The Beginning

4 Capítulo III


Notas iniciais
Oi, maçazinhahhhss!!!
Nao abandonei as fics...e nem penso abandoná-las!!!
Adoro escrever e nunca deixaria uma história sem concluir!!!
Desculpem pelo atraso, mas minha mae me castigou e nao deixa nem eu pensar em
internet!!!
Eu to te postando aqui escondida...kkkk!!!
Mas, eu toh escrevendo tudo num caderno e quando ela me liberar já vai ter caps novos esperando por vcs!!!
Espero de coraçao q vcs possam me perdoar e entender...
também espero que vcs continuem me acompanhando...
Amo muito todas e cada uma das minhas leitoras e seria um baque pra mim
voltar e nao ter ninguém lendo!!!
Beijos vampirescos!!!
Jhessy

Capítulo 3


O salão completamente iluminado por tochas e velas. As chamas dançavam em sintonia com as escassas sombras que haviam pelo lugar criando uma imagem estranhamente aconchegante.

As longas e pesadas mesas de madeira escura estavam cobertas por forros de linho bordados com filamentos de ouro. As flores silvestres que enfeitavam as mesas também outorgavam ao lugar uma singular e inebriante fragrância.

O chão fora meticulosamente limpo e perfumado para a ocasião. Tapetes ricamente bordados e importados foram postos no corredor que simulavam as mesas.

A enorme mesa do estrado, onde somente o futuro rei, sua esposa e convidados de honra se sentariam; estava forrada de maneira ligeiramente diferente das demais por um forro pesado e da cor verde esmeralda. As cadeiras foram esculpidas formando desenhos abstratos, porém somente a do rei fora detalhada com pedras preciosas e ouro. Assim como seu cálice que seguindo o padrão dos demais estava situado ao lado direito do prato de prata.

O salão reluzia e lentamente os convidados foram chegando e ocupando seus lugares previamente designados.

Foi ao som de alaúdes e risadas que Lorde Victor irrompeu na estância. Tinha se esmerado em sua aparência aquela noite devido ao iminente encontro com Lady Georgiana. Não queria admitir nem para si mesmo que seu arranque de vaidade fora motivado pela estúpida curiosidade que sentia pela mulher. Porém, isso não o impediu de escolher e usar suas melhores galas para o jantar.

Após sua chegada ao palácio de Budapeste, e após haver subido as escadarias rumo aos aposentos que sempre fazia uso quando visitava Bèla, Victor se deu conta; não sem exasperar-se, que estes já estavam ocupados. Acercou a orelha à porta e deduziu que o quarto estava em possessão de uma dama, já que mesmo através da madeira a cintilante risada feminina e a doce voz que a acompanhavam podiam ser ouvidas, juntamente com o fluido som de água, a qual certamente estava sendo usada para o banho da dama em questão.

A insinuação daquela suave voz através da porta e, a certeza de que a dona desta estaria coberta somente pela água quente e perfumada da tina, quase conseguiram que Victor entrasse naquele quarto em um rompante. E essa conclusão o preocupou. Victor tinha plena consciência de sua debilidade em relação ao sexo frágil, porém também tinha conhecimento de seu férreo controle tanto em situações de perigo ou na batalha como também entre os lençóis. E excitar-se até o ponto de pretender invadir um dormitório alheio, ademais sendo este um dormitório de uma dama somente por ter escutado sua voz de soprano era; segundo Victor, vergonhoso, patético e inaceitável. Porém, a ereção que apertava contra o couro de suas calças parecia demonstrar exatamente o contrário.

Frustrado e incomodo dentro daquelas calças cada vez mais apertadas, Victor se apressou em encontrar alguém que lhe indica-se um quarto onde pudesse se instalar.

Já dentro de seus novos aposentos; os quais por certo estavam justamente em frente aos da “dama misteriosa”, Victor lavou-se meticulosamente todo o corpo e os cabelos, retirando o pó e o suor da viagem.

Com o banho terminado e com o corpo seco, Victor ocupou-se de vestir-se adequadamente. Colocou uma calça de couro preta e logo depois uma fina e leve camisa de linho da mesma cor. Esticou-se sobre a enorme e macia cama com dossel que reinava majestosa no centro da estância, e agarrou a túnica de veludo preta e vermelha. Permitiu-se alguns segundos para admirar a vestimenta detalhadamente. A túnica em sua maior parte negra como a noite mais escura, também tinha uns quantos detalhes em vermelho sangue. Na parte frontal jazia bordado, também em vermelho, o brasão dos Moldoveanu; em um círculo dois dragões se enfrentavam de forma idêntica separados apenas por uma espada de folha larga que atravessava o círculo, e um escudo ao final da lâmina onde se podia contemplar o M inicial do sobrenome.

Victor colocou-se a túnica rapidamente e sentou-se no suave colchão com o fim de calçar-se as botas também de couro negro e que lhe chegavam aos joelhos. Com a espada cerimonial presa no cinto, as longas madeixas negras como o ébano penteadas e brilhando ainda úmidas pelo banho e o sorriso largo e brilhante que contrastava com sua pele morena, Victor era a viva imagem de Eros.

