The Bet (JPLE)
30 Beijos e carícias, erros à parte
Notas iniciais
Eu segurava sua mão enquanto James me guiava, não para o quarto, mas para fora da mansão. Eu estava começando a achar que ele era louco para me levar-me para a neve. Então, quando eu estava prestes a ter certeza de que ele era mesmo maluco, James parou em frente a uma porta.
Ele soltou minha mão e entrou, no que eu descobri ser um closet, pegando logo em seguida dois casacos imensos de pele. Ele veio até a mim sem sorrir e colocou o casaco em volta de meu corpo; eu o olhava intensamente, tentando decifrá-lo. James colocou o dele e pegou novamente a minha mão.
Passamos pela sala – onde o pai dele estava conversando com dois homens de aparência esnobe – e tão logo James estava abrindo a porta que dava para a piscina, agora, congelada. James, antes de fechar a porta, cumprimentou o pai e os convidados com a cabeça e saiu, os deixando confusos.
Eu passeava pelo local, observando como tudo estava coberto pela neve. A piscina parecia até uma pista de patinação, embora eu não tivesse coragem de testá-la; a música ainda era ouvida dali – dava para ver o salão de onde eu estava – e eu o esperava. Eu estava observando algumas pessoas se aventurarem naquele frio, quando senti seus braços envolverem minha cintura e me virar para vê-lo. Dessa vez, ele sorria.
James passou uma das mãos e meus cabelos, depois meu rosto – aqui eu fechei os olhos –, meu pescoço e de volta para os meus cabelos, que, agora, estavam soltos. Abri os olhos e ele ainda me encarava de um jeito diferente. Ele se afastou e estendeu a mão; eu apenas fiquei a encará-lo, sem entender.
– Acho que eu fui um pouco brusco ao tirá-la para dançar naquela hora – ele explicou. – Quer dançar comigo, Lily?
Eu sorri e aceitei sua mão.
– Eu já estou aqui, seria uma desfeita não aceitar essa dança.
Ele riu e me puxou para si. Uma das suas mãos foram para a minha cintura e a outra ajustou uma de minhas mãos em seu ombro na posição correta. Ergui uma das sobrancelhas e ele piscou um olho. A mão que havia posto a minha em seu ombro, pegou a minha mão livre e, então, James começou a me conduzir. Dois para cá, dois para lá; mas eu acho que ele sabia mais do que aquele simples passos. Ele só estava dançando daquele jeito, porque eu não sabia mais do que aqueles passos.
Àquela altura, a neve já havia coberto tudo à nossa volta; ela caía lentamente, como nos filmes, os meus cabelos estava cheios de neve e os cabelos de James não estavam diferentes. Eu ri quando ele tirou um floco de neve de minha pestana e ele fechou os olhos quando eu estiquei o braço e tirei alguns flocos de seus cabelos untados com gel. A fumaça saía de nossas bocas enquanto nos movíamos no ritmo lento da música.
Eu queria beijá-lo, mas não tinha a coragem de fazer aquilo de novo. Eu o olhei e ele sorriu, estendendo minha mão para cima e me fazendo girar por debaixo de seu braço. Quando voltei, James me puxou para ele e beijou minha testa; senti meu corpo todo se arrepiar.
– Feliz Natal, Evans – sussurrou ele. Eu sorri.
– Feliz Natal, Potter – respondi e James colocou as mãos de cada lado do meu rosto e beijou-me os lábios.
Dessa vez os lábios dele foram mais gentis; contudo, meu corpo não queria que ele fosse tão gentil assim. Enlacei meus braços em volta de seu pescoço e James aprofundou o beijo, passando a ponta de sua língua suavemente em meus lábios entreabertos. Eu não conseguia respirar direito e queria mais do que apenas aquele beijo.
Uma de suas mãos desceram até os meus quadris, queimando-me, ainda que por cima do meu vestido. Eu podia sentir que não era apenas eu que estava excitada com aquele beijo. Ergui a cabeça para trás, buscando ar e James depositou beijos em meu pescoço, fazendo minha respiração se acelerar e a fumaça sair com mais força de meus lábios. Seus beijos eram a melhor sensação que eu podia sentir. E ele era bom no que fazia. Era errado querer que ele me levasse para outro lugar?
– Estamos sendo observados – sussurrou James de repente. Franzi a testa, pois eu não estava penando em mais nada. James riu e apontou para a porta da sala. – Alie e.. ali – e depois apontou para o salão.
