The Devil Within

6 2x06 - Would You Kill to Save a Life?


Notas iniciais
Oi, gente! Muito obrigada por todos os comentários no último capítulo, vcs são o máximo! É muito bom ter bastante gente "participando" da história, isso dá um super animo, dá para saber que não estou escrevendo para as paredes. Boa leitura!

Eu estava matando antes que matar fosse cool

Você é tão cool, tão cool, tão cool

My Chemical Romance

Dean, Sam e Alicia comiam sanduiches sentados no Impala. Dean e Sam tinham acabado de ter uma briga, com Dean defendendo novamente a inocência de Andy. Alicia não sabia dizer se Dean realmente acreditava que Andy era inocente ou precisava acreditar que esse era, provando para Sam que nem todas as crianças especiais era assassinas.

Para Alicia, mesmo que todas as crianças fossem, ela acreditava que Sam jamais seria um assassino. Não esse Sam. Não nessa vida. Não faria sentido nenhum.

–Por que vocês estão me seguindo? Pensam que eu não vi vocês? – Andy tinha acabado de parar na janela de Sam, furioso.

–Nós somos advogados – começou Dean, mas Andy o interrompeu, ainda mais irritado.

–Diga a verdade!

–É isso que estamos dizendo – começou Sam – tem uma herança...

–Nós caçamos demônios – falou Dean, e houve um breve silêncio, quando os outros três presentes na cena olhavam para ele com incredulidade e Dean continuou – demônios e espíritos, e coisas do seus piores pesadelos. O Sam é meu irmão, e Alicia, ela foi criada com a gente, mas o verdadeiro pai dela é algum tipo de psicótico e agora ela namora com Sam.

–Dean, seu louco, cala a boca! – falou Alicia, dando um tapa no ombro dele, onde alcançava do banco de trás.

–Eu estou tentando. O Sam também é psíquico. Não exatamente como você, ele acha que você é um assassino, e tem medo de se tornar um, porque todos vocês são partes de algo terrível. E eu espero que ele esteja errado, mas estou começando a ficar com medo que ele esteja certo.

–Hm, vocês sabem de uma coisa? – falou Andy – só me deixem em paz.

–Ok – falou Dean, concordando pacificamente. Assim que Andy vai embora, Sam sai do carro e começa a correr atrás dele.

–O que você está fazendo? Eu disse para me deixar em paz. Tudo certo? Comece a dirigir, vão embora daqui e nunca mais volte.

–Não funciona em mim, Andy. – Sam cruzou os braços. Eles eram os escolhidos, não funcionariam neles. E estavam interligados.

–O que?

–Você pode fazer as pessoas fazerem coisas, não? Você pode dizer a eles o que pensar. Começou há um ano, depois do seu aniversário de vinte e dois anos. Pequenas coisas no inicio, mas depois você ficou melhor nisso.

–Como você sabe tudo isso? – Andy se colocou na defensiva.

–Porque a mesma coisa aconteceu comigo. Minha mãe morreu num incêndio, eu tenho habilidades também. Estamos conectados eu e você. Por que você fez aquele homem se jogar em frente a um ônibus?

–O que? Do que você está falando?

Mas a visão de Sam de repente sumiu e foi acompanhada de forte dor de cabeça. Alicia e Dean, que assistiam a tudo de uma distância segura do carro, correram para Sam, sabendo o que estava acontecendo – Sam estava tendo outra visão. Ele cai de joelhos, as mãos na cabeça.

–Sam? O que está acontecendo? – Dean e Alicia o ajudavam a se levantar.

–Olhem, eu não fiz nada para ele – disse Andy, ainda mais assustado.

–Uma mulher – murmurava Sam, ainda sentindo a forte dor – uma mulher queimando viva. Ela vai se matar, após receber uma ligação.

–Quando? – perguntou Dean.

–Eu não sei – respondeu Sam – mas vou manter os olhos nesse filho da puta para ele não machucá-la.

Ele olhava furiosamente para Andy, que ainda estava com uma expressão que não entendia nada.

–Eu não machuquei ninguém!

