The Blood of a God
13 Capítulo Especial
Notas iniciais

Pov Maria Alice
Acordei com o som de uma coberta sendo chutada para o lado. Fechei os olhos e os esfreguei,esperando minha visão focalizar.
Vi um vulto saindo do chalé,e fechando a porta.
Peguei meu roupão na cabeceira da cama,calcei meu tênis sem nem amarrar e sai do chalé. Fechei a porta com cuidado.
Olhei para os lados,e vi alguém correndo. Trajava apenas preto,com uma capa negra com a estampa de uma caveira vermelha esvoaçando atrás.
“Gabriel.” Pensei. E corri. Quase cheguei a cair duas vezes,por causa dos cardaços,e finalmente Biel parou de correr e passou a caminhar rapidamente. “A Casa Grande?”
– Biel! — Disse baixinho. — Biel! — Ele se virou,e olhou para mim,alarmado. — Oi! Que foi?
– Oi pequena. Nada. — Eu sabia que eles estava mentindo. — Só vim pegar um ar fresco.
– Aham. E porque a capa?
– Estou com frio.
– Estamos no meio do verão.
Ele abriu a boca pra dizer algo,mas pensou direito e disse:
– Ta legal. Não tem como esconder de você. Eu vou fugir. Quero sair daqui. Estou cansado dessa vida.
– Cansado de que? É a única vida que nós temos sem perigo algum. Especialmente com o Velocino e a Árvore de Thalia guardando o Acampamento! Temos até um dragão de bronze maciço,o Festus. O último ataque de monstros foi a três meses,Biel. Estamos muito bem!
– Não,não estamos Malice! Os deuses ditam o que acontece com a gente! Eu to cansado disso. Quero viver um estilo novo. — Franzi a testa. Não. Ele não podia estar pensando naquilo. — O estilo dos titãs. Eles governaram a terra,e destruiram todos aos que se opunham a eles. ISSO é poder. Os deuses só ficam sentados naqueles tronos sem fazerem nada. Eles não se importam com a gente. NUNCA SE IMPORTARAM! — Ele gritou. Não pude conter as lágrimas.
– Gabriel você não é assim. — Ele se virou e ficou de costas para mim. — Por… por favor…
Ele se virou e olhou diretamente para mim. Os olhos negros estavam repletos de ódio e ira. Ele arfava com força e estava com a espada desembainhada. O metal negro cintilava com a luz do luar,assim como seus olhos.
– Ouça-me. Você tem uma escolha. Unir-se a mim de bom grado,ou ficar com esses… Coleguinhas. — Ele cuspiu a última palavra com ódio. — Você. Decide.
– Biel… Eu… — Fiz uma pausa. — Tudo bem. Eu vou…
– De verdade? — O rosto dele se iluminou — Que ótimo! Então vamos! Volte ao chalé,se troque e nós podemos ir.
– Biel. Eu… Posso ficar por aqui mais um tempo? Por favor? — O sorriso dele desapareceu. — Biel?
– Tudo… Tudo bem Maria. — Ele se aproximou de mim e sussurrou ao meu ouvido. — É nesse lugar que eu ficarei. Você tem uma semana até me encontrar até lá.
– Tudo… tudo bem. — Ele beijou minha testa e se afastou. — Ah. Mais uma coisa.
Biel retornou para onde eu estava e me abraçou. Fiquei com a cabeca encostada em seu ombro. Quando se afastou,ele me puxou o braço,deixando meu pulso virado para cima. Fez um corte com a espada do cotovelo ao pulso,superficial,mas fundo o suficiente para sangrar. Gritei com a dor e mordi o lábio.
Ele deu uma risada,meio… Psicótica e manchou suas mãos com o sangue que tinha da ponta da espada.
– Sangue. Ferimentos físicos não são nada comparados ao que palavras podem causar. — Me ajoelhei no chão e tentei estancar o sangramento com a ponta do roupão,mas não consegui. Ele escreveu algo com meu sangue na parede da Casa Grande e se ajoelhou ao meu lado. — Adeus irmãzinha.
E saiu. Ouvi alguém gritando meu nome e Isa apareceu ao meu lado. Estava perdendo a consciência e só ouvi ela gritando por Quíron. Minha visão ficou turva,e eu desmaiei. Quando acordei novamente,Quíron estava ao meu lado e vários semideuses me rodeavam. Cora estava pálida,Thaís chorava e Isa olhava para mim com apreensão. Tentei dizer algo,avisar sobre Gabriel,mas não consegui. Só saíram murmúrios.
A última coisa da qual me lembro,é de Quíron colocar um pano em minha cabeça e me levar para a enfermaria.
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