The Daughter of Shadows
19 Damanda
Notas iniciais
Pov : Amanda
O bunker 9 era realmente incrível. Eu não entendo muito dessas coisas, mas Dan me mostrou projetos muito bons em que ele e seus irmãos estavam trabalhando.
– O que é isso tudo? — perguntei apontando para uma cesta cheia de coisas brilhantes. Estava dividida em categorias.
– Bronze celestial, ferro estígio, ouro imperial e deve ter um pouco de aço mortal.
– Onde vocês conseguem tudo isso?
– Na verdade a maioria eu não sei. Bronze celestial vem lá do Olimpo, e eu ouvi dizer que tem ouro imperial no acampamento romano. E tem ferro estígio no submundo.
– E esse aqui? — apontei para o aço.
– Não sei. Acho que tem no mundo mortal.
– Legal.
Fiquei mais um tempo passeando pelo bunker e observando os desenhos. Vi um relógio vermelho na parede. Ainda tinha 10 minutos. Até que resolvi perguntar uma coisa que estava me enchendo a paciência.
– Você não está bravo comigo?
– Por que eu estaria? — ele perguntou.
– Porque eu enxotei você do meu chalé.
– Ah! — ele fez uma pausa. — Não. Acho que naquele momento você estava triste e eu fui te encher o saco. Então a culpa é minha. Sinto muito.
– Tá tudo bem. De qualquer forma, sinto muito também.
Me virei para ele e sorri. Ele me abraçou. Me afastei um pouco para olhar nos olhos dele. Fechei os olhos e pensei. "Eu sei que naquele momento eu estava brava e o Dan era a última pessoa que eu queria ver, então porque eu gostei da visita dele?". Então meus pensamentos foram interrompidos por um beijo.
QUE ISSO??? Quanta ousadia. E o pior foi que eu gostei. Duas palavras: quente e doce.
Então, depois do que pareceu uma eternidade, ele se afastou. Esperei que não estivesse tão vermelha como imaginei estar, mas é claro que eu estava!
– Ai meu Santo Hefesto, me desculpe! Eu não queria...
– Não, tudo bem! A culpa também foi minha.
Olhei no relógio e meu rosto ficou branco como papel. Eu tinha 2 minutos para estar na casa grande.
– Eu... Eu... Tenho que ir. Até mais, eu acho! — sorri e sai correndo. Quando cheguei na porta, olhei de relance para Dan. Ele estava encarando o chão.
– Tchau! — ele sussurrou alto o bastante para mim ouvir.
Corri tão rápido, que alguns galhos arranharam meu rosto. Cheguei na casa grande e encontrei todo mundo lá! Inclusive Mari e Sara.
– O que aconteceu com o seu rosto? — Sara perguntou tocando de leve em um arranhão mais grave.
– Nada. Eu só... Corri rápido demais. Os galhos acabaram me arranhando.
– Tem certeza?
Assenti. Ela me olhou desconfiada e foi pegar meu arco. Coloquei a mochila nas costas e peguei meu arco. Sara insistiu para que eu colocasse um band aid nos arranhões mais feios o que, por sorte, não eram muitos.
Coloquei o arco no ombro e fui me despedir. Mari me abraçou de um jeito meio forte demais, como se eu não fosse voltar nunca mais.
– Tome cuidado tá? E volte logo. Vai dar tudo certo. — essas palavras me fizeram ficar mais calma, por isso, achei que ela estava usando o charme.
Ela se afastou com lágrimas nos olhos e sorriu. Depois saiu para chorar mais um pouco. Sara se aproximou. Ela percebeu a preocupação nos meus olhos e me abraçou.
– Calma amiga. Vai dar tudo certo. Eu sei que vai.
– Obrigada! Eu amo você sabia? Sempre consegue fazer com que eu fique mais calma. Obrigada por tudo.
Me afastei dela e olhei em volta. Percy abraçava Annabeth. Will e Nico estavam sentados no sofá, conversando. Matt falava com Quíron. Decidi me juntar a Nico e Will. Estava quase chegando ao sofá, quando Annabeth me parou.
– Hey Amanda! Como se sente?
– Considerando que essa é a minha primeira primeira missão e sou eu quem vai liderar, morrendo de medo.
Ele riu e me abraçou.
– Algum último conselho?
Ela se afastou e me olhou nos olhos.
– Só tente não morrer. E... — ela olhou para o outro lado.- Tente ficar de olho no Percy por mim.
– Pode deixar.
Ela sorriu e se afastou. Então alguém tocou no meu ombro.
– Amiga. Por favor me segura pra mim não dar na cara dessa bitch!
Olhei em volta para ver do que ela estava falando. Então vi o que era. Drew estava quase agarrando Matt. Ele tentava desviar dela, mas ela sempre o impedia.
