The Beginning

3 Capítulo II


Notas iniciais
Oie, maçazinhahhss!!!
ai vai mais um cap...
Espero q gostem!!!

A chegada do Duque de Hunedoara e seu séquito de dez cavaleiros, foi recebida com alegria e euforia da parte de todos.

As damas corriam aos seus aposentos para enfeitar-se e arrumar-se, de maneira a chamar a atenção do magnífico Lorde. As criadas, por outro lado, se ofereciam descaradamente ao jovem Duque, quem apenas lhes dava um sorriso cheio de segundas intenções e deslizava o olhar por toda a extensão do corpo das moças.

-Lorde Victor! É um grande prazer tê-lo aqui. — disse uma das criadas, quando Victor e seus cavaleiros já entravam no pátio, e entregavam seus cavalos para que os levassem ao estábulo.

-Obrigado, doçura! — disse Victor alargando ainda mais seu sorriso, ao ouvir a moça soltar uma pequena risadinha.

-Giselle. — disse a moça um pouco corada. — Meu nome é Giselle, milorde.

-Oh! Giselle! — exclamou sorridente. — Sabia que seu nome é de origem francesa, minha cara Giselle? — perguntou forçando um sotaque francês para o nome da criada, quem ao ouvir a pergunta, negou levemente.

-Pois sim, madmoisele Giselle. - disse acercando-se mais à pobre moça, que naquele momento tremia baixo a influência daqueles profundos e hipnotizantes olhos negros. — Sabia, ma jolie Giselle, que o francês é o idioma do amor?

-Ah! Cale-se já, Victor! Por Deus! — exclamou o futuro rei, Bela, aparecendo no pátio seguido por sua mulher e filhas. — Deixe em paz a pobre moça, e venha cumprimentar seu rei!

Victor gargalhou e murmurando uma desculpa, deixou Giselle ali, e caminhou em direção ao seu amigo.

-Seu fanfarrão! — exclamou Bela, enquanto se fundia em um abraço com seu amigo. — Já colocou os olhos nessa formosa garota? — perguntou retoricamente e riu divertido logo depois. — Você não tem mesmo jeito, não é?

-Você já me conhece, Bela. — respondeu Victor. — Não sou capaz de viver, sem desfrutar da, indispensável e pecaminosamente prazerosa, companhia feminina. — encolheu-se levemente de ombros. — Encarcere-me! Assumo que sou culpado! Culpado de amar e ser amado por todas e cada uma das mulheres.

-Meu Deus! Corra Maria, leve com você as meninas também! Não quero que caiam rendidas ante a lábia desse maldito libertino. — exclamou o futuro rei com falsa ira, arrancando risadas de todos.

-É uma grande honra tê-lo aqui conosco, Lorde Victor. — cumprimentou, finalmente Lady Maria, enquanto estendia a mão para ser beijada.

-Fico agradecido pela recepção, milady. — agradeceu Victor, depositando um terno beijo na mão de Maria. — E permita-me dizer que está radiante. Uma beldade, sem dúvida. Sua beleza pura e austera acentuou-se perfeitamente depois de suas gestações.

-Obrigada, Lorde Victor. É muita gentileza de sua parte. — agradeceu, Lady Maria muito corada.

-Ora vejam só! O que temos aqui. Se não são as três pequenas princesas que tem a toda Hungria a seus pés. — disse Victor sorrindo enquanto se abaixava ao mesmo nível que as três crianças. — Lady Margarida, como sempre, encantando a todos com sua inteligência e sagacidade. — disse enquanto beijava a mão da Princesa que soltava pequenas risadinhas. — Lady Kinga, com sua simpatia e amabilidade, deixando a todos sem fôlego. — beijou também a mao da menina que tinha as bochechas levemente tingidas de rosa. — E por último, mas, nunca menos importante, está Lady Ana, que hipnotiza a qualquer um com seu inocência e sua genuinidade. — beijou também a pequena mao da criança que lhe correspondeu com um brilhante sorriso.

-Ah! Por favor! — disse Bela. — Como consegue esse efeito e repercussão no que a mulheres se refere? — perguntou retoricamente. — Por Deus, Victor! Kinga só tem quatro anos e está com as bochechas tao vermelhas como a fita que enfeita seu cabelo. — disse com incrédulo e com falsa indignação. — Eu preciso de mais vinho!

Victor rindo seguiu seu amigo para dentro do palácio.

-Ria agora que pode, seu grandíssimo tolo! Mas, estou seguro que o último a rir serei eu, quando por fim conhecer a Lady Georgiana. – exclamou Bela com um pequeno sorriso de satisfação.

-Lady Georgiana? Alighieri? – perguntou Victor confuso.

-A mesma. — respondeu Bela ainda sorrindo.

