Notas iniciais
BOAS PESSOAL! AQUI QUEM FALA É A MELLODY... EAI VAI UM CAPITULODA CORA... ERROS SÃO TUDO CULPA MINHA. QUERO AGRADECER A LETÍCIA QUE COMENTA TODOS OS CAPS... QUERO AGRADECER TAMBÉM AS MAIS DE 1.000 VISUALIZAÇÕES... E TAMBÉM AS PESSOAS QUE ACOMPANHA... BOM CHEGA DE ENCHER LINGUIÇA VAMOS AO CAP ... ATÉ LÁ EMBAIXO O/

POV. Coraline

Gabriel. Um menino pálido, de cabelos pretos e olhos também. Não preciso nem mencionar que ele é mais alto que eu. Praticamente todos são mais altos,eu só tenho 1,58! Não é fácil achar alguém mais baixo, até agora só achei a Thaís.

– Como é ?

– Se quiser eu posso te dar o que você mais quer- Ele sorri.

– Não preciso da sua ajuda. — Dou de ombros — Sei me virar sozinha.

Vou para minha cama. Olho para a cabeceira e vejo a minha foto com as minhas amigas.

– É ... Amizade. — Ouço a voz melancólica de Gabriel do outro lado do chalé. — Será que realmente podemos confiar em nossos amigos? Sabe o que a vida me ensinou? Foi que não podemos confiar em nada além de nós mesmo...

– Pode me deixar em paz, por favor? — “Calma Coraline,você não quer gritar. Não quer mata-lo. Você vai se controlar. Conte até 10. 1... 2... 3...”

– Lembre-se Coraline: Não se pode confiar em nada, além de você mesmo.- Ele se levantou da cadeira e foi na direção da porta. Ao estar prestes a sair,se virou — Ah! tenho mais um conselho que você precisa se lembrar: melhor ser temida do que ser amada.

Fui ao banheiro, tomar uma ducha ( água gelada me ajuda a relaxar ), fiquei pensando o porquê das palavras do meu mais novo conhecido ficarem ressoando na minha mente.

Logo a minha velha amiga parece... A sombra que aparecia quando eu estava triste, veio me fazer carinho e falar que não era para guardar ressentimentos, para com os outros e blá blá blá. A mandei ir embora, e ela se foi. Mas antes que ela se fosse, ela disse que eu teria o que eu precisava e não ia demorar muito.

Peguei uma camisa do acampamento, uma jaqueta ( rara do Avenged sevenfold ), minha calça preta, amarrei meu cabelo em um rabo frouxo, peguei meu all star cano curto e sai do banheiro.

Olho os meus irmãos: os João's estavam fazendo competições, a Thaís tava lendo, a Maria estava agarrada ao Gabriel ( tipo ela abraçava ele, dava milhares de beijos no seu rosto) e o Nico estava comendo uma romã.

Eu pisei na sala e todos olharam para mim. O som de todas as cabeças se virando pra mim me deixara nervosa. Capaz de eu olhar pro quadro e a pintura de Hades estar olhando para mim também.

– O que foi?! — Não gosto de pessoas olhando para mim,em especial,TODAS de uma vez.

– Nada — Disseram em uníssono. Impressão minha ou eles estão zoando com a minha cara?

– Ótimo... — Digo baixinho. Dou de ombros. A corneta toca,segundos depois. “Jantar... Não tava afim de ver mais pessoas olhando torto para mim”. Só fui porque tenho o péssimo problema de anemia,e preciso comer de hora em hora. Sem alternativa,fiquei no fundo da comitiva.

Quando chegamos, todos olharam para nós ( Prefiro dizer nós do "que todos olhando para mim" ) de relance. Me sentei sozinha onde eu tinha a plena visão da mesa 1. Isadora estava tão feliz que me fez perder o apetite. Bebi só um pouco de Coca, levantei e caminhei para o meu chalé sozinha. Sai no meio das palavras de Quíron para Isadora. Senti alguns olhos me fitando,mas depois se viraram.

– Todos bajulando ela... "Ai Não me toque, ou vai levar um choque! " — Sou boa em imitar vozes das pessoas,especialmente quando estou zoando com a cara delas. — "Ah! Grandiosa Isadora, santíssima filha de Zeus..." Me perdoe queridinha, não sou boa em bajulação! — Digo olhando de relance para o pavilhão. Entrei no chalé, peguei meu IPod e comecei a escutar música e desenhar...

🎶🎶🎶

Fight (fight)

Not to fail (fail)

Not to fall (fall)

Or you'll end up like the others

Die (die)

Die again (die)

Drenched in sin (sin)

With no respect for another

Oh

Down (down)

Feel the fire (fire)

Feel the hate (hate)

Your pain is what we desire

Lost (lost)

Hit the wall (wall)

Watch you crawl (crawl)

Such a replaceable liar

🎶🎶🎶

– And I know you hear their voices...

