The Daughter of Shadows
16 Um delinquente faz minha amiga chorar
Notas iniciais
Pov: Mari
Corri até o chalé de Hermes, a procura de Sara. Ela estava deitada, lendo Cidades de Papel.
– Sara! — entrei com tudo no chalé — Você precisa vir comigo. Rápido.
– O que aconteceu? – disse ela sem tirar os olhos do livro.
– É a Amanda. — ela pulou na cama — Anda. No caminho eu te conto.
Corremos até o chalé de Hades. Contei a ela o que havia acontecido. Ela ficou furiosa e correu mais rápido. Chegamos no chalé e batemos na porta.
– Vá embora.
– Somos nós! — gritei.
Ela abriu a porta. Seus olhos estavam vermelhos. Lágrimas rolavam pelo seu rosto delicado.
– Ai amiga! — abracei ela. Ela começou a chorar — Não fica assim. Vem aqui.
Conduzi ela até a cama. Ela se sentou. Eu e Sara nos sentamos de frente para ela. Ela cruzou as pernas, pegou uma almofada e escondeu o rosto. Pude ouvir ela soluçando. Olhei para Sara e mexi os lábios formando as palavras: " O que nós vamos fazer?".
Ela deu de ombros e acariciou o cabelo de Amanda, depois disse:
– Amiga! Não fica assim não. Esses homens são todos iguais. Eles não merecem o seu sofrimento. — Amanda levantou a cabeça, os olhos vermelhos de tanto chorar.
– Você acha? — ela perguntou. Me levantei e respondi.
– Mas é claro. Você tem uma missão daqui a oito minutos. Você vai salvar o mundo — ela sorriu. Segurei seu rosto com as mãos. — Você vai ser uma heroína. Não ligue para o que esses meninos ingratos fazem ou pensam de você.
Ela riu e enxugou as lagrimas.
– Você tem razão.
– Eu sei o que vai te animar! Já volto. — Sara saiu correndo do chalé.
Um Nico muito preocupado apareceu na porta do banheiro.
– Que choradeira foi aquela? Eu estava tomando um banho relaxante quando ouvi alguém chorar. — ele olhou para mim, depois para Amanda. Ele viu seus olhos vermelhos e correu até ela. — Amanda do céu. Você está bem?
– Na verdade estou ótima! — Nico sorriu.
– Que bom! Bem, então nós... — ele parou no meio da frase. Mais alguém entrou no chalé. Era Dan. Ele parecia magoado e tinha duas marcas roxas no rosto. Uma delas era consequência do meu tapa, a outra não tinha nem idéia.
– O que você quer? — perguntei.
– Amanda será que eu posso falar com você? — ele me ignorou. Amanda suspirou.
– Claro! — ela me olhou gentilmente e entendi o recado.
– Venha Nico. Vamos ver como os outros estão.
– Mas... Amanda... — ele parecia confuso.
– Nico vamos. — olhei para ele e ele entendeu.
– Ah! Sim vamos. — eu peguei sua mão e sai do chalé.
Sara corria na nossa direção.
– O que está acontecendo? — ela perguntou.
– Estão conversando. — respondi.
– É agora que eu mato esse babaca! — ela quase entrou no chalé, mas eu e Nico a seguramos. — Me soltem!
– Você está louca? — perguntou Nico.
– Se você entrar lá, vai estragar tudo. E a Amanda vai ficar brava com a gente.
– Mas e se ele machucá — la? — ela parecia a beira das lágrimas.
– Ele que tente machucá — la. — falei ameaçadoramente.
– Mas o que aconteceu? — Nico perguntou.
– No caminho eu te explico. — então, Sara, Nico e eu fomos até a casa grande enquanto Amanda conversava com um delinquente filho de Hefesto. Na minha opinião!
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