The Daughter of Shadows

20 Tomamos café com garçonetes muito chatas


Notas iniciais
Olá! Desculpa por não ter postado ontem! É que eu tava sem net. Deixem nos reviews quais fics vcs acompanham pra mim dar uma olhada. Meu estoque de fics tá escasso. Voltando a história. Espero que gostem, porque eu fiquei até tarde escrevendo.

Pov: Matt

– Que horas são? — perguntou Will.

– Quase quatro da manhã.

– Quanto tempo de viagem?

– Aproximadamente dezenove horas.

– Sério?

– Sim. Você pode não acreditar, mas é verdade. E eu só dormi seis horas.

– Significa que estou acordado há seis horas?

– Ah!, o que você tá reclamando? Estou acordado há nove horas.

Estávamos dormindo em turnos. Agora era vez do Percy, da Amy e do Nico. Enquanto isso, eu e Will ficávamos acordados.

– Quem é depois?

– Percy e Nico.

– E então eu vou, finalmente, poder dormir.

Fomos interrompidos pelos resmungos de Jules Albert.

– É melhor acordarmos o Nico.

– Ok.

Fiquei em pé no banco e me virei para trás. Cutuquei o filho de Hades que estava adormecido. Ele acordou e me olhou com olhos carregados de sono.

– O que foi?

– Jules Albert está chamando.

Jules Albert resmungou de novo.

– Sim... Entendo. Amanda acorda.

Amanda, que estava do lado dele, se virou para o outro lado e resmungou.

– Me deixa dormir.

– Amanda levanta essa bunda magra do banco.

Ela se levantou, esfregou os olhos e olhou para Nico.

– O que foi?

– Jules Albert disse que temos que parar pra abastecer.

– Tudo bem.

– Podemos comer? Estou com fome. — disse Will fazendo uma cara de gatinho do Shrek.

– É claro que podemos.

– Obrigado Amanda, você é demais. — ele disse se virando para acordar Percy. — Ei cara, acorde. Nós vamos comer.

Amanda sorriu e se virou para Nico de novo.

– Onde vamos parar?

– Não sei.

– Matt?

– Estamos no meio da estrada. — peguei meu mapa e comecei a procurar. — Espera um pouco.

Pude ver por cima do ombro, Percy acordando, Nico e Amanda se entreolhando e Will me observando. Provavelmente se perguntando se eu já havia encontrado comida.

– Achei!

– O que?

– Tem um posto de gasolina a 75 quilômetros daqui em Omaha, Nebraska. E tem um café.

– É muito longe. Jules Albert será que aguentamos?

Jules Albert resmungou. Pelo jeito Amanda não tinha entendido, por que olhou para Nico em busca de uma tradução.

– Ele disse que talvez sim, principalmente porque... — Nico arregalou os olhos. — O tanque acabou de se encher sozinho.

– O que? — perguntamos eu, Amanda e Percy em uníssono.

– Até a metade.

Todos olhamos para Will.

– Pai! — ele exclamou surpreso. — Não olhem pra mim.

– Ok. Quem dorme agora? — perguntou Amanda.

– Eu! — Will levantou a mão correndo.

– Eu também. — disse. — Não consigo manter os olhos abertos.

– Tudo bem. Eu vou voltar a dormir então. Me acordem em caso de novidades. — ela se aninhou em um dos cobertores que achamos no porta malas e adormeceu.

– Ela fica tão fofa quando está dormindo. — Nico disse.

– Você acha mesmo? — perguntei.

– Eu ouvi isso Matt. — ela disse.

– Ah, desculpe. Srta. Super fofa. Hahaha!

– Ha. Ha. Ha. Muito engraçado. Agora durma. — ela me entregou um cobertor. — E me deixa dormir que o próximo turno e meu.

Peguei o cobertor e deitei no último banco. Will trocou de lugar com Nico, pegou um cobertor e se acomodou do lado da Amanda.

Tirei os óculos e mal deitei, já peguei no sono.

