The Destination is Written
1 01. The Destination is Written
Notas iniciais
?”Primeira Temporada.?”
The Destination is Written.
Berk, — 05:12
9 anos atrás.
Um forte temporal estava chegando na pequena ilha de Berk, onde não se encontra absolutamente ninguém vagando pelos arredores. Apenas, uma menininha. Agarrada em suas roupas para se proteger daquela ventania forte, e tirando seus fios loiros de seu rosto, que atrapalhavam sua visão. — Dali, ela pode enxergar perfeitamente o templo da aldeia. — Correu em direção sem hesitar. Adentrou e logo se ajoelhou rapidamente, entrelaçando suas mãos tremulas de frio, controlando sua respiração e coçando sua garganta para começar a falar.
— Caros vikings antigos da aldeia. Sou Aquiles Hofferson, filha mais nova da casa dos Hofferson. Hoje venho novamente, para pedir orientação. — Ela respirou fundo, em seguida continuando. — Está manhã, Astrid se mostrou uma verdadeira Viking para se orgulhar. Mamãe e papai ficarão tão orgulhosos da minha irmã, que meu coração começou a apertar…
Suspirou com força, lutando contra sí mesma para não cair em brantos. Seus olhos já estavam cheios de lágrimas, faltando tão pouco para não caírem sobre sua pele pálida e fria.
— Eu também fiquei orgulhosa, mas quando começaram a cobrar de mim...
Aquiles não realmente não aguentava segurar mais. Estava sendo torturante. A menina começou a chorar, suas lágrimas escorriam por suas bochechas até irem de encontro com o chão de madeira. — O atentado daquela manhã vinha em sua mente. O rosto de seus pais ficaram gravados, desapontados! Sua irmã mais velha sentia pena, enquanto Aquiles desejava ser tão corajosa quanto ela.
— Por que eu sou tão covarde?!
Se afogando em lágrimas, a menina se deita no chão do templo e se encolhe, tentando se aquecer dos ventos que o temporal estava trazendo. Minutos seguintes, ela adormeceu ali, cansada e exausta. Sentindo o gosto salgado de suas lágrimas e caíram em seus lábios rosados.
[...]
Berk, — 8:21
O clima cinzento foi se passando, e o sol foi iluminando todos os arredores da aldeia. Homens e mulheres já estavam saindo de suas casas para começarem seus dias. — E Aquiles também já estava despertando. Agoniada e dolorida por ter dormido no chão duro, ela se levanta murmurando e em seguida, balança seu vestido, tentando tirar a sujeira que nele tinha.
— Aquiles? O que faz aqui? — Era a voz de seu pai, Magnus.
A loira deu um pulo surpresa. Não esperava que seu pai passasse pelo templo uma hora dessas. Ficou envergonhada, suas bochechas coraram e seu olhar passou a fitar o chão.
— E-eu vim… — Ela começou, tímida, mas logo se corrigiu. — Eu tinha que desabafar. E-eu não conseguia dormir… Eu não quero mais decepcionar ninguém.
Magnus passa sua mão sobre os fios macios e loiros de sua filha, e sorri carinhosamente. Tentando passar conforto para a menina.
— Você sabe querida, sentir medo é normal…
— Vocês sempre dizem isso! — Ela exclamou. — Mas na hora, me dão um machucado e me empurrão para cima de qualquer dragão… Eles são tão grandes, pai. E seu sou tão pequena…
Seu pai suspirou, e em seguida abraçou sua filha com força, como se quisesse protege-lá. O abraço foi recíproco, a menina abraçou com força também. Ficaram assim em total silêncio durando alguns segundos.
— Escute pequena. — Ele se desfez do abraço e olhou para a menor. — O que te faz forte, não é quantos dragões você vai conseguir enfrentar. E sim, as situações que você vai enfrentar.
Sua frase fez Aquiles ficar pensativa. Nunca tinham dito algo assim para ela antes, tanto que ela ficou um pouco confusa. — Talvez por ser nova para entender.
— Tive uma ideia.
— Uma ideia? — Ela franziu o cenho, confusa.