–Não ainda – falou Sam, mas no momento, uma ambulância e um caminhão de bombeiros passaram por eles, as sirenes ligadas. – Dean, Alicia, é melhor vocês ficarem longe deles, vão lá ver o que é. Eu o vigio.

Dean começou a correr, seguindo as sirenes, e Alicia o seguiu, um pouco mais lentamente.

Andy não a afetava. Enquanto estavam no carro e ele começou a mandá-los a falar a verdade e ir embora, não tinha efeito nenhum sobre ela. Até que fazia sentido – provavelmente ele poderia só controlar humanos e ela não era completamente humana. Mas e agora? Sam já estava convencido que o que acontecia com ela não era demoníaco, ela não era um anticristo, mas, sim, ela era um anticristo, filha de um demônio, e provavelmente, só não tinha poderes graças a esse feitiço. Talvez ela também se tornasse uma assassina. Ela passou por vários anos de decadência antes de se reencontrar com os Winchesters.

Silenciou os pensamentos. A ambulância e o carro de bombeiros tinham parado num posto de gasolina e os paramédicos colocavam um corpo carbonizado num saco preto.

Alicia ligou para Sam.

–Ela está morta. Já estava morta, minutos antes de chegarmos aqui. Suas visões estão um pouco atrasadas.

Eu sei, que droga, eu não sei que inferno está acontecendo. – a voz dele era claramente preocupada, com um toque de desespero.

–Você esteve com Andy esse tempo todo, então não é ele.

Isso não faz o menor sentido.

–Quando alguma coisa fez sentido? Vou ver se eu e Dean descobrimos alguma coisa.

–-

O nome da vitima era Holly Beckett, 41 anos e solteira. Andy nunca tinha ouvido falar dela, mas Ash conseguiu encontrar informações. Ela tinha dado a luz aos 18 anos, em 1983, no aniversário de Andy. Ele era adotado.

Com a ajuda dos poderes de Andy, eles conseguiram entrar na prefeitura para ter acesso aos arquivos de adoção. Holly era mesmo a mãe biológica de Andy e o homem que morreu atropelado pelo ônibus, Dr. Jennings, era o médico dela, responsável pelo processo de adoção. E ela tinha dado a luz a gêmeos – Andy tinha um irmão, que também teria os poderes.

Assim que viu a foto do irmão, Andy ficou muito surpreso – ele o conhecia. O nome verdadeiro dele era Ansen Weems. Mas ele se apresentou a Andy como Weber, que “apareceu” há 8 meses e agia como se fosse o melhor amigo de Andy, tentando se aproximar demais.

Sam teve outra visão – dessa vez, Tracy, a garçonete do café e ex-namorada de Andy, pronta para pular de uma ponte.

–-

Dean, Alicia, vocês ficam aqui. É mais seguro. – disse Sam, firme. Alicia ficou desconfortável. Sam achava que ela era afetada também, e ela não sabia se se revelava para ele ou não. Na sua indecisão, Sam e Andy se foram, em direção à cena – Weber ameaçava fazer Tracy pular. Ela ficou, ainda indecisa.

Sam correu até a janela de Webber, com a arma nas mãos, apontado para ele.

–Saia do carro, já!

Weber sorriu, malicioso.

–Você não quer fazer isso. – ele disse, claramente tentando controlar a mente de Sam. Sam abriu a porta com violência, enquanto Andy tirava Tracy do carro.

–Não se mexa – Sam estava com a arma apontada para a cabeça de Weber. Andy correu até Weber, e deu um soco na boca dele. O rapaz caiu no chão, e Andy o chutou duas vezes – Andy, deixa que eu cuido disso!

Sam não podia impedir Andy de bater em Weber porque precisava segurar a arma com firmeza. No meio da confusão, Tracy de repente deu um pulo, derrubando Sam no chão com uma força anormal. Sam caiu, aparentemente inconsciente.

–Alicia, NÃO! – gritou Dean, mas ela já tinha corrido, a arma apontada para Weber.

–Abaixe a arma, gracinha. – disse Weber, sorrindo para Alicia.

