The Devil Within

4 2x04 - Another Life I've Taken From You


Notas iniciais
Se você consegue ler em inglês, recomendo MUITO que leia isso: http://ask.fm/SQuatchW e isso: http://ask.fm/winchester1979. Parece mesmo que é o Sam e o Dean respondendo, ficou bem fiel a série e é divertido. Bom capítulo!

Outro sonho que nunca irá torna-se realidade

Só para complementar sua lamentação

Outra vida que tirei de você

Um presente para adicionar à sua dor e sofrimento

Outra verdade que você nunca poderá acreditar

Acabou com você completamente

Todos os choros que você está começando a ouvir

Presos em sua mente, e o som é ensurdecedor

Deixe-me esclarecer a você

Esse é o modo como eu rezo

Viver não é difícil o suficiente

Queime- vivo por dentro

Como se viver minha vida, não fosse difícil o suficiente

Atire tudo para longe

Disturbed

28 de julho de 2006.

Eles conseguiram rastrear o número, obtendo assim o endereço de Ellen. Bobby a conhecia. Era a dona do Harvelle’s Roadhouse, um ponto de encontro de caçadores. Mas ele não sabia dizer por que John estaria guardando a ligação de Ellen por tanto tempo.

O único carro que Bobby tinha funcionando era uma minivan. Dean estava constrangido, não parava de dizer que parecia uma mãe-treinadora-de-time-de-futebol-infantil.

O Harvelle’s era um bar com ar de antigo. Não havia outros carros parados na frente. Os três entraram, atentos a qualquer movimento estranho. Estava completamente vazio, exceto por um homem desmaiado em cima de uma das mesas. Sam e Alicia caminharam para o fundo do bar, enquanto Dean dava uma volta pelo salão.

De repente, Dean sentiu uma coisa nas suas costas.

–Por favor, que isso seja um rifle.

–Não, eu estou realmente feliz em ver você. – respondeu uma voz feminina. – Não se mexa.

–Não me mexer, eu entendi isso. Você deveria saber uma coisa, senhorita. Quando você ameaça alguém com um rifle, você não deve colocar nas costas dessa pessoa. Porque torna muito fácil para alguém fazer isso.

Dean se moveu rapidamente e conseguiu pegar o rifle. Rapidamente, a moça loira dá um soco no rosto dele e pega o rifle de volta.

–Sam! Alicia! Eu preciso de ajuda aqui!

A porta por qual Sam e Alicia tinham entrado se abriu, revelando ambos com as mãos na cabeça.

–Sinto muito, Dean, não podemos ajudar agora. Estamos sendo ameaçados – disse Alicia, com uma clara irritação na voz.

Atrás dos dois, há uma mulher mais velha, de cabelos castanhos e expressão desconfiada.

–Sam? Alicia? Dean? Winchester?

–Sim – falam os três rapidamente.

–Filho da mãe. – disse Ellen, baixando o rifle.

–Mãe, você conhece essas pessoas? – perguntou a loirinha.

–Sim, eu acho que esses são as crianças de John Winchester. Eu sou Ellen e essa é a minha filha Jo.

–Oi – falou Jo para Dean, timidamente.

–Você não vai me bater de novo, vai?

Ellen se apressou em conseguir um pouco de gelo para Dean.

–Obrigado – falou Dean, colocando o gelo no rosto.

–Você ligou para John, e ofereceu ajuda – disse Alicia – ajuda com o que?

–Com o demônio, claro. Eu ouvi que ele estava chegando perto.

–Espere – interrompeu Dean, grosseiramente, — há algum artigo da revista Demon Hunter que eu perdi? Quero dizer, quem é você? Como você sabe sobre tudo isso?

–Eu apenas dirijo esse bar. Mas caçadores passam por aqui o tempo todo. Incluindo seu pai há muito tempo. Ele foi como família há alguns anos.

–Ah é? – perguntou Dean, arrogante – como ele nunca mencionou você antes?

–Você vai ter que perguntar para ele – disse Ellen, misteriosamente. Havia alguma coisa dolorida nos olhos dela.

–Como exatamente nós precisamos de sua ajuda? – disparou Dean.

–Olhe, se você não quer minha ajuda, tudo bem. Mas bata a porta na sua bunda quando você sair. Mas John não teria mandado vocês se... – ela parou, e sua expressão defensiva foi substituída por uma expressão preocupada – ele não mandou vocês. Ele está bem?

Houve um momento de silencio.

–Não. Não, ele não está; achamos que foi o demônio, hm, que pegou ele antes que papai o pegasse – Sam falou, com a voz triste.

