The Change In The Game

40 Jogos, é o que Las Vegas pede.


Notas iniciais
Enfim, eu levantei uma questão que agora começa a ser resolvida (ou não) que é a guarda da Lindsey. Só para vocês odiarem o Eddie e eu enrolar mais com a fanfic.

No dia seguinte, foi a primeira a acordar, porém ficou em seu quarto até ter certeza que estava sozinha em casa.

Não queria que ninguém soubesse sobre o seu problema com Eddie, não queria que ninguém se importasse com isso. Pois era assim que ela era, forte. Não gostava de ajuda de terceiros, gostava de resolver tudo por si mesma.

Saiu do quarto, já arrumada. Desceu as escadas, correndo, não queria se atrasar para a reunião com o juiz.

Ligou para o seu advogado e confirmou que ele a encontraria lá. Pegou a sua bolsa e saiu de casa.

Entrou em seu carro, jogando a bolsa ao seu lado e dirigiu até o seu destino.

Chegando lá, alguns minutos atrasada, olhou e viu que todas já a esperavam do lado de fora da sala.

- Viu o que eu disse? – Comentou Eddie ao notar a sua presença, a sua advogada ao seu lado.

Catherine não deu importância. Andou em direção ao seu advogado.

- Você está atrasada. – Falou Peter, o seu advogado.

- Eu sei. Foi o trânsito. – Respondi – E nem começou a reunião ainda.

Assim que ela falou, uma mulher os chamou. Indicando o caminhão para uma sala.

- Lindo terno. Alugou? – Sussurrou Catherine, ao entrar ao lado de Eddie.

Ele não respondeu só a olhou e foi para a direção oposta.

Ao entrarem, o juiz entrou por uma porta ao lado. Pediu que eles se sentassem e assim foi. Catherine ao lado de Peter e Eddie ao lado de sua advogada. Um de frente para o outro, em uma mesa redonda. Já o juiz os olhavam de um lugar um pouco mais alto, com um homem ao seu lado que estava disposto a escrever algumas coisas no computador.

- Vocês estão aqui pela guarda total de Lindsey Willows. Filha do casal. – Leu o papel que estava em sua mão, os olhando em seguida. – Porém, vamos tentar primeiramente a guarda conjunta. – Comunicou.

Catherine olhou para Peter, descontente. Não queria dividir guarda alguma, Lindsey era dela, somente dela.

- Tem possibilidades de reatarem o casamento? – Perguntou o juiz.

- Jamais! – Respondeu Catherine, antes que alguém pudesse falar algo.

- Então, o casamento terminou mal?

- Pior possível. – Respondeu com sinceridade.

- Você detém a guarda total de Lindsey. – Olhava para ela. – E eu vejo que você não está interessada em torná-la conjunta.

- E não estou mesmo.

- Por que não?

- Eddie não foi um bom marido e de longe não foi um bom pai. Eu a criei sozinha. Com todas as dificuldades que uma mulher que trabalha possa ter. Eu não acho justo ele a queira agora, que ela é uma adolescente. Não é saudável para ela tê-lo por perto. Eddie não sabe cuidar de si, não pode cuidar de uma menina.

Catherine falara tudo, olhando nos olhos de Eddie. Ele estava nervoso e ela percebia isso. Ele não conseguiria ter Lindsey tão mole quando imaginara.

- Mas, ele é o pai dela. Ele tem direitos. – Falou a sua advogada, virando-se para o juiz. – Meu cliente errou e quer se redimir com a Linds.

- Não ouse apelidar a minha filha. – Interrompeu Catherine.

Peter a segurou pelo braço, como pedisse calma. Ela não poderia perder o controle tão rápido.

- E você. – Olhou para o Eddie. – Também não está disposto a compartilhar a guarda?

- Não.

- E por que não?

