The Daughter of Shadows
15 Um novo amor e uma nova amiga
Notas iniciais
Pov: Amanda
– Espera um pouco! A Drew, pedindo conselhos de moda, pra você? — Sara perguntou. Assenti. Ela começou a gargalhar como uma hiena drogada. (Panda: Dá pra ver que você gosta de hienas drogadas. o.O) (Amanda: Pois é! Tenho meu charme).
– Isso é muito estranho. — disse Nico sério, mas pude ver um brilho de divertimento nos seus olhos.
– Ela parecia em transe. Como se eu não estivesse lá. Como se fosse outra pessoa e não eu.
Sara parou de rir. Obviamente a barriga dela estava doendo muito pra ela continuar. Lágrimas escorriam pelos olhos dela.
– Ai! Bem, acho que vou indo. Está quase na hora do almoço. — Sara saiu do chalé de Hades ainda rindo loucamente.
– Vem, vamos almoçar. — Nico me puxou para fora do chalé.
O pavilhão estava lotado. Vi Drew sentada na mesa de Afrodite, usando o vestido que EU escolhi, com as sandalias que estavam debaixo da cama onde EU estava sentada, jogando para trás os cabelos que EU tinha feito e conversando enquanto jogava charme para Dan, da mesa ao lado.
– Ignore — a. — Nico caminhou até a mesa de Hades.
Comi pizza de pão. Me fazia lembrar da minha mãe. Nico comeu McLanche Feliz e de sobremesa, bolo de chocolate. Ele disse que estava comemorando o meu aniversário. Eu o imitei. Comi torta de morango com caramelo.
Eu terminei de comer o meu almoço, enquanto Nico comia seu segundo pedaço de bolo. Sai do pavilhão e encontrei uma sombra em baixo de uma árvore. Sentei. Observei Nico. Ele parecia feliz. Will Solace apareceu do nada e se sentou ao meu lado. Ele observou Nico, como se estivesse lendo meus pensamentos.
– A sua chegada fez muito bem a Nico.
– O que?
– Bom, depois que ele perdeu a Bianca, ele não é mais o mesmo. — ele me olhou com seus olhos azuis. — Tudo bem que ele tem a Hazel, mas não é a mesma coisa.
– O que você quer dizer?
– Acho que você faz ele se lembrar de Bianca. Quer dizer, vocês são muito parecidas.
– Você a conheceu? — perguntei. Will suspirou.
– Não exatamente. Ela era uma caçadora. E você sabe, eu sou um menino, as caçadoras não gostam muito de meninos. Ela passava a maior parte do tempo com as caçadoras. Naquela época, Nico não se importava tanto, ele estava muito fascinado com o acampamento para perceber. Mas acho que se perguntar a Percy ele lhe contará mais. Afinal ele ajudou a salvá-la, ele a conheceu antes de virar... Você sabe, caçadora.
– Bem, então acho que eu vou perguntar a ele. Obrigada Will, até logo.
Me levantei e fui procurar Percy. Ele saiu do refeitório antes de mim, por isso não procurei lá. Estava indo procurá — lo no chalé de Poseidon quando alguém apareceu do meu lado.
– Oi. — Sara falou.
– Oi. — suspirei — Como foi o resto da reunião?
– Nada de mais. Matt me explicou novamente tudo aquilo que ele falou, até eu entender.sorriso Foi muito chato.
Matt saiu na porta de seu chalé. Ele acenou para nós. Sara acenou de volta.
– Sara. Vamos. — ela estava parada, olhando para o chalé de Atena.
– Ah sim.
– Por que ficou tanto tempo parada?
– Eu não sei. Fiquei muito tempo parada?
– Sim. Pelo menos uns dois minutos. — foi aí que a minha ficha caiu. — Você gosta dele.
– O que? — Sara me olhou indignada — Amanda, o sol deve estar te afetando. Você está delirando. Tem certeza de que está se sentindo bem?
