The Bet (JPLE)
38 Eu te amo, idiota
Notas iniciais
Por Lilian Evans
Já era a quinta ou sexta vez que eu adiava aquela audição. A primeira vez, eu realmente passei mal, por causa do bebê, do nervosismo e tudo o mais. E percebi que funcionava, essa coisa de passar mal, ainda mais com Lene sendo a minha advogada.
A verdade era que eu, simplesmente não queria aparecer no tribunal para vê-lo querer me dar 4 mil libras por ele ter me dito as três palavras que eu sonhara por quase um ano ouvir. Porque o meu amor por ele não tinha preço. E nunca teria. Se ele pedisse meu coração, eu nem reclamaria, já que meu coração estava com aquele imbecil quatro olhos.
Mas eu sabia que, no fundo, eu teria de comparecer mais cedo ou mais tarde naquele tribunal. O juiz não seria tão compreensivo da próxima vez; eu seria obrigada a ir àquela maldita audição. Bem, pelo menos, fora Lene quem fizera aquele contrato.
Acho que, mesmo inconsciente, Lene sabia o que estava fazendo. E por ser advogada, eu sabia que um contrato sempre tem uma brecha. Não sabia que brecha seria aquela. Mas eu sabia que Lene encontraria uma.
Enquanto isso, minha barriga ia crescendo. Eu já via a protuberância arredondada se projetando para frente. Toda vez que eu olhava para a minha barriga, eu sentia que eu podia amar duas pessoas com uma força tremenda. Era estranho pensar que eu seria mãe, mas, ao mesmo tempo, era... gratificante (tirando as partes dos enjoos frequentes, tonturas e até mesmo alguns gases).
Gostaria de poder contar ao James alguma hora. Eu vi que James havia "adotado" Matt Valentim, e vi também o quanto ele seria um bom pai. Claro, eu sabia que ele seria um pouco desnaturado, mas era para isso que eu estava aqui, gerando nosso pequeno bebê em meu ventre. Eu estava aqui para a ser a parte séria, a que botava ordem em ambos.
Agora que eu sabia que James me amava também, eu tinha certeza que ele amar ainda mais nosso filho. Sim, eu tinha certeza de que era um garotinho, que eu imaginava ter cabelos pretinhos – iguais aos de James – e olhos esverdeados. Era assim que eu o imaginava.
Mas, toda que eu pensava naquilo, eu caía na realidade de que James não sabia que eu esperava um bebê dele. Isso doía... e bastante.
Agora, eu estava sentada, em frente à televisão, com um balde de pipoca amanteigada nas mãos, um copo gigante de refrigerante e um pote de sorvete em cima da mesinha de centro. Nunca soube de onde vinha aquela fome toda, mas sabia que precisava saciá-la. Quero dizer, a barriga estava aparente, mas nem tanto. Mas parecia que o bebê já estava querendo pegar tudo o que eu comia e transformar em mais fome.
De modo que eu estava sentada, remoendo com o neném que o pai dele era um imbecil – reparando, depois, que eu não podia xingar daquele jeito para um bebê, ainda que ele não entenda uma palavra – e que deveria ser amordaçado para poder me ouvir, quando a porta da minha casa foi aberta em um rompante. Eu já nem ligava mais para isso; todos pareciam ter uma cópia da chave ou sabiam onde ficava a reserva.
Eu olhei para trás e vi Marlene entrar na companhia de seu fiel guarda costas, Sirius Black. Ele vinha me visitando muito nas últimas semanas e trazia tantos brinquedos, que o quarto de hóspedes estava entulhado de coisas — fora as roupinhas, que ele trazia. Umas eram azuis ou verdes, outras eram rosas e vermelhas.
– Não sei qual é o sexo do bebê, por isso estou sendo precavido – dissera ele, quando aparecia com algum presentinho nas mãos.
O que eu ia fazer com as roupas que sobrariam, eu não tinha a menor ideia.
