Notas iniciais
Pudim: Olá meus amores! Tudo bem? Panda: E aí gente! Pudim: Eu sou a Isabelle, irmã da Panda. Não vai mudar nada na fic pq eu já escrevia junto com ela, na mesma conta. Mas aí decidimos criar uma conta pra cada uma, e aqui estou! A gente ia postar sexta, mas esquecemos. Panda: Nós estávamos pensando. Até agora nós não recebemos nenhuma crítica (não que eu não esteja feliz). Pudim: Queríamos que nesse capítulo vocês fossem sinceros e dissessem o que vocês não estão gostando pra podermos melhorar! Panda: E vamos ao capítulo!

Pov: Matt

Denver era uma cidade realmente grande. Era domingo, por isso as ruas estavam quase vazias. As ciclovias estavam lotadas de ciclistas. O ar estava agradável e fazia calor.

– Por onde começamos? — perguntou Will.

– Pelo Ellie Caulkins, é óbvio! — disse Percy.

Estávamos a caminho do teatro quando Piper perguntou:

– Onde está a nossa minivan?

– Pedi para Jules Albert estacioná — la em um parque que vi aqui perto. — disse Nico.

– E então? Onde fica esse tal de Ellie Caulkins? — Percy perguntou a mim.

– Se bem me lembro... Fica naquela direção!

Caminhamos pela rua deserta. Podíamos ver, a cada cinco minutos, uma meia dúzia de ciclistas passando por nós. Viramos a direita, na segunda rua, caminhamos mais um pouco e viramos a esquerda.

– Voilà, meus caros! The Ellie Caulkins Opera House.

Entramos no teatro quase vazio. Passamos pela entrada e chegamos ao auditório. Uma mulher de aproximadamente 24 anos estava dançando alegremente ao som de flamenco e castanholas. Provavelmente ensaiando. Ela se deteve quando nos viu e desligou a música.

– Quem são vocês? O que fazem aqui?

– Nós... hã... viemos... — disse Percy.

– Ensaiar, isso, ensaiar! — completou Will.

Ela nos olhou desconfiada.

– Vocês são o pessoal das 16h?

Nico olhou no relógio, um tanto nervoso. Olhei meu próprio relógio. 15h52.

– Sim!

Ela sorriu.

– Tudo bem. Já estou saindo.

Nos sentamos na primeira fileira, enquanto ela cantarolava e arrumava sua mala.

– É todo seu! — ela disse, pegando o telefone e discando algum número.

Piper subiu ao palco e rodopiou algumas vezes. A mulher voltou apressada, seus sapatos de salto tilintando no piso de madeira.

– Minha carona vai se atrasar. Acho que vou assistir ao ensaio de vocês. — ela se sentou ao meu lado. Amanda me olhou em sinal de alerta.

– Hã... acho que...

– Será uma ótima idéia. — disse Amanda.

– Mas...

– Será uma honra. — disse Piper.

Olhei para elas surpreso. Pareciam ter tudo sobre controle. Piper tirou do bolso da calça um CD.

– Onde arrumou isso? — sussurrou Percy.

– Eu não sei. — ela respondeu. Pude ouví-la sussurrar enquanto olhava para a capa do CD.

– Obrigada mãe!

Ela colocou o CD no volume mais alto. Pegou um violino que estava em um canto e começou a improvisar uma música imaginária, balançando o arco no ar.

A música começou. Shadows da Lindsey Stirling. Amanda sussurrou.

– Ai meus deuses! — ela parecia muito animada. Levantou da cadeira em um pulo e correu para os bastidores, trazendo consigo um biombo, uma lanterna e um violino. Ela ajeitou o biombo ao lado de Piper e ligou a lanterna atrás dele. As luzes se apagaram e um único holofote iluminou Piper. Ela dançava igualzinho a Lindsey Stirling no clipe. Amanda começou a imitar a sombra de Piper com perfeição. Provavelmente, elas já conheciam aquela música a anos. Will, Nico e Percy correram para procurar a porta. Eu fiquei assistindo, boquiaberto.

Assim que elas terminaram, eu e a mulher batemos palmas entusiasmados.

– Bravo, vocês são ótimas. Vocês tocam violino?

– Hã... Sim. — Piper tocou uma nota. Amanda tentou imitá-la.

– Ótimo, vocês são brilhantes.

– Obrig...

Mas antes que Piper pudesse responder, um grupo de garotos se aproximou de nós.

