The Daughter of Shadows

21 Um dragão de metal nos espera em São Francisco


Notas iniciais
Oie gente! Desculpa por não posto a duas semanas! Não consigo cumprir uma rotina de postagens. Vou postar quando der na telha. Agora, um comunicado. A partir de agora, os capítulos serão maiores. Porque falta muito coisa pra escrever e eu não quero fazer muitos capítulos, porque senão a leitura se torna chata. Por favor, coloquem nos reviews, em qual capítulo vcs acham que a fic deve acabar!

Pov : Percy

Ficar de vigia durante 7 horas, não é tão fácil quanto parece. Eu e Nico já estávamos acordados faz tanto tempo, que até já perdi a conta. Comecei a contar alguns minutos depois que os outros pegaram no sono. Já são umas três horas da tarde, e eu nem almocei. Há única coisa que comemos desde que saímos da lanchonete, foi um sanduíche de presunto e meia garrafa de água cada um. Já acordamos o Matt e a Amanda umas duas vezes. A próxima vez que pararmos para abastecer, vai ser no meio da estrada, e a loja de conveniência é parecida com uma mercearia. Já fizemos uma lista do que comprar, mas não podemos demorar. Dez minutos no máximo. E todos precisamos ir no banheiro.

Quando saímos da lanchonete, Matt deduziu que demorariamos um dia mais ou menos para chegar. Ou seja, vamos chegar mais ou menos às 8 horas da manhã do dia seguinte. Faltam ainda dezessete horas para chegarmos. Como meu turno acaba daqui a duas horas, se tivermos um pouco da sorte de não ser atacados, ainda terei quinze horas pra dormir.

Olhei para Nico. Ele parecia exausto. Ele está com o cotovelo esquerdo apoiado no joelho, e o queixo sobre a mão, o que fazia com que eu conseguisse ver nitidamente seu rosto. Ele estava com os olhos quase fechados de sono. Sorte que o turno dele acaba daqui a quinze minutos.

Me virei e abri a janela. Um vento forte se chocou contra o meu rosto e bagunçou meu cabelo. Estavamos passando por uma plantação de milho. De repente alguma coisa entrou no meu olho.

– Ai! — reclamei tentando inutilmente tirar o que quer que seja.

– O que foi? — perguntou Nico.

– Eu acho que entrou um cisco no me olho. Você pode me ajudar?

– Claro. Deixe eu ver.

Virei a cabeça lentamente e abri bem o olho tentando não piscar. Nico o examinou com ar de médico, o que me lembrou Will.

– É só uma folha. Vou tirar pra você. — ele sopra meu olho, fazendo com que fique mais seco do que antes. — Pronto. Melhor assim?

Pisquei o olho algumas vezes e sorri.

– Muito melhor. Obrigado!

Decidi olhar para frente dessa vez, mas não fechei a janela. O vento que entra dela é muito refrescante, e parece que ajuda Nico a se manter acordado.

Olhei para frente. Do lado de fora, uma aranha pousou no vidro e caminhou rapidamente para o teto. Ela me lembrou Annabeth. Senti uma ponta de saudade. Sei também que ela surtaria se visse essa pequena e inofensiva aranha caminhar pelo vidro. A aranha caminhou até o teto e desapareceu. Olhei para o relógio que estava perto do volante, e percebi que Nico já estava dormindo. Seu turno já acabou, então ele tem todo direito. E não resolvi fazer com que dormisse confortavelmente.

Me virei pra trás e acordei Amanda.

– Sim?

– Sem querer atrapalharatrapalhar seu sono... — disse. — Mas acho que é a sua vez.

– Sem problemas. Ei Nico!

Acordamos Nico, que parecia aliviado de poder voltar a dormir depois de trocar de lugar com Amanda. Ele mal deitou no banco e já estava roncando. Amanda colocou sua antiga coberta sobre ele e depois se sentou ao meu lado.

Fiquei de guarda mais umas duas horas. Depois, Matt ficou no meu lugar.

***

Eu estava dormindo tranquilamente, mas fui acordado. E pelo jeito, estávamos com problemas.

– Vamos Percy! Por favor acorde. — Amanda me sacudia. Estava a beira das lágrimas.

– Hum?

– Graças a Zeus! — ela me abraçou, depois se afastou correndo. — Desculpe. Vamos, você tem que ver isso!

– O que está acontecendo? — perguntei. Ela estava com o arco na mão, por isso deduzi que algo nada bom estava acontecendo.

– Estamos sendo atacados! — eu sabia.

