Notas iniciais
Oi gente desculpa a demora tive uns probleminhas ai.... Bjus

POV MERLE DIXON

Acordei com uma puta ressaca, fazia tempo que eu não bebia o suficiente pra ter uma dor de cabeça, eu permanecia sozinho.

_Merda Lauren! Resmungo irritado.

Levantei e me vesti, as coisas permaneciam intactas ela não devia ter voltado pra casa. Caminhei pela cidade e perguntei a algumas pessoas mas todos respondiam que a ultima vez que a viram foi na enfermaria.

_Desculpa Governador mas melhor arranjar outro pra ir buscar os bichos, não consigo encontrar Lauren em lugar nenhum... Falei.

_Eh sobre ela que eu quero falar. Como não a encontra ela não foi pra casa? Disse ele baixando o olhar.

_Você a viu? Cadê ela?

_Alguém contou a ela sobre os prisioneiros, ela foi até lá e ficou muito revoltada eu tentei explicar disse que você estava apenas cumprindo ordens mas...

_Mas o que? Cadê a Lauren! Gritei.

_Eu não sei... Ela saiu furiosa disse que ia falar com você, ela não chegou em casa?

Empurrei o governador contra a parede sentindo uma raiva tomar conta de cada célula do meu corpo.

_Se você fez alguma coisa com ela, eu...

_Merle acha que eu faria algo contra a Lauren? Ela cuidou da minha filha como uma mãe durante meses, me solte anda. Ela tava zangada, triste eu tentei explicar que você apenas os mantinha pra mim mas eu não sei se ela me escutou. Acho que pensou que era você quem os estava torturando. Vamos encontra-la e eu vou explicar tudo pra ela ok? Disse ele.

_Ela bebe bastante quando as coisas saem do controle, deve ta bêbada caída em algum lugar. Desculpa ai governador, mas desde que meu irmão sumiu Lauren é o mais perto de família que eu tenho. Falei tirando a faca do seu pescoço.

_Eu entendo, eu vou explicar tudo pra ela. Lembro muito bem que me disse que ela não aprovaria o que estávamos fazendo. Vai dar tudo certo Merle.

Procuramos Lauren em cada beco da pequena cidade, perguntamos as pessoas e ninguém a vira.

_Acho melhor revistarmos as casas. Falei já muito preocupado.

_ Merle não se deu conta de que outra pessoa desapareceu? Martinez eu não o vi o dia todo, talvez eles tenham saído da cidade juntos... Disse ele um pouco hesitante.

_Não é impossível Lauren não iria embora sem ao menos vir cuspir na minha cara e além do mais eu vi Martinez comendo a puta da Tarja ontem de madrugada.

_Bom eu não sei... vamos até a casa dele de repente ela foi até lá pra conversarem sobre os prisioneiros.

_Não ela evitava ele, não ia se enfiar na casa daquele imbecil...

_Foi você que falou que ela costuma beber um bocado de vez em quando e nos dois sabemos como a bebida pode mudar uma pessoa, não custa averiguar.

POV MARTINEZ

Acordei tonto minha cabeça latejava, eu estava caído no chão da floresta por sorte o esforço e barulho do corpo agora reanimado dentro do baú chamou mais a atenção dos dois mordedores que rodeavam a caixa tentando abri-la do que eu.

Merda! Coloquei a mao da minha cabeça ainda sangrava um pouco o tiro havia passado de raspão, dois centímetros a mais e eu estaria morto.

Maldito Philip Blake, ele me trouxe aqui pra uma armadilha. Eu não podia voltar a Woodbury ou ele terminaria com o serviço, com certeza ele pretendia manter a menina se alimentando dos próprios moradores da cidade.

Deus, Lauren estava lá. Eu respeito a decisão dela de ficar com aquele idiota do Merle, mas agora situação era outra. O governador era um psicopata maluco e o Merle não devia ficar pra trás pros dois terem ficado com unha e carne em tão pouco tempo, eu precisava tira-la daquele lugar o mais rápido possível. Respirei fundo e levantei com dificuldade, nesse momento os errantes perderam o interesse no baú e se voltaram na minha direção.