Sorrindo pelo resultado conseguido e pela prometedora noite que estava por vir, Victor saiu de seus aposentos. Porém, demorou-se alguns minutos parado diante da porta de mogno que o separava da dama que somente com sua voz conseguira que ele, Victor Moldoveanu o famoso libertino e conquistador, tremesse.

Inconscientemente, Victor deu um passo em direção a porta e logo depois parou em seco ao perceber o que acabara de fazer. O quê diabos pretendia? Entrar assim, sem mais nos aposentos de uma dama? E estivesse casada? Pior! E se não estivesse casada? Victor tremeu de pavor com a idéia de desvirginar uma moça de família, já que seguramente seria obrigado a casar-se com ela. Não! Nenhuma mulher valia tanto sacrifício. Além do mais, apesar de possuir uma voz doce encantadora, a mulher poderia ser horrorosa. <> ¾perguntou sua consciência. Um calafrio de repulsão desceu por sua coluna enquanto ele saia aos tropeços do corredor rumo às escadarias.

E ali estava ele, sentado em seu lugar de honra, ao lado direito de Bèla, bebendo vinho e rindo das estórias contadas. O assunto da “dama misteriosa” já esquecida em sua mente, ou isso era o que ele se esforçava para convencer-se.

-Ora Victor! O quê está acontecendo com você? Está distraído. E pelo que notei ainda não presenteou a nenhuma dama com seu sorriso devastador. — sussurrou Bèla rindo, porém com uma nota de preocupação na voz.

-Eu estou bem. — sorriu forçadamente. — Talvez esteja um pouco cansado da viagem. — Bèla arqueou uma sobrancelha. — Ou talvez tenha bebido mais vinho do que deveria. — encolheu-se de ombros enquanto uma idéia lhe passava pela cabeça.

-Na verdade, gostaria de perguntar-lhe uma coisa. — disse Victor também sussurrando, porém a ansiedade em sua voz era palpável, o que deixou ao futuro rei um pouco desconcertado.

Em todos os anos em que conhecia a Victor, nunca o vira comportar-se de modo tão estranho. Curioso e também um pouco preocupado, Bèla encorajou-o a continuar.

-Quem é a dama que está instalada nos aposentos os quais eram ocupados por mim em visitas anteriores?

Victor, com o corpo inteiramente tenso, aguardava a resposta de seu amigo com impaciência. Estava tão pendente do que diria Bèla que captou facilmente as diferentes emoções que atravessaram seu rosto. Confusão, ensimesmamento, entendimento e diversão. Todas essas mudanças de humor tardaram apenas cinco segundos em explodir em uma alta gargalhada. O ataque de risos de Bèla durou tanto tempo que algumas pessoas começaram a olhar curiosas em sua direção.

A irritação de Victor ia em aumento com cada gargalhada de seu amigo. Fuzilou Bèla com o olhar e esperou, impacientemente, a que ele secasse suas lágrimas com o guardanapo de linho.

-Ai! Fazia muito tempo que eu não me divertia tanto. — disse Bèla sorrindo.

-Ótimo! Alegra-me muito saber que a causa de tamanha diversão sou eu. — grunhiu Victor e com um único gole terminou com o vinho que restava em seu cálice.

-Ora vamos Victor! Pode repetir-me a pergunta? Prometo que dessa vez me controlarei. — pediu Bèla com um sorriso inocente que fez com que Victor rolasse os olhos, exasperado.

-Quem é a mulher que ocupa o quarto em frente ao meu? — perguntou direto.

Bèla olhou-lhe fixamente com um brilho triunfal e divertido nas profundezas de seus olhos avelanados. Porém, quando se dispunha a responder a pergunta formulada por seu amigo, foi pego de surpresa pelo curioso silêncio em que recaiu a sala.

Victor também se surpreendeu com a quietude do salão que a poucos momentos antes era pura música, risadas e alvoroço. Dirigiu seu olhar às portas estância e sentiu todo o ar escapar-se de seus pulmões, enquanto seus olhos contemplavam a Vênus morena que adentrava com elegância nata o lugar.

A mulher que caminhava altiva e imponente em direção ao estrado era uma autentica jóia. Seu corpo esbelto envolto em um vestido de seda escarlate era uma tentação.

Victor sentiu seu membro ganhar vida com graças a aquela maravilhosa visão. Os seios túrgidos e redondos quase escapavam da prisão do corpete que também exercia um delicioso efeito sobre a cintura fina. A saia do vestido abraçava as curvas arredondadas de seus quadris e de suas pernas como se o tecido estivesse molhado. O vestido em conjunto parecia ter sido feito para destacar indecentemente cada curva do corpo perfeito e enlouquecer aos homens que o vissem.

As mechas negras e brilhantes de seu cabelo estavam entrelaçadas entre si e entre pequenos cristais em um intrincado penteado. Deixando escapar apenas algumas mechas que se enrolavam em torno ao rosto angelical. Emoldurando-o.

Para Victor, somente uma palavra lhe vinha à mente ao vê-la: istennö. Deusa.



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