E, naquele dia, não foi diferente. Ele trazia um lindo sapatinho de croché amarelo. Perguntei o por que da mudança de cor. Sirius respondeu que amarelo era neutro e que tinha que mudar as cores do guarda roupa do bebê de vez em quando. Do jeito que ele sempre trazia alguma coisa para o bebê, eu nem precisaria comprar algo para o meu filho, já que Sirius estava dando o guarda-roupa completo.
Mas não era só ele. Remus vivia trazendo ursos de pelúcia – tinha até aparecido em casa com um cervo! –, bonecos e outras coisinhas. Dorcas era outra, que sempre trazia alguma lembrancinha. Lene também trazia algo. Mas, naquelas últimas semanas, estava tão preocupada com minhas audiências canceladas, que não se lembrava de que iria ter um afilhado.
Eu não a culpava, é claro. Eu que estava dificultando o seu trabalho, tendo a esperança de que James aparecesse na minha casa, eu explicasse tudo para ele e, depois, ser tomada por aqueles braços fortes e seguros.
Só que isso não acontecia. E, pelo o que eu via, não iria acontecer nem tão cedo. Por que raios eu e ele tínhamos de ser tão orgulhosos? Eu queria ir até ele e desabafar tudo. Mas não conseguia. Porque era ele que tinha que me procurar. Não eu.
– Lily – disse Lene, séria.
– Meu nome – respondi, olhando-a e sabendo exatamente o que ela carregava naquela pasta de advogada. – Tenho atestado – falei apressadamente, fazendo minha amiga bufar.
– Lily Evans – ela tornou a chamar meu nome. – Não dá mais, de jeito algum, adiar isso!
Eu olhei para Sirius, que estava colocando algo na escada. Ele estava agachado, em frente ao corrimão. Eu não fazia a mínima ideia do que ele estava fazendo, por isso franzi a testa, não ouvindo nada do que Lene falava.
– Lilian! – exclamou Lene, fazendo-me pular no sofá e derrubar um bocado de pipoca no chão e em cima de mim.
– O que foi? – perguntei toda inocente. Lene bufou, irritada.
– Não se finja de inocente – reclamou ela, me fazendo erguer uma das sobrancelhas.
– Mas eu não estou fingindo... quero dizer, não agora – justifiquei, mas apontando para trás, onde Sirius se encontrava agachado. – O que raios ele está fazendo?
Lene seguiu meu polegar e franziu a testa. Depois, voltou a me olhar, revirando os olhos.
– Grades de proteção – respondeu Lene.
– Grades de... – repeti e depois percebi do que ela estava falando. Me virei para trás, para ver Sirius melhor. – Sirius! O neném nem nasceu!
Ele se virou para me encarar, sem se abalar nem nada.
– Eu sei, né – respondeu ele. – Mas quero tudo já pronto. Sabe como é, os bebês quando começam a crescer ficam muito travessos.
– Sirius, mas eu sou a mãe – ratifiquei. – E você certamente não é o pai. O que eu vou fazer quando ele nascer?
– Ele? – perguntou Sirius, encantado, olhando pra minha barriga. – É um meninão?!
– Sirius. Por favor. Menos – pedi e ele me ignorou. Estava animado demais com a ideia de ser um menino.
– Meu Deus. É um menino!
– Eu não sei se é um menino, Sirius.
– Mas sente que é, não é?
– Bem... sim. – Eu fiz uma pausa. – Creio que sim. Mas ainda não é uma certeza.
– Bem, se a mãe sente que é um garoto, é um garoto. – Sirius deu de ombros, ainda animado. – Agora pare de reclamar, ok? Estou lhes fazendo um favor.
Voltei a olhar para minha amiga, que via a discussão com um olhar distante.
– Dá para acreditar nele? – perguntei, fazendo-a voltar à realidade.
