Notas iniciais
FALA AE GALERAAAA Boa noite pessoas é era para eu ter postado antes Maaaas tive que sair para trabalhar Espero que goste do Pov Pq eu amei o Pov :p

POV Gabriel

Patético. Simplesmente, patético. Malice chegou no mesmo dia em que combinamos, no sétimo dia. Ao menos ela cumpriu o que prometeu, ao contrário daquele suposto… Oráculo romano.

Ele me contatou por mensagem de Íris, e disse que seria o portador das mensagens dos titãs para mim. Chegaria em três dias.

Demorou sete. Simplesmente. Patético.

Chegou vestindo farrapos, tropeçando nos próprios pés. Pude sentir o medo emanando dele quando presenciou a força do meu exército de monstros. Tive que me segurar para não rir de sua expressão de pânico.

Hidras, gigantes, ciclopes, manticores, quimeras, telquines, minotauros, empousai, fúrias, centimanos, hipaléctrions, lestrigões, o Leão de Nemeia, as Górgonas, pássaros de Estinfália, drakons, todos esses monstros estavam ao meu comando.

Não pude deixar de gostar disso, dele morrendo de medo aos meus pés. Em breve, a ressureição de Urano estaria completa, e aí sim o mundo teria um ótimo motivo para sentir medo. Aquilo era apenas uma amostra do que eu poderia fazer.

O rapaz se apresentou como Luis, filho de Hélio. Era sucessor de Octavian como oráculo do Acampamento Júpiter, então aquilo serviria no dia do ataque. Conheceria as táticas que a pretora utilizaria, cada movimento, cada grupo.

Mostrei seus aposentos, um pequeno salão na caverna, com uma cama, um armário, um baú e um pequeno altar. Ele agradeceu e fui ver como Maria passava.

Abri a porta do quarto, e me deparei com ela sentada na cama lendo um livro.

– Olá irmãzinha. Receio que não tivemos tempo de conversar sobre o que aconteceu no nosso Acampamento depois de minha saída. — Ela parecia meio desconfortável, como se escondesse uma notícia ruim ou algo gênero.

– Bem... — Os cabelos ruivos pintados caiam em cascata pelas costas, e franja cobria-lhe a face. Afastou-a com um gesto e me fitou nos olhos. — Assim que você saiu, a filha de Zeus, Isadora, chamou Quíron e eu fui encaminhada para a enfermaria. — Ela fez uma pausa, como se esperasse que eu dissesse algo. — Passei dois dias lá, mas durante esse meio tempo, houve uma briga entre Coraline e Isadora… E... O oráculo recitou uma profecia… Que dizia que você estava... Na Grécia.

Não aguentei e soltei uma gargalhada alta. Malice parecia confusa, e não podia culpa-la por isso.

– Não percebe? — Um sorriso psicótico se formou em meus lábios. — É isso que eu quero. Que eles venham para cá. Pois não estarei aqui para receber nossos convidados. Perderão tempo tentando adivinhar onde estarei, quando na verdade estarei de novo nos Estados Unidos, em San Francisco, marchando rumo ao Acampamento Júpiter.

– Lorde. — Uma voz na soleira da porta fez eu me virar. Eric. Os cabelos castanhos estavam bagunçados, e um dos olhos violetas estava coberto pelo respectivo tapa-olho. Usava a mesma roupa de sempre: calça jeans, botas de couro, camiseta preta e o sobretudo marrom que chegava até o joelho. — Tenho novas informações, se for de seu agrado.

– Conversaremos depois, irmã. — Fechei a porta atrás de mim e depois de um tempo caminhando ao lado de Eric, finalmente pudemos conversar sem interrupções. — Prossiga.

– Descobri onde eles estão. Foram vistos na costa da França, montados em hipocampos. Não pude encontrá-los no mar pois era extenso demais, mas um dos nossos informantes os viram. Devo ordenar que os sigam?

– Faça-me o favor. Mas não os ataque, apenas os acompanhem. — Respondi. — Agora, se me der licença.

– Sim, senhor. — Eric fez uma reverência e se afastou.

Caminhei na direção de meu quarto, abri a porta e a tranquei assim que passei. Atravessei o pequeno aposento, e parei na frente do caixão de ébano de Urano. Pequenos diamantes incrustados na tampa se assemelhavam as estrelas que diziam ser seu corpo.

– Urano, titã do céu. Pai de Cronos, senhor do tempo, que há muito fracassou em retornar a terra no corpo de Luke Castellan. Filho e Marido de Gaia. Pai dos titãs, eu, Gabriel Maledictio, filho de Hades deus do submundo, príncipe das trevas, jurei um dia que iria encontrar seus restos mortais nos confins da terra, e o traria de volta a vida. Venho agora lhe fazer uma proposta. — “Ah…” A voz grossa de Urano invadiu a minha mente, me deixando um pouco sonso. Me apoiei no caixão e ouvi o que ele tinha a dizer. “Finalmente, milênios sem falar com alguém. Pois bem, meu jovem. Diga-me, pois eu também tenho uma para você.” — Quero que me ajude a destruir o Olimpo. Quero que me ajude a fazer os deuses pagarem. Quero que me ajude a trazer a era dos Titãs de volta ao mundo. — “Tentador. Muito tentador. Mas há um preço... Sim sim. Há sim… Pois bem. Te ajudarei, mas também quero algo em troca.” — E o que seria? — “Preciso de uma forma física, compreende? Caso contrário não vou poder te ajudar…” — Não sacrificarei meus guerreiros para servir de hospedeiro para você. Não acho que algum deles vá aceitar. Eu mesmo o serei. Poderá controlar parte do meu corpo, mas não me possuirá totalmente. Está bom para você? — “Hum… Receio que sim.”

