The Brotherly Sin.

6 Chapter VI - Gordon, the new parent.


Notas iniciais
Nyah, esse cap ficou pequeno, mas espero que seu conteúdo compense 66'
AAAAAAAAAAHHHH Amei, adoreei as reviews denovo UHSAUHSAUHSAUHSA' Véééi, ninguém quer ver o Matt feliz .-. Por que??
Esse cap é especial e vai ser dedicado ao Único garoto que mandou review, que é da minha escola aliás, Femme777 *-*. Ele mora com o Elvis, e esse cap é dedicado á ele também. Ah maan, esse cap ta dedicado pra todomundo que ta lendo também UHSAUHSAUHSA'

Quarta-Feira. Digamos que foi normal... Matt não foi à escola denovo. Eu disse, ele tem medo de mim agora...

Bill estava meio avoado. Eu conversava com ele e às vezes ele não me ouvia, ou dizia 'sim' para perguntas como: "o que você vai comprar de lanche?"...

-Bill — Parei em sua frente o fazendo se assustar um pouco — O que está acontecendo? — Ele me olhava nos olhos e logo olhou para baixo sem graça. Sei porque também fiquei sem graça, mas o meu motivo era outro...

-Eu... Não é nada Tom... — Me deu um sorriso amarelo. Desviou de mim e voltou a andar, agora passando a mão no cabelo, como se preocupado.

Aí me veio a cabeça o fato de ele gostar de alguém. Foi aí que eu me toquei do porque dele estar estranho. Eu sei que é complicado, mas bem que ele podia contar pra mim né... Eu, quem sabe, ajudaria... Ou não... talvez até seja melhor eu nem saber mesmo... Mas eu queria. Corri atrás dele e pus minha mão em seu ombro.

-Bill...

-Ah Tom... Me deixa um pouco, ta legal?

Ele disse isso e saiu correndo, acredito que para o banheiro. Eu fiquei estático. O que eu tinha feito? O que será que aconteceu? Será que ele viu a pessoa que ele gosta se beijando com alguém ou... seilá... Espero que não seja saudades do Matt. Não mesmo.

Não pensei duas vezes e fui atrás dele. Estava na hora da saída.

Cheguei no banheiro e estava vazio, ao contrário do banheiro das meninas. Bill estava dentro de uma das cabines reservadas. Soube pois era a única fechada e que se podia ouvir alguns soluços. Bill estava chorando.

-Bill? — Eu cheguei perto da porta e ele não me respondeu. — Bill, abre aqui... — Ele ainda não falava nada — Bill... por favor...

-Vai embora Tom! Depois eu vou pra casa. — Eu não estava entendendo mais nada. Mas eu não iria pra casa, sem ele eu não iria.

-Sabe que eu não vou sem você. — Eu disse fingindo estar bravo. Eu estava era preocupado.

-Tom... Não tem... Tom, por favor me deixa sozinho...

-O que me pede é um absurdo! Acha mesmo que vou deixar meu irmão chorando sozinho no banheiro da escola? Bill por favor, abre isso e venha falar comigo!

Ficou um silêncio ali e eu achei que ele não me diria mais nada. Me encostei na porta e suspirei, esperando que alguma hora, ele abrisse a porta. Isso teria que acontecer, hora ou outra.

Bill de repente começou a chorar mais. Aquilo estava me atordoando. Eu queria abraçá-lo, conchegá-lo em meu peito, fazê-lo parar de chorar de qualquer maneira.

Ouvi a porta destrancar e me desencostei, esperando por Bill.

-Tom... — Ele veio até mim com um abraço apertado e os olhos marejados. Era um abraço de urso, como se pedindo proteção. Arrastei ele para fora do banheiro e o levei até uma parte do jardim, onde ninguém ia. Faltava uma hora para a turma da tarde entrar na escola.

Eu me sentei encostado em uma árvore, e ele estava deitado, com a cabeça em meu abdômen me abraçando forte, já um pouco mais calmo. Eu não perguntei o que estava acontecendo, ele falaria pra mim se quizesse.

-Tommy... — Ele me apertava mais. Agora, eu acho que ele começaria a falar. — Eu... — Ele tomava coragem, dava para perceber. — Tom, você sabe que eu gosto de alguém, não sabe? — Ele se levantou rapidamente e me encarou, seus olhos estavam vermelhos mas as lágrimas já não saíam mais.

-Eu... sei sim Bill. — Eu olhava pra ele, acolhedor. Esperando que ele terminasse. É claro que eu sabia que ele gostava de alguém. Isso não saiu um minuto da minha cabeça, desde que ele me contou. Bill olhou para baixo, pelo jeito não sabia como falar nem nada... Então eu tentei ajudá-lo. — Mas... você está assim por causa dele?