– Dá – disse Lene e depois balançou a cabeça. – Mas, Lily, escute. Eu não posso mais adiar nem mais um dia. Não importa, você é obrigada a comparecer lá.
– Não quero, Lene – funguei e respirei fundo. – Não quero o dinheiro dele. Eu quero ele.
– Diga isso a ele – rebateu Lene, cruzando os braços.
– Ele vai ouvir?
– Não – respondeu Sirius.
– Está vendo? – apontei para Sirius, sem vê-lo. – Ele é tão... argh! Não quero ir, Lene. Dê um jeito.
– Mas esse é o problema! – exclamou Lene, frustrada. – Já dei todos os meus jeitos possíveis. E, agora, eles acabaram. Você irá por bem ou por mal. Uma hora ou outra, você teria de comparecer.
Suspirei, irritada. Mas eu estava irritada porque Marlene tinha razão. Minha caixinha de desculpas já estava tão cheia, que não sobrara mais nenhuma para eu usar. A não ser, que eu dissesse que havia perdido meu bebê... mas percebi que nunca teria coragem de fazer isso.
– Tudo bem. Tudo bem. – Me rendi e Marlene pareceu respirar melhor. – Quando é?
– Amanhã, às 11 da manhã – respondeu minha amiga e eu assenti, engolindo em seco.
– Minha barriga tá muito aparente? – perguntei, olhando para baixo e depois olhando para Lene.
– Coloca uma blusinha larga, que ninguém vai perceber – respondeu minha amiga e eu assenti novamente.
Ficamos em silêncio por algum tempo, ouvindo Sirius xingar a grade de proteção.
– O que acha que vai acontecer? – sussurrei para Lene.
– Eu não sei, Lily. Sinceramente, eu não sei. – Respondeu ela, se juntando a mim e comendo o restante da pipoca.
(...)
Eu tremia. E por consequência, o bebê não parava de se mexer. Eu o sentia de um lado para o outro, parecendo que sabia que iria ouvir a voz do pai. Eu gostava de pensar que era fofo e não que eu estaria prestes a ver James Potter.
Eu não queria o dinheiro dele. De jeito algum. Eu só que ele parasse com isso e me ouvisse... Por Deus! Como eu não havia pensado nisso antes?! Eu poderia fazer com que James me ouvisse! No tribunal, eu estaria ali, com ele... quero dizer, eu estaria na mesa ao lado, mas, ainda assim, eu estaria com ele. E eu poderia fazer com que ele visse que eu o amava também. Será que eu iria ter de sentar naquela cadeira de testemunha?
Olhei-me no espelho e vi que já tinha mudado bastante. Meu rosto estava mais redondo, meus seios estavam ficando maiores – não que eu estivesse reclamando; meus seios sempre foram pequenos, agora, estavam bem grandes em comparação ao que eram –, e eu estava ficando mais pesada. Estava usando uma calça preta, uma blusa verde larguinha (fazendo com que eu não parecesse um biscoito ambulante) e sapatos pretos de salto pequeno sociais. E eu só estava de um mês.
Lene entrou em meu quarto, vestida à caráter: vestido preto tubinho, com botões brancos atrás, e salto agulha preto. Seus cabelos estavam soltos e perfeitamente ondulados. Saudades de ser bela assim...
– Está pronta? – perguntou minha amiga.
– Sim, sim – respondi, respirando fundo. Agora eu estava, já que tinha um plano. – Vamos.
Lene assentiu e nós saímos para a manhã meio nublada. Marlene pegou as chaves do carro em sua maleta de advogada e a porta para que eu entrasse. Eu entrei e Lene deu a volta, indo para o lado do motorista. Ela fechou a porta e deu partida. Daqui a alguns minutos, eu iria ver James Potter.
(...)
Quando Lene estacionou o carro, já havia alguém nos esperando. Dorcas estava sem o uniforme, embora estivesse parada como uma guarda costas do lado de fora: braços cruzados, postura ereta e cara fechada. Nem parecia a Dorcas louca que eu conhecia e sabia que era.
