The Best Job
23 Bolo de aniversário

— Sua burra! Deixa de ser bruta! Olha o tanto de casca de ovo que misturou com a clara! — Rokka berrava tão alto que era possível ouvir até em Mary Geoise.
— Me deixa em paz! E-Eu vou fazer de novo! — Koala retrucava nervosa, mesmo que ainda estivesse com raiva.
Já era sua segunda tentativa em completar a parte mais fácil de se preparar um bolo: a de quebrar os ovos. Mas, para ela, parecia impossível! Ou colocava pouca força e não quebrava, ou colocava força demais e cada coisa ia para o lado errado. Talvez fosse pelo fato de que era uma professora de karatê – do tritão, ainda por cima – e não estava conseguindo medir a força com algo tão delicado.
Ela chegara a cogitar a possibilidade de pedir ao Rokka que fizesse apenas essa parte do trabalho, mas rapidamente balançou a cabeça e esqueceu essa ideia. Era aniversário de Sabo, e ela mesma que prepararia seu bolo de aniversário, sem ajuda de Rokka. A única mínima participação que o cozinheiro havia tido na preparação era na hora de separar os ingredientes e passar à Koala a receita e, fora isso, estava ali supervisionando praticamente apenas para atrapalhar.
— Você esqueceu do açúcar. — ele disparou, cruzando os braços.
— Eu sei, seu chato! — retrucou Koala, largada os ovos para procurar o açúcar.
— Se você sabia, por que já estava pegando na batedeira?
— Eu queria apenas pegar, não posso?
— Pra mim, parecia que iria ligá-la. — ele deu ombros, e a outra bufou, ainda procurando pelo maldito açúcar.
Segundos depois, Padomi entra na cozinha acompanhada de Rock e Tora. A mais velha usava uma saia curta, bem colada ao corpo e de cor preta, combinando perfeitamente com o cropped amarelado que deixava uma boa parte de seus seios bem visíveis. Além disso, estava com os cabelos presos num rabo de cavalo. Curiosamente, nunca havia a visto de cabelo de um modo que não fosse solto.
Enquanto as duas crianças falavam algo com Rokka sobre um chá bom para a dor de barriga de Nina, Koala reparava em Padomi mais ainda. A atiradora também tinha orelhas de animal, assim como Nina, Tora e Marion, mas as dela eram maiores e pareciam de lobo. Por que parecia que todos ligados a Rokka usavam orelhas de animais?
Após Rokka pegar algo no kit de primeiro socorros e ir ver como Nina estava, Padomi virou-se de cara fechada para Koala.
— Não quer tirar uma foto? Dura mais tempo. — ironizou a outra, fazendo uma veia saltar na testa de Koala. — Tá procurando o que? — ponderou ela após Koala ignorá-la.
— Açúcar. — Koala limitou-se a dizer, sem fitá-la.
— Está nessa gaveta de cima, no pote azul. — disse Padomi enquanto pegava leite na geladeira e algo que parecia ser saquinho de amendoim.
Koala se admirou. Como assim Padomi estava sendo – relativamente – legal com ela? Ela não tinha obrigação nenhuma de ajudá-la, e já havia deixado bem claro que não gostava dela. A outra gostava, e muito, de Sabo, e considerava Koala como um inimigo a ser derrotado, fazendo com que a ação não combinasse com os ideais.
Ela pensara em responder “obrigada”, mas o choque fora tanto que, quando começara a raciocinar, Padomi já havia saído da cozinha.
— Ok… — murmurou ainda meio desacreditada. Koala pegou o pote de açúcar e voltou a se concentrar no bolo que fazia.
(…)
Sabo estava se sentindo ligeiramente frustrado. Nunca havia ligado muito para o próprio aniversário, mas estava realmente animado para passar o dia inteiro se divertindo com Koala. Por que justo naquele dia ela parecia evitá-lo? Era algo totalmente injusto.