-É... ele... Esse garoto é um idiota Tom! — Ele disse me dando um leve soco e olhando com uma carinha brava. Não quero desviar do assunto, mas até dessa maneira ele é lindo, perfeito. E eu não pude deixar de sorrir.

-Calma Bill. Eu não sei o que aconteceu... — Eu abraçava ele, sentindo sua respiração em meu pescoço. — Mas esse garoto não sabe o que está perdendo. — Bill me olhou confuso. — Bill, o que esse garoto fez? — Falei sério. Bill hesitou um pouco, talvez estivesse procurando as palavras certas.

-Ele... Ele é o tipo de pessoa com quem eu não posso ficar... — Isso me deixou mais confuso ainda. O que impedia ele de ficar com esse garoto? Porque ele não podia ficar com ele?

-Mas... Bill, ele é hetero, ou...casado? Você já conversou com ele? — O.K, não teve nexo essa pergunta. Mas a única coisa que me veio à cabeça quando ele disse que "era o tipo de garoto com quem ele não podia ficar", foram coisas assim...

Bill sorriu pra mim.

-Como é bobo Tom... não é nada disso! — Voltou a se encostar na minha barriga, murchando o sorriso. — Bom, ele é hetero... E sim, eu já conversei com ele... bastante. — Opa! Tudo estava começando a fazer sentido, agora eu vou perguntar diretamente também.

-Bill, esse garoto não é o Matt, é? — Eu afastei ele de mim assustado, segurando seus ombros. Ele olhou pra mim com uma feição inconformada, como se me xingasse de idiota mentalmente. Eu senti isso.

-Cala a boca Tom — Ele suspirou e voltou a deitar-se sobre mim. Cara, então quem era? Porque não me vêm mais ninguém na cabeça?

Ele subiu um pouco seu corpo para me abraçar escondendo seu rosto no meu pescoço. Eu sentia a sua respiração quente e meu coração tava daquele jeito denovo. O engraçado era que o dele também, eu podia sentir. Ele estava nervoso com o quê exatamente? Comigo?

Ele me abraçava mais apertado e eu estava ficando desconfortável, eu não, mas o Tom Jr. estava. Sério, eu tava me segurando pra não mandar o Bill esquecer esse cara e ficar comigo. O.k, ele, no mínimo, sairia correndo me chamando de nojento.

Mas voltando ao assunto, eu estava perturbado. Eu tinha um zilhão de perguntas a fazer, mas tinha que manter a calma.

-Bill, você está apaixonado por esse garoto?

Eu sabia que ele gostava e tal... Mas essa pergunta ficava ainda na minha cabeça.

Ele olhou para mim ainda com um olhar triste, logo depois afundou novamente seu rosto em meu pescoço.

-Sim, muito. — Senti mais lágrimas escorrendo por seu rosto até meu pescoço, me arrepiando — Tom, eu o amo.

Aquilo foi um choque pra mim. Bill amava esse garoto. Amor. Cara, ele tem noção do que é isso? Me deu uma coisa estranha no estômago. Bill não podia amar ninguém. Eu o queria pra mim, e a cada minuto que passava essa vontade era fortalecida. Por que? por que eu estou assim pelo meu irmão? Eu o amo. Eu quero seu bem. Eu. Não quero compartilhá-lo. Bill é meu.

-Bill... — Eu começei a falar mas, fui interrompido.

-Tom, eu sei que ele me ama, mas não é do jeito que eu quero. Tom, o que eu faço? — Ele estava desesperado.

Uma outra idéia começou a surgir na minha mente, mas eu não tive tempo de raciocinar direito, Bill olhava para mim com um olhar de súplica esperando que eu o respondesse. O que eu falaria? Eu não quero que ele faça nada. Por que eu não tenho coragem de mandá-lo esquecer esse garoto?

-Bill... eu... eu não sei...eu...

Calma! "eu sei que ele me ama, mas não é do jeito que eu quero". Essas palavras estavam começando a fazer sentido em minha mente. Não, eu estaria viajando se pensasse isso. Eu estava começando a ligar os fatos. Não, seria bom demais. Não se iluda Tom. Mas foi inevitável. Involuntariamente, um sorriso surgiu em meu lábios. Um sorriso de total felicidade. Não tinha como não ser o que eu estava pensando. Não agora.

Bill me olhou confuso e com os olhos brilhando. Via-se esperança ali. E eu ainda estava parado igual a um idiota. Estava tentando raciocinar. Um flash-back daquela vez em que Bill disse coisa parecida, me veio à cabeça.

~ Flash-Back ~

"-Você não me ama.

-É claro que amo, por que isso agora?

-Não. — Ele se afastou — Não é desse tipo de amor que estou falando. — Ele atropelou um pouco as palavras."