Então dei-me conta do quanto eu estava me entregando ali, com tantas pessoas no lugar. Corei absurdamente e escondi meu rosto em seu peito e James riu, o som reverberando em seu corpo.
– Relaxe e aproveite o espetáculo, Lily. Não é todo dia em que seremos os protagonistas.
– Você continua ridículo – revirei os olhos, mas ele não pôde ver.
James pegou o meu rosto nas mãos, as luzes colorida do jardim deram várias tonalidades de cores diferentes em seus olhos, e olhou profundamente nos meus.
– O que você queria, hein? Ir, sei lá, para o meu quarto? – Ele perguntou sem malícia, apenas ironia carregava sua voz.
– Talvez fosse exatamente isso que eu quisesse – respondi de forma brusca e James parou. Ele me encarou, tentando ver se eu blefava, por longos segundos.
– Isso é sério? – era evidente que ele estava desconfiado.
Cheguei mais perto dele, colando meu corpo ao seu e me apertei mais nele, pegando sua mão e fazendo-o traçar um caminho, até então, desconhecido por ele, sem que ninguém que nos observava percebesse.
– Isso responde sua pergunta? – sussurrei em seu ouvido e ele estremeceu quando mordisquei o lóbulo.
Quando votei a olhá-lo, vi que seus olhos estavam escuros pelo desejo. Sorri inocentemente.
– Ruiva... você está prestes a ter a melhor noite de sua vida – disse ele, convencido, passando a língua pelos lábios e as mãos despenteando os cabelos.
Eu ri, fingindo duvidar do que ele dissera, e me afastei dele. Meus olhos desviaram de seu rosto para a região mai abaixo se seu ventre e mordi o lábio inferior, ainda louca por ele.
Sorri maliciosamente para ele:
– Essa eu quero ver...
– Ah, você vai ver, vai sentir, vai querer mais... – James começava a me seguir lentamente, mas eu já estava abrindo a porta da sala, agora, vazia.
– Então por que ainda não me alcançou? – E desapareci porta adentro.
(…)
Eu não deveria ter duvidado de James Potter, pois ele me alcançou assim que eu pisei no primeiro degrau que levava aos quartos, me pegando no colo e me levando para cima. Eu ri e passei meus braços em volta seu pescoço, beijando seus lábios logo em seguida.
– Você só come alface? – James perguntou ao separar nossas bocas. Dei-lhe um tapa de leve. – Ai!
– Palhaço – sorri e voltei a beijá-lo. E não pareceu reclamar daquela minha atitude; ele queria aquilo tanto quanto eu.
Naquele momento, eu não queria pensar em apostas, no que aquilo tudo iria custar. Eu só queria pensar nas mãos dele explorando meu corpo e os lábios dele sugando os meus... queria me concentrar naquele meu pequeno paraíso. Naquela noite especial de Natal, seria apenas nós dois.
James aporta enquanto eu me ajeitava em seu colo, passando minhas pernas pela cintura dele e depositando beijos em seu pescoço e arrancando aquele casaco de pele. Ele trancou a porta e eu joguei aquele casaco em algum lugar do quarto e ele fez o mesmo com o que eu usava. Sorrimos um para o outro. Ele era lindo e eu queria admirá-lo para sempre.
Então, meus lábios foram capturados pelos dele novamente e, a noite fria de inverno, tornou-se uma noite quente de verão. Sua língua pediu passagem e e cedi, me agarrando ainda mais ao seu corpo. Ele andou comigo até que prensou-me na parede e eu quase perdi o fôlego. James sorriu entre meus lábios e eu mordi seu lábio inferior para provocar. Abri os olhos e vi que ele estreitava os dele; revirei os olhos e peguei uma de suas mãos e a guiei até minha coxa exposta.
Ele sugou meus lábios com mais intensidade e eu me desprendi de seu colo, ajudando-o a tirar aquele smooking e o empurrando para sua imensa cama de casal. Assim que suas pernas bateram na mesma, eu parei o beijo e o fiz deitar-se. Ele estava co os botões da blusa social abertos e seu peito definido subia e descia, tentando saber o que eu faria a seguir.
Sorri inocentemente e puxei os dois lados do meu vestido; depois, com os joelhos, subi na cama, ficando por cima dele. As minhas pernas ficaram de cada lado de seus quadris e eu pude sentir sua ereção por cima de meu vestido. James me fitava com desejo evidente em seus olhos castanhos esverdeados e suas mãos para os meus quadris enquanto eu me inclinava para voltar a beijá-lo. Agora que eu experimentei o gosto de seus lábios nos meus, era quase impossível parar de beijá-lo, de apreciá-lo.
