The Bride Of The Fire God
1 Sakura e Lycoris
Notas iniciais
Fanfic com no máximo dez caps.
Inspirada em Bride of the Water God ♥
Espero que gostem, esse é so uma provinha, logo essa semana teremos mais rs.

Sakura ás vezes sonhava com um momento muito longínquo em seu passado. Tanto que já aos vinte anos, ela julgava ter sido apenas sua imaginação.
Anos depois, lembrava de ter perguntado a sua mãe, ainda viva, sobre o campo de flores vermelhas que elas visitaram ao pé do monte Fuji, a resposta que recebeu, a fez ter ainda mais dúvida de que aquele dia realmente aconteceu.
“Flores vermelhas...? Sim, nós visitamos o monte Fuji durante o Festival Fuji Shibazakura, mas não haviam flores vermelhas lá, querida”, disse-lhe sua mãe, enquanto a penteava os cabelos.
Naquela altura da vida também, Sakura já não acreditava que era a menina mais bonita do mundo.
Nada era mais como na época daquele... Sonho...?
“Havia um campo inteiro de flores vermelhas a perder de vista.
Sakura era tão nova que as flores podiam alcançar seu quadril e seu andar era meio atrapalhado.
Ela não se recordava que idade, mas tudo era brilhante nessa época, o pai dela ainda estava com elas. Sua mãe sorria mais vezes, e não precisavam se mudar com tanta frequência.
Sakura continuou andando através do campo carmim, cada vez mais longe que o devido?
Sentia uma breve sensação de que seria repreendida. Mas naquela época, seu pai era um pai babão e gentil, e sua mãe, mais feliz.
Ela sabia que poderia apartar sua bronca com um sorriso. Por que como eles diziam, ela era a menina mais bonita do mundo.
E ela se sentia exatamente assim. Talvez tivesse sido essa a única época, que ela se sentira assim na vida.
Sakura desceu uma pequena colina, havia uma grande e cintilante borboleta vermelha e amarela voando a sua frente.
Já a colina que se seguia era muito mais difícil de subir para suas curtas e desengonçadas perninhas.
Mas seu pai não a chamava de tornadinho atoa, ela ia aonde queria, ela era voluntariosa demais para desistir tão fácil.
Sakura subiu a colina, a borboleta cada vez mais distante, a fez sentir vontade de chorar, desejou ter braços e pernas mais longas pela primeira vez.
Chegou ao topo com os joelhos arranhados, os braços doloridos e com medo de olhar para trás e admitir que seus queridos papais não estavam a vista.
Sakura notou então uma grande sombra, era o mais lindo bordo japonês que ela viu, suas folhas avermelhadas agitavam-se com a brisa como se fosse ela a maestra da dança que as flores vermelhas faziam ao redor.
Porém antes de ficar completamente cativada, Sakura encontrou a linda borboleta, pousada pacificamente no dorso de uma mão branca de dedos longos e elegantes.
Havia um garoto parado ali, ele usava roupas brancas e negro, um símbolo estranho nas costas, como um leque, seu cabelo era longo castanho escuro, brilhante e espetado, seus olhos eram mais vermelhos que as flores ao redor, melancólicos e enigmáticos. E tinha sobrancelhas e meio estranhas.
Mas Sakura era uma criança, e deveras um tanto mimada. A borboleta que ela tanto perseguiu, agora parecia feliz junto daquele estranho, e foi a primeira vez que ela se sentiu rejeitada.
Então ali mesmo começou a chorar. O menino, aproximadamente doze anos, fitou-a com breve surpresa, por um momento esperou que ela parasse, por outro momento, não se compadeceu dela, mas por fim, suspirou em desistência e se aproximou, sua mão livre tinha unhas longas e meio afiadas, mas Sakura continuou soluçando sua imatura revolta.
Ele pousou a mão em sua cabeça, afagando, era o toque mais quente que ela já sentira, mas quase tão terno quanto o abraço dos pais também.
— Como chegou aqui...? O que há com esse choro todo? É o peso desta testa enorme, me pergunto?
Ela imediatamente levou as mãos até a testa, recordando das brincadeiras maldosas dos coleguinhas da escola, só chorou mais e esperneou.
— Não sou testuda! Não sou! Sou a menina mais bonita! A mais bonita!
— Oh... Que admirável autoestima. — Ele estudou-a atentamente e riu. — Então, por que alguém tão segura de seu valor choraria?
Sakura fungou, jogando os olhos para a borboleta, ele fitou o animalzinho e suspirou.