- Por que eu não a acho hábil para cuidar da minha filha, nunca foi. Ela trabalha horas por dia, não dá a atenção que uma adolescente merece. E respondendo aos seus comentários, eu fui um mau marido, confesso. Mas, parte da culpa é sua. – Apontou para ela. – Que nunca me deu a oportunidade de ser melhor, nunca deu uma segunda chance para nós dois. E sobre ser pai... Como posso ter sido melhor com ela impedindo-me de sair com a minha própria filha?

Eddie olhou para o juiz, indignado. Se fazia de vitima, e muitos caiam.

- Isso é verdade? – Virou-se para Catherine.

- Sim. Eu o impedi desde que ele tentou matá-la em um acidente de carro. – Respondeu.

- Não foi de propósito, foi um acidente.

- Também foi um acidente deixá-la presa embaixo d’água?

- Eu estava inconsciente. Tinha sido jogado para fora. Não fiz aquilo porque quis! Trocaria a minha vida pela dela. – Aumentou o tom.

Catherine o olhava incrédula. Como poderia ser tão cínico? Ela se perguntava.

- Sabemos que a sua inconsciência não foi devido ao acidente e sim ao consumo de drogas.

- Não foram feitos exames, você não pode provar que ele estava sob influência de drogas. – Falou a advogada.

Catherine sorriu, um tanto sarcástica.

- Por que está rindo? – Perguntou o juiz

- Porque eu sou uma CSI. Eu sei o que estou falando. Posso não ter provas, mas eu sei que ele estava drogado. E por causa dessa irresponsabilidade, a minha filha quase morreu afogada.

O juiz a olhou, via certeza em seu olhar. Virou-se para Eddie e ele fingia tão bem, que convencera ao juiz que estava sofrendo com essa distância criada por Catherine.

- Vejo que é impossível conseguir uma reconciliação, mesmo que seja pela filha de vocês. Você, Catherine, a quer por considerá-lo irresponsável e achar que ele não seria capaz de cuidar dela como você cuidou. Tornou-se egoísta quanto a isso. Já Eddie, a quer para recuperar o tempo perdido, para se redimir e mostrar que mudou, que melhorou. Há algum tempo atrás diria que a guarda seria da Catherine, pois é a mãe, mas as coisas mudaram. Ambos têm chances. Mas não aqui e sim no tribunal.

Catherine sorriu, vitoriosa. Saberia que aquilo teria um fim, Eddie jamais iria levá-la a tribunal razões eram óbvias.

Saíram da sala, acompanhados de seus advogados.

- Agora que acabou o circo, tenho que trabalhar. – Falou a Peter, ao sair ao seu lado

- Nos vemos no tribunal então, Catherine. – Respondeu Eddie.

Catherine parou no caminho, virando-se para ele. Ele sorria, parecia confiante em si. Catherine voltou alguns passos, ficando diante de seu ex marido.

- Você vai continuar com essa brincadeirinha?

- Por que não iria? – Perguntou. – Viu o que o juiz disse. Os tempos mudaram, eu tenho tantas chances quanto você.

- Isso vai te custar muito e eu sei que você não pode arcar com isso.

- Você que pensa.

Catherine riu. Ele estava blefando, só poderia. Não tinha dinheiro para levá-la ao tribunal, não tinha argumentos suficientes para convencer à todos que merecia a guarda de Lindsey. Nem todo drama que poderia fazer era suficiente.

Ele só queria irritá-la e ela só queria ver até onde ele iria com isso. Era um jogo, afinal estava em Las Vegas. E esse jogo não duraria muito. Alguma hora ele desistiria de vez.

Com um sorriso sarcástico, porém um pouco surpresa, Catherine saiu de lá, junto com o seu advogado. Ele entrou no seu carro e ele no dela.

Seguia para o departamento, o mais rápido que podia.

Notas finais
E ai? Ele não vale porcaria nenhuma, viu. Mais safado que na série, haha. Mas, vocês acham que ele vai até o final ou vai cair em si e perceber que realmente não pode cuidar da garota ou ele vai com isso até o fim só para irritar a Catherine e jogar os podres dela no tribunal? Eu sou mais a segunda opção!