–Eu sinto muito – falou Ellen, maternal.

–Está tudo bem. Estamos bem. – falou Dean, defensivo.

–Mesmo? Sei o quanto você e seu pai eram próximos.

–Sério, eu estou bem. – Dean estava ainda usando seu tom agressivo e arrogante. Alicia revirou os olhos. Conhecia Dean bem demais, sabia que isso era a maneira dele de lidar com a dor. Ele conseguia ser pior que ela em lidar com sentimentos.

–Então – falou a morena, sorrindo – se você pode nos ajudar, estamos aceitando qualquer ajuda.

–Bem, eu não posso. Mas Ash pode.

–-

Ash era o homem que encontraram desmaiado quando entraram. Segundo Ellen, ele era um gênio. Ele ficou realmente impressionado com a investigação que John tinha feito do demônio. A proposta de Ash era encontrar mais facilmente esse padrão, podendo localizar o demônio novamente, através de um programa de computador. Ele pediu “cinquenta e uma horas” para fazer o programa.

–Dean achou uma nova vitima – observou Alicia. O loiro conversava de forma sedutora com Jo.

Sam suspirou.

–Ele não perde tempo. – falou Alicia, com uma risada.

Sam, rindo consigo mesmo, ligou o notebook.

–Eu queria te mostrar uma coisa. – ele disse – eu estive pesquisando alguma coisa sobre o que pode estar acontecendo em você.

Alicia sentiu uma onda de irritação. Não queria Sam xeretando por ai. Queria esquecer que alguma cosia estava acontecendo com ela. Mas ela não ia brigar com ele, não por causa disso.

–Você achou alguma coisa? – ela perguntou, tentando demonstrar curiosidade. Sabia que ele estava fazendo isso para ser legal.

–Um grande nada – Sam estava bem desapontado – a boa notícia que é acho que não tem nada demoníaco envolvido, porque, bem, você seria extremamente poderosa... Por exemplo, os filhos de demônios, conhecidos como anticristo, são extremamente poderosos.

Alicia engoliu em seco. Sim, ela queria saber mais sobre o que ela era. Mas não queria que Sam descobrisse o que ela era.

–Mas e esse feitiço que há em mim? – isso era algo que Alicia realmente queria respostas.

–Eu não sei. Sinceramente, Allie... Ninguém nunca ouviu falar de um caso como o seu antes. É muito estranho. Se você pudesse me ajudar com mais detalhes, talvez facilitasse as coisas para nós.

–Eu sinto muito, Sammy, mas eu não sei de mais nada – ela respondeu vagamente, e mais uma vez, Sam teve a sensação que ela sabia mais alguma coisa sim, mas ele queria acreditar nela. Ela pegou um jornal que estava jogado numa cadeira e começou a ler.

–O que é isso? – perguntou Sam, conformado com a brusca mudança de assunto.

–Eu acho que é um caso. É aqui perto, poderíamos investigar. É sobre palhaços cometendo assassinatos.

Alicia olhou para Sam, com um sorriso divertido nos lábios.

–Pare com isso, não tem graça. – ele falou.

–Você é tão fofinho quando está com medo de palhaços.

Ela o beijou, e Sam esqueceu todas as desconfianças que tinha dela. Pelo menos por enquanto. Ele queria acreditar que pelo menos havia uma coisa que estava tudo bem.

–Então, nós vamos pegar esse caso? — disse Sam.

–Você quer? Pensei que você iria querer uma folga disso. – disse Alicia. – ainda mais com palhaços envolvidos...

–Não, é sério, Allie. Eu acho que papai ia querer que eu fizesse isso.

–Isso é engraçado. Você nunca ligou para o que John dizia antes. Você passou a vida fazendo exatamente o que ele não queria. – ela parecia intrigada com o comportamento de Sam. Ele tentou escapar da melhor maneira que pode.

–É diferente agora, Allie. Ele está morto. – os olhos de Sam brilhavam de lagrimas. Alicia gentilmente começou a acariciar os cabelos dele.

– Mas quero dizer, nunca pensei que você quisesse seguir os negócios da família. Pensei que você simplesmente largaria tudo assim que matássemos esse demônio.

–Eu acho que papai iria querer que eu continuasse. E de qualquer forma, estou com você agora.

–Bem, eu jamais ia querer que você largasse tudo por minha causa.

–Não é por causa de você, Allie. Eu só finalmente estou entendendo o que você e Dean, e papai sempre tentaram me dizer.

–E seria?

–Que essa é a nossa vida, e uma vez que você está dentro, não tem como sair dela. E de qualquer forma, pelo menos uma vez na vida, eu quero fazer aquilo que papai queria que eu fizesse.