— Vamos visitar um velho amigo do papai. O que você acha? — Ele direciona seu olhar para a mais nova, que forma um belo sorriso animado em seus lábios.
— Quero! quero sim, pai. — Ela saltitava. Adorava visitar os amigos de seus pais, sempre a trataram com muita gentileza, e eram muito amigáveis.
O maior estendeu uma de suas mãos em direção de Aquiles, a menina na mesma hora pega em sua mão. Assim, ambos seguem em direção ao maior morro da aldeia. A menina nunca tinha ido para aquela região, sempre ficava perto de casa. — Tinha medo de estar sozinha quando algum dragão aparecer.
[...]
Berk, — 8:31
Ponto de Vista, Aquiles.
No topo do morro, temos a perfeita visão de uma grande casa de madeira bruta. Aparentava ter dois andares, como a nossa casa. Era linda de frente, e eu tinha a certeza de que dentro da residência não era diferente. — E assim que chegamos, meu pai soltou minha mão e bateu duas vezes contra a porta. — Esperamos alguns segundos, até escutarmos um "Já vou!" abafadoque vinha de dentro.
A porta se abriu, revelando um grande homem ruivo, que sorriu ao ver meu pai.
— Hofferson! — Ele exclamou animado.
— Como vai Stoico? — Meu pai questionou no mesmo tom, logo os dois se abraçam.
Era o chefe da aldeia. Nunca estive tão perto dele, como agora. Acredito que seja por que o maior fique mais tempo no grande salão, cuidando de outros assuntos. — O mesmo olhou em minha direção, ainda com um sorriso no rosto.
— E essa menininha? — Ele questionou, se agachando para ficar na mesma altura que eu.
— Meu nome é Aquiles Hofferson, filha mais nova da casa dos Hofferson. — Eu disse sorridente.
Poderia ter medo de dragões, porém sou bem sociável, pelo menos era o que sempre diziam.
— Muito prazer Aquiles. — Ele riu. — Fique à vontade, meu filho está na cozinha, vocês podem ir brincar enquanto eu e seu pai conversamos sobre assunto chatos da aldeia.
Concordei com a minha cabeça e também sorri em resposta. Logo segui rumo a cozinha da casa, onde tinha uma grande mesa no centro, no mesmo lugar, havia um menino sentado tomando seu café da amanhã. Aparentemente não notou a minha presença. — Eu olhei para ele, e percebi que ele não tinha muitos traços da aparência de seu pai. Moreno, magrinho, olhos verdes. Acho que ele deve ser idêntico a sua mãe.
— Olá? — Eu o chamei, o mesmo me olhou surpreso. Acho que ambos não sabiam da nossa visita.
— Oi! Quem é você? — Ele se levanta da cadeira e vem em minha direção curioso, com isso pude perceber que eu era mais alta que o garoto.
— Aquiles Hofferson.
— Ah sim! Você é a irmã mais nova da Astrid, não é?
— Sou sim, e você é...? — Pergunto esperando sua resposta, no entanto, ele parecia estar um pouco envergonhado. Eu não entendi o por quê.
— E-eu me chamo... Soluço. — Ele finalmente abriu a boca, com a mesma expressão de antes, envergonhado e corado.
— Ah... — Agora eu tinha compreendido. — Não fique envergonhado. Acredite, meu nome era para ser "Melequenta", mas escolheram outro já que o filho do vizinho tinha esse nome. — riu da minha própria situação, e noto que ele me acompanhou, estava rindo também.
— Não fique envergonhado Soluço, acredite. Meu nome era pra ser Melequenta. Mas escolheram outro, pois o vizinho já tinha um filho com esse nome. — rio da minha própria situação. E percebo que ele também ri. Seu sorriso era fofo e bonito também.
— Melequenta? Sério? — Ele perguntava entre risos.
— O famoso mito, de que, nomes horríveis afastam Trolls. — Um sorriso se formou em meus lábios, tinha acabado de ter uma ideia. — Vamos brincar? Qual sua brincadeira favorita?
— Gosto de apostar corrida, meu pai disse que eu sou muito bom nisso, olha só! — O menino começa a correr ao redor da grande mesa de centro da cozinha. A loira, ao ver o menor, ri divertida vendo a habilidade do menino.
