Notas iniciais
OMG, eu fiquei uma eternidade sem postar aqui! E sinto muito, galera. Mas, sabe como é, tem vezes que a ideia simplesmente não vem, ou o meu vício em Once Upon a Time crescendo... ah, e sem contar que, quando eu ia postar, o nyah ficou em manutenção e deu no que deu. Mas, agora, ao invés de escrever no caderno, irei escrever pelo celular. É muito mais fácil e eu escrevo na hora em que eu estiver inspirada. Agora vamos ao capítulo, que é o que vocês estavam esperando :)

– Você está muito grudento, Potter – reclamei, mas eu tinha um sorriso no rosto. James me olhou e revirou os olhos, sorrindo também. – Você não era assim.

Desde que nós voltamos da casa dos pais dele, ele me perturbou para dormir em meu quarto. Eu ia deixar, mas o provoquei um pouco. Só não esperava que ele fosse me provocar de volta. E foi jogo sujo, me seduzir daquele jeito. Então, eu acabei cedendo mais rápido do que pretendia (e isso não me agradou nem um pouco).

Nem eu, nem ele voltamos a mencionar a aposta (até porque nenhum dos dois falaram as três palavrinhas famosas) e não nos importamos com isso, pelo menos por enquanto. E, quer saber?, estava muito bom daquele jeito; nós estávamos nos dando muito bem desde que chegamos da casa dos pais de James e Alice. Então, por ora, eu ia deixar tudo aquilo para trás.

Ele estava arrumando o quarto de hóspedes (se ele ia se mudar para o meu quarto, teria de arrumar a bagunça que fizera) e eu estava encostada no batente da porta, observando-o tirar as coisas que ele não usaria mais, os papéis que não serviriam para nada e outros lixos, até que ele pegou o papel com o desenho de um lírio amarelo e o colocou no bolso.

– Que papel é esse? – perguntei, sem deixar transparecer que eu sabia o que havia desenhado ali.

James me olhou e deu de ombros; eu estreitei os olhos. Ele não ia me contar? Ok, tudo bem que eu sabia o que havia no papel, mas eu o deixei ficar no meu quarto, a gente tinha transado várias vezes, eu tinha aceitado a fazer aquela aposta idiota, eu o aturei (e ainda estava aturando) e ele não ia confiar em mim e não ia contar o que tinha no papel? Isso não.

– O que tem aí? – repeti com a voz dura.

– Nada demais, Lily. – Respondeu, apertando o bolso, e depois sorriu. – O quê?, está com ciúmes de um papel?

Revirei os olhos, cruzando os braços.

– Deixe de ser idiota, James. Fale-me o que tem aí, senão dormirá na sala – disse eu com uma sorriso irônico nos lábios.

– Isso é sério?

– Não duvide de mim, James Potter.

Ele suspirou e pegou novamente o papel. Desdobrou-o e virou o desenho para eu olhar. Fiquei um tempo olhando para a flor; ainda não entendia o porquê do lírio, então eu o olhei novamente.

– Um lírio? – perguntei, enquanto ele guardava o desenho e passava as mãos pelos cabelos. – O que significa?

– O seu nome – respondeu ele, com o rosto corado e eu arregalei os olhos. – Sim, o seu nome, Lílian Evans. Satisfeita?

Eu fiquei em silêncio, paralisada por alguns minutos no mesmo lugar. Depois que a surpresa, aos poucos, se dissipou, eu descruzei os braços e fui até ele lentamente. Ele me olhava desconfiado, mas o meu sorriso dizia o contrário do que quer que seja que ele estivesse pensando e seu corpo relaxou.

Quando cheguei perto o suficiente, retirei seus óculos e acariciei seu rosto,deixando a minha mão em sua nuca.

– Você sabia que lírios são minhas flores favoritas? – passei a mão em seus cabelos macios. Eu ainda não havia o olhado. – Principalmente os lírios amarelos.

Ele pegou os óculos da minha mãe e os colocou em cima da cama e me fez olhá-lo. Ele tinha um belo sorriso no rosto.

– Vou me lembrar disso no nosso casamento – ele disse e eu ri. Até parece.

– Quem disse que eu vou casar-me com você, Potter? Tem alguém lhe iludindo – eu dei outra risada.

James me puxou pela cintura e meu coração deu uma pequena parada. Quando ele voltou a falar, sua boca estava em minha orelha, fazendo-me arrepiar.

– Quer apostar?

E capturou meus lábios com os seus. Eu sorri pela idiotice dita, passei os braços em seu pescoço e dei impulso, passando as pernas pela sua cintura. James sustentou o meu peso, mas sem tirar seus lábios dos meus.

Nem me lembro como fomos parar na cama de solteiro, que ainda continha seu cheiro.

