The Beautiful And The Beast
19 Ep19
Notas iniciais
POV MERLE DIXON
Já estava ficando tarde e nem sinal da Lauren chegar, ela havia saído da enfermaria a um bom tempo. Aonde ela se meteu? Sera que esta com o idiota do Milton fazendo aquelas pesquisas inúteis? Ou..., não Lauren não ta com aquele mexicano nojento, não pode estar.
“Merda Merle que esta acontecendo com você? Nunca se importou com isso afinal são só umas trepadas boas nada além disso, e daí se ela resolver ficar com o maldito cucaracha você arranja outra e pronto. Vadia é o que não falta nessa cidade” Disse a voz na minha mente.
Isso eu tinha que me manter focado, cedo ou tarde Lauren ia se cansar de mim como todas, mas porque isso mexia tanto comigo? Ela não era a única mulher do mundo, mas porque nenhuma mais me chamou a atenção depois dela? Droga! Droga! Onde você se meteu Lauren?
Calcei a minha faca no punho e sai caminhando pela cidade, estávamos racionando energia então havia pouca iluminação na rua. Fui até o laboratório do engomadinho do Milton, ele estava saindo e disse que não viu Lauren durante o dia todo. Senti um arrepio frio percorrer o meu corpo.
“Se ela estiver com Martinez eu mato aquele desgraçado, eu mato os dois” Pensei tentando controlar a minha raiva. Hoje era a noite de vigia dele, caminhei até seu posto enfurecido, ele não estava.
“Desgraçado! Eu vou arrancar as suas bolas seu infeliz” Pensei.
Fui até o apartamento dele, da rua notei que a luz estava acesa. Subi as escadas rapidamente sentindo um ódio cada vez maior, não foi difícil abrir a fechadura sem fazer barulho eu sabia fazer aquilo desde os 12 anos de idade. Retirei a minha arma, na sala eu pude ouvir alguns gemidos vindos do quarto.
“Não Lauren, porque você fez isso comigo? Sua vagabunda! Você é igual a todas as outras sua vadia miserável”
Dei um chute e arrebentei a porta do quarto, os dois amantes me olhavam apavorados a mulher tentava cobrir-se com o lençol, não era Lauren, não era a minha Lauren. Era a vadia da Tarja que já havia dormido com metade dos homens da cidade.
_hahahhahaha! Soltei uma gargalhada.
_Você enlouqueceu? Não pode entrar na casa dos outros assim! Seu idiota! Gritou Martinez furioso.
_E você não devia estar no seu posto? Deixou de trabalhar pra ficar fodendo com uma puta? Quero ver o que o Governador vai pensar disso.
_Não pode falar assim de mim, mais respeito! Gritou a mulher.
_Tudo bem Senhora PUTA! Agora guando quiser alguém pra meter em você procure um que não esteja de serviço! Gritei.
_Merle sai da minha casa agora! E não precisa você ir correndo contar pro governador, eu mesmo faço isso. Gritou Martinez.
_Esteja no seu posto em 15 minutos. Falei virando as costas.
Desci as escadas sentindo um alivio enorme, ela não estava com ele. Mas onde ela havia se metido? Já era muito tarde pra estar atendendo algum paciente em casa, de repente foi alguma emergência... Isso Merle, como não pensou nisso antes? Tem tanto medo de perde-la que não esta mais usando a cabeça. Lauren deve estar em alguma casa atendendo uma criança ou um velho doente, ela sempre fica até se certificar que a pessoa está melhor. Quem diria que um dia eu seria o homem de uma médica. Que merda o que eu to pensando?! Não somos casados, nem namorados nem nada assim... Ou...? Porra melhor parar de pensar e beber alguma coisa antes que eu fique louco, pensar nunca foi o meu forte.
POV MARTINEZ
“O que o babaca do Merle ta pensando? Ele não tinha o direito de entrar na minha casa daquele jeito, só porque virou o homem de confiança do governador acha que é o dono da cidade e pode fazer tudo que quer? Isso não vai ficar assim não mesmo.” Pensei enquanto me vestia.
_Martinez você vai se meter em confusão por minha causa vai? Perguntou Tarja.
_Não, eu vou falar com o governador. Eu errei estava em serviço não devia ter saído do meu posto, mas isso não da o direito do Merle invadir a minha casa do jeito que fez. Melhor você ir pra casa.