***

– Ei cara, acorde. — acordei com um Will me sacudindo ansioso.

– O que?

– Chegamos. Chegamos no posto.

Coloquei meus óculos e olhei pela janela. Estávamos parados em um posto de gasolina, Percy, Nico e Amanda estavam fora da van e se dirigiam a um café. Jules Albert estava calibrando os pneus. O frentista parecia não perceber que ele era um zumbi, graças a Névoa.

– Anda logo. Vamos tomar o café da manhã.

Ele pulou da van e correu na direção do café. Desci da van e caminhei lentamente até a mesa em que eles estavam sentados.

Percy estava conversando com Amanda enquanto comia mini — pizzas de calabresa. Amanda estava comendo um enorme pedaço de torta de frango e suco de maçã. Will estava concentrado em seu cheeseburguer duplo com bacon com direito a batata frita e refrigerante. Nico estava comendo um cachorro quente e refrigerante. Pude ouvir ele perguntar para Will: "Por que tanto bacon?" e ele responder "Porque bacon é vida!". Sentei — me na mesa e pedi um pão de queijo e uma xícara de café.

– Bom dia, flor do dia. — Percy provocou.

– Não enche.

– Nossa, dormiu mal.

Não respondi. Terminamos de comer rapidamente. Todos concordaram em pedir sobremesa. Will chamou a garçonete e disse:

– Dois milk shakes, um pedaço de bolo de chocolate e três cupcakes de baunilha. O que vocês vão querer? — todos olhamos para ele espantados. Fizemos nosso pedido.

– Tudo bem! — a mulher suspirou e colocou a nota na mesa. Ela parecia exausta. Era até bonita. Devia ter mais ou menos 16 anos, o cabelo comprido era castanho e estava preso em um rabo de cavalo mal feito, Ela usava uma saia muito curta bege, sapatilha tipo crocs e um avental por cima da blusa rosa. Minutos depois, ela voltou com as sacolas de doces. No final, acabamos levando brownies azuis para Percy (Annabeth tinha falado que Percy gostava de comida azul), donuts de nutella para Nico, panquecas doces para Amanda (http://www.clmais.com.br/public/gourmet/0457.jpg) e waffles com sorvete para mim, e milk shakes para todos, fora as coisas do Will.

Nos encaminhamos até o balcão. Uma outra garota, afro-americana, operava o caixa. O cabelo era enroscado, como cobrinhas, ela usava um vestido vermelho simples. Paramos na frente dela. Ela olhou para nós, entreguei a nota para ela.

– Tenho a impressão de que já vi essa garota em algum lugar! — Percy murmurou para Will. Ela examinou o papel por um longo tempo, depois nos encarou sorrindo.

– Deu 172 dólares.

Ouvi murmúrios entre Percy e Will.

– Nós temos tudo isso?

Amanda, mais rápida do que eles, sacou duas notas de 100 dólares e entregou para a mulher. Ela a olhou surpresa. Amanda a olhou com ar triunfante, pegou o troco e as sacolas e saiu. Antes que ela pudesse chegar até a porta, a mulher barrou ela.

– Algum problema senhora?

– Receio que não poderá sair.

– Por que?

– Não podem ir antes do jantar.

– Mas já comemos.

– Não está me entendendo direito. Não podem ir antes do MEU jantar.

A mulher começou a ficar diferente. O cabelo crespo tornou — se chamas bruxeleantes, os olhos completamente vermelhos, os dentes cresceram até virarem presas. O mais assustador, eram as pernas. Uma era marrom e peluda, como um casco de bode, a outra parecia humana, mas era feita de bronze.

Olhei para trás, a garçonete também estava mudando, os olhos azuis ficaram vermelhos, a pele branca como giz, as presas cresceram. Ela caminhou até nós com as suas pernas esquisitas.

– Kelli! — Percy realmente a conhecia.

– Olá filho de Poseidon. Sentiu saudades?

– Uma empousa! — por sorte, eu reconheceria uma empousa em qualquer lugar, mesmo que nunca tenha visto uma. Estudei elas no acampamento.