–Eu acho que não – ela respondeu, ainda apontando a arma com firmeza para Weber. Ouviu a exclamação de surpresa de Dean atrás dela.

–Que porra há com vocês? – perguntou Weber, desconcertado. Nunca tinha encontrado pessoas que resistiam.

–Como você obrigou Tracy sem falar? – perguntou Andy, tremendo. Alicia aproveitou que Andy o distraia para verificar Sam. Ele tinha desmaiado, devido a uma batida na cabeça, mas a respiração estava normal. Ela deitou ele no chão, ajoelhou-se próximo a cabeça dele, e em seguida, levantou a arma novamente para Weber. Esperava o melhor momento. Não queria matá-lo, mas qual seria a solução? E talvez, talvez, ele tivesse alguma informação sobre o demônio ou sobre as crianças especiais.

–Prática, irmão. Se você ao menos praticasse, você saberia do que é capaz. As vezes a dor de cabeça vale a pena.

–Seu filho da puta, você está matando as pessoas!

–Eles nos separaram! Éramos para ter crescidos juntos e não sozinhos! Todos são lixo e mereciam morrer!

–Quando você descobre que tem um gêmeo, você o chama para uma bebida, não começa a matar pessoas!

–Eu quis contar para você por muito tempo, mas aquele homem com olhos amarelos, ele disse que não era o melhor momento. Ele disse que tinha grandes planos para mim e para você. Disse que éramos especiais. Ele aparecia em meus sonhos. E agora, ou sua amiga baixa a arma, ou a pequena Tracy vai voar.

Alicia não deu tempo para Tracy voar. Atirou em Webber.

–-

Andy resolveu o problema com os policiais, dizendo que Weber tinha cometido suicídio. Ele não podia resolver o problema com Tracy, que agora tinha medo dele. Sam deu o número do celular para ele e pediu para ligar em caso de qualquer coisa estranha.

–Então, Allie, você era imune também. Por que não me disse? – perguntou Sam. Estavam no Impala, pegando a rodovia para ir embora daquela cidade. Iam voltar para o Roadhouse.

–Eu não tinha certeza – ela respondeu. – quero dizer, Andy nunca tinha me dado uma ordem direita. Eu quero dizer, não tinha certeza. Mas quando Tracy te atacou, eu tive que arriscar.

–Hm, Obrigado. Então, você tem ideia do porque é imune? Não acho que você seja uma das crianças especiais – ele falou com se a ideia fosse tão ridícula que ria para ela.

–Não, não. É, deve ser por causa do feitiço que há em mim. Um feitiço de proteção. – depois que tinha parado para pensar nisso, Alicia viu que isso era bem plausível. Talvez não fosse por ela ser meio demônio, talvez fosse por causa do feitiço, mas ela nunca teria como saber.

Quase quatro meses de silêncio. Isso era muito estranho. Desde quando ela tinha entrado na adolescência, os fenômenos – os olhos negros, os pesadelos, os vômitos, as dores – aconteciam no mínimo uma vez por mês, variando a frequência e a intensidade, mas nunca tinham parado de fato, a não ser quando ela começava a viajar com uma frequência absurda, do tipo nunca passar dois dias em um lugar. Estava em companhia dos Winchesters e Alicia tinha certeza que o encontro deles com o suposto Azazel devia ter causado um estardalhaço literalmente infernal no mundo sobrenatural, o suficiente para que ela desconfiasse que o pai devia saber sim onde ela estava e que deveria estar furioso, devido ao sequestro que falhou. Como o pai dela não a encontrou? Será que tinha parado de procurar? Qual era o significado daquele sequestro, por que não houve uma nova tentativa se ela fugiu?

Alguma coisa estava acontecendo. Alicia tinha certeza. Mas ela não tinha como descobrir. Não sabia nem como começar. Aos 17 anos, ela teve coragem de largar tudo e achar o pai, agora que sabia parte da verdade, morria de medo e não suportaria perder Sam. Não de novo. Hoje, o único objetivo da vida de Alicia era não perder Sam. Ela faria qualquer coisa para continuar junto a ele. Qualquer coisa. E isso também a assustava. A cada dia que passava, ela o amava ainda mais. E já sentia, que agora, não poderia mais viver sem ele.

