The Daughter of Shadows
13 O melhor presente de todos
Notas iniciais
Pov: Amanda
Eu estava hiper, mega nervosa. Afinal, era a minha primeira missão. Meu primeiro café da manhã na mesa de Hades. Estava morrendo de fome. Comi torradas com nuttela e suco de laranja, o que ficou meio ruim, porque suco de laranja com nuttela não é uma combinação muito boa. Mas eu gostava.
Olhei para mesa de Hefesto. Não vi Dan. Imaginei que estivesse na enfermaria. Me senti culpada por ter acertado ele. Mas não foi culpa minha. Ele que me assustou.
Terminei de comer e fiquei andando pelo acampamento. Ainda faltavam 30 minutos para minha aula de arco e flecha. Eu estava muito ansiosa e não tinha nada pra fazer. Então resolvi conversar com alguém. Estava andando quando Annabeth veio correndo na minha direção.
– Olá Amanda. Como vai? — perguntou.
– Muito bem. E você?
– Estou bem. Matt pediu pra chamar todo mundo no anfiteatro para uma reunião.
– Tudo bem. Eu já vou.
Annabeth sorriu e voltou para o anfiteatro. Eu não estava a fim de ir sozinha, e parecia que todos já estavam lá. Então fui até o chalé de Hermes e encontrei Sara sentada perto de um beliche lendo A Culpa é das Estrelas.
– Hey Sara.
– Amanda, o que está fazendo aqui?
– Matt convocou uma reunião. Queria saber se você quer vir comigo.
– Eu? Mas eu nem faço parte da missão.
– Não tem problema. Você é minha amiga e eu quero que venha comigo.
– Tudo bem.
Ela colocou o livro em uma prateleira e se juntou a mim. Caminhamos silenciosamente até o anfiteatro. Chegamos lá e encontramos um aglomerado de pessoas em torno de Matt, que estava sentado digitando rapidamente em um notebook. Consegui identificar Percy, Annabeth, Nico, Will, Quíron, Rachel e... Drew. Ela se virou e rebolou até onde estávamos. Analisou Sara de cima a baixo, e depois me olhou com nojo.
– O que ela está fazendo aqui? — ela apontou para Sara com desprezo. Sara deu um passo a frente.
– Eu que pergunto. O que VOCÊ está fazendo aqui? — Drew jogou os cabelos sedosos para trás e olhou para o grupo.
– Eu vim ajudar o Matt. Acontece que você nem faz parte da missão, aliás nem deveria estar aqui e...
– Ela é minha convidada. Por quê? Algum problema? — perguntei. Ela fez uma cara de nojo pior do que a outra.
– Nenhum. — ela abriu a boca para falar alguma coisa, mas eu a interrompi. Nesse momento todos já tinham se virado para ver a treta.
– Não pode dizer nada sobre ela. Você também não faz parte da missão. — ela me fuzilou com o olhar, virou-se para Matt, beijou a mão e soprou.
– Te vejo depois. — então ela saiu rebolando com seu salto 13. Matt revirou os olhos. Mostrei a língua para ela depois que ela se foi e me virei. Todos me olharam boquiabertos.
– O que foi? — perguntei. Eles voltaram a olhar o notebook.
– Bem... Eu e Annabeth estávamos pensando sobre a missão. — ele se virou e sorriu para Sara. — Olá. Amanda, como nossa líder você tem que opinar. — ele se virou e deu tapinhas na cadeira do seu lado. Sentei — me e olhei para o notebook. Tinha um desenho de 1 porta e 5 pontos. Um preto, um amarelo, um cinza, um azul, um rosa e um prateado. Estava observando de cima. Em cima da mesa continha um mapa.
– O que é isso? — apontei para o mapa.
– Ah sim, isso apareceu na caixa de correio da casa grande. Tinha um bilhete. — ele me mostrou o bilhete.
Deméter / Hades
Para Acampamento Meio Sangue
Atrás estava escrito:
Memórias
Amanda
Isso me deixou nervosa. Matt tirou os óculos e coçou os olhos.
