The Devil Within

5 2x05 - Simon Said


Notas iniciais
Oi, amiguinhas/os. Obrigada por todos os comentários do capítulo passado e por me fazerem uma pessoa mais feliz. Continuem assim! Obs: O First Born foi um dos melhores episódios da série. Mas já to vendo que a season finale vai ser muito, muito triste.

À noite eu o escuto rastejando,

À noite eu sinto-o se movendo

Eu gostaria que você nunca tivesse me falado

Eu gostaria de nunca saber

Eu acordo gritando

É tudo por sua causa

São tão reais essas vozes na minha cabeça

Quando isso voltar, você não vai estar

Assustado e sozinho

Você não vai estar com medo

Three Days Grace

4 de setembro de 2006. Motel.

Sam abriu cuidadosamente a porta do quarto que estava dividindo com Alicia. Encontrou como tinha a deixado – dormindo, deitada de lado. Alicia tinha algum tipo de horário de sono esquisito e preferia passar a madrugada acordada, dormindo durante a tarde. Ele caminhou, tentando fazer o mínimo barulho possível – o chão rangia e ele não queria acordá-la. O mais silenciosamente que pode, se deitou ao lado dela. Alicia abriu os olhos bruscamente.

–Eu sinto muito, não queria acordar você.

–Está tudo bem, que horas são?

–Já é inicio da noite.

–Já estava mais do que na hora de eu acordar – ela sorriu. Sam sorriu de volta para ela, e aproximou dela, sumindo com aquele incomodo espaço que havia entre eles.

–Então – ele disse – Dean vai sair hoje à noite, e eu estava pensando, que tal sairmos também?

–Sam, eu acho que temos que sair pra encontrar alguma coisa para comer. Não é opcional a saída.

–Não, eu estava pensando em algo como um encontro. Você sabe, alguma coisa romântica.

–OK. – ela fez uma pausa — Mas eu posso perguntar o que deu em você? – ela disse, e Sam percebeu que apesar da postura “estou rindo de tudo isso”, ela estava agradavelmente surpresa. Sam sorriu, satisfeito.

–Eu estava pensando, e eu percebi que já faz quase dois meses que estamos juntos e eu nunca levei você para sair.

–Então temos um avanço. Tudo o que você faz é me levar para motéis baratos. Eu já estava pensando que você só quer sexo nesse relacionamento.

Ela estava rindo, e Sam riu também.

–Você tem que fazer piada com tudo?

–Sim. – Alicia começou a beijá-lo. Ele a puxou para cima dele, aprofundando o beijo, e começou a correr as mãos por todo o corpo dela, pressionando Alicia contra ele. A conhecida onda de calor e prazer se espalhou pelo seu corpo, e ele suspirou, ainda mais satisfeito.

De repente, uma forte dor de cabeça apareceu. Ele sentia a cabeça pulsar, como se fosse explodir. Ele interrompeu o beijo, gritando de dor.

–Sam? Sammy? – Alicia se levantou num pulo, enquanto Sam se debatia, a dor o cegando, enquanto outras imagens começavam a se formar. Ele virou rápido demais, caindo no chão com um estrondo. – SAM!

–-

Sam abriu os olhos, a primeira coisa que viu foi os grandes e preocupados olhos verdes de Alicia, debruçada em cima dele, o chão duro e desconfortável sob suas costas.

–Sammy? Você está bem? – ela disse, e o ajudou a se sentar. – eu sinto muito, não tinha como eu te colocar de volta na cama.

Alicia entregou um copo de água para ele, e ele bebeu, avido. Sua boca estava muito seca. Fechou os olhos e inspirou fundo.

–Foi outra visão? – ela tinha se sentado no chão, bem a frente dele, o rosto pálido e preocupado.

–É, eu acho que sim. – lentamente, ele estava se recuperando, e de repente, lembrou o quanto era urgente. – Onde está o Dean? Temos que ir para a Roadhouse. Vai acontecer outro assassinato e Ash pode nos dizer onde.