Suas mãos traçaram um caminho até as minhas costas, apertando-me mais contra ele (mas ele não precisava fazer aquilo, uma vez que eu já fazia isso por instinto); em seguida, seus dedos tocaram as pontas das alças do vestido e as desceu, até que eu pude me livrar delas... E tão logo James passou a admirar meus seios à mostra. Era um olhar intenso, cheios de significados para ele e enigmas para mim. Porque eu não me importava nem por estar corando naquele momento; eu me importava com o fato de ele notar algo belo em mim. E que ele me queria.
James sorriu para mim, parecendo estar fascinado, e então me ajudou a tirar o longo vestido que cobria o resto de meu corpo. Ele me tirou seu colo e deitou-me no colchão; vi-o tirar a camisa desabotoada e logo depois a calça. Por Deus!, a visão que eu tinha era privilegiada e eu senti meu corpo estremecer apenas por imaginá-lo em contato com a minha pele. Eu o queria tanto quanto ele parecia me querer. E perceber isso me fez enxergar que eu não queria mais ninguém, a não ser James Potter.
Sente-me e o puxei pelos quadris; beijei sua barriga e mais embaixo, fazendo-o gemer de prazer. Continuei a carícia por alguns minutos, até que ele me puxou gentilmente. Se eu, um dia, soubesse que estaria assim com James Potter, pode apostar que eu iria arranjar uma pistola e me matar. Ainda bem que eu não sabia.
– Acho que é a minha vez – ele pegou meu rosto nas mãos e beijou-me os lábios. Ele estava sendo muito gentil. Não que eu não apreciasse aquilo, mas queria que ele fosse um pouco mais rápido.
James me fez voltar a deitar na cama e ficou sobre mim; sua mão fez caminhos pelo meu corpo e eu arqueei as minhas costas, prendendo minhas pernas em seus quadris. Ele riu da minha pressa de tê-lo e desenlaçou minhas pernas; eu o olhei indignada, mas ele ainda olhava com um sorriso provocante. Depois, abriu minhas penas e acariciou a parte interna das minhas coxas, me fazendo gemer.
– Você me quer, Lily Evans? – Ele perguntou, subindo mais a mão. Não consegui responder. Você quer? – James repetiu e eu encontrei minha voz.
– Quero! – Eu notei que eu quase havia gritado. Ele estava no comando agora e uma pequena parte de mim (a que resistia às carícias dele) ficou irritada por isso.
James abriu seu sorriso mais perfeito e tirou a única peça de roupa íntima que eu usava. Ele posicionou-se entre minhas pernas. Quando o senti, consegui ver estrelas; ok, isso foi muito clichê, ma não consegui achar palavra melhor para descrever. Ele se movimentava ora devagar, ora rápido. Minhas unhas arranhavam suas costas e seus ombros, meu corpo nunca parecia estar suficientemente colado ao dele; minha voz saía entrecortada, mas ainda podia ouvir meus gemidos e seu nome proferido pela minha boca entre a boca dele – pois seus lábios pareciam nunca sair dos meus e eu nem queria que saíssem –; uma de suas mãos apoiava-se na cabeceira da cama enquanto a outra vagava pelo meu corpo livremente.
Fomos daquele jeito até nos dois chegamos ao clímax. Ele ainda ficou um tempo dentro de mi, ainda me apertando forte contra si. Meu corpo emitia espasmos deliciosos quando James deitou-se ao meu lado, abraçando-me com apenas um braço. Ele estava suado e eu não estava diferente. Respirei fundo e apoiei minha cabeça em seu peitoral forte.
Nós ficamos nos olhando por um tempo, em dizer nada. Eu via que ele queria me dizer alguma coisa, mas relutava contra as palavras. Eu também queria dizer algo, dizer o que estava no meu coração, mas tinha medo. Medo do que ele iria dizer; medo, porque aquela aposta ainda pairava sobre nós. Então, eu balancei a cabeça e ele pareceu entender: ele também não queria acabar com aquele momento.
James beijou minha testa, abraçou-me com força, e disse:
– Boa noite, Lily.
Eu sorri e beijei seu pescoço – a parte que eu conseguia alcançar–, dizendo:
– Boa noite... James.
Se eu ainda tinha dúvidas de que eu ainda o amava, agora eu tinha certeza.