— Veio até aqui por isso? Ah, criaturas tão simples... Pobre menina de testa grande e cabelo estranho...
Ela apenas chorou mais, e ele riu da sua existência. Percebeu por si mesmo, que não era por que ela soava fútil ou sem valor.
Talvez ela tivesse mais valor do que imaginavam.
Curioso por estar cativado, resolveu fazer uma pequena prova com ela.
Um dia, alguém que ele amava o disse que nada eles poderiam fazer contra o destino, homens, deuses, eram igualmente impotentes.
Se teria sido o Destino ou o capricho desta pessoa, que os separou, ele poria a prova agora.
— Muito bem, humana. Muito bem. – Iniciou, Sakura ergueu seus olhos para ele, o assistiu ergueu a mão onde a borboleta estava, o estranho menino girou a palma, agarrando a criatura dentro da mão e antes que Sakura pudesse debulhar-se em mais lágrimas por ele ter esmagado o bichinho, sua mão abriu-se novamente, oferecendo a ela um objeto.
Uma bela flor como as que estavam no campo ao redor deles, porém, não parecia de verdade mas um cristal avermelhado finíssimo que brilhou aos olhos dela.
— Você, botão de cerejeira. – Ele continuou, levando a flor cabelo de Sakura, a arrastou levando uma mecha para trás e prendeu lá.
Deixando o rosto redondo e avermelhado dela, e seus brilhantes olhos verdes á vista, ele sorriu pela primeira vez. — Lycoris é a minha flor, uma flor da morte. E você é a flor de cerejeira, uma flor da vida, do recomeço. Se o Destino existe, esse encontro contraditório se tornará real outra vez? – Afastando-se ele deu as costas, acenando suavemente, o por do sol jogava tons quentes contra suas vestes e por um momento, parecia que elas estavam vivas e bailavam como chamas na fogueira. — O desafio está lançado. Até lá, vamos ver se você se tornará tão bela quanto diz.
E desapareceu no mesmo instante em que o último resquício de sol sumiu atrás do monte Fuji.”
Agora, apavorada e semiconsciente, esta memória voltou ainda mais viva.
Sakura balançou a cabeça, tentando se manter sã e atenta, não era hora recordar delírios de infância.
Homens estranhos a raptaram na saída do escritório em que trabalhava, ela morava sozinha desde a morte da mãe e não sabia qualquer coisa sobre o pai que as abandonara há mais de doze anos. Então não havia ninguém para sentir sua falta ao menos até o dia seguinte, onde seu chefe e colegas certamente estranhariam sua falta sem justificativas.
Ela sabia que não poderia simplesmente aguardar que a procurassem.
O saco escuro em que foi enfiada era muito grosso para que pudesse ver muito além. Sabia que estavam num veículo e estava apavorada só de imaginar onde poderiam a estar levando.
Talvez fosse um engano, ela não tinha posses nem nada que justificasse um sequestro, tampouco até onde sabia, poderia ter inimizades a tal nível.
Era só uma pessoa sem família com um emprego simples e geralmente evitava ser muito notada.
Sua testa grande e cabelo rosa, causaram muitos problemas de bullying na época do fundamental. Com o abandono do pai, as contas aumentaram, e ela não tivera tempo para ser uma adolescente normal por que estava ajudando a pagar as contas e consolando a mãe que até o último dia de vida, se perguntara o que havia feito de errado para ele ter partido daquele jeito, no meio da noite, sem nada dizer, nada deixar.
Para Sakura já havia uma razão clara. Ele não era o homem que pensaram que fosse, não era o marido amoroso e nem o pai babão, assim como elas nunca foram sua família.
Agora ela estava por ela mesma.
Percebeu que o veículo parou, as portas se abriram e braços a puxaram para cima. Sakura lutou, gritou como pode sob a amordaça e se debateu. Mas eram muitas mãos.
Eles caminharam ao que parecia ser o ar livre por cerca de cinco minutos que ela dificultou ao máximo que pôde.
Então entraram num lugar abafado e escuro, parecia haver apenas luz de tochas. Ela até então só ouvira os próprios protestos e ofegos. Eles eram tão silenciosos que chegou a duvidar se eram humanos.
Sakura começou a ouvir vozes vindo ao longo do corredor que cruzavam, um cântico estranho que a arrepiou até a alma ficava cada vez mais alto.
“De tão inigualável força, é aquele que o pai seu sangue na terra espalhou.
De tão furiosa ira, por sua injustiça se inflamou.