-É verdade o que dizem sobre ela? — indagou curioso exitado, Victor. — Que é mais bela que uma ninfa e que seu corpo é a mescla perfeita entre céu e inferno?

Bela, depois de jogar a cabeça para trás e gargalhar, lhe disse:

-Oh, Victor, amigo meu. — colocou a mão em seu ombro. — Essas faladarias não fazem jus à magnífica realidade que é Lady Georgiana. Mas, como todos muito bem sabem, toda rosa tem seus espinhos. Por tanto, é melhor preparar-se para conhecê-la esta noite. Asseguro-lhe que se surpreenderá.

Esse comentário despertou a curiosidade de Victor, e seu gosto para um desafio. Subindo as escadarias até os aposentos que ocupava sempre que visitava seu amigo, imaginava como de bela e surpreendente seria Lady Georgiana.





Os tons alaranjados e arroxeados do crepúsculo que tingiam o céu como se de uma pintura à aquarela se tratasse, eram o único que Georgiana contemplava desde a janela de seus aposentos. Absolta em seus pensamentos, a moça esperava a que Elise terminasse de temperar-lhe a água do banho com espécias raras, que possuíam uma exótica fragrância à frésias. Fragrância essa que juntamente com o cheiro de morangos que desprendia seu sabonete, era muito característica de Lady Georgiana.

-Diga-me Elise — começou Georgiana, inclinando-se um pouco mais em direção a janela. — Quem foi o último convidado a fazer ato de presença?

-Milady pergunta pelo pequeno alvoroço formado ai fora? — perguntou Elise, enquanto lhe indicava à sua senhora que a tina já estava preparada para recebê-la.

-Exatamente! Desde minha janela é impossível apreciar muita coisa. — respondeu Georgiana livrando-se de seu robe de cetim branco e entrando lentamente na água morna da banheira.

-Se trata de Lorde Victor Moldoveanu, Duque de Hunedoara. — murmurou Elise ruborizando-se levemente.

-Ah! Entendo. — respondeu Georgiana quando notou o suave tom avermelhado que banhava as bochechas de sua criada. — Presumo, baseando-me em sua reação ao nomeá-lo, que a reputação de Lorde Victor faz jus a realidade.

-Perdoe-me milady. — desculpou-se a criada encabulada, enquanto juntava os cachos de sua senhora em um penteado desordenado para que estes não se molhassem.

-Ora vamos, Eli! — exclamou Georgiana fitando Elise com exasperação e divertimento. — Sabe que lhe considero uma amiga. Não há necessidade alguma para que fique tao envergonhada por encontrar à um homem atrativo. Agora, conte-me com luxo de detalhes, quais das faladarias sobre o imponente e divino Lorde Victor são certas e quais não.

-Oh, milady! Agradeço a confiança que tem depositada em mim. É muito gentil de sua parte. — agradeceu Elise, enquanto deslizava o sabonete pelas costas de Georgiana. — E enquanto à reputação de Lorde Victor, todas as descrições já ouvidas sobre ele, não se acercam nem o mais mínimo a realidade. — murmurou Elise.

-O que quer dizer? — indagou Georgiana, franzindo o cenho e jogueteando com as bolhas que seu sabão formava na água.

-Vê-lo, assim, de perto... é outra realidade, milady. Lorde Victor assim como todos dizem, tem os olhos negros. Mas, não são olhos negros comuns. São profundos e perspicazes, com uma pitada de picardia que acompanha também seu sorriso. É tão alto e musculoso que é impossível não notar sua presença em um lugar mesmo sem vê-lo. Exala confiança e imponência por cada canto de seu corpo bronzeado. Seu tom de voz e rouco e cadenciado, o qual usa em sem favor para conseguir seu propósitos. — Elise terminou seu relato ainda mais corada que quando havia começado.

-Em outras palavras, Eli. — começou Georgiana ainda com o cenho franzido e irritada pelo que lhe havia sido relatado. — O que está me dizendo é que Lorde Victor, é a viva imagem que pintam dele. Um sedutor incorrigível e um libertino assumido. Abusa da vantagem que lhe outorgam seus dotes físicose sua lábia para chegar aonde quer, ou seja, ao leito de todo e qualquer espécime do sexo feminino com um grau considerável de atrativo. Um homem descarado, degenerado e arrogante que acredita poder fazer o que deseja, como, quando e onde o deseja. Em conclusão: é exatamente como a maioria dos homens, a única diferença ao meu ver, é que Lorde Victor não tem a necessidade de pagar para conseguir o que quer. — levantou-se da tina e estendeu a mão para recolher a toalha que lhe entregava Elise. — Suponho que você não o vê desse modo Eli, mas, posso lhe assegurar que homens como Lorde Victor já arruinaram muitas moças ingênuas como você. Assim que, por favor, tome cuidado.