– Vamos. Admita. Eu vejo como você olha pra ele.
– Tá. Talvez só um pouquinho. Mas você não pode contar isso pra ninguém. Ou você é uma garota morta.
– Tá bem, eu não conto. Primeiro porque você é minha amiga. Segundo, porque eu sou muito jovem para morrer.
– Acho que vou indo. Preciso fazer umas coisas. Tchau.
– Tchau.
Fui ao meu chalé terminar de me preparar para a missão. Tomei um banho rápido, coloquei uma blusa do acampamento, um shorts jeans e um all star. Prendi o cabelo, peguei minha mochila, meu arco e prendi a espada na cintura. Então Nico entrou como um furacão no chalé. Estava de banho tomado e usava uma calça jeans, uma camiseta preta e um all star. Estava ofegante, parecia ter corrido muito.
– Ainda bem que te encontrei. Quíron disse que nós partimos em 30 minutos. É para estarmos na casa grande dez minutos antes.
– Ok. Mais alguma coisa?
– Sim. O Dan está te procurando. — aquilo me pegou de surpresa.
– Sério?
– Sim. Ele está perto da praia.
– Bem, vou lá falar com ele. É bom você arrumar sua mochila.
– Ah sim! Eu vou.
Sai do chalé e fui até a praia. Dan estava de costas olhando para o mar.
– Estava me procurando? — ele se virou assustado. — Desculpe se te assustei.
– Ah, não foi nada. E sim, estava te procurando.
– O que foi?
– Hã... Eu queria... te desejar boa sorte. E dizer pra... tomar cuidado e... — ele passou a mão pelo cabelo nervosamente. Comecei a rir. — O que foi? Por que está rindo?
– Dan, está preocupado comigo?
– Bom, sim. É, eu tenho que ir. Boa sorte Amanda.
– Obrigada. — ele sorriu e saiu andando.
Olhei para ele se distanciando e comecei a falar sozinha.
– Ah Amanda. Por quê você é tão burra?
Alguém atrás de mim falou alguma coisa e eu pulei no lugar.
– Você gosta dele né?
– Meu Zeus, quer me matar do coração? Do que está falando?
– Você gosta dele.
Me virei e olhei para a pessoa que proferia essas palavras. Era uma menina, linda por sinal. Tinha cabelos e olhos castanhos, usava uma camiseta do acampamento, um shorts vinho e um all star branco e roxo.
– Não é verdade. E quem é você? — ela bufou.
– Marianna Young, filha de Afrodite.
– Amanda Levine, filha de...
– Hades. É eu sei, você está famosa.
– Sei. Então Marianna, porque você bufou quando perguntei seu nome?
– Ah não sei. Se quiser pode me chamar de Mari. É bem melhor, mais curto e mais prático.
– Sério?
– Sim.
– Ok. Mari então.
– Você tem um apelido?
– Não.
– Agora tem. Vou te chamar de Amy.
– O que?
– Vem Amy, tenho que te mostrar uma coisa.
Ela me puxou até um arbusto e se abaixou. Ela me pediu para me abaixar também. Estávamos perto do chalé de Atena.
– O que... — ela me olhou feio e falei mais baixo. — O que diabos estamos fazendo aqui?
– Olhe. — ela apontou para alguém. Era Dan. Ele tagarelava sem parar para Matt. Não consigui ouvir o que era direito.
Depois de uns 5 minutosir, Matt disse que precisava ir, Dan lhe desejou boa sorte e saiu.
– É a nossa deixa. Vamos! — ela correu até Matt e eu fui atrás.
– Olá Amanda. Vejo que já conheceu a Marianna.
– Ela é minha amiga.
– Sua amiga? — perguntei. Ela corou como um pimentão.
– Se você quiser é claro. — eu sorri.
– Tudo bem.
– No que posso ajudá-las?
– Bom, nós vimos você conversando com o Dan. — ela falou com sua voz doce.