– Nightmare?- Será que eu estava cantando alto?

– hã-hã- concordo com a cabeça.Thaís senta na minha cama.

– Olha eu trouxe para você- ela estende um pano em que estava envolto alguma coisa. Eu abri. — É... Eu não sabia do que você gostava então... Batata com queijo cheeder! — Minha barriga roncou e ela sorriu. — Sabia que vc estava com fome,e tem mais uma coisa. Tome- Ela me oferece outra Coca. Aceito,afinal… — Coma rápido,os outros não podem saber. — Me apressei,e enquanto comia, ela olhava para o desenho.- Que lindo, você desenha tão bem quanto a Maria- ela sorri.

– Eu desenhei de olhos fechados.- Parei para olhar, um pégaso negro e olhos vermelhos.

– Ei você já viu ela aqui?- Ela pergunta a pontando para o pégaso em desenho quase sujando o desenho com queijo.

– Ela é real?

– Oh se é! coma e eu vou mostra-la para você- Ela diz em um tom mais baixo- Mas não conte a ninguém. Se nos pegarem,vão nos fazer lavar a louça. — Franzi a testa. Não era de tão ruim. Era? — Ah,é ruim sim. Não se lava com água,e sim com LAVA.

Eu comi, nós saímos do chalé sem ninguém notar e do nada estávamos no estábulo dos pégasos. Eu observei todos eles 50% comiam. 49% dormiam e somente um pégaso não fazia nada. Estava parado com peito (acho que se chama peito) estufado, com cara de orgulhoso.

– Essa é a Dakar- ela aponta para o pégaso, coloca meu desenho ao lado da Dakar.- Viu é ela quem você desenhou.

– Ela é linda- tinha um lindo par de asas negras e cinza escuras, seu pelo negro brilhava na luz do luar,e seus olhos eram incomuns: de um vermelho sangue intenso. Não sabia que cavalos tinham olhos vermelhos. Sem perceber,eu já estava indo na direção da baia.

– C-cora... Ela é um pégaso domesticado, mas não gosta de pessoas ocupando seu espaço...- Me virei e mostrei a língua pra ela. Entrei mesmo assim: pulei o portão, peguei uma maçã que estava intacta no meio do feno e a limpei na camisa.

– Você quer?- Ela bufou para mim. "ECA,MELECA DE CAVALO! Ainda por cima na jaqueta... ÉGUA DESGRAÇADA!" — Ok... se você não quer eu quero-Dou uma mordida, e ela bufa para mim novamente- Oras... se você não quer, tem quem queria...- Ela vira a cara para não olhar para mim, não terminei de comer a maçã joguei na baia ao lado,onde o pegaso marrom que estava ali relinchou feliz. Sorte que ela não viu. Peguei uma romã e ofereço a ela novamente.. Dessa vez, ela foi devagar e deu uma mordida na romã- Rá! sabia que você não iria resistir, ninguém resiste à uma romã! — sorrio. E deixo Dakar come-la inteira.

– Cora... temos que ir. Sujou! — Ela respira como se tivesse farejando- Sinto gente vindo...- Ela agarra minha camisa e nos unimos a sombra.

Aparecemos novamente na frente do chalé, entramos sorrateiramente e sentamos na mesa. Maria agora estava sentada aos pés do Gabriel. O João mais novo estava dormindo no tapete e o mais velho na mesa de centro. Nico estava com um livro na cara. Fui no banheiro colocar meu pijama, e depois me deitei na cama. Dessa vez não foi um pesadelo,mas sim um sonho comum. (Aparentemente)

Estava tudo escuro e do nada pareceu um lindo par de olhos, ele olhava para todos os lados até se fixarem nos meus olho. No início pensei ser os olhos da Isadora ( se fosse, seria um pesadelo), mas não era... Esses olhos era azuis mais claros (como posso dar o exemplo? Hm... como o céu sem nuvens), era mais suave, mas não deixava de ser firme. Eu acordei, olhei para o relógio era 05:35 da matina. Esfrego os olhos e vou ao banheiro me arrumar para o café. Arrumada,sai antes dos outros para fazer a minha caminhada matinal. Assim que fechei a porta do chalé e me ajeitei na jaqueta, vejo uma menina de mais ou menos 1,77 de cabelos pretos e olhos castanhos, vindo em minha direção. Ela caminhava igual a uma modelo, sério, com postura e tudo. Se eu fosse tentar fazer isso,capaz de eu parecer um cachorro manco que acabou de ser atropelado. Ela para na minha frente.

– Hã... oi ?- Digo sem entender.