Saímos do carro e caminhamos até o Tribunal de Justiça. Ainda eram 10:45. Tínhamos mais quinze minutos para entrar, entretanto, eu não sabia se eles estariam lá dentro. Olhei para Dorcas mais uma vez. É... eu acho que eles estavam lá dentro. Ela estava com Remus da última vez que eu fiquei. sabendo.
Dorcas relaxou o corpo assim que eu e Marlene estávamos próximas o suficiente. Ela me abraçou e depois abraçou Lene, e entramos.
Não era uma audiência particular, pois era de causa pequena. E ridícula. Imaginei que o juiz estava rindo da nossa cara, pensando em quanto aquela aposta era patética. Mas, que, para nós, significava bem mais.
Caminhamos em silêncio, até a sala que aconteceria a audiência. O chão era de tábua de madeira corrida, as paredes eram de um branco impecável, com retratos de pessoas que eu não fazia ideia de quem era, e algumas placas com dizeres jurídicos. Fazíamos barulho enquanto andávamos, até que, finalmente, chegamos ao nosso destino. Respirei fundo e entrei.
Eles já estavam ali. Ele já estava ali. Engoli em seco e sentamos do outro lado de onde eles estavam, mesmo eu ansiando para sentar perto daquele imbecil de óculos quadrados. James olhou rapidamente em nossa direção e depois voltou a olhar para frente. Aquilo fez meu coração dar uma parada e depois voltar a bater com força. Eu sempre sentia isso quando o olhava. E nunca havia sentido isso quando estava com Severus; não com essa intensidade.
Havia outras pessoas ali e a juíza – e não juiz, como eu imaginei, mas que estaria rindo do mesmo jeito – estava realizando uma audiência sobre uma multa de trânsito. Ainda bem que eu não tinha carro. A juíza chamou mais dois casos, quando chegou a vez do nosso.
Eu me levantei com Marlene. James se levantou com um homem alto, de cabelos ruivos, que eu não conhecia. Nós ultrapassamos aquela portinhola e sentamos à mesas que eu via na televisão. A juíza pegou alguns papéis e os leu por algum tempo. Depois, nos olhou. Ela era uma mulher de meia idade, de cabelos bem pintados e olhos azuis.
O advogado de James se levantou e eu o observei falar sobre o contrato e sobre o dinheiro que James deveria me dar. Nenhuma vez sequer James olhou para mim. Aquilo estava me consumindo já. A juíza assentiu e Lene começou a falar dos termos e em quando James deveria me dar o dinheiro e a pulseira da minha mãe, quando eu percebi.
O dinheiro! Eu não queria o dinheiro dele. Nunca quis e nunca iria querer, porque ele já tinha dito tudo o que eu queria ouvir, desde que eu havia percebido que o amava também! Então eu chamei Lene para perto. Ela se interrompeu e veio até a mim. Sussurrei para minha amiga que recusava terminantemente o dinheiro de James Potter e que já podiam terminar aquela audiência sem propósito.
– Hã... Meritíssima, minha cliente diz que recusa o dinheiro de James Potter – informou Marlene e eu vi que James se virou para me encarar, surpreso. – Ela diz que não há negociação.
A juíza me encarou.
– A senhora tem certeza? – perguntou e eu assenti.
A juíza finalizou a audiência e nós saímos de lá. Dorcas e Lene me levaram para fora, antes que James e seus amigos nos alcançasse. Mas ouvimos os seus passos e eu sabia que eles estavam indo atrás da gente.
Então eu ouvi a voz dele. A voz que agitava o meu coração.
– Por quê? Por quê, Lily? – perguntou James, me fazendo girar e olhá-lo.
– Porque não tem sentido. Essa aposta nunca fez sentido – respondi e voltei a caminhar.