– Esse mapa mostra aonde estão as portas ou portais, não sabemos direito. Quando você encontra uma, ela te mostra a outra. Ela nunca mostra duas ao mesmo tempo. Nós achamos que Hades e Deméter sabem aonde Perséfone e sua mãe estão. Mas como sabem, deuses não podem intervir. Hades está nos usando pra resgatar sua linda e adorável mulher e Deméter quer que a gente leve sua filha para casa o que me deixa com raiva. — ele recolocou os óculos e continuou falando. — Na verdade só estou indo por causa de sua mãe, se não nem iria. É claro que vamos resgatar Perséfone, mas essa não é minha prioridade.
– Achamos que em cada porta tem uma memória sua. E lá nos vamos encontrar as pistas. Por exemplo, faz de conta que estamos em um café, você e sua mãe estão sentadas em uma mesa, e a pista pode ser um pedaço de papel debaixo da xícara. — disse Annabeth.
– A pista pode ser uma mensagem, uma pichaçāo, um pedaço de papel, um jornal. Qualquer coisa. — disse Nico. Sorri para ele. Ele sorriu de volta.
– Cara. Qual. É. O seu. Probleminha? — Sara perguntou.
– Como disse? — Matt olhou para ela por cima dos óculos.
– Que tipo de pessoa tira 1 milhão de conclusões com um bilhete de duas palavras? Só pode ter bola de cristal.
Matt olhou para o céu, como se pedisse paciência. Então começou a filosofar. Não prestei muita atenção.
– ... e isso vai nos levar até a pista. E você conclui que? — ela pensou por um minuto, depois respondeu:
– Que você tem problema?
Ele revirou os olhos.
– Não. Isso significa que as pistas estarão em qualquer lugar.
– Na boa, não quero parecer burra, mas, eu ainda não entendi.
– Gente. — olhei para o relógio. — Será que vocês podiam me dar licença. Tenho aula de arco e flecha agora mesmo.
Annabeth sorriu.
– Mas é claro. Acho que vou com você.
– Obrigada.
Saímos do anfiteatro enquanto Matt e Sara discutiam sobre filosofia, pistas e Isaac Newton. Caminhamos até a arena. Lá estava o filho de Apolo, ele praticava tiro ao alvo. Quando nos viu, ele sorriu e começou a guardar as flechas.
– Olá, eu sou Louis. Pronta para começar?
– Sim. Estou ansiosa.
Drew se materializou ao meu lado.
– Olá. Estou pronta para começar.
Olhei para ela.
– Garota, quer me matar de susto.
– Quem me dera. Cadê o Will?
– Will não dá aula de arco e flecha. — Louis parecia confuso.
– Mas ele disse pra mim que me daria aulas. — ela bateu o pé no chão como uma criança mimada — Me recuso a fazer aulas com você.
– Sem problemas. Vamos Amanda.
Drew revirou os olhos e falou delicadamente:
– Esqueça. Vamos começar.
– Mas é claro que sim. — pude sentir o poder do charme em cima do pobre garoto.
Louis nos deixou escolher o arco que nos deixava confortável. Drew escolheu o arco mais chamativo. Escolhi um bem simples, pintado de azul. Louis nos ensinou tudo. No final da aula, ele decidiu fazer uma brincadeira. Quem acertasse o centro do alvo primeiro ganhava. É óbvio que Drew transformou aquilo em uma competição. Logo, começou a juntar gente para ver. Antes de começar, a arena já estava lotada de campistas.
Drew foi a primeira. Ela rebolou até uma aljava cheia de flechas. Obviamente ela acertou a flecha uns 5 metros a esquerda do alvo. Ela tinha passado toda a aula jogando charme para o nosso professor e eu segurei a vontade de socar aquele nariz arrebitado dela.
