The Beautiful And The Beast
12 Ep12 -
POV LAUREN HOLLAN
Observei Merle se vestir ainda sem entender muito sobre o que tinha acabado de acontecer comecei a e vestir também e ficamos em silêncio por um bom tempo, até ele finalmente o quebrar.
_Vou ver se arranjo comida, vi uma placa de uma loja de departamentos um pouco mais a frente.
_Vou acordar a Penny.
_Não, eu vou sozinho, a gambazinha ta com os pés cheios de bolhas. E se não arranjarmos um carro, termos muito o que caminhar amanha, fica de olho em tudo, eu não demoro.
_Ok.
Merle saiu e eu fui até Penny. Ela dormia numa cama improvisada com três cadeiras e usava a mochila como travesseiro, afaguei os cabelos dela e dei um beijo em sua testa.
_Vamos achar um lugar seguro, eu prometo querida. Sussurrei baixinho.
Ela estava exausta, todos estávamos, não dormíamos nem comíamos direito a semanas, a água estava acabando e éramos obrigados a racionar o máximo, Merle apesar de continuar curto e grosso com a pequena, sempre dava um pedaço da sua porção de comida a ela, eu fazia o mesmo mas mesmo assim ela continuava emagrecendo e se desidratando muito rápido.
_Tomara que o Merle arranje comida e água. Sussurrei.
_Papel higiênico também não seria ruim... Disse Penny com a voz delicada.
_Você ta acordada? Tem razão, daria um rim por um rolo de papel higiênico dulpa face.
_Eu ainda prefiro meu Rim... Disse ela. _Talvez eu trocasse ele por uma boneca Barbie e alguns chocolates. Completou ela. _ Tia Lauren?
_O que foi querida?
_Acha que meu pai estava zangado comigo? Por isso não me procurou quando eu me perdi?
_E porque ele estaria zangado?
_Nao sei... ele não falava mais comigo e tinha que me carregar nas costas quando eu ficava cansada.
_Sabe são tempos difíceis, não se tem muito assunto legal pra conversar e eu tenho certeza que ele te procurou, talvez ainda esteja te procurando. Ela deu um sorriso bonito, ouvi um barulho na porta e passos, não era um errante.
_Merle, voltou rápido. falei caminhando na direção do som... Ao chegar na porta petrifiquei, eram dois homens altos vestindo uniformes do exercito, um negro e outro já de idade avançada e uma mulher magra de olhos grandes. Recuei dois passos..
_Ei não sabíamos que tinha uma coisinha tao bonita aqui. Disse o negro.
_Saiam daqui, falei empunhando a arma...
_Ei, ela é brava... Disse o mais velho.
_Isso é jeito de receber os visitantes gracinha?
_Saia daqui agora ou eu estouro os seus miolos. Falei convicta. Vi um barulho vindo da sala onde Penny estava e logo um quarto integrante surgiu segurando ela pelo pescoço e apontando uma arma pra sua cabeça.
_Agora abaixa essa arma, ou vai ter que juntar os miolos da sua filhinha.
Baixei a arma.
_Isso, agora joga pro papai aqui.
Joguei a arma, o negro se aproximou e me revistou, retirando as facas que eu havia escondido sob a roupa.
_Não temos comida, nem água... Vocês são soldados, não deviam estar protegendo as pessoas?
_Agora é cada um por si gostosa, cada um se vira como pode...
_Lauren, eu to com medo... Sussurrou Penny.
_Ta tudo bem querida, não precisa ter medo, vai ficar tudo bem.
_Lucy, leva a garota la pra traz e vasculha se tem comida ou algo útil.
A mulher pegou Penny com força pelo braço e foi a empurrando.
_Não temos nada, por favor não machuquem a menina. Falei.
_Isso vai depender de você... disse o negro passando as mãos pela minha barriga e depois pelos meus seios.
_Tem mais de vocês? Em quantos são? Perguntou o outro.
_So nos duas, éramos três mas o pai dela se transformou ontem, estamos sozinhas. Falei tentando ser convincente, tentar manter as coisas calmas até Merle voltar era a nossa única esperança.
_Gostosa, disse o o careca esfregando os lábios no meu pescoço, senti uma repulsa enorme e o empurrei dando um chute entre suas pernas.
_Sua vadia... Gritou ele irritado se curvando de dor. O velho me deu um tapa no rosto forte e apontou a arma pra mim.
_Tira a roupa agora... Sua vagabunda!
_Nao! Vai ter que me matar antes.
_A é? Vamos ver... Lucy! Trás a garotinha.