– Hã... Temos que ir. — Piper arrancou o CD do rádio e agarrou nossos braços e correu para detrás de uma cortina.

" Quem são? "

" A turma das 16h! "

" Mas nós somos das 16h! "

" Então eles são das 16h30. Devem ter se enganado! Ah, minha carona chegou. Tchau!"

Os garotos subiram ao palco e começaram a dançar.

– Street Dance! — disse Piper.

– Como sabe?

– Não é óbvio?

De repente, Will tocou o ombro dela, fazendo-a pular.

– Desculpe, mas achamos a porta.

Seguimos ele até a porta de um dos camarins. Ela estava aberta, parecia um portal em vez de um camarim e fazia Uon. Uon. Bem como Piper havia mencionado.

– Vamos entrar então.

Todos avançaram para a porta mas ela se solidificou e todos bateram.

– Ai! O que aconteceu?

Pensei um pouco.

– Acho que só é permitido uma pessoa por vez. Seis semideuses, seis portas.

– Então Amanda deveria entrar, já que são as memórias dela. — disse Piper.

– Eu concordo. — disse Will.

Amanda avançou para dentro do portal. Quando estava prestes a entrar, ele se solidificou novamente, fazendo com que ela caísse.

– Aiii!!! — ela segurou o nariz, um fio de sangue escorreu de seu nariz. Will se abaixou para olhar.

– A pancada foi forte, mas não tanto. Uma bolsa de gelo resolverá isso — ele tirou da mochila uma bolsa e encheu de gelo — Pressione no nariz, com cuidado.

– Por que ela bateu? — perguntou Percy.

– Acho que cada portal permite uma pessoa específica. O primeiro foi Piper.

– Então eu vou. Pode ser que seja quem achou o portal. — disse ele, se esgueirando para dentro da porta, mas batendo a cabeça, assim como Amanda. Um galo enorme se formou na sua testa. Ele se sentou junto de Amanda que lhe ofereceu sua bolsa de gelo. Nico tentou colocar a mão dentro do portal, sem sucesso.

– Por que não tenta Matt?

Avancei com cuidado para dentro do portal...

***

Acordei meio zonzo, não que eu tivesse dormido, apenas fechei os olhos por alguns segundos. Estava sentado em um banco, perto de algumas árvores. Poucos metros adiante, havia um prédio com não mais que 5 andares. Caminhei um pouco na direção dele e parei a 10 metros de uma mulher de cabelos encaracolados e olhos azuis. Ela segurava um pequeno cobertor. Dentro dele havia um bebê. Ao lado da mulher, estava um homem, de cabelos e olhos negros como a sombra. Não era óbvio? Hades!

– Vamos Angel! Não temos muito tempo! — dizia ele.

– Espere. Preciso pegar uma coisa.

Ela subiu as escadas. Pude observar o bebê no colo do deus. Pele muito pálida, como papel, cabelos escuros como da mãe e olhos negros como do pai. Amanda! Ela esticou a mãozinha e tocou o nariz de Hades. Depois de cinco longos minutos, a mulher voltou segurando uma pequena bolsa de couro.

– Aqui! Leve isto com você. Entregue a ela quando estiver pronta.

– Suba! — disse o homem beijando lhe a testa — Proteja-se.

O homem se distanciava com o bebê nos braços enquanto a mulher corria para dentro do prédio. De repente, uma tempestade se formou em cima do prédio, uma nuvem entrou por uma janela e em poucos segundos, o prédio desmoronou. A nuvem saiu de lá de dentro na forma de uma pessoa, com a moça desacordada em seu colo. Hades gritava, o bebê chorava e se esperneava. A tempestade começou a se aproximar do deus. Ele, então, desapareceu nas sombras. E eu fui junto, contra a minha vontade. A escuridão nos engoliu. Fechei os olhos, pois eu não gostava do escuro. Abri os olhos. Estávamos em um castelo, mais precisamente no corredor de um castelo no Mundo Inferior, eu acho. O corredor devia ter umas 15 portas. Hades caminhou até a porta mais próxima. Uma garota entre os 15 e 16 anos o acompanhou. Era um quarto. Bem aconchegante para um quarto no submundo. Ele se apressou em colocar o bebê na cama. A garota parou ao seu lado.

– Senhor, desculpe a curiosidade, mas quem é essa?

– Minha filha!

– Outra? — ela revirou os olhos — Perséfone não vai gostar nada disso!