Pulei no lugar e abri correndo a porta da van. Estávamos estacionados perto de um rio. Olhei em volta e reconheci São Francisco. A uns 200 metros atrás de mim, estava o túnel Caldecott, uns 50 metros a frente estava um rio. E dele saia, adivinha! Uma serpente marinha de mais ou menos 20 metros de comprimento. Na areia Matt, Will e Nico tentavam detê — la. Saquei minha espada e corri até lá.

– Olá parceiro! — Matt me cumprimentou. — Dormiu bem?

– Poderia ter dormido melhor. — eu ri. — Parece que alguém nos deixou uma surpresinha não é?

– Parece que sim. Acha que pode nos dar uma força?

– Mas é claro.

Ataquei. Ela parece ter sentido que eu era filho do deus do mar, porque parou tudo o que estava fazendo para me atacar. Então pude ver sua aparência direito.

Imagine a cobra mais feia e (que decepção!) azul que conseguir. Agora adicione dois pares de chifres, escamas cor de laranja e muitos, muitos dentes (http://paradigmatrix.net/wp-content/uploads/2015/01/sea_serpent.jpg). Ela tentou me abocanhar mas eu fui mais rápido. Me esquivei e finquei a espada no canto da boca dela. Ela urrou e não sei de onde, um rabo escamoso me jogou pra trás. Enquanto isso, os outros tentavam chamar a atenção dela. Amanda lançava suas flechas, mas todas elas quicavam e caiam no chão.

Mas aí, tudo começou a dar certo. As flechas de Amanda começaram a encontrar brechas na pele da serpente. Ela estava enfraquecendo. Invoquei um punho de água e soquei a serpente. Ela ficou muito irritada. Matt se distraiu e a cobra jogou ele perto de uma pedra com o rabo.

– Me dêem cobertura. — Amanda gritou. Ela escalou uma árvore e se jogou no lombo da serpente. Ela começou a se agitar. Amanda pegou o grampo e apertou a pequena pedra até ela se transformar em espada e cravou a lâmina de ferro estígio no pescoço da cobra. Ela a jogou para cima e se transformou em pó. Amanda não apareceu depois de ser jogada para cima.

Nico caminhou ate o píer, se sentou e colocou a cabeça entre os joelhos. Will foi falar com ele. Eu e Matt ficamos observando de longe. Will se sentou ao seu lado. Ele continuou com a cabeça baixa. Eu estava distraído quando uma mão pousou no meu ombro, me matando de susto.

– Percy! — Piper estava atrás de mim.

– Piper. Você me assustou.

– Nós a pegamos!

– Quem?

– Amanda!

– O que?

– Eu, Jason, Reyna, Frank e Hazel vimos vocês lutando contra aquela serpente marinha. Quando Amanda foi jogada pra cima, Jason pegou ela. Ela está bem, bem, nem tanto.

– Como assim?

– Jason a pegou pela mão, e ela meio que quebrou o braço.

– Mas ela está bem?

– Fora a dor, está bem.

Arregalei os olhos, Matt estava tão surpreso quanto eu. Antes que pudesse me dar conta, meus pés estavam me levando para o píer.

– Nico! — ele levantou a cabeça, os olhos marejados — Eles a pegaram.

– O que?

– Amanda, ela está bem. Jason a pegou.

Ele arregalou os olhos e correu até o túnel Caldecott.

***

Amanda estava deitada em um colchonete no templo de Plutão. O braço dela estava enfaixado. Ela estava dormindo. Mal chegamos até ela, Will correu para cuidar de seu braço. Jason estava lá perto. Parecia desesperado.

– Ei cara! — fui até ele. — O que houve?

– Eu não sei. Eu vi ela caindo e tentei ajudá-la. Mas ela estava caindo muito rápido, eu só alcancei a mão dela. Acho que ela deslocou o ombro. Será que ela está bem?

– Vai ficar. — disse Will. — Ela deslocou o ombro, mas vai ficar bem.

– Quanto tempo pra ela melhorar de vez? — perguntei.

– Eu não sei. Talvez uma semana.

– Uma semana? — Jason perguntou. — A culpa é minha. Que belas boas vindas as minhas.

– Jason. — Piper foi até ele. — Jason. Olhe pra mim. Ela vai ficar bem.

– Tem certeza?

Ela assentiu.

– Acho melhor nós deixarmos ela descansar. — disse Will. Ele tinha engessado o braço e enrolado um cobertor no corpo dela. Todos começaram a sair do templo.

– Nico você vem? — perguntei.

– Hã? — ele olhou pra mim e esfregou os olhos. — Ah não! Eu vou ficar com ela.

– Tudo bem. Eu te trago um chocolate quente.