– Sim e o que tem?
– Me diga, sobre o que conversaram? — ela estava bancando a terapeuta.
– Ah, a mesma baboseira de sempre.
– Chega de palhaçada diga nos o que sabe. — Ela o encurralou na parede. Ele parecia calmo, mas assustado.
– Por que tenho que dizer pra você?
– Olha, eu realmente não queria fazer isso. — ela colocou um pouco de charme na voz, mas bem pouco. — Anda logo, desembucha.
– Ele estava falando da Amanda como sempre.
– O que mais?
– Ele estava dizendo sobre como ela era linda, e de como era bom o cheiro do hidratante dela, e de como sua voz era doce e gentil, e de como o sorriso dela era lindo, e que se pudesse ficaria o dia o do olhando para ela. A mesma coisa de sempre. — Mari parou com o charme.
– Obrigada Matt. Você nos ajudou muito. — ela o abraçou antes que ele pudesse questionar, e então sussurrou pra mim. — Corre.
Corremos até uma árvore perto do meu chalé e sentamos.
– Viu. Eu não falei. Eu vi você sorrindo enquanto o Matt falava. Ele também gosta de você. Só que você é mais discreta.
– Por que voce disse que realmente não queria fazer aquilo? — perguntei. Ela me olhou confusa.
– Ah, o charme. Eu não gosto de usa — lo. Acho que as pessoas tem que ser honestas por elas mesmas. Não quero manipular as pessoas com meu charme, assim como a Drew. Acho que ele tem que ser usado para o bem. Só uso em casos extremamente necessários. Como esse!
Ficamos conversando pelos 10 minutos seguintes. Até eu dizer a ela que precisava ir.
– Eu vou com você.
– Tudo bem.
Chegamos a casa grande faltando 10 minutos para a hora de ir.
– Estão todos aqui? — Quíron perguntou. — Estão? Ótimo. Quero que saibam que estou muito orgulhoso de vocês. Sei que se saíram muito bem.
Ficamos os 10 minutos seguintes conversando, checando as mochilas, cochilando, ficando nervosos e etc. Sara apareceu para me desejar boa sorte.
– Hey Amanda. Tudo bem?
– Sim. Vou ficar com saudade.
– Eu também. — ela me abraçou. Então Mari apareceu.
– Olá! — Sara me soltou.
– Quem é essa?
– Sou amiga da Amanda.
– EU sou amiga da Amanda. Amanda quem é ela?
– Sara essa é a Marianna, mas pode chamar de Mari. Ela é filha de Afrodite.
– Você é a Sara?
– Sou.
– A Amanda falou muito de você.
– Há quanto tempo conhece a Amanda? — ela parecia indignada, mas pude ver um sorriso em seu rosto.
– Bom, há uns 20 minutos.
– Se não se importam eu preciso ir. — interrompi.
Mari veio junto. Quando estávamos a uns 30 metros do meu chalé nós vimos duas pessoas. Era Dan e Drew. Nos escondemos atras de um arbusto. Pude ver Drew jogando charme para ele. Mas pelo jeito não estava funcionando. Eu estava morrendo de raiva da Drew.
Sai do arbusto e caminhei ate o chalé. Então quando estávamos a 5 metros deles, aconteceu a coisa mais irritante do mundo. Drew fingiu tropeçar e cair no colo de Dan. Ele a pegou. Ela sorriu e o beijou. Fiquei tão irritada e tão triste, que comecei a chorar. Pude sentir Mari de queixo caído. Dan conseguiu se desvencilhar de Drew. Ele se virou e viu eu e Mari. Ele parecia confuso, mas então entendeu o que tinha acontecido. Eu corri até o chalé, fazendo questão de passar bem no meio deles. Mari veio atrás de mim, não antes de dar um tapa na cara de Dan e um chute na canela de Drew. Entrei e fechei a porta com tudo. Me joguei na cama e desabei em lágrimas
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