Notas iniciais
Oi meninas :D Muitas de vocês devem me conhecer pela minha fanfic Stemily (I'll Always Remember)... Mas hoje estou aqui para me aventurar em outro território, uma fanfic Olicity! Nem preciso dizer o quão animada estou, certo? Espero que vocês gostem da introdução... Nos vemos lá em baixo! Boa leitura *.* P.s: Muito obriga a minha amiga e beta maravilhosa Catarina ♥ E a @Adriani_m que fez essa capa maravilhosa ♥

Ding — Ding — Ding

O relógio barulhento da praça pouco movimentada naquela tarde de frio no alto inverno anunciava mais uma vez a chegava das quinze horas do dia vinte e três de janeiro. A bandeira preta foi içada na torre principal pelo terceiro ano consecutivo e se espalhou por todas as residências no Reino de Star.

Grandes flocos de neve caiam do céu, cobrindo ainda mais o país, enquanto uma rajada de vento frio quase congelante adentrava pela janela aberta da torre principal e bagunçava os papéis sobre a grande mesa de madeira bruta. De pé, próximo à enorme janela aberta estava um homem, com a postura firme e os olhos fincados no pátio do castelo onde os guardas equipados de armas, grandes casacos de pele e chapéu de inverno trocavam de turno. Apertou ainda mais os lábios em uma linha reta e franziu a testa, repassando os números mais uma vez na mente, mil noventa e cinco dias. Mil noventa e cinco dias de inverno constante dentro do reino e principalmente dentro de si. Mil noventa e cinco dias desde o dia em que invadiram a residência real das montanhas ao sul e saquearam-lhe a vida, arrancaram até o último pedaço de si mesmo e não deixaram nada além da carcaça. Foi arrancado de seus pensamentos ao ouvir duas batidas na porta, fazendo-o virar o rosto e olhar sobre os ombros em direção ao barulho, mas decidiu ignorar, voltando assim a atenção a janela desta vez mantendo o olhar no horizonte. Do alto do seu escritório pessoal podia observar uma vasta parte do reino de Star que agora era coberto pelas grossas camadas de neve. Frio. Cada ano mais frio. As batidas na porta voltaram a soar, fazendo o homem fechar a janela, irritado. Quantas vezes teria que dizer que não queria ser incomodado naquela manhã?

– Entre! — Ordenou rude, virando-se e dando as costas a paisagem.

– Majestade, perdão interromper mas o Príncipe Barry acabou de receber uma carta, onde dizia que a presença dos Senhores é indispensável no baile do Rei Habner. — Informou o guarda, após uma breve reverência.

– Quantas vezes terei que repetir que não saio do castelo durante o primeiro mês do ano? — Rugiu, impaciente. — Diga ao Príncipe que está encarregado de...

– Oliver! — Barry adentrou da sala correndo sem sequer ser anunciado, quase voando em direção ao irmão. — O Rei Habner enviou um convite, temos que arrumar as malas agora! — Falou, embolando-se nas próprias palavras em meio a tanta animação. Animação demais para o gosto de Oliver. — Quero chegar lá antes do baile, não quero perder um segundo sequer próximo a Princesa Megan! Mal posso esperar para vê-la, mal lembro-me a última vez que estivemos juntos... Será que fora em seu casamento ou... — A voz de Barry morreu, conforme se deu conta no assunto em que sem querer entrara. Os olhos castanhos arregalados, procuraram pelos azulados do irmão, em um pedido desesperado de desculpa, encontrando os olhos ainda mais nublados. Deus!

– Oliver, meu irmão, me perdoe... Eu-eu...

– Não saio do castelo em circunstância alguma no primeiro mês do ano, Barry. — Oliver interrompeu-lhe, quebrando o contato do irmão, girando o corpo e virando-se novamente para a janela.

O mais novo arregalou os olhos ainda mais. Como assim? Oliver realmente iria recusar o convite — único convite — capaz de fazê-lo poder ver sua doce Megan? Aquilo não era algo que poderia ser recusado!

– Mas Oliver! Se você não for...

– Não irei, Barry! — Oliver voltou a o interromper, olhando-o impaciente. — Não sairei do castelo. Por favor! Respeite o meu luto! Se quiser vá sozinho, mas não volte a me perturbar com esse assunto!

O mais novo abaixou a cabeça, balançando-a negativamente e caminhou até a porta saindo do escritório do irmão sem direcionar-lhe nem mais uma palavra. Inacreditável! Oliver deixaria o luto devorar-lhe como os gafanhotos devoram uma plantação e como a praga devora as vidas. Que Deus os ajudasse e coloca-se algum juízo na cabeça e paz no coração do Rei caso contrário ele deixaria a escuridão destruir não só ele, mas também o Reino sem sequer lutar contra ela.

Notas finais
E ai? Gostaram? ♥ Comentem, viu? Vocês e que mantém a fanfic! Nos vemos no próximo capitulo...Beeeeijos!