(…)

Eu estava descendo as escadas na manhã seguinte, quando James chegou até atrás de mim e me pegou no colo e me levou para a cozinha, gritando igual a um maluco:

– Vendo esta porca! Vendo esta porca e ela é bem ruivinha!

– Coloque-me no chão, seu babaca! – Eu gritei de volta enquanto eu o ouvia rir. – Pare de rir, James Potter – balancei as pernas para que ele me soltasse. – Não tem a mínima graça – falei, quando ele me colocou no chão novamente. – Vê se cresce.

– Tem graça, sim. E eu já cresci, sou maior do que você. Não vê? – Ele mediu a minha altura com a dele, fazendo um gesto com a mão e, depois, beliscou minha bunda. Eu o olhei com raiva.

– Faça isso outra vez e você perde o seu bem mais precioso – ameacei e ele riu.

– Mas aí vai ser você que se dará mal – rebateu James e eu revirei os olhos, virando-me para a mesa, onde se encontrava Sirius e Marlene sentados um ao lado do outro.

– Bom diaaa – disseram, ambos ao mesmo tempo, com as maiores caras lavadas do mundo.

Eu revirei os olhos de novo e fui pegar o chá que a minha amiga fizera. Agora eu sabia que Sirius a acompanharia nas invasões à minha casa. Então, além de eu ter James Potter perturbando a minha mente, eu teria Sirius Black. Mas eu gostava; eles nos faziam companhia e eram divertido.

Voltei e sentei-me à mesa, ao lado de James. Ele puxou minha cadeira mais para perto de si e passou o braço ao redor do meu ombro. Eu ri e balancei a cabeça, mas encostando-a em seu ombro e depois voltando ao normal. Por Deus, como eu amava aquele homem!

– Vou ter que mudar de lugar a chave reserva de novo? – perguntei, começando a comer uma torrada com geleia. Lene riu.

– Como eu sabia que você ia dizer isto, eu comentei com o Sirius. – Disse ela e eu observei, sabendo que não seria agradável o que ela diria a seguir. – E ele teve uma ideia incrível!

– E suponho que não será agradável para mim – falei, olhando-a pela borda da xícara. – Estou certa?

– Você é engraçada, Lily. Então, Sirius teve a ideia de fazer uma cópia da sua chave reserva! Portanto você não vai precisar mudar a chave de lugar toda hora. Isso não é genial?! – Ela sorria tanto, que eu achei que as bochechas dela deveriam estar doloridas.

Eu sou genial, Lene – corrigiu Sirius.

– Que seja – falei e eles me olharam. – Não vai dizer nada, James? – Eu o olhei, indignada; mas o idiota apenas riu.

– Deixe-os, Lil's – ele beijou minha bochecha. – Quando entrarem aqui e ouvirem ou verem algo que eles não queiram, eles irão se arrepender.

Dei um tapa em seu braço vi meus amigos fazerem caretas ao imaginarem coisas que eu já imaginava, mas que para mim era ótimo. Seria ruim se eu imaginasse o dois... Ai, eca. Agora eu imaginei e, não, não foi tão agradável quanto a me imaginar com James. Eu os olhei e mais uma vez estremeci.

James riu e se levantou.

– Ei, Six. Vamos lá em cima enquanto eu escovo os dentes e acho uma camisa melhor – chamou James e Sirius foi atrás do amigo, dando um selinho em Lene antes de ir.

Nós os olhamos subir as escadas, rindo de alguma coisa ridícula (eu conhecia aqueles dois para saber que era alguma bobeira), até que eles viraram no corredor e eu olhei para Lene, que me encarava seriamente. Eu não entendi e me levantei, levando a louça suja para a pia, onde Lene me seguiu. Abri a bica comecei a lavar rapidamente a louça.

Eu sabia que ela tinha algo para me falar. Mas, como a conhecia tão quanto a palma da minha mão, eu esperei que ela começasse. Pressioná-la nunca dava certo; então eu continuei a lavar e ela secar a louça, sem silêncio.

Quando terminamos, eu fui para o banheiro, do térreo mesmo, escovar os dentes e terminar de me ajeitar para o trabalho. Foi quando a minha amiga começou a falar.

– Lily... – Eu a olhei pelo espelho; ela tinha uma expressão séria. – Você sabe que ainda – Lene olhou para os lados e sussurrou – é namorada do Snape.

Eu continuei a olhá-la, pensando em Severus pela primeira vez em meses. Senti-me culpada, mas eu não podia ignorar o fato de que James estava a um andar de distância. E que eu o amava agora.

Eu suspirei e enxaguei a boca, passando a mão em meus cabelos.

– Eu sei, mas... não posso...