– Ela não precisa saber!

O bebê apontou para a garota e sorriu. A menina acariciou sua bochecha. Hades pousou a mão na testa do bebê e murmurou uma prece. Ela logo caiu no sono.

– Ela não vai se lembrar de nada? — a garota perguntou.

– Não! E você também não! — ele estalou os dedos e a garota sumiu.

Hades desapareceu também. O bebê dormia profundamente. Então notei que ela segurava um pequeno papel. Peguei-o daquela delicada mão e tudo escureceu.

***

– Matt! Pode me ouvir?

Abri os olhos devagar. Estávamos em nossa minivan. Todos me observavam.

– Até que enfim! E então? Como foi? — perguntou Nico.

– O que aconteceu? — perguntei.

– Você simplesmente entrou no portal e ficou lá por uns 10 minutos. E aí você foi cuspido pra fora, literalmente. Pedimos a Jules Albert que estacionasse a van perto do Ellie Caulkins e carregamos você pra dentro. A nossa sorte é que você é magro como um palito. Não foi necessário muito esforço. — disse Percy.

– O que você viu? — perguntou Amanda tentando conter sua ansiedade.

Contei a eles da minha visão. Amanda parecia um pouco surpresa.

– Eu tive esse sonho. Antes de chegar ao acampamento. Tirando a parte do Mundo Inferior.

– E o que está escrito no papel? — perguntou Will.

Coloquei a mão no bolso e tirei de lá um recorte de jornal dobrado várias vezes. Desdobrei e li o que estava escrito, com uma foto para ajudar.

Adler Planetarium

(Foto: http://3scape.com/photo/9715/Adler-Planetarium.jpg)

Passei o recorte para os outros. Cada um analisando — o com cuidado. Ficamos um minuto em silêncio tentando decifrar a pista.

– E então? — perguntou Percy. — Alguém tem idéia de onde fica isso? Amanda?

– Nem tenho idéia.

– Matt?

Balancei a cabeça negativamente.

– Piper? — perguntou Percy perdendo as esperanças.

– Hum... Chicago, eu acho.

– Como sabe? — perguntou Percy.

– Meu pai é ator, ele viajava bastante e eu ia com ele. Já devo ter visto ou ouvido falar. Mas tenho certeza de que fica em Chicago!

– Ótimo. — disse Nico que estava quieto até agora. — Vamos pra lá.

Pegamos nossas coisas e corremos até a minivan entrando com tudo, por pouco não quebrando a porta e quase atropelamos um cachorro muito fofo.

– Quanto tempo mais ou menos pra chegarmos lá? — perguntou Will.

Peguei minha calculadora e fiz uma conta muito grande.

– Cerca de 14 horas e 40 minutos se você for por esse caminho.

Desenhei mais ou menos o trajeto e mostrei a Jules Albert. Ele resmungou um pouco.

– Ele disse que tudo bem! — disse Nico.

– Gente acho que vou tirar uma soneca. — disse Piper.

– É melhor você e Matt dormirem um pouco, afinal vocês passaram pelos portais. — disse Will.

– Não estou com sono. — argumentei.

– Você não dormiu nada desde que saímos de Las Vegas e ainda passou pelo portal. Duas horas de sono no mínimo sr. Wiley.

– Mas...

– Ordens médicas. Agora.

Bufei e peguei uma coberta que estava no chão e uma almofada. Deitei confortavelmente no banco deixando um espaço para Percy se sentar aos meus pés.

– Eu e Nico ficamos de vigia. — disse Percy.

– Tudo bem. — disse Nico do banco da frente.

Retiro os óculos e coloco cuidadosamente no porta luvas da minivan. Deito a cabeça e me cubro até o pescoço. Fecho os olhos e mergulho instantaneamente em um sono profundo.

Notas finais
Panda: Gostaram do capítulo? Então vamos para os negócios. Hora da chantagem. Pudim: Nossa... que maldade! Panda: Eu estou percebendo que são sempre as mesmas pessoas que comentam (não que eu não goste dos comentários de vocês), então eu quero pelo menos dois comentários que não sejam da NekoDiAngelo, da Mari e da The Girl in White, se não, não tem próximo capítulo! (Neko, Mari e Layla, vocês podem comentar também, pq adoro os comentários de vocês!). Pudim: Queiram me perdoar pela maldade da Panda. Mas eu concordo! Greve de caps. Até o próximo!