The Daughter of Shadows

14 Quebro o nariz de uma garota muito chata


Notas iniciais
Oiee. Preparem - se para uma surpresa. P.S : leiam as notas finais.

Pov: Amanda

Eu estava no meu chalé, arrumando a minha mochila. Alguns suprimentos, néctar, ambrósia, uma muda de roupas, alguns dracmas, dinheiro mortal e é claro, a minha espada. Eu posso não ser tão boa com espada, mas é melhor do que nada. Além disso, eu andei treinando com Percy, então eu melhorei muito desde a última derrota. Ganhei do Percy uma três vezes.

Estava quase acabando de arrumar a mochila, quando Nico apareceu.

– Oi Amanda.

– Oi.

– Tá tudo bem? — ele me olhou preocupado.

– Está sim. — Na verdade não estava. Eu não queria brigar com o Dan mas é que... a Drew fica jogando charme pra ele, e ela é tão linda. Mas o que tem de beleza tem de chatisse.

– Tá bom. Eu tenho uma coisa pra você. Bom, eu não. O papai.

– Como assim?

– Bom, isso aqui estava em cima da minha cama. Esta com o seu nome.

Ele me entregou uma caixa preta. Eu abri. Dentro continha um dos mais lindos modelos de arco e flecha que eu já tinha visto. O arco era preto, tinha uma curvatura perfeita. As flechas eram de ferro estígio, totalmente negras. No fundo da caixa, tinha um bilhete.

FAÇA BOM USO!

/H

– Caramba! — Nico parecia surpreso — Por que papai te daria um presente desses?

– Eu não sei. — estava tão surpresa quanto ele — Ele falou alguma coisa sobre um presente e...

– Como assim ele falou?- Nico me olhou espantado.

Contei a ele sobre o sonho que tive. Enquanto eu contava, ele parecia fazer anotações mentais, porque assentia e depois me olhava, me incentivando a continuar. A primeira coisa que ele disse quando terminei, foi:

– Hoje é o seu aniversário?

– É sim.

– E você nem pra me contar. — ele deu um soquinho no meu ombro.

– Ai. — eu ri — Achei que não fosse importante.

Ele segurou a minha cabeça e me olhou sério.

– Você tem certeza de que está se sentindo bem? — eu assenti confusa — Não parece. Como você pode achar que seu aniversário não é importante? Não é todo dia que se faz... Quantos anos você está fazendo?

Eu ri.

– 14!

– Então, não é todo dia que se faz 14 anos.

– Caramba di Angelo, você quase me matou de susto!

– Vem, vamos mostrar o seu "presente" para o Louis.

Fomos até a arena, certos de que Louis, meu professor de arco e flecha, estaria lá.

Entramos na arena e nos deparamos com uma cena um tanto nojenta. Louis pensava Drew na parede, beijando ela. Ela respondia com a mesma intensidade. Olhei para Nico, ele estava verde e parecia querer vomitar. Louis percebeu que a gente estava ali e interrompeu o beijo.

– Eu preferia não ter visto essa cena! — eu disse para Nico.

– É, eu também.

– Eca. Vamos dar o fora. — estávamos saindo da arena, quando Louis correu na nossa direção.

– Espera aí. O que foi?

– Hã... Nós só viemos mostrar o meu arco novo. Mas acho que devemos voltar outra hora. — ele parecia envergonhado.

– Não tudo bem. Arco novo?

– Sim, meu pai me deu, de presente de aniversário.

– Puxa, é seu aniversário?

– Sim.

Mostrei a ele meu arco, ele disse que aquele era um modelo raro, muito difícil de conseguir.

– Vamos testar.

Eu me posicionei em frente ao alvo. O arco era bem maleável, como eu já tinha praticado antes, acertei novamente o 10.

Nico e Louis aplaudiram. Drew revirou os olhos.

– Bem, nós já vamos. Temos muita coisa pra fazer antes da missão. — Nico me olhou. Confirmei.

– É isso aí. A gente se vê depois Louis. — Abracei — o — Obrigada por tudo.

– Não foi nada. — ele me abraçou. — Sempre que quiser umas aulas vou estar por aqui.

Drew me fuzilou com o olhar e veio rebolando na minha direção. Achei que ela fosse me bater, mas ela parou uns cinco metros atrás do Louis.

– Bem Nico, vamos? — coloquei o arco no ombro. — Acho que o Louis também tem muita coisa pra fazer.

Ele percebeu a indireta. Graças aos deuses, Louis parecia não ter entendido.

– Vamos. Até logo Louis.

Meio andamos, meio corremos em direção a qualquer outro lugar. Chegamos em uma árvore e paramos para recuperar o fôlego. Sentei e encostei na árvore. Nico se sentou do meu lado. Ficamos em silêncio por um minuto. Até Nico quebrar o silêncio.

– Amanda.

– Hum?

– Amanda.

– O que?

– Olhe pra mim. — virei a cabeça igual o exorcista, mas, tão rápido que achei que tinha quebrado o pescoço. Mas não demonstrei.

– Estou olhando. Satisfeito?