– Calma. Olha pra mim. Inspira... Expira. Devagar. — ela inspirou e soltou todo o ar muito rápido. Bufei. — Olha aqui Sara. Desse jeito você vai parecer desesperada demais.
– Tem razão amiga! — ela respirou fundo. — Já volto.
Ela saiu e foi conversar com a Mari. Então, adivinha quem veio na minha direção? Matt.
– Você viu a Sara? — ele perguntou olhando em volta tentando encontrá — la.
– Está ali. — apontei para uma parede com um leopardo entalhado que se mexia. Acho que o nome dele é Seymour.
Ele foi até lá. Mari se afastou e veio até mim praticamente correndo. Eles estavam sussurrando, mas eu e Mari conseguíamos ouvir, além de sermos as únicas pessoas próximas. Eles conversaram alguma coisa do tipo:
Matt: "Oi."
Sara: "Oi."
Matt: "Você é amiga da Amanda né?"
Sara: "Sim."
Matt: "Deve estar preocupada com ela."
Sara: "Estou."
Matt: "Se quiser eu cuido dela pra você."
Sara: " Faria isso por mim?"
Mas então, Quíron me chamou e eu não consegui ouvir o resto da conversa. Pensei "Que coisa feia Amanda, xeretando a conversa alheia".
– Vocês estão prontos?
Todos assentimos.
– Que bom. Vou acompanhar vocês até a Colina Meio-Sangue.
Saímos da casa grande e fomos todos até a nossa carona. Quando estava quase chegando, alguém correu até mim. Era Nico.
– O que foi di Angelo?
– Como você está?
– Bem... nervosa. — ele riu.
– Eu também. Mas vai ser fácil.
– Pra quem foi até o tártaro e voltou... É fácil falar.
– Como você...?
– Sou sua irmã Nico. É claro que eu sei.
Ele sorriu e depois caminhamos em silêncio. Depois que chegamos no carro, uma dúvida tomou conta de mim. Acho que não fui a única.
– Quem vai dirigir? — Will perguntou.
– Não sei. Quantos anos você tem?
– 16.
– Droga. E você Percy?
– 17. Mas eu não sei dirigir. Eu aprendi a matar monstros.
– Matt?
– 15. Não olhe pra mim.
– Você sabe dirigir? — Will perguntou.
– Só tenho 14 anos e...
– Já sei. — Nico me interrompeu.
– Não me diga que sabe dirigir. — Percy o olhou confuso.
– Não, não sei. Mas eu sei de alguém que sabe.
Ele se abaixou e colocou as mãos no chão.
– Jules Albert. Vamos dar uma voltinha?
Um pequeno terremoto percorreu o chão. Um buraco se abriu e um zumbi saiu de lá com roupas de chofer.
– Como sou burro. Nem passou pela minha cabeça. — Percy reclamou baixinho.
– Amanda, Matt conheçam Jules Albert.
– Olá Jules Albert. — apertei a mão dele. Ele soltou alguns resmungos.
– Ele disse que você está maior e mais bonita do que ele se lembrava. Acho que ele te conhece.
– O que?
– Você entende o que ele fala? — Matt perguntou espantado.
– Na verdade, não. Mas posso sentir suas emoções.
– Olá Jules Albert. Será que pode nos dar uma carona?
Jules Albert resmungou.
– Ele disse oi, e disse que... — eu disse franzindo a testa. — Será um prazer nos levar. Agora... Entrem no carro.
– Uau.
– Eu vou na frente. — Percy e Will disseram ao mesmo tempo.
– Consegue sentir as emoções dele também? — Matt perguntou arregalando os olhos. Enquanto isso os outros entravam na minivan.
– Hum, não. Mas consigo ler boa parte dos pensamentos dele. E ele está te mandando entrar no carro agora se não você fica.
– Ok. Já estou indo.
Depois que todos já estávamos acomodados na minivan, Quíron veio até a janela.
– Pegaram o mapa?
– Sim.
– Lanternas?
– Confere.
– Dracmas?
– Aqui.
– Dinheiro mortal?
– Bem aqui. — mostrei a ele 160 dólares.
– Armas.
– Tudo aqui. Obrigada.
Jules Albert ligou o motor.
– Vão meus semideuses e que deuses estejam com vocês.
Acenei pela janela e coloquei a cabeça pra dentro.
Depois de alguns minutos em silencio, Jules Albert soltou uns resmungos. Nico respondeu.
– Bem Jules, parece que a rainha suprema das flores desapareceu e a mãe da Amanda também. Precisamos que você nos deixe... — ele olhou para Matt que checava o mapa.
– São Francisco!
Jules Albert resmungou alto.
– Ele disse : " São Francisco? Por que tão longe?" — Nico traduziu, tão alto quanto os resmungos.
– Vamos buscar Piper Mclean!
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