Percy sacou Contracorrente, Nico sacou sua espada também. Amanda pegou o grampo de cabelo e apertou a pequena pedra vermelha na ponta. O grampo se transformou em uma reluzente espada de ferro estígio, muito parecida com a do irmão. Saquei minha espada de bronze celestial. Will pegou a espada dele, mas estava confuso. Parecia que ia fazer um comentário.

– Não fale das pernas! — disse disse a garçonete. — Não é legal.

Ela estava se aproximando de Will Solace. Se aproximando até demais.

– Vamos fazer um passeio. — ela disse. Ele parecia muito confuso. Parecia não saber se golpeava a empousa ou saia para passear de mãos dadas com ela. Meus pensamentos foram interrompidos por Nico. Ele se colocou entre a empousa e Will e apontou a espada para ela.

– Fique longe dele.

– Protegendo seu namoradinho, filho de Hades?

Nico corou como uma pimenta e baixou a espada. Nesse momento, a empousa empurrou ele, que caiu a alguns metros, nos pés de Amanda. Ela se abaixou para verificar se ele estava bem. Parecia bem. Todos nos aproximamos da empousa. Ela olhou para Kelli em busca de confirmação.

– Vá em frente, Lindsey.

A empousa aproximou mais de Will. A muito corajosa Amanda se aproximou dela e colocou a espada na garganta dela.

– Você não ouviu? Fique longe dele!

A empousa hesitou diante da lâmina e olhou para Kelli. Em um momento de distração, a empousa segurou a espada de Amanda e jogou para cima. Percy apanhou a espada dela e entregou para Nico. Kelli saltou por cima dela, a mão se transformou em garra, ela girou Amanda, as unhas segurando-a com firmeza pelo pescoço.

– Ninguém se mexe, ou todos morrem, começando pela garota.

Todos ficaram paralisado. Nico estava atrás da empousa, então ela não o percebeu. Ele me lançou um olhar como se dissesse: " Prepare-se!". Ele se aproximou de fininho e golpeou a perna de burro de Kelli. Ela rosnou, soltou Amanda e se virou para encarar Nico, as presas à mostra.

– Matt, agora! — ele gritou.

Rápido como um raio, corri até Lindsey e desferi um golpe com minha espada que atravessou seu avental de garçonete. Com um grito doloroso, ela se esvaiu em pó de monstro.

– Você matou minha estagiária. Vai aprender a nunca mais matar minhas estagiárias Percy Jackson. Diga adeus à sua amiguinha.

Ela fincou as garras no braço de Amanda e depois explodiu em chamas. Amanda não parecia muito mal. Mas segundos depois, ela caiu de joelhos. Nico e Will correram até ela. Will examinou o braço dela.

– Felizmente não tem veneno, mas foi um corte bem profundo. Acho que um pouco de néctar e uma pomada que tenho na minha mochila podem aliviar a dor.

Ele correu até a van e voltou com a mochila nas costas. Enquanto ele passava a pomada nas marcas de garra, Amanda gemia.

– Desculpe.

Ele enfaixou o braço dela e Nico a entregou um cantil com um pouco de néctar.

– Está se sentindo melhor?

– Sim, obrigada.

– Bem, vamos. Precisamos chegar ao Acampamento Júpiter. Ainda temos um dia de viagem. — eu disse. Percy se levantou e foi até a cozinha.

– Por sorte, eles têm comida pronta. Peguei alguns sanduíches.

Caminhamos até a minivan. Nico acomodou Amanda no banco de trás para ela tirar um cochilo e se sentou ao lado dela. Will e Percy sentaram no banco a frente deles. Eu sentei no banco da frente, ao lado de Jules Albert, que esperava por nós.

Caímos na estrada, rumo ao Acampamento Júpiter enquanto eu, Amanda e Will caímos no sono.

Notas finais
Quem concorda com o Will de que bacon is life? E então? O que acharam? Deixem reviews dizendo o que vocês acham que vai acontecer!