The Brotherly Sin.

2 Chapter II - Matt, the new friend.


Notas iniciais
Aeeew, tudo bom galera?
Ah muito muito obrigada pelas reviews, é engraçado a maneira que isso incentiva a gente. Todo elogio levanta o ego, até os de mentira .-.
Então, capítulo dois na área, ainda não acontece nada de muito muito, mas...
Boa leitura. =D

Certo dia cheguei em casa e o Matt estava lá. Fiquei olhando por um tempo aquela cena que me embrulhou o estômago, mas eu não sei bem o porquê, já que não havia nada demais ali. Os dois estavam apenas sentados no sofá assistindo ao filme. Bill comia a pipoca delicadamente, de uma em uma — não sei como ele consegue — enquando o Matt enchia a mão e enfiava tudo guela abaixo.

Eu ainda estava na porta parado olhando aquilo, certamente não havia sido percebido. Me veio à cabeça aquele boato sobre o Matt ser gay... E a desconfiança que eu tinha do Bill. Não, eu tava viajando... Eu definitivamente estava viajando... Não têm nada a ver...

- Maty~, quanto tempo demora esse filme?

Ah, não era possível... Bill havia realmente chamado o Matt de "Matty"? Imagine o quanto aquilo me indignou.

- Hum... não sei, mas já está quase no fim...

Juro que eu pensei que ele ia chamar o Bill de Billy agora. Eu não podia imaginar o que acabaria fazendo ali.

-Muito bem, acabou a palhaçada. Bill temos um trabalho à fazer.

Eu disse isso mesmo, entrei na frente da TV e disse. Porra, carinha folgado. Vem aqui na minha casa e é chamado pelo apelido pelo meu irmão...ôxe <-ignore/"

Bill olhou pra mim colocando a mão direita sobre a cabeça, como se tivesse realmente esquecido e respondeu:

- Ah é... Matty, depois a gente termina tá?!

Porra, eu tenho sorte que o Bill é bobo e inocente. Ele poderia ficar bravo comigo. Poderia me mandar tomar no cú. Poderia se agarrar ao 'Matty' mandando eu não atrapalhar... — a última hipótese está fora de questão... é tudo fruto da minha mente — Mas não, ele simplesmente aceitou de boa e dispensou o outro. Bom menino.

Matt apenas olhou pra mim com uma cara decepcionada, que eu realmente não entendi, pegou o filme e se mandou — levando o pote de pipocas e falando "não vou devolver também" enquanto saía.

- Ah, tudo bem né... A gente tem um monte...

Bill se conformava com o roubo do pote. Só podia ser fingimento, uma pessoa dessa idade não é boba desse jeito.

E lá fomos nós. Subimos no quarto e demos início ao trabalho. Lá pelas 19 horas eu precisava sair, então tentei apurar com tudo. No meio do papo ali e pans, eu, do nada, perguntei se o Matt era amigo dele. Era óbvio que sim, mas eu queria ver se ele complementava a resposta.

-Sim.

Ele não complementou a resposta. então eu fui mas específico: Perguntei a ele se o Matt era o melhor amigo dele, a resposta foi a mesma. Perguntei então se era só amizade. Isso aê, fui direto ao ponto, pô. Ele me olhou confuso e me perguntou "como assim?" Aí eu mandei outra na lata:

-É que estavam falando que ele era gay, aí eu pensei...

Man, pra quê eu fui dizer isso? Ele me olhou assustado, Indignado. Não sabia o que dizer. Era como se o que eu tivesse dito fosse um absurdo.

Nossa mãe entrou no quarto — sem bater, porque as mães são assim — nos pedindo para ficarmos em casa 'os dois' — sim, ela fez questão de dar ênfase e ainda olhando pra mim... — Porque o carinha ia chegar pra instalar alguma coisa lá e tal.

Bill olhou pra mim com uma feição ainda monótona.

-Você não tinha um compromisso às sete?

Minha mãe ouviu e me proibiu de sair de casa, deu o maior sermão e tals... Mas eu realmente não poderia faltar.