Havia decidido que não iria trabalhar naquele dia, mas, ao se ver sem nenhuma saída, resolveu subir para superfície, onde era a área mais burocrática, a fim de trabalhar. Chegando lá, deu de cara com vários de seus companheiros lhe dando parabéns pelo grande dia, e teve que forçar um sorriso para todos, não queria ser mal educado. Sabo procurou por Dragon e não o viu, apenas Gilteo, que parecia estar em uma ligação pelo Den Den Mushi com Bello Betty. Após desligá-lo, o loiro perguntou:
— Onde está o Dragon-san? — indagou, e Gilteo acendeu seu charuto.
— Ele está na sacada. — disse. — novamente, olhando na direção do East Blue.
Sabo assentiu e foi até ele.
Estava ventando muito aquele dia, mas o clima não parecia incomodar Dragon, que podia mover os ventos a seu favor. Estava usando a capa que costuma utilizar quando sai, o que fez Sabo teorizar que ele havia acabado de chegar sabe-se lá de onde, já que em Baltigo não havia nada além de solo rochoso e pedras.
— O que quer, Sabo? — ele perguntou, sem mirá-lo.
— Bom dia para você também, Dragon-san. — Sabo ironizou, sentando-se na barra de proteção ao lado de Dragon. — como seu conselheiro, aconselho que vire o rosto para o outro lado, vai entrar um cisco no olho, hein.
— Como seu líder, eu me recuso. — por mais que tivesse respondido de forma bem séria, o loiro sabia que aquele era o modo como Dragon brincava. — e Koala?
— Hm? — Sabo fora surpreendido como a pergunta repentina. — O que tem ela?
— Ela está sendo útil para você? É uma garota muito boa.
O conselheiro desviara o olhar de Dragon, e agora olhava para mesma direção que ele. O vento balançava seus cabelos loiros, e, de certa forma, isso o ajudava a refletir sobre quem era Koala em sua vida.
Ela havia chegado em um momento conturbado de sua vida. Ele havia sido nomeado como o segundo em comando, como o conselheiro há pouco tempo e muito novo, e com a nomeação vieram várias responsabilidades. Estava constantemente cansado, e ele, que antes tinha problemas para dormir, agora dormia demais e causava atrasos por conta disso. E, além de tudo, se julgava maduro quando na verdade era extremamente imaturo.
Mas nos poucos meses que Koala estivera ali, ela havia conseguido mudá-lo. Era bem mais responsável, julgava menos os outros, era menos imprudente e até mesmo começara a ser mais limpo em relação à higiene. Além de tudo, Koala era uma mulher, e a convivência de perto com ela fez Sabo perceber que ele, realmente, era heterossexual. Por mais que nunca tivesse admitido, sempre ficara na dúvida quanto à sua sexualidade, já que nunca havia se atraído por nenhuma pessoa.
— Foi sim, mas ela é bem mais que minha parceira. — ele respondeu. — ela é minha melhor amiga.
— Imaginei que tinha feito a escolha certa. — Dragon comentou.
— Você já teve alguma melhor amiga, Dragon-san? — Sabo indagou de brincadeira.
— Já, mas ela era diferente da Koala. — comentou ele, surpreendendo Sabo. Dragon absolutamente não fazia o tipo que já havia tido algum contato não-profissional com uma mulher.
E lá ficaram Sabo e Dragon, até o fim da tarde conversando sobre os mais variados assuntos. Os outros revolucionários que estavam ali ficaram meio surpresos, afinal, Dragon era um homem de poucas palavras, mas com Sabo era diferente. Era visível que ele o via como um garoto de grande potencial, praticamente criando-o como um filho.
E assim como ele, Sabo o via como um pai. Um pai fechado e sério, mas, ainda assim, um pai.
(…)
— E… Pronto!
Depois de horas, Koala finalmente conseguira completar sua tarefa: fazer um bolo de aniversário para Sabo. Até que estava bonito para uma primeira tentativa: era de morango, com glacê por cima, vários morango envolta da borda redonda e no centro do bolo um pedaço de chocolate escrito “Feliz aniversário, Sabo-kun!”.