– Deixar o Potter? – Lene completou a frase e eu assenti. Eu entendo. Mas não cause problemas para si mesma. O Snape, você já perdeu; tome cuidado para não perder o James também. Ele tem que saber e você sabe disso.

Eu balancei a cabeça e ouvi o telefone tocar. Ouvi James gritar que atenderia e eu terminei de me arrumar, com o conselho de Lene ecoando em meus ouvidos. Eu detestava quando ela tinha razão (ora, quem sempre tinha razão aqui era eu!), mas Lene tinha seus momentos. E, quando ela tinha razão em algo, era porque algo ia dar muito errado. Mas, por enquanto, eu ignoraria esse pequeno detalhe. Até porque Severus não havia me ligado uma vez sequer esse ano.

Saí do banheiro e fui para a sala, vendo que James estava desligando o telefone.

– Quem era? – perguntei, pegando minha bolsa em cima do sofá.

– Era Alice... temos uma reunião antes das aulas começarem. – Respondeu ele, virando-se para me olhar. Quando me viu, sorriu. Dei um sorriso para ele, prendendo os cabelos. – Não. Eles ficam mais bonitos soltos – e veio até a mim, tirando minhas mãos de meus cabelos e soltando-os em seguida. – Assim está melhor – ele passou as mãos pelos meus cabelos. Eu havia esquecido que quem gostava dos meus cabelos presos era Severus.

E eu gostava deles soltos.

Balancei a cabeça e James inclinou a cabeça. Eu sorri e beijei seus lábios, afastando todas as minhas preocupações e me concentrando nas mãos grandes de James passarem pela minha cintura e costas. Eu suspirei em sua boca e isso pareceu estimulá-lo ainda mais a me beijar.

Eu soltei-me de seu beijo assim que ouvi Sirius pigarrear. Eu revirei os olhos, mas sorri.

– Eu ouvi que teremos uma reunião – disse Sirius e Lene riu (provavelmente da minha cara vermelha) –, desculpe interromper.

– Ele tem razão, James. – Cruzei os braços, fingindo estar brava. – Pare de me distrair.

– Estou acostumado ser o culpado mesmo – el deu de ombros, piscando para mim. – Você vem com a gente?

– Não... vou levar Lene para o trabalho.

– Eu tenho carro, Sirius – mina amiga revirou os olhos.

– Então eu vou com vocês – decidiu Sirius, esfregando as palmas das mãos.

– Não acredito que vai me deixar sozinha! – exclamou Lene chorosa. Eu, James e Sirius trocamos olhares.

– Perigo: Dia do Vermelho! – disseram ambos juntos, assentindo um para o outro me deixando confusa. Depois, Sirius completou: – Se decida, mulher.

– Podem decidir logo e lá fora? Que tal? – perguntei, apressada.

(…)

Sirius entrou no auditório um minuto antes de Alice Longbottom entrar. Ele foi para perto de Remus, arrumando os cabelos e resmungando. Balancei a cabeça, prestando atenção em Alice. James moveu-se e passou o braço em minha cintura.

Cruzei os braços e esperei que ela começasse a falar.

– Bom dia, professores – disse Alice e nó respondemos de volta. – Bem, como a maioria dos senhores sabem, todo ano nós fazemos uma espécie de gincana para os alunos, com várias atividades. – Senti James se animar; ao que parecia, ele gostava daquelas gincanas. – É uma competição saudável para os alunos e vamos determina professores para cada grupo de alunos e tarefas.

Vários professores moveram-se desconfortavelmente em seus lugares; estava claro que quase ninguém queria aquelas gincanas. Eu olhei para os três ao meu lado e me lançaram sorrisos cúmplices. Assustei-me com aquele movimento sincronizado daqueles três.

– Desde que eu fique com a parte de atividades físicas, por mim, tudo bem – disse James com sua voz divertida.

– Senhor Potter, será sorteio – respondeu Alice, tentando manter-se séria.

– Detesto sorteios – resmungou, encostando a cabeça na minha por alguns instantes. Houve murmurinhos de concordância.

Alice revirou os olhos e pegou a famosa caixa de sorteios. Pediu, como da outra vez, para a irmã de James tirar os papeizinhos enquanto chamava os nomes dos professores. James estava quase quicando ao meu lado; Sirius já havia sido chamado e ficara com os testes de lógica e Remus esperava de braços cruzados.

Quando Alice chamou meu nome, eu a olhei apreensiva. Com a sorte que eu tinha, eu nunca ficaria com algo que eu sabia lidar ou algo que eu estava acostumada a dar aula.