– Eae, guria! Tudo bão?- É, sim, ela falou "tudo bão" e não "tudo bom".

– É... To indo... E você?

– Suave- ela sorri- Eu vi você no captura bandeira...

– Não fale desse evento para mim...- Ouvi a corneta e começamos a caminhar

– Okay... Mas você luta bem! Aliás não falei o meu nome, sou Camila e não precisa se apresentar você é Coraline. Meu irmão falou de você.

– Seu irmão?

– É, sou Filha de Hefesto, meu irmão Leo falou de todos vocês. — Ela sorri- Não se preocupe, ele não falou mal- Ela ri e eu não pude deixar de sorrir também.

– Maneiro- Ela olha para o meu bracelete.

– Essa arma eu e o Leo que criamos. Cuide bem dela, viu guria.- Balanço o pulso com o bracelete na frente dela. Os pingentes fizeram uma pequena melodia metálica.

– Pode deixar!- E finalmente chegamos no pavilhão. Sentei sozinha, novamente na frente de ninguém. Visão para a mesa 1. Isadora meio deprimida. Perfect! Meu dia acaba de melhorar.

– Bom dia campistas! — Disse... Quíron… Eu acho que esse é o nome dele. Escuta,eu não sou boa com nomes ta legal? Odeio nomes complicados. — Ontem a noite, Jason Grace, filho de Júpiter chegou ao nosso acampamento. Para quem não sabe,ele tem transitado entre os acampamentos grego e romano, Meio Sangue e Júpiter — Existe outro acampamento? LOL. — para se certificar de que está tudo em ordem. Ele irá passar alguns dias conosco, portanto, Jason, poderia se levantar por favor? — Eu engasguei com o Nescau quando o vi. Um, digamos, apresentável menino loiro de óculos, os olhos dele são iguais ao que eu sonhei na noite passada. Lindos olhos az... Não pera, eu não falei lindos... NÃO TIREM CONCLUSÕES PRECIPITADAS! Ah,quer saber? Me deixem. — Vamos dar as boas vindas ao Sr. Grace!- Todos aplaudiram. Ignorei as palmas e me obriguei a pensar. “Deixe eu raciocinar... Júpiter é romano, e a contra parte de Júpiter é... Zeus! Ah não! Tava muito bom para ser verdade! M*rda.” Vejo ele sentado conversando com a Isadora, pego meu sanduíche natural e saio do pavilhão. Vou para o meu chalé, começo a ler o meu livro (Qual é o livro? A Menina Que Roubava Livros, é legal). Fico horas lendo, até que Nico entra,fechando a porta atrás de si. Ergo os olhos e o fito,como se dissesse “Que foi criatura?”

– Você realmente não gosta de se reunir, não é?- Ele senta no sofá próximo.

– Não gosto de locais cheio de pessoas- Digo ainda lendo. Ajusto o livro para que ele não me veja. Acabei pensando aonde ele queria chegar quando me dei conta que estava lendo a mesma linha umas quinze vezes.

– Eu vi o jeito que olhou para o Jason- Ele tira o livro da frente do meu rosto permitindo assim que eu olhasse para os olhos dele. O negro quase se unindo a íris me olhava,confuso. Peguei o livro de volta da mão dele e me levantei.

– Não te interessa. — Saio do chalé (dessa vez estava de óculos escuros), vejo a Mi lendo num canto. Bella conversando com o Samu. Luigi treinando a pontaria e a Isa… Perai ela tava com um arco? Nossa. Ta né. Comecei a caminhar pelo acampamento, passei pelos chalés vi a Camila e o Leo rindo que não paravam mais. Ela acena para mim. Continuei a caminhar. Vi o Gabriel treinar com a espada com a Maria, a Thaís e os João's ( ele dava uma coça em cada um, e eu pensava que eu era boa ). Me aproximei para vê-los.

– Ah! Mas que merda Gabriel! — Disse J maior depois que ele nocauteou o J menor. Gabriel apenas sorri e o ataca. Ele até que se defende bem. As duas espadas se cruzam e Gabriel habilidoso ( ou ardiloso ), o chuta. J maior cai de cara no chão,e quando levanta o rosto,tem uma ponta de espada apontada diretamente para seu nariz. Thaís e Maria fazem uma combinação de ataque fantástica, uma atacava por baixo e outra por cima, mas Biel era mais rápido. Ele esquivava para um lado para o outro e parecia saber o que ia acontecer. Uma ideia surgiu na minha mente. Segurei o meu pingente em forma de arco e atiro uma flecha. Acerto um tufo do cabelo dele (Você se perguntam: que precisão é essa para minha primeira vez? E eu digo: Quem disse que é a minha primeira vez?). Ele para,confuso e olha para onde saiu a flecha, e eu dou um xauzinho. “Eu também luto queridinho.” Ele se despista de Maria e Thaís e parte para cima de mim. Me esquivo e Maria também avança. Biel desviou e tirou a espada dela, ela em sinal de rendição levantou a mão. Thaís também avançou, ela foi melhor um pouco que a Maria, ela era mais rápida e precisa, mas não teve jeito ele também venceu ela. Ele veio para cima de mim novamente, consegui atirar uma flecha que passou de raspão no ombro dele, mas ele não parou continuou avançando. Para me defender, eu acabei por usar o arco como escudo. Lindos amassados. Pausa na cena. Ai vocês se perguntam "Por que você não usa um escudo?" Não é obvio? Eles são grandes e pesados demais. Play na cena.