– Mas isso não justifica você deixar sua pulseira para trás. – Ele me fez parar. – Me dê uma resposta, Lily. Concreta.
Eu dei um sorriso triste.
– Eu desistir da aposta não foi o suficiente para você perceber?
– Se tivesse, eu não estaria aqui, perguntando – respondeu James. Eu não sabia como interpretar aquela expressão.
– Eu te amo também, idiota! – quase gritei, fazendo-o perder o equilíbrio pela surpresa. – Droga, eu percebi que te amava desde aquele dia em que eu chorei na sala de aula! Mas eu achava que você não sentia a mesma coisa. Para não perdê-lo, eu mantive a aposta. E, quando você me fez dormir, eu ia te dizer! Mas você é tão idiota, que não me deixou falar!
James se aproximou de mim, parecendo cauteloso, como se eu fosse repeli-lo depois de tudo o que ele fizera. Mas eu não teria mais coragem de fazer isso. Não agora que eu cuspi tudo para fora.
– Ah, Lily...
– Essa é a parte em que você pede perdão – falei, cruzando os braços. James riu.
– Você me perdoa, Lily? – perguntou ele, fazendo eu descruzar os braços. – Eu sinto muito, de verdade – e eu sabia que ele estava sendo sincero.
– Não deveria, mas irei. Mas só porque o nosso filho merece um pai e que eu amo o pai dele, fazer...
– O quê? – James perguntou, como se tivesse levado um soco. – Nosso... filho? Filho? Eu vou ser pai? – Ele riu. – Pai. Vou ser pai?
– Como sabe, eu teria contado isso antes, mas...
Eu não terminei de falar, pois os lábios dele já estavam nos meus. Eu suspirei, pois eu havia sentido tanta falta desse beijo! James segurou minha nuca, me puxando para perto dele pela cintura. Envolvi meus braços em seu pescoço e fiquei na ponta dos pés para beijá-lo.
Quando ele se separou de mim, permaneceu com os braços à minha volta. James me olhava com admiração e amor, como se estivesse vendo a melhor coisa do mundo; depois, suas mãos acariciaram minha barriga.
– Vou ser pai. – Ele sussurrou, sorrindo e encostando a testa dele na minha. Eu sorri também. – Eu estou... feliz. E surpreso. Mas muito feliz.
– Eu também, James. Finalmente – arregalei os olhos dramaticamente.
– Finalmente mesmo, Pontas – disse Sirius.
James se virou para seus amigos e estreitou os olhos.
– Vocês sabiam, não é? – perguntou ele. Remus e Sirius deram sorrisos culpados. Por um instante, eu achei que James ia ter um ataque. Mas ele riu. – É por isso que vocês têm coagido para falar com Lily... aposto que foi ela quem pediu pra guardar segredo.
– Ela queria que você voltasse para ela da maneira – explicou Dorcas. – Não porque ela está grávida. Vai entender o se passa na cabeça de Lily Evans. – E revirou os olhos.
James voltou a me olhar e eu sentia o meu rosto queimar. Não tinha mais vergonha ou tentava esconder meus rubores; eu já havia dito tudo o que eu sentia e James também. Não havia mais necessidade de fazer joguinhos ou tentar provocar um ao outro e James pareceu perceber isso.
Ele me abraçou novamente e eu senti alívio. Sentia toda aquela pressão sair dos meus ombros, me deixando leve. E o fato de eu ter falado, finalmente, que amava aquele idiota, me deixava num estado de graça. Agora ele sabia. Agora a gente poderia ficar junto, sem nenhuma aposta, sem nenhuma brincadeira ou qualquer outro tipo de dificuldade.
Agora a gente poderia ser feliz. E o melhor de tudo: teríamos um família. E eu estava segura quanto a isso, pois, ao contrário de Severus, eu sabia que James jamais me abandonaria.
Ah, como eu amava aquele idiota!
Fale com o autor