The Daughter of Shadows
23 Relax!
Notas iniciais
Pov: Nico
– Eu não me lembrava que Las Vegas era tão bonita! — disse eu.
– Você já esteve aqui? — perguntou Matt.
– Não tenho lembranças muito boas daqui! — olhei para Percy. Ele me deu um meio sorriso.
Andamos mais um pouco e Piper disse:
– Pessoal será que a gente não pode arrumar um lugar decente pra dormir? Com camas de verdade?
– Também acho. — Will disse se espreguiçando. — Temos dinheiro o suficiente?
Todos olhamos para Amanda, que guardava todo o dinheiro que tínhamos (ou seja, não podíamos deixá — la ser assaltada ou ficamos todos pobres). Ela pegou a mochila e sacou de lá um bolinho de notas de cem.
– Querido, tenho dinheiro o suficiente para comprar a casa de praia de Apolo!
– Tudo bem então senhorita bilionária. — disse Will.
– Eu acho uma ótima idéia. — disse Percy. — Minhas costas agradecem.
– Também acho. — disse eu.
– Por mim tudo bem. — disse Matt.
– Ok então. Em que lugar vamos ficar?
– Pode ser ali? — Piper apontou para um prédio com no mínimo 20 andares de um azul escuro que ficava ainda mais bonito a luz da lua. O predio quase ocupava o quarteirão inteiro. A porta de vidro estava entreaberta. Entramos.
– Sejam gentis. — disse Will. — Precisamos causar uma boa impressão nos monstros.
– Como sabe que tem monstros? — perguntei.
– Um lugar tão grande sem monstros? Impossível.
– Boa noite. — disse Piper de uma maneira delicada.
A recepcionista tinha cabelos pretos presos em um coque, olhos verdes brilhantes e sorriso simpático.
– Boa noite senhorita. Posso ajudá-la?
– Sim, por favor.
Ela entregou a Piper um papel que mais parecia um cardápio. Piper entregou para Amanda. Nos juntamos em uma roda e Amanda nos contou todas as maravilhas que estava lendo.
– Suíte nupcial, suíte presidencial. Café da manhã, almoço e jantar são preparados pelo chef. E... olha só, banheira com hidromassagem. É perfeito.
Ela foi até a recepcionista sorrindo calorosamente tentando ganhar sua confiança.
– E então? Como vai ser? — ela perguntou simpaticamente.
– Queremos um quarto. Não... Dois.
– Tudo bem. Suíte comum?
– Sim. E banheira com hidromassagem, por favor!
– Claro. Você quer um quarto conectado ao outro?
– Sim.
– Quantos dias pretendem ficar?
Ela franziu a testa e se juntou a nós novamente.
– Quantos dias vamos ficar? — perguntou.
– Não podemos ficar muito. Temos que achar as portas logo. Quantos mais tempo demorarmos, mais Perséfone sofrerá nas mãos de Despina,
– E a minha mãe também.
– Exatamente. Dois dias está bom?
– Três. — disse Will.
– Ok. — ela foi até recepcionista de novo. — Desculpe. Três dias, por favor!
– Tudo bem. — ela entregou as chaves. — 19° andar. O quarto das meninas é o 512 e o dos meninos o 513. O café é servido às 8 horas. Se precisarem de alguma coisa avisem. Tenham uma boa estada.
Ela sorriu e pegou as chaves. Demoramos mais ou menos 1 minuto para subir até o 19° andar. Chegamos aos quartos e ficamos encarando as portas. Até Percy dizer:
– Sinceramente, acho que alguém deveria ficar junto com as meninas.
– O que? — todos disseram em uníssono.
– Vai que elas precisam de proteção, ou de alguma companhia. E acho que três em cada quatro ficaríamos mais acomodados.
– E também tem o fato de que um de nós vai desaparecer. Pode muito bem ser uma delas.
– Ei! — Amanda e Piper disseram em uníssono. (Panda: eu sei quem é e vocês não!) (Percy: o que você quer dizer com isso.) (Panda: não é da sua conta. Fica na sua.) (Percy: que rude!)
– Acho que devia ser o Nico.
– O que? Por que? — perguntei.
– Porque a Amanda é sua irmã.
– E daí? Percy tem que proteger a Piper ele deveria ir? — disse eu.
– Posso me proteger sozinha. E por que ninguém quer vir? Até parece que temos germes.
– É Nico. Vai ser legal. Você vai ver como nós somos mais legais que os meninos.
Bufei.
– Fazer o que?
– Nico, como o único integrante masculino do quarto 512. — disse Piper. — Você tem a honra de entrar primeiro.
– Oh, quanta honra! — disse sarcasticamente.
Abri a porta já destrancada e entrei no quarto. Era do tamanho de um aparamento, um pouco maior talvez. No quarto tinha três camas (por incrível que pareça) duas encostadas do lado direito e uma encostada do lado esquerdo. As paredes eram pintadas de uma cor creme combinando com o carpete. As cobertas eram azul claro e branco. Amanda correu e pulou na cama do lado direito que estava encostada perto de uma porta enorme feita de madeira e vidro que provavelmente era a varanda.