Fundiu-se a terra e ao fundo dos mares,
E tudo e todos acima dela hão de um dia estremecer e perecer em sua flama.
Tão inflamada solidão que ao povo apelou.
‘Eis aqui vossa noiva efêmera.’ Os mortais louvaram.
Chegou um momento que ela soube que estava entre eles. Foi largada sobre algo muito duro e quente, o calor a essa altura era insuportável, ela sentia suas simples vestes de escritório encharcadas de suor.
‘Alivia nossas culpas e adormece tuas montanhas ferinas,
Eis aqui a oferenda imaculada,
Doce flor virginal para acalmar vosso coração em brasa’ Eles clamaram.
E também nós clamamos”
Gritou quando uma lâmina de faca passou cortando o saco, o bafo de ar que veio em sua pele era quente mas Sakura se sentou, olhando em volta, desesperada.
Primeiramente viu diversas sombras de capas vermelhas, como fantasmas ao redor entoando. Os homens que a pegaram também já vestiam aquilo.
Ela notou paredes repletas de folhas de jornais coladas, noticias que recordava ter lido em algum momento nos últimos dias.
“Atividades vulcânicas assustam moradores em várias partes do país...”
“...O vulcão Shinmoedake volta a dar sinais de atividade...”
“O Himatsuri em Fujiyoshida é adiantado em consequência das atividades vulcânicas...”
Sakura retomou a atenção para aquelas pessoas, quando um deles se aproximou, entoando sua oração bizarra, as mãos erguidas. Se aproximou dela e com mãos erguidas, disse uma última palavra que fez todos silenciarem.
Sakura só ouvia o próprio terror até ouvir um sonho de algo borbulhante.
Jogou os olhos por cima do ombro, encarando a fonte de uma luz quente que vinha de baixo.
Sua pele conseguiu gelar de medo ao processar o que via.
Centímetros da mesa de pedra em que fora jogada, havia uma espécie de poço fundo, cerca de quatro ou cinco metros de profundidade a separavam de estar cara a cara com pura lava.
— Oh, grandioso Kagutsuchi. – O homem entoou em tom de pompa. — Receba esta mulher como noiva para aplacar a vossa ira, e nos poupe da sua fúria, imploramos.
Sakura o fitou assombrada.
Algo assim não podia ser real, não podia estar acontecendo. Eles a estavam usando como um tipo de oferenda...? Para um deus?
Ela sequer recordava quem era direito Kagutsuchi, era péssima com essas matérias, por mais que adorasse ler, era uma adepta de mangás e livros de historia contemporânea.
E de que isso importava? Essa gente era louca.
E ela nem acreditava em deuses.
O homem encerrou seu discurso aproximando-se dela.
Sakura lutou contra as amarras e foi vigorosamente deitada contra a mesa. Outro estranho aproximou-se trazendo algo que ela logo reconheceu.
A flor de cristal que não sabia de onde havia vindo se não de um sonho antigo. Que passara a carregar consigo na bolsa como um amuleto. Na época seus pais acharam era alguma lembrancinha do festival.
Mas ainda era algo muito refinado e chamativo para ser sair usando, ela duvidava que ficaria bem com ele de toda forma.
O chefe pegou o pente e mostrou a ela.
— Este presente? Você não sabe de quem recebeu, não é?
Sakura permaneceu em silêncio choroso, lutava inutilmente contra as amarras, e não conseguia fazer nada além de engolir saliva e lágrimas.
— Você é uma criança marcada, pobre infeliz. Não nos culpe. Culpe aos deuses...
Ele disse isso, fixando a flor em seu cabelo. Sakura urrou tentando chamar sua racionalidade.
Eles a seguravam pelos ombros e pernas e a atiraram dentro do poço. Sakura sentiu o nada sob si, o calor queimando suas costas, e então a sensação de anestesia, tudo se tornou nada.
Era apenas assim?
Isto era o fim da sua vida?
Ela sequer teve o direito de lutar por ela...?
Sakura = Flor de Cerejeira, significa a beleza feminina e simboliza o amor, a felicidade, a renovação, a esperança, as nuvens, dado que elas desabrocham em massa. A transigência das flores, sua extrema beleza e rápida morte, foi frequentemente associada com a mortalidade.
Lycoris ou Higanbana = Flor Aranha, significam Morte, Dor e Saudade, Amantes separados pelas circunstâncias.
Notas finais
Até: Sou péssima com poemas bichooo!
SENPAAAI, É BOM TER GOSTADO, FELIZ ANIVERSÁRIO FDP
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