Ela decidiu tirar os sapatos. Mesmo assim, ela acertou a 3 metros acima do alvo. Chegou a minha vez. Peguei uma flecha e mirei bem no centro. Drew começou a dar gritinhos feito uma lunática, dizendo como meus sapatos eram horríveis. Eu infelizmente acertei a faixa 7.
Foi a vez dela de novo. Ela conseguiu surpreendentemente acertar o 8. Will Solace gritou para ela:
– Mire mais no meio e relaxe os ombros.
Foi a minha vez. Mirei bem no meio. Drew me atrapalhou de novo, e eu acertei o 9. Peguei outro flecha. Relaxei os ombros e mirei bem no meio do alvo. Dessa vez eu acertei o 10. Todos comemoraram, menos Drew, que me olhava furiosa e jogava charme para Louis.
– É disso que eu tô falando! — Will apontou para Nico — Vai Amanda!
Todos vieram me parabenizar, até Louis. Ele disse que eu sou excelente. Quando eu estava saindo da arena, Dan se aproximou de mim.
– Você foi perfeita! — senti meu rosto corar.
– Não é pra tanto.
– Bem eu queria te dar uma cois... – nesse momento Drew chata Tanaka fingiu que tropeçou em uma pedra e se jogou em cima do Dan.
– Ai, acho que torci o tornozelo. Você pode me ajudar a chegar ao meu chalé? – Eu odiava aquela garota. Dan, sendo legal do jeito que ele é, concordou. Ele disse para ela que se apoiasse nele. Ela segurou o braço dele, e se jogou no chão.
– Nao consigo andar. — Dan carregou ela até o chalé de Afrodite — Puxa, como você é forte. — ela falou, jogando charme. Aquele foi o meu limite. Sai pisando duro até o me chalé. Dan praticamente jogou ela no chão e correu na minha direção. Antes que eu pudesse abrir a porta do meu chalé, ele segurou o meu braço.
– Espera! Preciso falar com você.
– Comigo? Puxa, achei que você estivesse ocupado com a Drew. — eu estava muito irritada.
– Acho que a Drew está bem.
– Ah, então porque não vai conferir. Eu preciso arrumar as minhas coisas para a missão. — eu gritei. Me esquivei dele, mas, ele era filho de Hefesto. Filhos de Hefesto são muito fortes. Ele segurou o meu braço com mais força — Pode por favor me soltar? O meu braço está doendo.
Ele me soltou.
– Agradeço a gentileza. — disse eu sarcasticamente, entrando no meu chalé. Ele veio atrás de mim.
– Antes você vai me ouvir.
Cruzei os braços na frente do peito.
– Estou ouvindo.
– Eu sei que não é muito, mas você me disse que hoje era seu aniversário, então eu queria te dar isso. — ele me entregou uma espada de bronze celestial. Era simplesmente linda. O cabo era totalmente preto fosco. A lâmina de quase 80 centímetros brilhava, como a espada de Percy. A bainha era preta, entalhada com desenhos de heróis famosos. Fiquei sem palavras.
– Eu fiquei a manhã inteira trabalhando nela. Não ficou tão boa, mas acho que dá pro gasto.
– Tá brincando. Ela é simplesmente perfeita. Muito obrigada. — Abracei ele por impulso, e nós caímos em cima de um beliche. Nós rimos. Eu olhei para ele. Foi um erro. Me perdi nos meus pensamentos. Só me dei conta do que estava acontecendo quando ouvi passos perto da porta. Me levantei depressa. Ele se levantou logo depois.
– Desculpe. — disse eu corando.
– Não. Eu que peço desculpas.
Nesse momento, Drew abriu a porta.
– Dan, Jake Mason pediu para eu vir te chamar.
– Ah claro. Estou indo. Hã, tchau Amanda.
– Tchau, e obrigada pela espada.
Ele saiu do chalé. Drew me fuzilou com o olhar e saiu.
Deitei na minha cama e coloquei a espada ao meu lado. Aquele tinha sido, sem dúvida, o melhor presente de aniversário que eu poderia ganhar.
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