–Sam, calma! – ele se levantou e começou a correr pelo quarto, tentando arrumar as coisas.

–Eu sinto muito pelo nossos planos, Allie, mas isso é urgente.

–Eu sei disso. Eu estou bem com isso. Mas...

–Onde está o Dean?

–Já liguei para ele, está vindo. Sammy...

–-

–Eu acho que deveríamos nos acalmar, pensar melhor no assunto. — a voz de Dean indicava que tinha algo incomodando ele.

Em menos de uma hora, eles estavam na estrada novamente. Dean estava dirigindo, tenso, com Alicia ao seu lado. Sam estava no banco de trás

–O que precisamos pensar?

–Eu não sei se ir para a Roadhouse é a melhor ideia.

–Dean, é outra premonição. Eu sei que é. Vai acontecer, e Ash pode nos dizer onde. E deve haver alguma conexão com o demônio. Minhas visões sempre têm.

–Esse é meu ponto. Haverá caçadores lá, e eu não sei se entrar anunciando que você é um esquisito com uma conexão demoníaca é a melhor ideia.

–Então agora eu sou esquisito?

–Você sempre foi. – falou Dean, rindo, tentando aliviar a tensão no carro.

Sem sucesso.

–-

Sam mostrou para Ash o desenho de um logo de uma empresa de ônibus que apareceu durante a sua visão. A empresa era de Guthrie, Oklahoma. Embora a cidade não tivesse apresentado nenhum dos sinais do demônio de olhos amarelos (ou Azazel), eles conseguiram encontrar uma criança com um incêndio aos 6 meses, que resultou na morte da mãe: Andrew Gallagher.

–Você acha que o demônio matou a mãe deles? – eles já estavam de volta ao Impala, rumo ao Oklahoma.

–Todas as premonições que eu tenho, ou são sobre o demônio ou sobre uma dessas crianças especiais. Não sei como vamos achá-lo, não há endereço de onde ele mora ou ele trabalha. Parece que ele usa dinheiro para pagar todas as contas, pois não há cartões de crédito. Tenho apenas o último endereço de trabalho dele, que foi há um ano. – Sam estava com um monte de papeis e falando apressadamente.

–-

Guthrie, Oklahoma. Manhã. 5 de setembro de 2006.

Assim que chegaram à cidade, eles já encontraram um motel e trocaram suas roupas para ternos, pois assim poderiam se passar por cobradores ou advogados. Foram ao antigo café em que Andrew trabalhava, perguntar por ele. Tracy, a garçonete, conhecia Andy. Enquanto conversavam com ela – que dizia que todos os cobradores nunca conseguiam nada dele, foram interrompidos por outro garçom, chamado Webber segundo a etiqueta no uniforme, que disse que Andy “poderia conseguir tudo o que quisesse”. Esse fato também chamou a atenção dos caçadores – Webber parecia estar sendo bem literal e Tracy também tinha dito que os cobradores que haviam procurado ele jamais voltavam. Com que tipo de poder paranormal estariam lidando?

Felizmente, Tracy sabia onde poderiam encontrar Andrew – numa van com um desenho de uma rainha bárbara montando um urso polar, que normalmente ficava estacionada numa determinada rua. Não foi difícil encontrá-lo.

Dean sorriu ao ver a van.

–Estou começando a gostar desse cara. Quero dizer, olhe só essa van. Sam, o que há de errado? Parece que você chupou um limão.

–Esse Andrew Gallagher, ele é o segundo cara assim que nós encontramos... O demônio veio quando eram bebês e agora eles estão matando pessoas.

Dean e Alicia trocaram um rápido olhar preocupado.

–Você não sabe disso, ok? Esse Andrew pode ser inocente – Dean disse, a expressão e a voz firmes.

–Minhas visões nunca erraram antes...

–Qual é seu ponto, Sam? – Alicia tinha cruzado aos braços e estava parada bem em frente a ele. Sam sabia só de olhar para a expressão assustada dela que ela estava entendendo muito bem qual era o ponto dele.

