou Dean, a expressão ficando de confusa para preocupada – vocês não pensam que é isso que está acontecendo aqui, pensam?

–Eu não sei – respondeu Sam – mas seja lá o que eu vi na minha cabeça, não era bom. Todas as minhas visões estão relacionadas com o Demônio de Olhos Amarelos, mas...

–Como isso estaria relacionado a ele? – Alicia estava sentindo medo. – eu não sei, devíamos conseguir ajuda. Ellen, Bobby. Alguém.

Os Winchesters concordaram. Mas quando pegaram seus celulares, todos estavam sem serviço. Ao procurar um telefone publico, a voz eletrônica informou a eles que estava fora de serviço também. Ainda assim, tentaram várias vezes.

–Se eu fosse massacrar uma cidade, cortar a comunicação seria meu primeiro passo – declarou Dean, como numa profecia sinistra.

–-

Ainda fingindo ser da polícia federal, Sam e Dean foram até a casa dos Tanner procurar por Duane. Enquanto ambos falavam com o irmão de Duane e depois o pai, Alicia caminhava pelo terreno da casa, procurando sinais de qualquer coisa estranha. Em menos de cinco minutos de conversa, Dean e Sam se juntaram a ela no fundo da casa.

Alicia estava parada em frente a uma janela – havia uma mulher amarrada lá dentro. Os três observaram, chocados, quando Jack, o irmão de Duane, fez um corte no ombro da mulher. O pai da família, fez um corte em seu próprio braço e derramou seu sangue no corte da esposa.

Rapidamente, eles tentaram abrir a porta dos fundos, que felizmente estava destrancada. Dean atirou no homem mais velho, mas Sam hesitou e deixou Jack escapar. Alicia desamarrou a Sra. Tanner, que parecia estar fora de si. Ela não reagia a perguntas, simplesmente deixava-se ser guiada. Eles a colocaram no carro, assim como o Sr. Tanner, em quem Dean atirou. Dean dirigiu pelas ruas da cidade, procurando um médico.

A visão estava acontecendo, percebeu Sam. A clínica médica que eles entraram era a mesma e a enfermeira e a médica, Pam e Dra. Lee, também estavam presentes na sua visão. Ele sentiu uma forte ansiedade – seja lá o que fosse acontecer, que levaria Dean atirar em Duane Tanner, estava prestes acontecer, embora Duane ainda não estivesse presente.

A história de Beverly Tanner era a seguinte: o marido e o filho bateram nela e amarraram. Não havia histórico de abuso de drogas nem nada do tipo. As palavras dela para descrevem a situação: “Em um minuto era meu filho e meu marido. No seguinte, eles tinham o diabo neles”.

Alicia e os Winchesters se entreolharam. Eles saíram da sala onde Pam e a Dra. Lee cuidavam da mulher.

–Então o que vocês pensam? – falou Sam – demônios, possessão massiva?

–Eu não sei – respondeu Alicia – quando Dean atirou em Tanner, não houve aquela fumaça demoníaca. E mesmo assim o tiro funcionou, não teria funcionado se ele estivesse possuído. Eu investiguei a casa, não há nenhum sinal demoníaco lá.

–Alguma coisa os transformou em monstros – disse Dean – e Sam, se você tivesse pegado o outro, teria uma coisa a menos para nós nos preocuparmos.

–Eu sinto muito, Dean, eu hesitei, era uma criança!

–Não era uma criança, era uma criatura. Não é o melhor momento para um coração sensível, Sammy.

Uma porta se abriu, e a Dra. Lee entrou. Estava pálida e suando frio.

–Vocês mataram meu vizinho – ela declarou. – o que aconteceu?

–Nós não sabemos – respondeu Dean – e não tivemos escolha.

–Bem, precisamos contatar o xerife da região.

–Os telefones e celulares não estão funcionando – informou Sam.

–Eu sei, eu tentei. Vocês são da policia federal, não tem um rádio no carro?

–Sim, nós temos, mas deixou de funcionar como todo o resto. – falou Sam.

–Eu não entendo o que está acontecendo – disse a Dra. Lee.

Houve um silêncio pesado. Ninguém entendia. Não parecia um caso comum e era estranho do que todas as outras visões de Sam.

–Onde é a cidade mais próxima? – perguntou Dean.

–É Sidewinder, há uns 65 quilômetros daqui.

–Certo, eu vou até lá. Vou deixar meu parceiro aqui e a nossa especialista também. Eles vão manter vocês seguros.

Falar que Alicia era a especialista sempre funcionava. Ninguém fazia muitas perguntas e soava importante.

–Seguros do que? – a voz da Dra. Lee estava cheia de medo.

Dean não respondeu, apenas saiu da clinica. Essa era uma boa pergunta, afinal de contas.

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Na clínica, a Dra. Lee examinava o sangue do homem morto. Sam e Alicia ficaram sentados num canto do laboratório, esperando ele falar.

–A porcentagem de glóbulos brancos dele está muito mais elevada que o normal. Esse homem estava lutando contra uma infecção.

–Sério? Que tipo de vírus? – perguntou Alicia.

–Não posso dizer com certeza.

–Você acha que algum tipo de doença pode ter feito ele agir assim? – perguntou Sam.

–Nunca ouvi falar de nada parecido. Pode haver demência, mas nunca esse nível de violência. E nunca vi nada que fizesse isso com o sangue.

–O que? – falaram Sam e Alicia ao mesmo tempo.

–Esse estranho resíduo. Se eu não soubesse, eu diria que é enxofre.

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Enquanto isso, Dean falhava em tentar sair da cidade. Havia acidentes e massacres em todo o lugar. A rodovia estava bloqueada por vários carros e moradores com armas. Um deles diz que recebeu a ligação do xerife da região e a cidade estava em quarentena e assim ninguém poderia sair. Dean conseguiu fugir dos moradores enlouquecidos.

Era impossível deixar a cidade.

Notas finais
City Under Siege é retirado da música A Dustland Fairytale, do The Killers. Capítulo baseado em 2x09 - Croatoan. Estou aqui tentando me organizar parar ler os capítulos das fics que eu estou acompanhando (e to dizendo isso pq tem mtu gente que lê essa fic de quem eu leio as fics, enfim...) Ahh eu quase esqueci! To com uma história nova, original, não muito longa, mas enfim, quem quiser ler (e deixar um comentário!!): http://fanfiction.com.br/historia/470006/Ecos_Silencio_Paciencia_Graca/. E muito provavelmente, vou soltar uma história nova de Supernatural. Quando? Em breve. Eu quero uma mais curtinha, e eu ainda to me decidindo, se vai ser uma "Sam continua em Stanford após a morte da Jess" ou uma "Hurt!Sam pós-apocalipse. Essa segunda é a minha favorita porque vou arrasar no drama e no romance, e ela seria mais curtinha do que a primeira opção. Embora eu vou escrever ambas. Gente, quanta briga ta dando em relação a nona temporada, hein? Gente que odeia o Sam, gente que defende o Sam... Eu defendo, entendo e apoio o Sam (embora também entenda o Dean, e sim, vejo o lado dele, mas não aguento mais as fãs loucas do Dean tratando o Sam como se fosse ingrato e egoísta e devesse morrer).