– Obrigado.

***

Depois de mais ou menos uma hora e meia, Amanda acordou. Ela disse que estava se sentindo bem apesar da dor. Nico e Jason ficaram muito felizes em saber que ela estava bem.

– Você tem certeza de que não te machuquei?

– Certeza absoluta. Se você não tivesse me pegado, eu com certeza cairia de encontro com a morte. Acho que prefiro quebrar alguns do que morrer! — ela riu — Obrigada! C

Reyna nos levou pela via Praetoria, mostrando todo o acampamento a Matt e Amanda. Ela nos conduziu até o Senado. Quando chegamos na linha Pomeriana, fomos barrados por Término, deus das fronteiras. Término era uma estátua de mármore de um homem musculoso em tamanho natural, sem braços, com cabelos cacheados e uma expressão irritada. Ele fora esculpido da cintura para cima. Para baixo, era apenas um bloco de mármore. Devia ser por isso que estava tão mal humorado. Ao redor da linha Pomeriana, via-se estátuas como aquela a cada cem metros. Reyna parou na frente da estátua, ele conferiu a tatuagem no antebraço dela e disse:

– Reyna, pretora.

Quando me posicionei a frente dele, ele disse:

– Ah! Se não é o sr. Burla-Regras.

– Olá Término, sentiu minha falta?

– Nem um pouco. Onde está minha assistente? Julia!

A pequena Julia, saiu de detrás da estátua. Parecia um pouco maior do que eu me lembrava. Estava usando um vestido azul, o cabelo estava dividido em duas trancinhas. Tirei minha caneta do bolso e coloquei na bandeja que ela segurava.

– Vocês também. — Julia estendeu a bandeja para Matt e Amanda. Eles olharam para mim, hesitantes. Apontei para a espada. Matt colocou sua espada. Amanda olhou desconfida para Julia. A garota sorriu.

– Você poderá pegar sua arma na saída. — explicou Término — Não se preocupe, Julia cuidará bem dela. É uma profissional qualificada.

A garotinha concordou com a cabeça. Relutante, Amanda colocou o grampo na bandeja.

No Senado, discutimos sobre o ataque da serpente marinha.

– Isso é muito estranho. Serpentes marinhas deviam atacar somente navios! — disse Reyna.

– Sim, mas não era isso que ela estava fazendo! — eu disse. Matt observava o mapa.

– Gente, venham ver isso! — ele disse. Observei também. Era um mapa dos Estados Unidos. Ele estava exatamente igual a antes. De repente, um ponto luminoso brilhou no canto direito. Em baixo do ponto estava escrito Las Vegas, NV.

– Las Vegas. É lá que está a primeira pista. — disse eu.

Então Nico chegou.

– O que eu perdi?

– Vamos pra Las Vegas. — disse Amanda um tanto ansiosa.

– Uau. Eu nunca estive em Vegas. — disse Matt. — Parece incrível e...

Matt foi interrompido por alguém que entrou como um furacão batendo a porta com toda a força. BAM! Era Dakota.

– Desculpe interromper, mas tem uma coisa incrivelmente grande lá no céu.

Encarei Jason, Piper e Nico. Não podia ser.

Mas era. Quando saímos do Senado, um grande dragão de metal pairava sobre nossas cabeças. Festus!

Reyna estava muito atordoada para pensar, mas eu não. Corri até Término.

– Deixe — o descer.

– Não é permitido dragões de metal gigantes aqui dentro.

– Eu exijo.

– Ah... Não.

Então Reyna se deu conta do que estava acontecendo e veio até mim.

– Deixe — o descer.

– Já disse que não.

Ela olhou com uma cara de desgosto para Término, agarrou meu braço e sai andando.

– Hum. Ele não vai deixar.

– O que faremos? — perguntei.

– Bom... As regras ao somente para a Nova Roma. — ela disse baixinho.

– Certo. — disse eu com uma certa empolgação.

– Então não haverá problema em ele descer no Campo de Marte.

– Boa idéia. Mas como vamos avisá — lo?

– Hum. Jason. — ela pensou por um segundo depois gritou. — Jason.

– Sim.

Ela foi até ele. Não consegui ouvir a conversa, só vi Jason assentindo e correndo para avisar os outros. Depois levantou vôo enquanto todos corriam para o Campo de Marte. Me juntei a eles e comecei a correr. Não vi nada, só senti a sombra do dragão em cima de mim.

Quando chegamos ao Campo de Marte, Festus já estava descendo. Ele pousou no Campo e dele saltou um pequeno Leo muito sujo e uma garota muito linda que eu já conhecia.