_Martinez, não fala pro Governador que era eu quem estava aqui. Não quero confusão pro meu lado. Sou uma mulher sozinha com uma filha já tenho problemas demais.
_Não se preocupe. Não vou falar.
_Obrigada.
Sai de CSA e me dirigi ao apartamento do governador, a porta estava entre aberta eu bati mas não obtive resposta. Ouvi o som de uma vitrola tocando uma musica clássica.
_Governador? Perguntei enquanto adentrava a casa.
Abri com cuidado a porta do escritório e fiquei pasmo com a cena. O governador estava sentado em uma cadeira com o que um dia foi sua filha em seu colo, a menina tinha a pele cinzenta e olhos esbugalhados, usava uma camisa de força sobre um vestido enquanto ele oferecia cuidadosamente uma mão humana como um petisco a menina zumbi. Recuei alguns passos sentindo meu estômago revirar com a cena, acabei esbarrando em algo e chamei a atenção do governador que levantou rapidamente com a menina presa a uma coleira que imediatamente passou a tentar morde-lo, ele colocou a cabeça da criança dentro de um saco.
_Eu já te vi Martinez... Disse ele. Respirei fundo e sai do meu esconderijo. A menina grunhia sobre o saco.
_O que é isso? Perguntei sem entender nada.
_Minha filha, eu não consegui... Não pude deixa-la ir... Disse ele.
_Não pode fazer isso com ela. Eu sei o quanto é difícil, perdi minhas duas meninas, mas eu jamais as deixaria vivendo assim... Falei ainda aterrorizado com a cena.
_Eu sei, mas eu não posso... Não posso...
_Se quiser eu faço isso por você. Falei, eu sabia o quanto aquilo era difícil enfiar uma faca na cabeça de uma criança, a sua menina que você viu crescer, ensinou e amou durante anos.
_Nao, eu preciso de mais tempo.
_Ta alimentando ela, com...carne humana?
_Eu dei animais nos primeiros dias mas ela tava ficando fraca e apodrecendo rápido, a carne humana parece satisfazer mais...
_E onde ta arranjando isso? Perguntei olhando os pedaços humanos dispostos dentro de um balde.
_O primeiro foi o Sr Crowell que teve um infarto semana passada, ele ia ser queimado não dariam falta de alguns pedaços.
_Mas e hoje? Ninguém morreu que eu saiba... Falei sentindo um arrepio.
_Um dos prisioneiros, ela já tava morta quando tirei os pedaços.
_Isso é loucura Philip, tem que parar. Isso não é mais a sua filha. Falei sentindo uma pena enorme da situação que ele se encontrava.
_Eu vou parar, so preciso de mais tempo. Mais uma semana é isso que eu te peço, não conte a ninguém me prometa.
_Eu não vou contar sei muito bem pelo que esta passando, mas vai ter que parar de dar carne humana pra ela. Eu sei que vocês americanos não acreditam muito em Deus, mas não pode mante-la assim, ta impedindo que a alma dela descanse em paz.
_Você ta certo. Eu... Obrigada... disse ele colando a criança Zumbi dentro de um Closet. _Não posso fazer isso com a minha Penny, ela nao iria gostar...
_Isso mesmo.
_Pode fazer um favor pra mim?
_Naquele baú ta o corpo da prisioneira, quero que me ajude a me livrar dele, não quero que as pessoas saibam que eles ainda estavam vivos.
Concordei e pegamos o baú de madeira antiga com um cadeado enorme e o colocamos na parte de traz do jipe. Já era madrugada, não era uma boa hora pra sair, mas acho que Philip precisava se livrar daquilo ou a tentação iria acabar fazendo alimentar a pequena errante novamente. Ele parecia totalmente perdido e atordoado, muito diferente do homem forte e de decisão que se mostrara até agora.
Viajamos alguns kms longe da cidade e depois arrastamos o baú alguns metros floresta adentro. Comecei a achar estranho tanto empenho pra se livrar de um corpo, ninguém notaria afinal havia centenas deles por todo o lugar...
_Aqui está bom. Disse ele soltando a lateral do baú.
_Bom, vamos embora então. Falei largando o baú e me dirigindo de volta a estrada. Ouvi os passos do governador logo atrás de mim seguidos por um disparo e uma dor muito forte na minha tempora esquerda.
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