A luz da lâmpada piscou, e começou a falhar, uma névoa azul surgiu do caixão, subindo de cima da tampa. Tomou a forma de um rosto de um homem, velho, porém sábio e poderoso. A boca da face se escancarou e a fumaça me envolveu.

O cheiro de enxofre entupiu meus pulmões, e me senti sendo sufocado. Levei as mãos a garganta, mesmo sabendo que aquilo era inútil. A fumaça, a névoa, e a falta de ar foram embora mais rápido do que surgiram.

Ofegante, enxuguei o suor da testa com as costas da mão. E me sentei para a sensação de vertigem passar.

“Pois bem, está feito. Olhe para si mesmo, Gabriel.” Me levantei e me fitei no espelho. A parte esquerda de mim estava absolutamente normal. A direita, nem tanto. Minha pele estava em um tom de azul escuro, quase negro, pontilhado de estrelas, e com uma via láctea no ombro. Não estava vestido com as minhas roupas normais, calça jeans e uma camiseta, mas sim com uma autentica túnica grega e com as sandálias. O próprio Urano era meu lado direito, a partir de agora. Ele estendeu a mão e bagunçou os cabelos azuis. “E então? O que acha? Poderoso, belo e ao mesmo tempo, algo que se deveria temer.”

– Sim. Mas não acho que seja uma boa idéia nos verem assim.

“Oh, não. Com certeza não. Não se preocupe, consigo fazer voltar ao normal.” A imagem de Urano tremulou, e pude sentir meu lado direito novamente. “Isso requer bastante força divina, claro. Seria mais fácil se eu tomasse a forma completa ou simplesmente residisse em você. Por enquanto, aparecerei como espírito. Me invoque apenas quando realmente precisar. Se vencermos, a decisão de você continuar sendo meu hospedeiro ou não, é totalmente sua.”

A porta bateu, e ordenei para que entrasse. Luis apareceu mais bem vestido, sem usar aqueles farrapos que ele chamava de túnica.

– Perdão a interrupção, sor… Mas receio que tenho algo que lhe agrade.

– Pois bem, diga.

– Os espíritos se comunicaram comigo, e tenho uma pequena profecia para o senhor. — Ele fez uma pausa e pigarreou. — “O anjo traidor é a própria treva/ Com o céu ao seu lado, governa/ Com a sua fraqueza morta, se fortalecerá/ Mas a poupe, e pela mão dos deuses, perecerá.”

– Os próprios espíritos lhe disseram isso? — Perguntei, incrédulo. Ele assentiu com a cabeça, pouco a vontade. Me aproximei da porta e agarrei a gola de sua camisa, o forçando a olhar dentro dos meus olhos. Eu sabia o que ele via. Trevas, medo, vingança, sangue. Os olhos dourados adquiriam uma expressão de pânico, e ele se lutava para se soltar de mim, mas não conseguia. — Eu sou o príncipe das trevas. Diga para os seus espíritos malditos que estão errados. Tenho Urano ao meu lado, isso é certo. Mas não há fraqueza alguma em mim, entenda isso. Se voltar a dizer essas bobagens, podem ser suas últimas palavras.

Soltei a gola da camiseta, e ele caiu no chão, atrapalhado. Tropeçou nos próprios pés, pediu desculpas pelo incômodo e fechou a porta, me deixando sozinho no aposento.

A risada de Urano preencheu o silêncio.

– De que ri?

“Do modo de como esse rapaz diz que conhece os espíritos. Patético.”

– Sim. Lorde Urano, gostaria de pedir-lhe um favor.

“Pois bem, prossiga.”

– Vamos reconstruir a civilização, mas peço que poupe os semideuses que se renderem e jurarem fidelidade a mim. Como deve imaginar, meu braço direito, Eric, e minha irmã, Maria estão incluídos nesse trato.

“Hum… Pois bem. Mas antes, gostaria de saber qual é o tamanho de seu exército.”

– Imaginei que fosse pedir isso. Grande parte de monstros, alguns semideuses que encontrei, juntamente com sátiros, ninfas, nereidas, e algumas coisas mais.

“Bom o suficiente para que os dois Acampamentos se curvem sobre nós, e que o Olimpo reconheça nosso esplendor?”

– Suficiente a ponto de que todos se arrependam de não terem se unidos a nós.

“Excelente. Teve bastante trabalho, não?” Urano riu. “Bem, acho que merece algo.”

Uma névoa branca se formou a minha frente, e quando sumiu, uma espada com cabo de couro e prata surgiu. A bainha era revestida de ébano. Retirei a lâmina, revelando uma espada de bronze celestial fundida com ouro imperial de 90 cm, com o símbolo de uma caveira na base. Era particularmente bonita, e talvez servisse para quando eu fosse matar a pretora romana e o centauro.

– Obrigado, Lorde Urano.

“O prazer é meu, com nome do anjo.”

Notas finais
Gostaram do Pov do biel ? Eu amei veeey cara quero outro dele *-* To parecendo uma leitora Kkkkk pera eu sou uma leitora... Bom comentem o que acharam vamo lá Boa noite e bons sonhos para quem comentou muhahahahah