~ Fim do Flash-Back ~

Porra, agora tudo faz sentido. Uma imensa felicidade apossou-se de mim. Sei que no momento eu nem me lembrei daquela porra toda de incesto. Só me foquei naquela estranha felicidade que me consumiu.

Ele certamente achou meu sorriso bobo engraçado e não se conteve a rir também. Ou era porque eu finalmente havia entendido... Mas logo parou, eu estava me aproximando dele.

Passei de leve minha mão em seu rosto, a fim de diminuir a tensão que ele sentia. E que eu sentia também.

Aos poucos eu me aproximei de seu rosto e beijei sua bochecha direita. Senti um arrepio que percorreu em nossas espinhas. Talvez essa enrolação tornasse tudo mais difícil. Levei minha mão, que ainda estava em seu rosto, até sua nuca, fazendo uma leve massagem nos cabelos. O puxei, vagamente, até um pouco mais próximo de mim e beijei o canto de seus lábios. Seus olhos já se encontravam fechados. Nossas respirações se misturavam. Ele se encontrava com os lábios entreabertos e respirando pesadamente. Fechei meus olhos e me aproximei.

Finalmente, meus lábios estavam de encontro ao seu. Eu precionei os dele com certa força, suficiente para sentir totalmente aquela textura. Seus lábios eram macios.

Me afastei o suficiente para recuperar ar. Ele ainda possuía os olhos fechados e sua boca se entreabriu novamente. Eu podia sentir seu hálito misturado com o meu, lembrando a essência de hortelã.

Novamente o puxei e me aproximei. Meus lábios tocaram os seus novamente, mas agora, com certa urgência. Minha língua involuntariamente pediu passagem. Ele hesitou um pouco, mas logo cedeu.

Aquele beijo estava se tornando cada vez mais apaixonado. Bill envolveu seus braços no meu pescoço e eu continuava com uma mão em sua nuca, mas agora, a outra apertava sua cintura. Eu o puxava em busca de mais contato, mas proximidade.

Nossas línguas dançavam em uma sincronia perfeita dentro de nossas bocas. Às vezes ele a recuava, com um pouco de medo, mas logo ela tornava a entrelaçar a minha.

Aquele gélido piercing dele deixava o beijo mais excitante. Além do beijo em si, eu imaginava outras coisas que poderiam ser feitas com aquele pedaço de metal. O beijo estava quase findado, pedíamos sentir a respiração entrecortada. Bill mordeu o piercing que eu possuía no lábio inferior, fazendo o meu baixo ventre despertar, agora quase que totalmente.

O ar foi mais que nescessário. Nos separamos de vez e Bill finalmente abriu os olhos. Ainda estava abraçado a mim, nossa distância era mínima e nossos ofegos descompassados podiam ser ouvidos por nós.

Ele me olhava de uma maneira confusa e luxuriosa ao mesmo tempo. Eu esperava alguma reação dele, já que eu não possuía nenhuma. Continuamos daquele jeito, nos fitando, como se um pudesse ler a alma do outro.

Até que o sinal da entrada do turno da tarde nos desperta do transe.

-Vamos pra casa? — Levantei-me e estendi minha mão á Bill, que sorriu e ascentiu.

Fomos andando pelas ruas de mãos dadas. Eramos irmãos, não havia problemas. Mas mesmo assim as pessoas nos olhavam esquizito. Esqueci que nós não nos parecemos tanto, quando estamos com a roupa do dia-a-dia. Estávamos em silêncio. Nada precisaria ser dito.

Chegamos em casa e ouvimos algum barulho. Abrimos a porta e a sala estava cheia de malas. Nossa mãe finalmente havia chego. Bill foi correndo abraçá-la, e logo depois eu fui. Nos sentamos no sofá e ela começou a contar da viajem. Estranhamente, um homem apareceu do nada da cozinha. Nossa mãe o apresentou à nós.

-Garotos, esse é Gordon!

Bill estava sentado com as mãos unidas entre as pernas e aquele olhar de criança tímida. Logo depois, me vi na mesma posição que ele.

Nós dissemos um "oi" em unissono e o cara deu um sorriso para nós.

Olhamos em direção à nossa mãe, para saber o que aquele cara estava fazendo ali e tal... Ela nos olhou e sorriu com a nossa confusão.

-Bom garotos ele... — Ela olhou para ele sorrindo e pegando sua mão — Nós estamos noivos.

Eu até quis protestar. Só quis. Aquele sorriso entusiasmado nela por algum motivo me fazia não querer cortar seu barato. Outra coisa que me impediu foi o Bill. Ele correu todo saltitante para os braços da Dona Simone com um sorriso maior que a cara, desejando parabéns à ela.