Ela voltou a prestar atenção na conversa entre os irmãos. Sam estava dizendo, que dentro das circunstâncias, qualquer um era capaz de assassinato. Para Sam, o que o demônio queria era transformar as crianças especiais em assassinos, encontrando maneiras de leva-los até o limite e cometer assassinato. Parecia que ele estava justificando para si mesmo o que Alicia tinha feito.

Eu assassinei alguém, ela pensou. Mas não tinha visto Webber como alguém – e sim como uma criatura, um monstro, uma caçada. E não era isso que ele era? Uma criatura?

E se fosse Sam? E se fosse eu?

–-

Roadhouse. 6 de setembro de 2006.

Dean, Sam e Alicia estavam sentados no bar, tinham acabado de chegar da estrada. Ellen tinha estava de frente para eles, do lado de dentro do bar, e Jo estava vindo se juntar a eles.

–Jo, traga outra caixa de cerveja sim? – Jo fechou a cara ao pedido da mãe, mas foi mesmo assim. – Então, vocês vão me contar sobre essa última caçada de vocês?

–Não. É meio que uma coisa de família – falou Dean. – sem ofensas.

–Não mais. – ela bateu em cima do balcão com um monte de papéis. Era a pesquisa de John, que tinham dado a Ash – eu consegui essas coisas com Ash. A casa de Andrew Gallagher queimou inteira quando ele tinha seis meses, assim como a casa de vocês. Vocês acham que foram demônios em ambas as vezes, não é? Vocês acham que ele foi atrás dos Gallagher?

–Sim, nós achamos que sim. – respondeu Sam. Dean olhou feio para ele.

–Por quê? – continuou Ellen, séria.

–Não é da sua conta – respondeu Dean.

–Você vigie sua boca suja comigo, garoto. Isso não é sua guerra, é guerra. Uma coisa grande e má está vindo, e rápido, e o lado deles tem todas as cartas. O melhor que temos somos nós. Juntos. Nada de segredos ou meias verdades.

Dean continuava de cara amarrada, mas Sam parecia disposto a falar. E Alicia concordava com ele. Ellen e Jo eram aliadas, caçadoras também, não inimigas. Ela já tinha cometido alguns erros antes, de tentar fazer tudo sozinha, e isso nunca dava certo. Então por que não falar a verdade para Sam, e pedir ajuda dele?

Porque ele saberia que eu menti várias vezes e isso o magoaria. Tarde demais.

–Tem pessoas como Andy, como eu. Nós temos alguns tipos de habilidade.

–Habilidade? – Ellen ouvia tudo, atentamente.

–É, habilidades psíquicas. Eu tenho visões. Premonições. Eu não sei, é diferente de pessoa para pessoa. O demônio diz que tem planos. Nós não sabemos que tipo de planos.

–Essas pessoas, são perigosas? – perguntou Ellen.

–Não, não todas – respondeu Alicia. Sam não era. E Andy também não. – mas alguns são psicóticos.

–Quantos? – perguntou Ellen.

–Nós achamos um padrão – explicou Dean, finalmente disposto a falar – incêndios nas casas quando tinham seis meses.

–Isso não é verdade – interrompeu Sam, e Dean ficou desconfortavelmente surpreso – Webber, ou Ansen Weems, ou que nome tenha, eu olhei nos arquivos dele. Nunca houve um incêndio.

–O que quebra o padrão – falou Ellen assustada – vocês não tem como encontrar todos.

–Então quem sabe quantos realmente há lá fora? – perguntou Dean.

Os quatro se entreolharam, cada um carregando sua própria dose de medo. Jo voltou nesse momento, com a caixa de cerveja.

–Jo, querida? É melhor trazer whisky – falou Ellen, sem tirar os olhos de Sam.

Notas finais
Capítulo baseado no 2x05 – Simon Said O título do capítulo é retirado de uma das minhas músicas preferidas (que está no meu Top 5 há vários anos hehe), que é Hurricane do 30 Seconds to Mars.