Depois de muitos ataques e muitas defesas, acabamos da seguinte forma: eu tava com uma flecha apontada para a garganta dele e ele com a espada no meu pescoço. A corneta soou e abaixamos nossas armas.

– Você é boa- o J maior falou- Mas o campeão do chalé sou eu... — Ele estufa o peito.

– Tão campeão que perdeu, para o Gabriel- Disse J menor.

– Isso foi por que eu não estava concentrado, as meninas estavam me olhando. — Ele lança uma piscadela para duas filhas de Afrodite que estavam na arquibancada e elas se derretem.

Sentamos juntos comemos, o J maior zoou a falta de cabelo do Gabriel.

– Cuidado Biel,desse jeito você vai estar careca quando ficar 18 anos! — Todos nós rimos,menos o Gabriel,claro. Terminamos de comer e eu fui caminhar ( gosto de caminhar ).

– Ei guria! — Ouço alguém falar atrás de mim e me viro.- Eu vi como você lutou no captura bandeira e no treinamento com seus irmãos. É meio difícil falar isso, mas suas técnicas são ótimas. — “Eu me lembro,eu me lembro,eu me lembro… PÔ! Clarisse! Ares!”

– Ah! Valeu... Você também luta bem.

– Dãh! Sou filha do deus da guerra,queria o que? — Ela diz orgulhosa e puxa a espada- Quer treinar comigo?

– O.k.!

Chegamos na arena e começamos. Ela era realmente forte, atacava sem parar, e eu só defendia. Todos que passavam por ali,se uniam na arquibancada,e eu realmente não sabia se os bancos iriam aguentar. Seria engraçado se os suportes quebrassem e todos caíssem. Eu me defendo uma vez, mas fiquei de lado para ela, com as costas vulneráveis. Ela foi me atacar e eu coloquei a espada entre minhas costas e a espada dela ( Essa manobra... Parabéns pra mim!), e de relance pude ver Jason no meio da multidão. Fiquei parada olhando para ele e ele fez o mesmo. Até que uma menina de pele morena e cabelos castanhos escuros chega e o beija. Não precisou mais nada para Clarisse me desarmar.

Logo em seguida,tudo passou por um borrão: O pessoal aplaudindo Clarisse,ela agradecendo pela luta,eu assentindo,saindo da arena e quando me toco,estou correndo na direção do chalé.

A correria acabou quando trombei em alguém com uma camiseta do acampamento que tinha cheiro de lavanda.

– Me desculpe. — Uma voz masculina e suave. — Coraline não é ? Olá sou Jason Grace.- “De todas as pessoas do mundo por quem eu podia trombar, eu trombo logo nele!” Ele estende a mão para me levantar, eu recuso e me levanto sozinha. Limpo a calça e continuo a andar. — Ei! Você se machucou?

– Não... — Grito de volta. “Vaza Cora,vaza! Anda guria!”- Da próxima vez olhe por onde anda. — “Que? Próxima vez? Ai deuses! Boca,pare de falar antes do cérebro pensar!” Eu desapareço nas sombras pensando que não posso dar mais uma bola fora.

Cheguei no meu chalé e vou dormir, deito não sonho e não tenho pesadelos (estranho).

Ouço um grito no meio da noite,que me acorda de sobressalto. Vejo Thaís e os outros também alarmados. A cama de Maria e Biel,vazias. Pego uma jaqueta e saio do chalé ainda de pijama. Vejo uma multidão de semideuses sonolentos e alarmados parados do lado da Casa Grande.

A roda se abre,e vejo Maria parada,com o braço sangrando. Ao seu lado,Quíron cuidava dos ferimentos.

Na parede ao lado dela,pintado com sangue estava escrito:

Os titãs uma vez governaram

A terra e o tempo fracassaram

O céu irá governar

E a humanidade assim irá se restaurar.

Notas finais
OBRIGADA POR LEREM E ATÉ NO POV DA MICHELLE. NÃO ESQUEÇAM DE COMENTAR... BYE. MELLODY-SAMA