–Eu sou um deles.

–Não, você não é – Dean disse, teimoso.

–O demônio disse que tinha planos para nós! E talvez o plano seja esse, talvez todos nós sejamos esquisitos psicóticos, talvez todos nós devemos ser assassinos.

Sam finalmente conseguiu dizer o que estava preocupando há tanto tempo. Ele tentava guardar isso para ele, fingir que não estava lá. Desde que teve aquela premonição, estava desesperando – era outra criança especial, outro assassino. Era uma questão de quanto tempo até ele matar também? E se machucasse Alicia ou Dean? Os dois se recusavam a ver o problema.

–Então você está dizendo que esse demônio quer vocês cometendo assassinatos com poderes psíquicos? Qual é o sentido disso? Sam, vamos lá. Você não é assassino. Não seria você. – Alicia realmente acreditava no que estava dizendo. Sam, um assassino demoníaco louco? Se ele não estivesse tão perturbado, ela até teria rido da ideia.

–Não? Pelo que sei, eu mato um monte de coisas.

–Essas coisas pedem para ser mortas, Sammy. Por favor, pare de pensar nisso, ok? São só bobagens. Olha lá o Andrew.

Ele saiu de uma casa; da janela, uma moça acenou para ele. Ele mandou para ela um beijo.

–Ei, esse é o homem que atira em minha visão – Sam apontou um velho homem negro. – vou segui-lo, para tentar impedir que aconteça. Allie, você vem comigo?

–Certo, vocês dois. Vou ficar aqui na cola do Andrew. – respondeu Dean.

–-

O casal correu pela rua, Alicia com dificuldade por causa dos sapatos. Observaram o homem negro receber uma ligação, e então, começar a andar em direção à loja de armas. Segundo a visão de Sam, o homem pediria uma arma e atiraria no vendedor, repetindo “está tudo bem”, e em seguida, se matava. Sam correu, entrou na loja, pensando desesperado numa maneira de impedir que aquele homem entrasse lá. Então viu o fio ligado ao alarme de incêndio, e o puxou. Alicia, que aguardava ao lado de fora da loja, viu quando o homem chegou até a porta e ao ouvir o som, se distanciou.

Então era possível impedir de ocorrer às visões de Sam.

–Acho que conseguimos – ele sorriu, aliviado, quando se reuniu a ela do lado de fora da loja. Alicia sorriu de volta para ele, e então viu a coisa mais absurda do mundo: o Impala passando na rua e o motorista era Andrew.

–Mas que porra é essa? – ela puxou o celular para ligar para Dean. Sam acompanhou com a cabeça o movimento do carro, se distanciando deles. – Dean? Andy está com o Impala!

Eu sei. Ele me pediu e eu apenas dei a ele. Ele controla mentes!

–Não! – gritou Sam, e Alicia desligou o telefone, se virando para o que ele estava vendo: o homem negro tinha se jogado em frente a um ônibus. Sam começou a correr na direção do acontecimento, mas já era tarde demais.

–Sam. Sammy. – Alicia o acompanhou, com dificuldade. A expressão no rosto dele era desoladora, um horror congelado.

–Eu o mantive fora da loja de armas. Eu achei que ele estivesse bem. Eu deveria ter ficado com ele...

–Sam! – Alicia colocou as mãos nos ombros dele – não foi culpa sua. Você fez o que pode para impedir, você não tem culpa que tem um psicótico com poderes psíquicos a solta...

–Eu posso ser o próximo psicótico a solta! – ele disse, todo o controle emocional derretendo, e ele estava expondo todo seu medo.

–Não, você não vai ser. Não enquanto estiver comigo e com o Dean. Eu prometo para você. – ela disse, muito séria. Qualquer coisa que estivesse acontecendo com Sam, não podia ser pior do que poderia ocorrer com ela. E Sam, ele sempre tinha sido tão doce, que a ideia dele ser um assassino a sangue frio parecia piada. Era mais provável que ela ou mesmo Dean e até John virassem assassinos antes do Sammy. – por favor, não se preocupe. Eu odeio ver você assim. Ei, Dean está vindo.