– Eu fico com essa.
Piper jogou sua mochila na outra. Fiquei com a cama do lado esquerdo. Perto da porta de entrada, tinha uma pequena mesa. Do lado direito um pouco abaixo da cama de Piper tinha duas portas. Piper abriu a que estava perto de sua cama. O closet.
– Isso não importa.
Abriu a outra porta e encontrou o banheiro.
– Acho que meu chalé inteiro cabe aqui dentro. — falei.
Perto da porta do banheiro, tinha uma mesa redonda com três cadeiras. Do lado esquerdo do quarto perto da minha cama, tinha outra porta. Amanda abriu a porta e deu de cara com Percy.
– Ahhhhh!!! — ela fechou a porta correndo. Depois abriu de novo.
– Olá! — disse Will.
– Oi! — ela disse. Piper entrou no quarto dos meninos.
– O quarto de vocês é menor.
Aquilo foi música para meus ouvidos. Enfiei a cabeça para dentro do quarto deles. Realmente era um pouco menor.
– Chupem essa manga seus otários! Hahaha! — fiz uma dancinha da vitoria. E recebi múltiplas línguas. No quarto dos meninos, as paredes eram pintadas de azul e os cobertores verdes.
Voltei para o nosso quarto. Abri a porta da varanda e sai lá fora, sob o céu estrelado, uma brisa fria invadindo meus pensamentos. De lá de cima eu conseguia ver praticamente a cidade inteira. Voltei para dentro. Entre as camas das meninas tinha uma pequena cômoda feita de madeira escura. Abrimos as gavetas e encontramos pijamas de flanela rosa e amarelo que provavelmente não caberiam em mim (e que é claro eu não ia colocar mesmo que coubessem). Fui até o quarto dos meninos pedir um pijama com o pensamento de pedir para trocarem as roupas de algumas gavetas.
– Vou tomar um banho. — disse Amanda.
Amanda entrou no banheiro e fechou a porta. 40 minutos depois ela saiu de lá vestindo uma calça de flanela azul e uma blusa branca um pouco folgada.
– Por que não está com a blusa do pijama? — perguntei.
– Parece que aquilo é mais um casaco. E essa blusa vai por baixo. Mas está muito calor pra colocar o casaco.
– Ok, então. Vou tomar banho. — falei.
– Vá mesmo. A água está uma delícia. Tem toalhas limpas na terceira gaveta, e depois que terminar de usar coloque no cesto. E não usem a banheira. Eu quero usar primeiro.
– E por que não usou?
– Por que estou com muito sono. Vou aproveitar para relaxar amanhã.
– Aff! Tudo bem então. Tô indo tomar banho.
– Não, eu vou. — disse Piper.
– Eu falei primeiro. — falei.
Agarrei meu pijama, entrei no banheiro e fechei a porta.
– Nico di Angelo. — Piper bateu na porta. — Abra já essa porta.
– Não dá. — disse tirando a calça.
– Por que?
Tirei a blusa, liguei o chuveiro e entrei enquanto Piper esmurrava a porta.
– Porque não.
Suspirei enquanto a água levava os acontecimentos dos últimos dias. Peguei uma embalagem que estava ali perto e tentei ler as letras minúsculas. Shampoo.
Coloquei um punhado na mão e esfreguei no cabelo. Depois lavei e fiz o mesmo com o condicionador. Depois passei sabonete e me lavei.
– Cara, deve fazer uns 3 dias que eu não tomo banho.
Desliguei o chuveiro e sai. Abri a terceira gaveta, como Amanda disse e encontrei uma porção de toalhas brancas e limpas. Peguei uma e me enxuguei. Depois coloquei meu pijama e sequei o cabelo. Abri a porta e sai. Piper e Amanda estavam sentadas na cama, conversando.
– Até que enfim. — disse Piper se levantando. — Achei que não sairia nunca.
– Quanto tempo eu fiquei lá? — perguntei a Amanda.
– 30 minutos mais ou menos.
– Nem foi tanto.
– Foi sim.
Piper pegou um pijama e entrou no banheiro. Ficamos observando ela fechar a porta.
Depois que ela fechou, Amanda virou a cabeça na minha direção tão rápido que achei que tinha deslocado o pescoço
– Está com fome?
– Estou. Por quê?
– Vamos fazer uma surpresa para Piper e os meninos.
Ela pegou o telefone de serviço e discou alguma coisa que estava escrita em um papel ao lado do telefone. Depois sentou — se no chão e ficou me encarando enquanto eu escutava o telefone, tu... tu... tu... Até que alguém atendeu.
– Boa noite. Posso ajudar?
– Boa noite. Eu gostaria de pedir o jantar.
– Desculpe por perguntar, mas... a senhorita não jantou no hotel às 20h?
– Ah... — Amanda franziu a testa. — Eu tive um compromisso às 18h e... Demorou um pouco. E eu estou morrendo de fome.
– Ah sim, desculpe. O que deseja?
– Gostaria de pedir uma pizza grande de atum e uma de marguerita.
– Tudo bem! Alguma coisa para beber?
– Refrigerante.
– Tudo bem! Sobremesa?