Certamente, ele iria adorar – ou pelo menos, era o que ela esperava. -. Olhou no relógio, e viu que já era quase hora da comemoração. Como estavam animados com o aniversário de Sabo, todos resolveram festejar seu aniversário fazendo uma grande festa. Seria na sala de jantar, e ela precisava estar pronta logo.
Foi até o quarto, tomou um belo banho para tirar os restos de farinha e ovo do corpo e vestiu suas roupas usuais. Cogitou a possibilidade de vestir-se de forma mais arrumada, com uma roupa mais especial, mas pela vestimenta que vira no corredor todo mundo estava vestido como sempre, não seria ela que iria se destacar no meio de todos.
No meio do caminho para a sala de jantar, lembrou-se de Nina. Ela estava com dor de barriga mais cedo, só que estava tão ocupada com o bolo que nem se preocupara em ir ver a aluna. Como já era caminho, bateu à porta do quarto das crianças, que rapidamente foi aberta por Rock.
— Oi, sensei. — disse o menino, ainda com a face séria. Não conhecia muito bem o ruivo, mas nunca havia visto aquela criança com outra expressão. — o que deseja?
— Vim ver como a Nina está. — declarou, e Rock abriu espaço para que ela entrasse.
Nina estava deitada ao lado de Marion, ambos na cama – que era bem grande para o pequeno porte dos dois — . Ambos dormiam serenamente, de mãos dadas. Aquela era a cena mais fofa que já havia visto em sua vida inteira: as duas crianças eram amigos inseparáveis, e dava pra sentir o amor que sentiam um pelo outro há quilômetros de distância.
Reparando bem, via constantemente a pequena menina sonolenta, dormindo pelos cantos e sentindo dores de estômago. O que será que estava acontecendo? Nina sempre parecera ser uma garotinha muito alegre e de boa saúde.
— O que ela teve? — Koala perguntou visivelmente preocupada.
— Ela acordou sentindo uma dor no estômago e vomitando, então levamos ela para a enfermaria para tomar um soro, e melhorou logo em seguida. — o menino explicou.
Marion estava sem o seu enorme casaco com sempre, o que deixava suas madeixas azuis e suas orelhas de coelhos brancas bem à mostra. As de Nina estavam sempre dessa forma, então vê-las já não era mais novidade. Mas era, de fato, curioso como eles tinham esse costume de usar orelhas de animais, especialmente de coelho. Koala virou-se para analisar o menino de cabelos escarlates, mas ele não tinha nenhum tipo de orelha de animal.
— Por que você também não tem? — Koala perguntou repentinamente, deixando o garoto confuso. — sabe, essas orelhas. — ela gesticulou orelhas coelho com os pulsos na cabeça.
O menino girou levemente a cabeça, parecendo estranhar a pergunta de sua mestre.
— Eu sou um humano. — respondeu como se fosse algo óbvio, agora deixando Koala confusa.
Quando ia perguntar sobre o que ele dizia, a porta foi aberta. Era, mais uma vez, Padomi. Ela estava bem arrumada, com os cabelos soltos e usando um vestido azul-claro, com uma jaqueta preta por cima, além, claro, do chapéu característico dos revolucionários.
— O que quer aqui? — Padomi perguntou.
— Vim ver a Nina. — respondeu.
— Ela está bem, já pode se retirar. — retrucou a outra, abrindo mais a porta e gesticulando com a mão para Koala sair. A mais velha suspirou. Não queria discutir ali com a adolescente e, mesmo se discutisse, correria o risco de acabar acordando Nina ou Marion e não queria isso.
Portanto, apenas disse “até logo” para Rock e saiu do quarto.
— Por que você trata ela mal? — Rock perguntou assim que a outra fechou a porta. — a sensei é legal…
— Ela não é legal! — Padomi cortou a fala do outro. — Ela é falsa, e o objetivo dela é afastar cada vez mais o Sabo-san de nós.
— Por que acha isso? — o ruivo pareceu ter sido afetado pela fala da outra.
— Qual foi a última vez… — Padomi agachou-se, ficando cara a cara com Rock. — …Que Sabo-san jogou bola com você?