POV DARYL DIXON

Havia alguns dias que tomamos a prisão e estávamos limpando aos poucos os blocos. Não estava sendo um começo fácil tivemos que amputar a perna do Hershel devido a uma mordida, anda não sabíamos ao certo o que ia acontecer com ele e ainda por cima havia um grupo de sobreviventes presidiários que se negaram a deixar a prisão. Rick havia feito um acordo com eles, não que eu me importasse em dividir o espaço com eles, convivi com caras assim a vida toda, mas algo me dizia que aquilo era uma péssima ideia.

Ajudaríamos a limpar um bloco pra eles e ficaríamos com metade da comida que ainda restava no deposito e depois disso eles não pisariam mais na nossa área da prisão. Pelo menos esse era o acordo, mas como eu esperava os prisioneiros tentaram nos atacar assim que o bloco estava minimamente limpo, não tivemos escolha e a maioria deles acabou morrendo, restando apenas dois que juraram ser pacíficos um deles implorou tanto pela vida que chegou a ser patético e um terceiro babaca que fugiu pra uma área repleta de errantes, provavelmente já estava morto a uma hora dessas. Rick resolveu manter o acordo com os dois presidiários remanescentes, realmente eles não pareciam oferecer perigo eles.

Conseguimos descansar por uma noite, milagrosamente Hershel sobreviveu sem se transformar em um morto vivo, Carl havia encontrado alguns antibióticos e ataduras que ajudaram Carol a fazer o seu tratamento, mas ele precisaria de mais. Decidi sair da prisão procurar pelos remédios e quem sabe arranjar algo pra caçar, embora tivéssemos comida por um bom tempo da divisão que fizemos com os detentos, uma carne fresca não faria mal a ninguém.

Peguei a velha moto do Merle, nos últimos meses quase não havia pensado nele, estava ocupado demais tentando ajudar o grupo e me manter vivo. Talvez devesse ter caído fora desse grupo logo depois que Merle sumiu, seria muito mais fácil sobreviver sozinho na floresta sem ter com quem me preocupar além de mim mesmo, mas eu havia me atrelado de tal forma aquelas pessoas de uma maneira tão forte que eu não conseguia mais me manter afastado. Se Merle ouvisse meus pensamentos provavelmente me chamaria de babaca e me daria um belo soco.

Consegui alguns antibióticos e anestésicos em uma casa, depois segui pela floresta por algum tempo. Havia cada vez menos caça e às vezes eu precisava de horas pra encontrar o rastro de algum animal, encontrei a trilha que parecia ser de um Javali, a segui por um bom tempo pra descobrir que o bicho já havia sido abatido por dois errantes então tive que me contentar com meia dúzia de esquilos e alguns pássaros pequenos. Já estava caminhando de volta a estrada quando algo me chamou a atenção, um baú abandonado em meio a uma pequena clareira estava rodeado por uma velha gorda usando um avental ensanguentado e duas meninas que deviam ter a idade de Carl, ambas loiras com rostos contorcidos e roupas esfarrapadas. Pensei em dar as costas e continuar meu caminho mas a curiosidade em saber o que havia dentro do baú foi mais forte, abati a vovó zumbi e suas netas arrancando as minhas flechas logo em seguida, o baú estava lacrado por um cadeado enorme. Chutei algumas vezes mas sem nenhuma resposta, peguei minha pistola e disparei contra o cadeado forçando-o a soltar, posicionei a besta mirando o interior da caixa e abri a tampa cuidadosamente, no interior da caixa havia uma mulher em posição fetal com mãos e pés amarrados e uma mordaça feita de fita adesiva grossa, não dava pra ter certeza se estava viva, peguei minha faca e aproximei minha mao com cuidado, retirei os cabelos molhados de suor colados no seu rosto, depois verifiquei os batimentos no seu pescoço, ela estava viva!

Notas finais
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