Eu não quis ser mal educado e fui também, lhe desejar os parabéns. Olhei para o lado e Bill abraçava o cara com força. Pô, ele nem conhecia o cara meu. Tá certo que agora ele seria o nosso pai, mas mesmo assim.

Eu apenas lhe estendi a mão e ele me cumprimentou com um sorriso simpático. Não gostei desse cara...

Eu só não entendi como foi que a nossa mãe arranjou um noivo assim, do nada. Se fosse só namorado pelo menos... E ela parece que leu minha mente. Gordon precisou sair para ver alguma coisa no banco seilá e então ela começou a conversar comigo e com Bill. Disse que já conhecia ele há algum tempo e que quando precisou viajar, ele foi junto. Lá eles se hospedaram no mesmo quarto e ele pediu ela em noivado quando tinham ido à noite para um belo ponto turístico da cidade.

Ela dizia tudo com um brilho indescritível no olhar. Aquilo era paixão. Aquilo era amor. E ela ainda nos aconcelhou que fizéssemos algo desse tipo quando encontrássemos a pessoa certa para viver, porque as mulheres se derretem com coisas românticas assim.

Olhei de soslaio para Bill e ele ouvia tudo atentamente e com aquele sorriso emocionado ocupando metade da cara. Bill definitivamente se encantava com româces de final feliz e essas coisas.

Admito que o que minha mãe falou sobre 'arranjar a pessoa certa', ficou martelando em minha mente. "Arranjar a pessoa certa". Eu nunca me apaixonara. Eu acho pelo menos... Não sei, só sei que sinto algo irracional por Bill. Se isso for realmente paixão, ainda está tudo bem, não é? A paixão sara. Mas agora... e se eu estiver... Não Tom, você não está amando. Você não pode amar Bill. Ele é seu irmão, e as pessoas não amam seus irmãos do jeito que você está amando.

O.k, eu tendo me contrariar e tudo, mas eu sei que agora já era. Admito que quando a Dona Simone disse isso, sobre a pessoa certa, eu automaticamente olhei para Bill. Sei que há algo muito errado em pensar que ele é a pessoa certa pra mim, e que eu posso estar viajando. Mas se formos irracionais por um tempo, vejo que é isso que nós dois queremos, acredito. Porém, voltando a ser racionais, é aquela coisa. Incesto. Crime. Pecado.

Agora que eu me toquei, havia mais malas na sala do que quando ela saiu... Será que...

-Gordon irá morar aqui! — É... eu temia isso. Eu mais uma vez tentei protestar mas... Bill foi mais rápido.

-Ah, que bom! — Ele juntou as mãos e seus olhos brilharam — Né Tommy, finalmente teremos um pai! — Ele se jogou do meu lado e me abraçou.

Eu queria não imaginar segundas intenções naquele abraço. Queria poder ver tudo fraternal. Até era, Dona Simone estava ali, com um sorriso no rosto por causa da nossa — lê-se a "do Bill" — aceitação. O abracei de volta dizendo um 'sim' e olhando emocionado para Simone. Não era total fingimento, aquilo realmente me emocionou e aquela véia merecia ser feliz. Apesar de que, a partir do momento em que Bill me abraçou eu nem lembrei mais do assunto direito.

Simone pediu ajuda para levarmos todas as malas ao seu quarto e ela mandou que saíssemos, pois ela dava um jeito sozinha. Obedecemos e fomos para o quarto. Bom... Bill foi ao quarto dele, mas eu fui atrás. Virei um imã.

A gente chegou lá, e começamos a conversar sobre os 'nossos pais'. Era realmente estranho termos um pai assim, depois de tanto tempo. Mas também era uma experiência nova e que devíamos aproveitar. Nunca fez falta na nossa vida um pai. Nossa mãe sabia fazer os dois papéis. Talvez, a única questão no qual um pai era realmente preciso, era o fato de eu pedir conselhos para ficar com as garotas e tal... Taí, eu nunca precisei disso, e agora, acredito que eu precise menos ainda.

Notas finais
hoho o título enganou né, ou melhor, ele não foi o assunto principal do cap.. seilá. Esse cap ficou tosco, o Tom tava muito idiota .-.
Bill: É verdade, muito burro, o que mais eu tinha que fazer pra esse anta se tocar??
Tom: Me tocar? como assim me tocar? 66'
Bill: Putz...
-Er.. Tom, o Bill ta falando sobre o capítulo e não o que você foi fazer no banheiro depois dele G-G
Tom: Ah é, autora maldita, me fez idiota no capítulo.
Bill: E nas notas finais também...
-G-G
Poooisé, muuito obrigada galera por ler, por mandar review, por nascerem... valeuzão mesmo =D
Beijãão e até o próximo xD
Tom: Florentina Florentina, Florentina de Jesus...