– Sorvete de chocolate. Só que estamos em 6 pessoas. Então vamos precisar de um pote bem grande.
– Vou fazer melhor que isso.
– Sério? Muito obrigada.
– Qual é o quarto?
– Quarto 512, 19° andar.
– Tá bom.
– Vai demorar muito?
– Não. 30 minutos no máximo.
– Ah! Muito obrigada mesmo.
– Não tem de que senhorita!
Tu... tu... tu....
– 30 minutos no máximo.
– O que? — perguntei. — Só isso?
– É. Você acha que eles não tem um monte de gente pra ajudar eles?
– Acho.
– Então pronto.
Ficamos sentados na cama conversando. 30 minutos depois alguém bateu na porta. Amanda correu para atender. Antes de abrir a porta, ela ajeitou o cabelo. Quando abriu a porta, deu de cara com um rapaz de cabelo preto e olhos verdes. Estava vestindo uma calça preta, uma blusa branca e um avental de garçom.
– Boa noite senhorita. Com licença.
Ele entrou no quarto empurrando um carrinho. Eu estava sentado na minha cama. Ele me viu e sorriu.
– É seu namorado? — ele perguntou para Amanda.
– Não, é meu irmão.
– Muito prazer. — ele apertou a minha mão.
– Poderia, por favor, não fazer barulho. Minha amiga está tomando banho e quero fazer uma surpresa pra quando ela sair.
– Tudo bem.
Cuidadosamente ele retirou as pizzas do carrinho e colocou sobre a mesa. Depois colocou dois refrigerantes, 6 copos e 6 potes de 395g de sorvete de chocolate diletto (http://www.hippo.com.br/uploads/Produto/83585/Default/original_3fdcb7d01c282257ec8e9cc5ae7524a1.jpeg).
– Uau! Parece delicioso.
– Vocês já comeram diletto? — ele perguntou educadamente.
– Não. — ela respondeu.
– Não. — respondi.
– É delicioso. Bom, espero que gostem da pizza. O chef preparou especialmente para vocês, com a receita especial só dele. Parece que a Nellie gostou de vocês. Então ela disse ao chef para caprichar na pizza de vocês.
Acho que Nellie era a recepcionista simpática.
– Bom apetite! Ele pegou o carrinho e foi até até a porta. Amanda foi junto. Ela lhe entregou uma nota de cinco dólares.
– Muitíssimo obrigada senhorita.
Ele pegou o carrinho e saiu. Amanda acenou e fechou a porta.
– Estava jogando charme para o garçom?
– Pelo contrário meu caro. Ele jogou charme para mim.
Dei uma risada muito alta. Então ouvimos a a fechadura da porta do banheiro. Amanda correu e pegou dois potes de sorvete. Ela abriu e me entregou um. Quando Piper abriu a porta, Amanda enfiou o sorvete na cara dela e disse:
– Buuu!
– Ahhh! O que é tudo isso? — ela olhou para as pizzas e sorvetes.
– Nosso jantar. Estou com fome. Não me diga que não está. — Piper pensou por um segundo e depois disse:
– Essa pizza é do que? — perguntou apontando para a pizza de marguerita
– Marguerita.
– Nós não vamos dividir?
– Sim vamos. — Amanda pegou uma pizza e e eu peguei a outra. Piper pegou o refrigerante.
Amanda encostou o dedo indicador no lábio e fez um suspense. Depois abriu a porta correndo e gritou.
– Buuu!
Vi Percy, Matt e Will pulando.
– Ahhh! O que está fazendo? — perguntou Percy.
– Sendo gentil e dividindo minha pizza.
Colocamos as pizzas na mesa e Amanda começou a cortar os pedaços. Comi dois pedaços de pizza de atum e um de marguerita e bebi quase 500ml de refrigerante.
– Estava uma delícia Amanda, obrigado! — disse Matt dando tapinhas na barriga estufada.
– Espera aí, tem mais. — ela correu até o nosso quarto e trouxe uma pilha de potes de sorvete de chocolate. Ela entregou um pra cada um, e uma colher.
– Uau! — disse Matt. — Pra que tudo isso?
– Ah querido. Acha que aqui é pouca bosta é?
Todos rimos. Terminamos de comer o sorvete e voltamos para o quarto, depois de agradecer a Amanda.
– Obrigado Amanda, estava delicioso. — disse Will.
– Obrigado Amanda.
– Não tem de quê! Boa noite! — Amanda sorriu e fechou a porta.
Ela espreguiçou e bocejou.
– Estou com sono. Vamos dormir.
– Ótima idéia. — eu disse.
– Esperem um pouco. — disse Piper. Ela estava no banheiro escovando os dentes.
Eu e Amanda bufamos e fomos até o banheiro. Piper nos entregou escovas descartáveis. Nos acotovelamos para escovar os dentes primeiro e fomos dormir. Deitei e puxei a coberta.
– Boa noite Nico, boa noite Pipes. — disse Amanda.
– Boa noite. — disse Piper virando pro lado e adormecendo.
– Boa noite. — eu disse.
Amanda apagou as luzes. Fechei os olhos e adormeci instantaneamente.
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