_O que vai fazer, pelo amor de Deus não a machuque...
A mulher magra trouxe Penny segurando uma arma apontada pra sua cabeça.
O velho se aproximou dela e mandou que abrisse a boca, em seguida ele colocou o cano da arma, ela arregalou os olhos e começou a chorar, acabou urinando na roupa tamanho o medo, os outros dois homens começaram a rir.
_hahahha! Eu vou estourar os seus miolos sua Maria mijona.
_Deixa ela em paz, por favor... Eu faço qualquer coisa mas deixem ela em paz...
_Tira a roupa... Disse ele com um sorriso malicioso.
Comecei a me despir, estava me sentindo profundamente humilhada, mas eu não podia deixar que machucassem Penny, se eu tivesse sozinha, eu lutaria, morreria lutando, mas ela era tao pequena... Eu ouvia o choro baixo dela.
_Gostosa... Vai devagar... não tao rápido... Faz tempo que eu não vejo uma mulher bonita assim... Disse ele soltando um sorriso, que ficou petrificado quando um jato de sangue saltou da sua testa, ouvi mais alguns disparos, me abaixei e rastejei até a arma do velho, disparei contra o negro que caiu no chão, Merle adentrou pela porta empurrando o terceiro homem no chao.
A mulher continuava olhando pros lados assustada segurando a arma contra a cabeça de Penny.
_Solta ela! Gritei apontando a arma pra ela.
_Nem pensar, se eu morrer ela vai junto! Abaixa você!
_Larga ela e você pode ir embora, larga ela!
A mulher enterrou ainda mais o cano da arma contra a cabeça de Penny que fechou os olhos e começou a choramingar.
_Tudo bem meu amor...Vai ficar tudo bem... Falei enquanto ouvia os ruídos da briga de Merle com o homem, ele estava sobre ele acertando diversos socos em seu rosto.
Merle levantou, deixando o homem estirado no chão, ouvi o som de um disparo. Merle colocou a mao sobre a barriga a regata se manchava rapidamente de sangue.
_Não! Gritei correndo na direção dele e sentindo algo atravessar o meu ombro.
Merle caiu de joelhos, o negro cambaleante acertou sua cabeça com força com um pedaço de ferro. Ouvi os gritos de Penny seguidos de uma dor forte na lateral da minha cabeça, cai no chão tonta, a visão embasada, pude ver apenas botas caminhando a minha direção e um chute forte nas minhas costas.
_Da próxima vez.. Atire na cabeça vagabunda, já ouviu falar em colete a prova de balas?
O homem que Merle havia espancado, levantou com dificuldade e começou a chutar o corpo dele caído a alguns passos na minha frente, o sangue já se espalhava pelo chão... eu ouvia o choro desesperado de Penny, não conseguia mover um so músculo, tudo ficou mais longe e confuso, fechei os olhos.
POV PHILIP BLAKE
_Vamos dar uma olhada naquele posto, precisamos de combustível e os gerentes desses lugares sempre tem uma arma escondida. Vamos precisar de muitas pra defender a cidade. Falei
Greg e Martinez assentiram com a cabeça e começamos a caminhar atentos na direção do posto, havia seis errantes caminhando juntos, que apressaram-se rapidamente na nossa direção.
Martinez caminhou na direção deles com o taco de beisebol na mao e espatifou a cabeça do primeiro, uma mulher gorda com um avental de cozinha totalmente ensanguentado.
Eu fiz dois disparos contra a cabeça de dois homens vestidos com macacão de jeans, Greg e Martinez dilaceraram os outros com o facão e o taco de beisebol.
Caminhei até o posto, as bombas estavam vazias, havia um eraante arranhando compulsivamente a janela de vidro. Me aproximei e enfiei uma faca em sua cabeça, áqueas coisas eram tão burras que não eram capazes de ver a porta escancarada.
Entrei na porta, havia um homem deitado sobre uma poça de sangue, de longe pude ver que estava bem machucado, mas o vai e vem do seu abdômen indicava que ainda havia vida. Greg e Martinez surgiram logo atras de mim.
_Esse já era, perdeu muito sangue... Disse Martinez cutucando o homem com o taco de beisebol.
_ Ainda esta vivo, vamos leva-lo pra cidade.
_Acha que é uma boa ideia? Ele não tem cara de muitos amigos... Pode ser perigoso... Disse Greg desconfiado.
_Então, melhor que ele esteja no nosso lado não acha? Além do mais, precisamos de caras assim ou aquela cidade vai pro buraco logo. Vamos, me ajudem... Falei.
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