(…)
Quando eu acordei, eu tentei esconder o meu sorriso. Bocejei e me espreguicei, abrindo os braços e batendo em alguém.
– Ai – disse ele. – Belo jeito de acordar as pessoas.
Virei-me para encarar James e vi o sorriso brincar em seu belo rosto. Seus cabelos estavam mais bagunçados do que o normal, seus olhos ainda demonstravam sonolência, mas continham um certo brilho. E o que mais me fascinava: seu copo nu descoberto pelas cobertas.
Perdi-me naquela visão, relembrando da noite passada. Será que era possível eu querer mais? Eu estava tão absorta em meus pensamentos e lembranças, que eu só despertei quando eu ouvi sua risada.
– Ei, eu sabia que quando você me visse de verdade, ia fica babando. – Ele me puxou mais para si.
– Fala sério, James. Eu só estava me lembrando... – Eu parei, sentindo minhas bochechas arderem.
James riu.
– Da noite passada – ele completou e beijou a minha testa. – Sim, ainda posso sentir... – Ele não disse o resto, mas eu pude sentir o que ele queria insinuar. Eu me sentia do mesmo jeito.
Olhei para o relógio e vi que já havia se passado da hora que eu geralmente acordava, sentei-me na cama e a coberta caiu sobre meu colo. Não liguei para isso e olhei para a neve que ainda caía.
– Se não quiser que eu te agarre aqui e agora, sugiro que vista uma roupa – ele avisou e eu ri. – É sério.
Para provocar, eu levantei da cama, sem trazer a coberta comigo e o olhei. Ele estava sentado e boquiaberto. Sorri com isso e permaneci ali, ainda o olhando e provocando-o.
– Diga-me uma coisa, James. Você gostou? – Nem eu sabia onde eu queria chegar.
– Foi... foi a melhor noite da minha vida – respondeu. – E você?
– Foi ótimo para mim, também.
– E o que você quer agora?
– Você.
Ele pareceu prender a respiração.
– E o que isso significa?
– Que você não ganhou essa aposta. Mas estou disposta a esquecer isso por enquanto. E você?
– Posso tomar banho com você? – Ele sorriu, aceitando a minha proposta.
Eu sorri de volta, esperando-o me seguir.
(…)
– Aí, quase não dormi ontem à noite – disse Sirius, assim que pisamos na cozinha. Todos estavam lá (menos os pais de James); até Alice Florencio (fiquei um pouco surpresa com aquilo). – Lily, nunca pensei que você...
– Deixa a minha amiga em paz, Sirius – Lene censurou-o. Sirius deu de ombros e sorriu para James, que apenas piscou o olho.
– Mas que foi verdade, foi – disse Remus, distraído, e eu soube que eu deveria ficar com vergonha. Olhei para Dorcas, pedindo ajuda, e ela bateu no braço dele, que levantou o olhar de seu café. – Desculpe-me – ele estava sendo sincero. Eu assenti.
Ficamos em silêncio e observei Alice sorrir com malícia e Florencio apoiá-la com o mesmo sorriso. Esses dois combinavam, por incrível que pareça. E fiquei feliz por eles; Matt teria uma família completa agora.
– Ok – disse James. – Vamos parar de constranger a minha garota.
Eu o olhei.
– Sua garota?
– Trégua, se lembra?
Eu suspirei e olhei para as minhas amigas e elas entenderam. Eles se levantaram, pedindo licença e fomos para um local onde ninguém nos encontraria, ou seja, dentro de um armário de vassouras. Elas pareciam ávidas por detalhes, esses que eu não queria revelar.
– Foi perfeito – respondi e Lene e Dorcas deram gritinhos.
– Eu sabia que isso ia acontecer um dia – disse uma Dorcas feliz. Eu revirei os olhos.
– Meninas – chamei a atenção das duas, que estavam discutindo sobre minha vida sexual. Elas me olharam. – Vocês acham que e fiz a coisa certa em propor uma trégua? Sabem... por causa da aposta?
Lene suspirou e colocou as mãos em meus ombros, olhando-me seriamente.
– Lily, sabem o que dizem: beijos e carícias, erros à parte.
– Ninguém fala isso – franzi a testa e Dorcas riu.
– Bem, eu estou dizendo agora – Lene deu de ombros e Dorcas traduziu:
– O que ela quis dizer, foi: aproveite, garota!
Eu dei um sorriso genuíno a elas. Realmente, não havia nada de errado em amar secretamente James Potter.
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