Realmente, fazia muito tempo que Sabo não brincava com absolutamente nenhum deles – talvez apenas Nina, mas apenas por conta de ela mesma procurar. — e passava todo o tempo disponível com a sua professora. Rock achara que era por causa do enorme quantitativo de trabalho que andava recebendo, mas… Mas e se não fosse? Não conhecia direito Koala, e por mais que Tora e Nina gostem dela e confiem nela, isso não significava que ele também deveria confiar cegamente.
Por outro lado, fora Koala quem conseguira fazer com que Tora se tornasse mais humana, parecendo realmente uma menina normal. Fora ela quem resolvera o problema de sono de Sabo, era ela que o ajudava em todos os trabalho, e era ela quem se esforçava diariamente para que as crianças aprendesse da melhor forma possível a lutar karatê do tritão.
— Ria… — Rock tornou a falar, voltando a olhar nos olhos da mais velha. — Eu não concordo. Eu gosto dela, assim como de você, e não vai mudar minha opinião.
Padomi adquiriu uma expressão de pura indignação, mas antes que pudesse dizer algo, o menino pôs um boné na cabeça e saíra do quarto.
(…)
— Uau, quanta comida! — Sabo exclamou extremamente animado, com os olhos quase brilhantes de felicidade.
Rokka havia se superado aquele ano, já que a quantidade de comida na enorme mesa havia superado todos os outros. Havia todos os tipos de pratos para todos os tipos de gostos, e o sakê e o vinho eram da mais alta qualidade. Muitos de seus amigos já haviam o presenteado com diversos tipos de artefatos, e se sentia especialmente querido naquele dia.
Enquanto atacava com o maior gosto o lámen em sua frente, Sabo procurava com os olhos Koala em todo os cantos, mas nada da garota. Já estava ao ponto de ir procurá-la no quarto, pois faltar num dia daqueles não fazia o feitio da professora. E se tivesse acontecido alguma coisa? Ele não podia ficar ali preso falando sobre assuntos triviais.
— Sabo? — ouviu uma voz vindo de sua esquerda, e viu que era Liam. O azulado estava junto de Iennifer, que curiosamente não estava inexpressiva, mas sim com um misto de tristeza e hesitação. — nós podemos conversar?
— Claro. — respondeu ao engolir o resto de comida em sua boca. — sentem aí. — apontou para as cadeiras ao seu lado.
— Primeiramente, feliz aniversário. — disse Iennifer, e o loiro sorriu em agradecimento.
— Nós queríamos nos desculpar pelo fato de você e a Koala terem brigados por conta de um desentendimento que é só nosso, vocês estavam tentando nos ajudar e acabaram prejudicando a relação de vocês, e eu acho que iss-
— Wow, calma! — Sabo interrompeu, rindo de lado. — Liam-san, se é com isso que vocês estão preocupados, podem ficar tranquilos e tirar o peso da consciência. Eu e a Koala brigarmos não é culpa de vocês, de vez em quando isso acontece. Nós nem estamos mais brigados, aliás, já foi.
— Você tem certeza de que está tudo bem? — certificou-se Ieni.
— Claro, não precisam se preocupar.
O casal se olhou, e sorriram aliviados.
— Há um outro assunto mais delicado que gostaríamos de conversar… — Liam introduziu o assunto adquirindo uma expressão receio, o que chamou atenção de Sabo. — é sobre algo que eu considero há um tempo em te contar, mas eu nunca acho o momento certo de…
Liam continuava a falar, mas Sabo não escutava absolutamente nada. Ao Koala entrar no cômodo com um lindo bolo de morango em mãos, seu coração parecera se aquecer por completo e aquela sala, que antes julgara tão cheia, agora parecia extremamente vazia, como se apenas ela fosse importante no mundo inteiro.
Koala não usava uma roupa especial nem nada do tipo, mas mesmo assim parecia estar mais linda que o normal. Talvez fossem as luzes do ambiente extremamente iluminado que refletiam em seus outros, ou talvez até as bochechas avermelhadas de timidez, ou a união das duas coisas. Não sabia ao certo, só sabia que queria se levantar na mesma hora e ir até ela.
