The Change In The Game

39 Ignorar os problemas, talvez desapareçam.


Notas iniciais
Capítulo rapidinho, só para dizer que não esqueci da fanfic. haha

- Eu acho melhor te levar para casa. Para você se alimentar, tomar um banho e ficar melhor amanhã. – Falou Booth, um tempo depois.

- Não. Eu tenho um caso pra resolver. – Respondeu Brennan, saindo de seu abraço.

Limpou abaixo dos olhos – que estavam vermelhos – as lágrimas que ainda caiam.

- Você não tem condições para isso, Bones. – Falou Booth, o olhando nos olhos. Estava claramente preocupado.

Sabia que ela é forte, determinada. Mas, tudo há um limite. Ela é um ser humano, normal como todo mundo. Não estava imune a nada, absolutamente nada.

- Eu vou ficar bem. Eu preciso fazer isso. – Respondeu.

Levantou-se junto a Booth, voltando ao departamento. Iam em direção à sala de “ossos”, como já apelidavam.

Todos permaneciam lá. Quando Brennan entrou, a afeição de cada um mudara.

Os olhos de cada um transpareciam pena, compaixão. Olhares semelhantes ao que Brennan havia sentido quando criança, no orfanato.

A tratavam como uma coitada e ela não gostava nem um pouco disso.

- Você está bem? – Perguntou Catherine, quebrando o silêncio.

- Sim. – Respondeu.

Voltou aos ossos, olhando-os para ver se não tinha perdido nada.

Todos estavam a sua volta, em cima dela, menos Booth. Ele a conhecia, sabia que ela explodiria por causa desse excesso de carinho e cuidado vindo de outras pessoas que não fosse ele. E isso o fazia rir, há uma certa distância.

Angela pegou a cabeça que havia posto antes. E isso foi a gota d’água que Booth esperava ansiosamente.

- O que vocês estão fazendo? Afastem-se! – Ordenou. – Deixem-me fazer o meu trabalho, parem de me olhar como pena. Não sou uma criança abandonada! – Acrescentou, como Booth já havia previsto.

Eles se afastaram, dando dois passos para trás.

- Você tem certeza que vai fazer isso, querida? – Insistiu Angela.

- Eu sou uma antropóloga, fui chamada aqui e vou fazer o meu trabalho, não importa quem seja a vitima. – Respondeu, olhando para ela. – Além do mais, eu conhecia o meu pai. De algum modo, ele mereceu morrer desse jeito. – Falou, sem ter pena.

Sofria pela morte de Max, porém não admitiria na frente deles. Encarava os fatos com racionalidade, sem se levar pelos sentimentos.

Ficou até o final do turno ali, analisando tudo novamente, sozinha como havia pedido. Estava atrás de qualquer coisa que pudesse dar uma pista do assassino.

- Gil. – Falou Catherine, batendo de leve na sua porta.

Ele estava sentando, assinando alguns papéis. Ao ouvir a voz da loira, respirou fundo, levantando a cabeça devagar, olhando para ela.

Ela só estava esperando ele notá-la para que então pudesse entrar.

- Está assinando os relatórios da equipe? – Perguntou, de frente para ele.

- Sim. – Falou, não a olhando mais.

- Então, eu não vou atrapalhar. Eu só vim avisar que amanhã eu vou chegar mais tarde, tenho assuntos pessoais para resolver.

- Não precisava se dá esse trabalho.

- Claro que sim. Afinal de contas, você nunca deixou de ser o meu chefe. – Sorriu.

Olhava para Gil, que não a encarava. Ainda tentava evitá-la e por mais que não demonstrasse, isso destruía Catherine aos poucos. Era orgulhosa demais para concertar as coisas e muito cheia de si para abrir “mão” dele e dizer que talvez nunca, teriam algo novamente.

Saiu, com a cabeça baixa, fazendo o seu genuíno sorriso desaparecer por completo. Um pouco perto da porta, sussurrou.

- Obrigada.

Gil a olhou, fixamente. Ambos olhos azuis se encontravam novamente e a química entre os dois surgia mais uma vez.

- Pelo o que?

- Você sabe o porquê. – Sorriu, saindo da sala de vez.

Após sair da sala de Gil, Catherine passou em sua sala rapidamente, apenas para pegar a bolsa. Andava apressada, pelos corredores em direção à saída do departamento.

Caminhava em direção ao estacionamento, indo para a sua vaga.

Entrou em seu carro, jogando a bolsa para o seu lado. Saia de lá, com a mesma pressa.

No trânsito já fora mais cuidadosa. Dirigia devagar, atenta.

Chegou a casa, parando o carro em frente. Ficou alguns minutos sentada. Olhava para dentro de sua casa e percebia uma movimentação. Era Lindsey. Catherine perdia os seus olhos lá dentro. Imaginava o quão ruim seria ter que dividir ou até mesmo perder a Linds para o Eddie. Tinha dado a sua vida para cuidar da menina, para que nunca faltasse nada a ela e não seria nada justo, depois de todo esse esforço, vim o homem que ela mais odiava no mundo e tomá-la dela.

Sentia insegurança. Por fora parecia forte e a prova de tudo, mas não era assim. Ela sabia o que tinha feito no passado, que não era nenhum anjo, tinha medo de se perder nisso e com isso tudo, consequentemente, perder a guarda da sua filha para ele.

Seus olhos queimavam. De um azul claro ia para um vermelho escuro, muito escuro. Respirava fundo, segurando o choro. Não podia, não queria. O que falaria a Lindsey ao entrar em casa naquele jeito? De jeito nenhum contaria o que estava acontecendo.

Limpou o rosto, tirou o cinto, pegou a bolsa e saiu. Rodou a chave e entrou em casa. Sorrindo para a menina, que estava sentada no sofá.

- Boa noite, meu bem. – Aproximou-se dela, beijando a sua testa.

A garota correspondeu com um sorriso.

Catherine subiu as escadas com pressa, indo para o seu quarto. Tomou um banho demorado, tentando fazer os seus problemas desaparecerem. Saiu algum tempo dois, indo em direção a sua cama e adormecendo sem demora.

Notas finais
E ai, o que acham? Tadinha da Brennan e da Cath D: Amanhã eu posto mais, prometo!