-Ô mãe! Que horas você vai voltar? — Bill leu minha mente, sabendo o horário que ela voltaria eu poderia sair e voltar sem ela saber. Perfeito.

-Lá pelas nove... Tratem de se comportar. Tchau.

E lá se foi a Dona Simone. Não seria por muito tempo, mas daria tempo de me disculpar com minhas 'amigas'. Sim, eu iria à uma balada. Vai dizer que não é um compromisso importante?

Olhei para ele arrependido das perguntas que eu havia feito. Ele tinha o poder de deixar as pessoas sem graça com sua bondade.

- Valeu Bill.

Ele me olhou com uma cara confusa pra caralho, processando minhas palavras. Ele não esperava que eu agradecesse. Nem eu.

Fizemos mais um pouco do trabalho e eu dei o fora.

Cheguei no local que eu havia marcado com Matt e falei pra ele que não poderia ir. Ele fez uma cara estranha. Parecia feliz... Que se foda. Fui para o local onde as garotas nos esperavam para me desculpar. Demorei um pouco mais do que devia, visto que se desculpar com garotas leva um tempo.

Cheguei em casa em cima da hora. Recebi reclamações de Bill devido à minha demora. Ele pelo jeito estava andando de um lado para o outro pela sala.

Fui correndo tomar um banho quando a Dona Simone chegou. Acho que ela não percebeu que eu havia saído. Tomara.

Bill disse que o cara veio e instalou tudo, e que demorou um pouco. Eu concordei, como um bom garoto que ficou em casa.

O Bill podia ser tudo aquilo que eu falei no começo, pra resumir, um puta de um viado não assumido. Mas é daqueles que nem precisam assumir, sabe? Mas fora isso, ele é legal, como eu disse, ele é gente boa pra caralho. Mas eu sei, que se ele não fosse meu irmão, eu não seria amigo dele, de jeito nenhum. Eu certamente zoaria ele pra caralho... Coitado. Mas ele que escolheu viver assim. Mas agora, pensando bem... coitado o caralho, o piá é quase mais.. 'querido' que eu na escola. Viado de merda.

Olha eu seilá o que eu acho do Bill. Tipo, às vezes ele faz umas coisas vergonhosas pra caralho, e outras vezes ele faz coisas massas pra caralho. Então eu seilá. Eu falo que ele é meu irmão quando me convêm, aí está tudo bem.

O foda é que eu não sei nada sobre ele. Eu não sei o que acontece com ele. Não sei os pensamentos dele. Não sei porra nenhuma. Não que eu quizesse saber também né... Mas somos irmãos, e eu aposto que ele sabe muitas coisas sobre mim, ou não.

No outro dia, entregamos o trabalho e tiramos nota máxima. Claro, todos sabemos que só ele merecia essa nota, mas tudo bem, ele não joga nada na cara da gente depois. Veja só... até eu me aproveito do Bill... coitado. Mas eu posso, somos irmãos.

Começamos a ir juntos à escola. Ou ele acordava mais cedo, ou eu o esperava. As pessoas estranhavam sim o nosso estilo. Eu sempre, ou quase sempre, com calças e camisetas largas, boné e um tênis 'pantufa' como meu irmão resolveu apelidar. E ele naquele estilo, gótico, punk, seilá, dele. Eu ia dizer gay, mas eu to parando com isso. Vai que eu solto uma dessas na frente dele... Não vai ser muito legal.

Notas finais
Bill: Tom, quantos anos a gente tem nessa fic?
Tom: Seilá, pergunta pra autora.
Bill: Essa autora tem problemas, eu não como pipoca de uma em uma..
Tom: Mas ela queria ressaltar a sua.. delicadeza.
Bill: Antes delicado do que um monstro que derruba tudo que vê pela frente ¬¬
Tom: Tem razão.. *algum tempo depois* Peraí, você ta falando de mim né?
Bill: ¬¬'
-Er... olha aquele quarto, ta vazio e escuro, por que vocês não.. PÁ *Porta fechando e barulhos de cama batendo na parede secessivamente*.
Tabom, essa fic ta meio clichêzão, mas... sem eles eu não vivo *-*. Muito obrigada por ler. =D