Elise só pode assentir com a cabeça, emocionada em demasia com a preocupação de sua senhora para com ela e surpresa sobre a opinião desta sobre o Duque, que contava com seguidoras e enamoradas por todo o país e vangloriava-se de nunca ter encontrado mulher capaz de resistir à seus encantos. Bom, — pensava Elise, enquanto retirava o vestido que sua senhora usaria naquela noite. — está claro que o Duque ainda não teve a oportunidade de conhecer Lady Georgiana.

-Milady, a senhora está segura de que usará este vestido? — perguntou Elise olhando receosa o vestido que estava estendido em todo o seu esplendor sobre a cama. — Essa noite será o jantar para dar inicio ao torneio, ou seja, haverá milhares de olhos pousados sobre milady esta noite. Acha apropriado um vestido tão... ousado?

-Ora, Eli! O que há de errado com o vestido que escolhi? — perguntou retoricamente ao passo que intercalava olhares entre sua criada e o vestido. — É a última moda na Inglaterra, e serei a primeira a usufruir deste modelo na Hungria. — sorriu e piscou para Elise que rodou os olhos e foi em direção ao baú para retirar uma chemise e um par de meias que combinassem com o traje.

A chemise, à diferença das demais, não possuía mangas e era bem simples. As meias foram colocadas até o meio das coxas logo depois da chemise, e de uma cor bege. O vestido, em opinião de Elise, era o mais difícil já que constava de duas partes.

A parte de cima do vestido era um espartilho, uma novidade para a criada que sempre manejara os vestidos habituais. Havia que ajustar e fechar o vestido por meio de fitas de cetim que se intercalavam entre si nas costas de Georgiana. E ao fazê-lo os seios da donzela prensavam-se contra a tela do corpete e levantavam-se de maneira tentadora e pouco usual para a época. Outra vantagem do ajustado corselete era a forma mais demarcada que lhe outorgava a cintura de Georgiana, fazendo-a parecer mais esbelta e estilizada.

Na parte de baixo, o vestido alargava-se em uma saia de seda, que agarrava-se ao seus quadris de forma quase pecaminosa e descia a partir deles em um corte mais enviesado que alcançava o chão.

O vestido também constava de mangas que curiosamente não iam costuradas nele. Se tratava de posicioná-las nos braços, um pouco abaixo dos ombros, e assim como com o espartilho, regulá-las com fitas de cetim que se intercalavam entre si.

O traje era inteiramente vermelho, um tom vinho, mas também possuía pequenos detalhes e bordados dourados, os quais combinavam perfeitamente com as joias escolhidas por Georgiana para serem usadas naquela noite.

Enquanto Georgiana colocava suas joias que constavam de: um colar de ouro bem trabalhado que intercalava-se com pérolas incrustadas, e um par de brincos em formato de lágrimas douradas; Elise trabalhava em seu penteado e em sua maquiagem.



Momentos depois, Georgiana sorria feliz para a sua imagem refletida em seu espelho ovalado.

Seus longos cabelos negros haviam sido recolhidos em um penteado complexo de caxos e pequenos cristais, que permitiam que somente algumas caxos esporádicos ficassem livres e caíssem sobre sua têmporas e nuca.

Sua maquiagem se centrava principalmente em sua boca que foi ressaltada pelo carmim que tingia seus lábios e contrastava perfeitamente com sua pele nívea. Seus olhos foram destacados levemente já que por si só estes chamavam suficiente atenção, e neles brilhara uma chama de determinação.

Andou em direção à porta de sua alcova e a abriu, girando sobre seus saltos encarou Elise, que a olhava admirada, e sorriu cheia de picardia.

-Esta noite, veremos se a lábia de Lorde Victor é páreo para minha língua ferina. — disse ainda sorrindo e mandando uma piscadela a Elise, enquanto saía do quarto.

Fanfictions by:

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Notas finais
Vestido e colar:
http://www.medievalbridalfashions.com/nowandforever.htm
Penteado:
http://lh6.ggpht.com/-5vpF77XnDlI/Tr_VrmZw2vI/AAAAAAAAAtA/SdDW8FJvZAg/s400/Side-part-Wedding-Hair-Updo%25255B1%25255D.jpg
Brincos:
http://lh3.ggpht.com/-fL0NxT_7iy8/Tr_WBuGVzWI/AAAAAAAAAtM/oR3DBOjXQjM/s400/808058_Thumb.jpg
Comunidade do orkut:
http://www.orkut.com/Main#Community?cmm=108574916
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Espero que tenham gostado maçazinhahs!!
E espero que esse cap. tenha mais coments...
Bites!!!