Ele estava correndo, parecendo realmente confuso por ter perdido a “baby”.

–Rápido, nós temos que procurar por ela! – ele disse quando chegou, e então notou a cara de Sam – o que aconteceu? Tem a ver com você ter desligado o telefone na minha cara, Allie?

–É... O cara da visão de Sam, salvamos ele da loja de armas e ele se jogou em frente a um ônibus. – explicou Alicia, apertando a mão de Sam como num apoio moral. – achamos que tínhamos impedido a morte dele.

–Vamos achar aquele esquisito do Andy, ele pede as coisas e agora ele está com a minha baby!

Não foi preciso procurar muito. O Impala estava estacionado na rua do café. Dean correu em direção ao carro, dizendo:

–Graças a Deus! Eu sinto muito, baby, nunca mais vou deixá-la. – ele abriu a porta e soltou todo o ar, aliviado – bem, pelo menos ele deixou as chaves.

–Que bom samaritano! – disse Sam, ironicamente.

–Eu não sei se é esse cara, Sam. Ele não parece o tipo assassino.

–Não vamos ficar discutindo se ele tem cara de assassino ou não – Alicia interrompeu, como sempre fazia, as discussões dos irmãos. A vida toda ela tinha feito isso. – vamos encontrá-lo.

Eles voltaram onde estava a van estacionada, e ficaram aguardando no Impala. Dean ainda insistia que Andy era inocente, o que estava deixando Sam cada vez mais irritado. Dean finalmente resolveu arrombar a van, para provar seu ponto. Ele abriu a parte traseira, expondo um monte de almofadas, um cobertor peludo, um disco ball pendurada no teto, um monte de livros de capa de couro, um tigre pintado em uma das paredes e um enorme narguilé.

–Ah, vamos lá. Isso não é nada como um assassino em série. Não há nenhuma pintura de palhaços nas paredes nem tesouras enfiadas em fotos – Dean sorria para o interior da van. – eu gostei do tigre.

Sam estava prestando atenção nos livros. Alicia olhava para a rua, vigiando caso Andy aparecesse.

–Hegel, Kant, Wittgenstein? – falou Sam – isso é uma leitura difícil, Dean.

–Podemos parar de fuçar na vida dele e ir comer alguma coisa? Preciso trocar de roupa também. – disse Alicia. Ela não conseguia emitir uma opinião sobre Andy. Dean estava certo, ele não parecia um assassino, mas desde quando as pessoas precisavam parecer para serem de fato?

Notas finais
Baseado no 2x05 - Simon Said. Então, saiu a minha grade horária, que é feita por um pombo (porque é toda cagada - desculpem a piada idiota). Tipo tem umas coisas mtu loucas, na segunda a minha aula da manhã termina 12h25, ai a proxima aula é 16h50 e eu nem moro tão perto da faculdade pra ficar indo e voltando assim tão fácil. Ai veja quarta: eu tenho aula até no horario de almoço (comer pra que?), pra depois ter aula no hospital (que cansaaaa) e depois na aula do hospital, ter imunologia (que é MTU dificil) até 18h30. E o que isso significa pra fic? Bem, primeiro que esse período tem fama de ser o mais fudido de todos e eu to vendo que só vou dormir em julho. Eu tenho vários capítulos prontos já, que atualizando mais ou menos 1x por semana, segura a história até meio de março e eu vou escrever mais até voltarem as minhas aulas. Pode ser até q eu termine essa até o fim das férias e já comece a escrever a terceira temporada, e esse é o ponto que eu vou começar a fugir bastante da história original da série. Então provavelmente vou deixar os capítulos programados, e vai continuar tendo atualização uma vez por semana, até março ou abril, mais ou menos. Quando essa terminar, não sei como vou estar de tempo/com a terceira temporada, mas enfim, ta um pouco longe. Enfim... Comentários?