— Desculpa gente, podemos conversar outra hora? — Sabo levantou-se num pulo e foi até a moça, interrompendo completamente o discurso que Liam fazia.
Ao ficar de frente para ela, não sabia exatamente o que dizer. Decerto havia parecia desesperado demais levantando e indo até ela daquele jeito.
— Eu… Fiz um bolo! — ela disse meio atrapalhada. — Ai meu Deus, o que estou dizendo? Feliz aniversário, primeiramente.
— Você já me deu parabéns de manhã. — ele riu.
— É, mas parecia apropriado dar de novo.
Ele tornou a encarar o bolo, parecia uma delícia.
— Eu fiz sozinha. — declarou ela. — o Rokka só me ajudou a separar os utensílios e ingredientes, mas eu fiz absolutamente todo o resto sozinha, eu juro!
— … — Sabo soltou uma alta gargalhada, fazendo Koala sentir uma mistura de raiva e vergonha. — relaxa, eu acredito em você, não precisa ficar jurando, sua boba. — ele passou a mão na cabeça dela, tirando a boina com uma mão e bagunçando os cabelos dela com a outra.
— Ei! — ela contestou rindo ao se ver com os cabelos bem bagunçados. Pôs o bolo na mesa e ajeitou o cabelo, até que alguém passara esbarrando nela. — Ai!
— Sabo-san! — para sua não surpresa, era Padomi que havia passado quase levando-a junto, e agora estava de frente para Sabo, não respeitando muito os limites do espaço pessoal. — Eu fiz um bolo muito especial pra você, melhor ainda que o do ano passado. Você sabe que os meus doces têm fama de serem excelentes, e nesse ano eu fiz uma receita nova só por sua causa. — ela disse animada.
Comparando com o seu bolo, o de Padomi era bem mais elaborado e maior, além de parecer bem mais gostoso. Tentara não demonstrar, mas ao ver o bolo feito pela garota sentira até vergonha de aparecer com seu “bolinho mais ou menos” ali no meio de todos.
— Muito obrigado, Padomi. — Sabo respondeu gentil, pegando o bolo das mãos dela e pondo-o ao lado do bolo de Koala.
— Quem fez esse bolinho mixuruca? — perguntou debochada. — tá até meio torto…
— A Koala. — Sabo respondeu puxando uma cadeira e se sentando, em seguida cortando um pedaço do bolo de Koala e pondo no prato. — e eu amei. Parece estar ótimo, eu amo morango!
Koala se sentiu infinitamente feliz ao vê-lo dizer aquilo na frente da outra e por cortar seu bolo primeiro com tanto gosto, fazendo-a deixar de lado os sentimentos anteriores de inferioridade.
Ele deu uma garfada no pedaço de bolo em seu prato, e depois de degustar, parecia curioso.
— Ele… Tá salgado. — disse à Koala.
Koala ficou perplexa. Como assim seu bolo estava salgado? Certo que havia se esquecido de provar a massa, mas tinha certeza absoluta que havia seguido à risca todo o procedimento e que havia usado todos os ingredientes certo que…
Olhou para Padomi, que ria.
Era óbvio, como não havia cogiado isso antes? Fora ela. Foi Padomi quem a disse que qual era o açúcar, e certamente havia mentido de propósito para que Koala fizesse um bolo salgado.
Sentiu vontade de chorar. Havia se esforçado tanto, feito tanta sujeira e fora tudo em vão. Além de tudo, se sentia humilhada na frente de Sabo.
— Melhor. Bolo. Da. Vida. — Sabo disse de repente, pausando em cada palavra. — eu adorei, a mistura ficou bem diferente! Muito gostoso mesmo, obrigada, Koala.
— Sabo-kun, não precisa mentir pra me fazer sentir melhor. — Koala disse com a voz embargada.
Sabo virou-se para ela, arrastando um pouco a cadeira.
Ele olhou-a nos olhos, com aquele sorriso charmoso que apenas ele sabia dar, e perguntou:
— Você acha que eu mentiria pra você?
Não, ele não mentiria, e ela sabia disso.
E se sentiu muito especial por isso.
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