– E aí?

Ele abriu os braços. Todos corremos até ele. Piper sorriu mas ao invés de abraçá — lo, ela socou sua barriga.

– Ai. O que eu fiz?

– Nunca mais faça isso! — ela chorava enquanto abraçava ele.

– O que? Morrer? Ah não! É horrível.

Jason se aproximou e o abraçou.

– É sério cara, nunca mais faça isso com a gente!

– Jason, esses óculos te deixam muito emotivo.

Eu e Reyna abraçamos ele também. Matt e Amanda foram apresentados a ele.

– Este é Matt Willey, filho de Atena.

– É aí. — Matt estendeu a mão.

– Oi. — Leo apertou a mão dele — Sou Leo Valdez, filho de Hefesto.

– Esta é Amanda Levine, filha de Hades.

– Olá. — Amanda acenou para ele.

– Espera um pouco. Nico tem outra irmã?

– Sim! — ela respondeu animada.

– Cara, você tem irmãs muito bonitas. Talvez não tanto quanto, você sabe, Calipso, mas lindas.

Amanda corou. A garota deu uma cotovelada nele.

– Ah! Gente, essa é Calipso, minha namorada.

– Oi.

– Oi. — disse Reyna.

– Sua namorada é realmente muito linda... Leo! — disse Piper — Posso abraçá — la?

– É claro!

Piper se aproximou e abraçou Calipso.

– Olá Calipso. Tudo bem? — comecei.

– Oi Percy. Estou bem. — sorri.

– Como vocês vieram parar aqui? — perguntou Jason.

– Bom, primeiro eu morri, depois acordei sobre a ilha da Calipso. E, como vocês podem ver, a salvei. E como vocês sabem, a ilha de Ogígia é uma ilha fantasma. Então, estávamos voando sobre o mar, e de repente, estávamos voando sobre São Francisco. Mas Festus quebrou. Aí eu lembrei do seu acampamento. — ele apontou para Reyna — E paramos aqui.

De repente, uma sombra passou correndo por mim e Matt e abraçou Leo. Era Hazel. Frank a acompanhava.

– Ai meu Santo Júpiter. Você está vivo. — ela estava chorando. Ela se afastou e olhou para Calipso — Você conseguiu. Ela é tão bonita quanto eu imaginava.

Frank se aproximou e deu um abraço de urso em Leo.

– Estou feliz que esteja vivo!

– Também é bom te ver Frank.

Hazel se afastou e correu para abraçar Nico.

– Você não imagina o quanto senti sua falta!

Ela se afastou e abraçou todos. Inclusive Calipso. Quando se aproximou de Amanda, ela sussurrou para Nico.

– É ela?

Nico assentiu. Hazel a abraçou. Amanda parecia surpresa, mas logo a abraçou também.

– Olá. Sou Hazel Levesque. Sou filha de Plutão. Sua meia irmã.

Amanda sorriu.

– Nico me disse que você era bonita, mas não imaginei que fosse tanto assim. — disse Amanda. Hazel corou.

– Você também é muito bonita. Piper me disse que você era bonita.

– Deve ser mal de família. — disse Will Solace. Nico deu uma cotovelada nele. Hazel e Amanda sorriram.

Frank se aproximou também.

– Olá. Eu sou Frank Zhang, filho de Marte.

– Gente, acho melhor irmos para a Princípia. Para decidir os últimos detalhes da missão. Leo e Calipso, podem vi conosco.

A Princípia é uma cunha de dois andares, de mármore branco, com um pórtico sustentado por colunas, como um banco antigo. Guardas romanos estavam postados na entrada. Acima da porta, pendia um grande estandarte roxo com as letras douradas SPQR bordadas dentro de uma coroa de louros. Era o edifício mais impressionante na minha opinião.

Leo preferiu ir cuidar de Festus. Reyna forneceu suprimentos, como comida.

Estávamos prestes a sair, quando Jason me puxou de lado.

– Boa sorte. E, cuide da Piper por mim.

– É claro.

– Obrigado.

– Vamos Percy.

Nico abraçou Reyna e Hazel. Achei meio estranho ele estar abraçando a pessoas. Normalmente, Nico não gosta de ser tocado.

Amanda abraçou todos. Ela parecia feliz em ter uma nova irmã. Jason beijou Piper e se afastou. Entramos na minivan e partimos.

– E agora? Pra onde vamos? — perguntou Piper.

– Las Vegas. — respondeu Matt — Vamos encontrar a primeira pista!

Notas finais
Gostaram? Não esqueçam de colocar nos reviews, em qual capítulo vcs acham que a fic deve acabar!