— Então, vamos apostar corrida!
— Então vai ser corrida!
Um, dois, três e já!
[...]
Dias Atuais — Berk, 18:43
Narrador.
Berk não mudou quase nada, somente ficaram mais velhos. Nasceram novos habitantes, e outros se foram para um lugar melhor, assim como Magnus Hofferson. Que foi convocado em uma missão de ir atrás do misterioso ninho de dragões, acabou não voltando para a aldeia.
Aquiles e Soluço não tinham uma reputação muito boa na ilha. Eram os únicos que não tinham capacidade para matar qualquer dragão. Mas com o tempo, os dois jovens aprenderam a não ligar para esses tipos de comentários. E agora, a menina está caminhando até a serralheria de Berk, onde foi convocada para trabalhar junto com Soluço. Já que, não foi selecionada para apagar incêndios como sua irmã mais velha, e outros jovens.
Era na serralheria onde ambos os amigos faziam armas e ferramentas para todos os Vikings durante dois anos. E agora completando 16 anos de idade, Aquiles queria ouvir um "parabéns" de seu melhor amigo.
— Parabéns para mim! — A loira disse animada, enquanto se sentava sobre o balcão de madeira. Soluço a olhou surpreso, mas não hesitou em sorrir para a amiga.
— Parabéns Aquiles — Ele veio em sua direção, abrindo seus braços para abraça-lá. — E então, tirou uma folga com o Bocão?
— Tirei sim, mas ainda queria ouvir um parabéns de você.
Os dois ficaram conversando até tarde. O tempo passava voando quando eles conversavam, chegava até ser engraçado. — Já estava anoitecendo, e o moreno estava empolgado para mostrar uma nova maquina que ele inventou. Dizia que era sua grande chance de finalmente matar um dragão. O menino não admitia, mas detestava sua reputação que tinha na aldeia.
[...]
— Idiota! Eu sou mesmo um tremendo idiota. — Soluço se culpava enquanto suas lágrimas caíam sobre sua pele levemente bronzeada. — P-por que não acreditam em mim?
O garoto tinha acabado de testar sua nova maquina à minutos atrás, quando Berk foi vítima de um ataque de dragões. Ele sabia, ele tinha a certeza, de que havia acertado alguma fera. Mas ninguém acreditou, nem mesmo seu próprio pai. No entanto, uma certa loira sabia que o jovem que observava toda a situação, sabia que ele não estava mentindo. E agora pela manhã, ele saiu um pouco para respirar. O clima de sua casa ficou sufocante. — Mas o atentado da noite passada, foi tão embaraçoso, que Soluço voltou a chorar.
— Está chorando? Por favor não chore, Soluço. — Aquiles que estava a procurá do menino, questionou tensa ao ver seu melhor amigo cair em brantos. Nunca tinha o visto naquele estado, e isso a deixava assutada.
Aquiles se aproximou, abrindo seus braços e o acolhendo em um confortável e forte a abraço.
— O povo daqui tem uma mente tão fechada, que chega a ser lamentável, né?
— E-eu tinha me esquecido... Que sensação é horrível... — Ele foi se recuperando aos poucos, e logo completou. — Eu tenho que ir atrás daquele dragão.
A loira franziu o cenho, deixando o abraço e encarando o rapaz.
— Enlouqueceu?
— Se eu achar, todos vão acreditar em mim. Eu preciso fazer isso. — Ele dizia nervoso.
— Isso...Vale mesmo a pena? — Aquiles hesitou antes de questionar. Olhou para o amigo, que concordou com sua cabeça. Assim, ela suspirou derrotada.
— Eu vou com você...Vamos antes que eu me arrependa.
O moreno não deixou de sorrir pelas palavras de sua amiga, ficava feliz em ver que ela o apoiava. Por mais, que, a sua decisão fosse perigosa. — Ainda tensos, ambos foram em direção ao monte do corvo, pele arrepiada e frio na barriga. Soluço e Aquiles vão em direção do dragão abatido.
Continua.
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