– Você acha que ele estão namorando?

– Acho que não. Acho que Drew está fazendo de propósito.

– Por que?

– Porque ela não gosta de mim.

– Isso eu já percebi.

Olhei para os campos de morango. Alguns filhos de Deméter cantavam para os morangos crescerem. Então identifiquei uma figura rosa se deslocar o rapidamente em nossa direção. Cutuquei Nico e ele se virou pra ver. A pessoa andava mais rápido do que seu salto 13 pode aguentar, por isso ela tropeçou e quase caiu. Eu e Nico começamos a gargalhar como hienas drogadas. Mas quando Drew pousou seus sapatos rosa ao nosso lado e deu uma "tossida basica", tivemos que parar. Olhei para ela.

– Pois não?

– É bem típico seu né? Atrapalhar tudo. Primeiro minha aula de arco e flecha, e depois isso. — ela apontou para a arena.

– Sinto muito, minha cara campista, mas a culpa não é minha se você sempre está no lugar errado, na hora errada. — Nico nao consguiu segurar o riso. Ela me lançou um olhar mortal e se agachou para olhar nos meus olhos.

– Estrague tudo, e vou tirar tudo que você ama. — ela olhou para o arco. Olhei no fundo dos seus olhos.

– Ah é? Disse que vai tomar meu arco? Eu acho que não ouvi direito. — bati nos ouvidos para tirar a água, que na verdade, não tinha. — Tente tomar meu arco sua vaca rosa.

Ela me olhou surpresa como se nunca imaginasse que eu diria uma coisa dessas. Virei — me para o di Angelo. E sussurrei: "Quando eu disser já você corre."

"Por que?"

"Apenas corra."

Ele assentiu. Como eu previ, Drew abriu a boca para me xingar. Fingi pegar o arco e colocar no ombro.

– Ora sua... — me virei para encarar lá e sem querer soquei aquele nariz arrebitado. Ela colocou a mão no nariz e choramingou. — Olha o que você fez?

– Ai meus deuses eu sinto muito. — disse o mais inocentemente possível. — Você está bem?

Ela acreditou na minha inocência.

– Não.

– Vem vou ajudá-la. — chutei a canela do di Angelo e ele correu para o chalé. Me levantei e ajudei Drew a se levantar também.

Levei — a para o chalé de Afrodite e entrei mesmo sem permissão. Só tinha um menino cochilando, e uma menina lendo muitas revistas de moda ao mesmo tempo. Se percebeu minha presença não se importou. Drew se jogou na cama. Procurei um kit de primeiros socorros nas coisas dela. Drew estava deitada apertando o nariz e gemendo de dor.

– Não aperte. Pode piorar. — ela parou de apertar.

Encontrei uma pequena maleta, toda decorada em tons de rosa, roxo e vermelho. Sentei na frente dela e ela se levantou. Estava sangrando bem pouquinho. Com ênfase em "bem". Peguei um lencinho e limpei bem.

– Está muito ruim?

– Não. Só está um pouco roxo.

Coloquei um pouco e esparadrapo e um band aid do Bob Esponja pra ficar bonitinho. Ela correu para o espelho e reclamou que seu nariz parecia uma batata.

– E então... — perguntei como quem não quer nada. — Você vai contar ao Quíron?

– Ah não! — ela balançou a mão, se esquecendo de que era EU que estava lá. — Ele vai dar uma bronca na pessoa e depois em mim. E eu não quero que a pessoa seja expulsa do acampamento.

Ela se virou e sorriu para mim. Sorri de volta. Fiquei sentada naquela cama macia enquanto ela tia várias roupas do guarda roupa e perguntava:

– Você acha que o Louis vai gostar?

Ela tirou um vestido vermelho cheio de babados.

– Não, acho muito extravagante.

– E esse?

Ela tirou um vestido verde com lacinhos.

– Não, muito... verde.

Depois do quinto vestido ela perguntou.

– Você gosta desse?

Era um vestido amarelo com um laço preto.

– Eu não gosto. — ela pareceu magoada. — Mas acho que o Louis vai gostar.

Ela abriu um sorriso.

– Que bom. — ela arrancou a roupa ali mesmo e colocou o vestido amarelo, agachou-se e pegou uma sandália branca que estava em baixo da cama. Ela calçou as sandalias e correu buscar uma escova e um lacinho e me entregou. Fiz uma coisa bem legal no cabelo dela. Não tenho certeza do que era, mas ficou bonito. Ela colocou brincos de pérola e passou maquiagem. E depois se virou.

– Como estou?

– Maravilhosa.

– Que bom!

– Bom, eu preciso ir. Tenho um monte de coisas pra fazer. — Na verdade estava preocupada com o di Angelo.

– Tudo bem. — ela me abraçou, me assustei e a abracei de volta. — Obrigada.

– Não foi nada. — ela me soltou e sorriu. Corri para fora do chalé de Afrodite em direção ao chalé de Hades.

Notas finais
Sim, eu peguei o "Faça bom uso" do Harry Potter. E então, gostaram? Comentem! Gosto do comentário de vocês. Logo posto o próximo.