– Lily Evans... – Alice fez uma expressão estranha. – Ficará com o time de basquete da turma 1402. – Fiz uma careta. Eu sabia que eu ficaria com algo que eu não sabia. Um time de basquete?! Ouvi James disfarçar sua risada. – James Potter... – James tirou seus braços de minha cintura, ansioso. – Competição acadêmica de Conhecimentos Gerais.

– Como é?! – Ele parecia indignado. Mas eu estava rindo. Ele também rira quando eu fiz uma careta; agora, ele ia saber como era bom dar aulas de História.

– Isso mesmo que ouviu – disse Alice, fazendo Alice Potter rir e James estreitar os olhos na direção da irmã. – Remus Lupin... Puxa, o coral da turma 1201. Boa sorte. Jason Doyle...

(…)

– Agora me digam – ia dizendo Remus –, como eu, um professor de Inglês, irei ensinar crianças a cantar?!

Nós estávamos em um pequeno restaurante, almoçando. O único que parecia conformado com a atividade escolhida era Sirius, que ria da nossa desgraça. Idiota.

– Está reclamando? – perguntou James, irritado. – E eu? História?

– Rá – eu ri, interrompendo-o. Ele me olhou e eu descansei meu garfo no parto. – Isso é mole, James. Agora, me imagine treinando um time de basquete ou qualquer outro esporte.

– Tem razão – concordou James e eu o olhei. – Você num campo seria um desastre. Não sabe nem pegar em uma bola nas mãos, quem dirá ensinar alunos a pegar uma.

Agora ele pegou de pesado.

– O que quer dizer com isso, Potter?

– Ih, prepare-se, Remus. Lá vem bomba – comentou Sirius, porém eu não prestei atenção. Eu encarava o amigo quatro olhos dele. – Isso vai ser divertido – ele riu.

– Quero dizer que você é ruim em um jogo. Não ganharia nem uma partida – respondeu James, por fim. Fechei os olhos; ele não disse aquilo.

– E você não duraria um rodada em uma competição acadêmica. – Dei um sorriso angelical.

– Você não disse isso – James estreitou os olhos.

Apoiei-me na mesa e o encarei, com uma expressão maliciosa.

– E se... e se a gente fizer uma aposta? – propus e ele arregalou os olhos, surpreso. Eu também estava espantada comigo mesma; era convivência com aquele ser chamado James Potter. El estava me corrompendo.

– Ele largou o garfo e me encarou seriamente.

– Isso é sério? Outra aposta?

Eu bufei.

– E eu tenho cara de quem brinca? É caro que é sério– respondi, revirando os olhos. – Topa?

– E qual seria o prêmio para quem ganhar? – perguntou e e eu pensei. Só agora eu via que isso era difícil; perder era fácil, mas o que se ganharia... – Estou esperando. – Ele deu o seu sorriso pretensioso.

Então eu tive uma ideia.

– Quem ganhar, poderá lembrar o outro de que é melhor em tudo e o outro não poderá reclamar – respondi. – É simples, mas eu conheço o seu ego. E ele é mais do que inflado.

– Sim, é simples, mas eficaz – concordou James, sorrindo torto. – E quem perder?

– Fará todas as tarefas domésticas... usando um uniforme durante uma semana.

– Hum... eu vou adorar vê-la de uniforme. Posso até imaginar – ele sorriu, olhando-me de cima a baixo.

Eu corei.

– James! – censurei-o, tentando não sorrir. – Olha o Remus e o Sirius aqui.

– Como se não fôssemos amigos desse aí – disse Sirius. – A gente está acostumado. – Se é que era possível, meu rosto ficou ainda mais vermelho. Eu olhei para Remus e ele apenas piscou o olho.

– Então estamos combinados? – perguntou James e assenti. – Remus e Sirius serão testemunhas.

– Ok – falei e olhei para o meu relógio de pulso. – Acho melhor irmos.

Pedimos a conta e pagamos. Levantei-me primeiro, ajeitando meus cabelos em seguida. Eles me seguiram (eu podia sentir James atrás de mim), murmurando algo. Apurei os ouvidos para ouvir o que os três estavam falando.

– Como eu vou fazer o esquema de perguntas? – sussurrou James. Eu dei um sorrisinho.

– Estudando, meu caro amigo – respondeu Remus (eu podia sentir o riso na voz dele).

– História?

– Não, matemática – ironizei, virando-me para encará-lo. – Lembrando que você tem que vencer uma rodada e eu uma partida.

James fechou a cara.

– Tudo bem – respondeu e eu sorri.

– Boa sorte – fiquei na ponta dos pés e beijei seus lábios. James envolve minha cintura com seus fortes, tirando-me do chão por alguns segundos.

– Que vença o melhor, gata.

Isso seria interessante.

Notas finais
Espero que gostem e... Comentem!