–Sam, isso não é você.

–Bem, agora é.

Alicia ficou remexendo a folha de papel com as informações sobre o caso. Se ela não conhecesse Sam tão bem, aceitaria isso, porque era a verdade. Mas ela conhecia – e ele estava pirando.

–Ei – ele disse, segurando o rosto dela com delicadeza – eu estou bem, ok?

–Certo, Sammy. Você está tão bem quanto eu estou. – ela disse ironicamente.

–-

O caso acabou se revelando sendo um rakshasa, um espírito hindu que se alimenta de carne humana. Ele precisava ser convidado para entrar nas casas, por isso que se apresentava na forma de palhaços, para as crianças deixaram entrar (isso jamais iria funcionar com o Sam).

–-

30 de julho de 2006. Harvelle’s Roadhouse.

Dean, Sam e Alicia estavam sentados numa mesa. Ellen estava trazendo cervejas para eles.

–Vocês fizeram um excelente trabalho. – ela disse – John ficaria orgulhoso.

–Obrigada – disse Alicia, sorrindo para a mulher e tomando um grande gole de cerveja. Ellen voltou para o fundo do bar. Alicia viu Jo se aproximando da mesa, com os olhos fixos em Dean. – eu e Sam temos que ir ali fazer alguma coisa.

Ela pegou a mão do namorado, e o arrastou até o local onde estavam as bebidas. Ela começou a analisar os rótulos – ainda sentia que precisava de alguma coisa mais forte que cerveja. Apesar de tudo, ela estava feliz – esse tinha sido o primeiro caso que eles resolveram como casal, e tudo ocorrera perfeitamente. Sam a abraçou, sorrindo também. Ela deitou a cabeça no ombro dele.

–Se sentindo melhor? – ela sussurrou.

–É.

–Talvez manter a cabeça ocupada com caçadas seja a melhor coisa.

–Oi – disse Ash, saindo da porta dos fundos. O casal se separou. Ele estava segurando a papelada de John, e um notebook.

–Onde vocês estiveram? Eu estava esperando vocês – falou Ash, parecendo extremamente confuso.

–Nós estávamos em um caso. Palhaços? – Alicia levantou as sobrancelhas, sorrindo. Ash parecia ainda mais confuso ainda. – deixa para lá. Você tem alguma coisa para nós?

–Sim, vamos lá.

Os três voltaram à mesa, onde Dean estava sentado sozinho.

–Você encontrou o demônio?

–Ele não está em nenhum lugar que eu possa encontrar. Mas se ele aparecer em qualquer lugar do mundo, esse programa que eu desenvolvi vai avisar.

Dean pediu permissão e pegou o notebook, colocando bem à sua frente. Sam e Alicia se aproximam para ver a tela. O trabalho de Ash era fantástico.

–Onde aprendeu tudo isso, Ash? – perguntou Sam, com curiosidade.

–M. I. T., antes de eu ser chamado para a luta.

–MIT? – Dean perguntou sem entender.

–É uma universidade em Boston. – Ash explicou.

–OK. Você nos liga se descobrir mais alguma coisa? – perguntou Dean, encerrando o assunto.

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31 de julho de 2006 – Casa do Bobby.

Eles chegaram nas primeiras horas da madrugada. Dean, Sam e Alicia se sentaram no sofá da biblioteca, Alicia entre os dois irmãos, exaustos, tanto fisicamente quando emocionalmente. Nenhum dos três tinha forças para ir para a cama.

–Vocês estavam certos. – Sam foi o primeiro a quebrar o silêncio.

–Você precisa ser mais especifico, normalmente estamos sempre certos. – disse Alicia, e Dean riu com ela.

–Sobre eu e papai. Eu sinto tanto que da última vez que eu vi ele, eu tentei puxar uma briga. Eu sinto tanto que eu passei a maior parte da minha vida com raiva dele. Eu quero dizer, pelo que eu sei ele morreu pensando que eu o odeio. Então vocês estão certos. O que eu estou fazendo agora é um pouco demais e tarde demais. Eu sinto falta dele. E eu não estou bem. – a voz dele falhou, indicando que ele estava próximo das lagrimas – mas você também não está, Dean.

Dean não respondeu, nem Alicia. Os três ficaram em silêncio, embora muito provavelmente os três estivessem chorando. Alicia se levantou depois de algum tempo, dizendo:

–Isso tudo é um monte de merda. Vamos ficar bêbados.

Notas finais
Não se esqueçam de comentar. Capítulo baseado em: 2x02 – Everybody Loves a Clown Título retirado de Prayer - Disturbed.