Notas iniciais
Mais um cap! Espero que gostem Bjus!

POV MERLE DIXON

Acordei em um lugar estranho, parecia uma enfermaria. Levantei da maca, meu ferimento estava enfaixado e havia soro no meu braço. Arranquei aquilo rapidamente e levantei, um homem surgiu na minha frente.

_Que bom que acordou. Disse ele com um sorriso no rosto.

O Segurei pela gola da camisa e o prensei contra a parede.

_Que lugar é esse? Onde estão as minha garotas?!

_Acalme-se sim... Nos salvamos você, te encontramos num posto, estava ferido e prestes a ser devorado por aqueles doentes, não havia ninguém você estava sozinho.

_Mentira! Onde elas estão?! Fale agora ou eu te mato agora mesmo seu infeliz.

_Não havia ninguém com você, tinha outro corpo um homem ferido na cabeça só.

Soltei o homem.

_Otimo, melhor assim. Meu nome Philip Blake, mas o pessoal me chama de Governador, qual o seu?

_Merle Dixon, Philip Blake? Não pode ser... Resmunguei. Já havia ouvido Penny repetir inúmeras vezes aquele nome, bem era um nome comum poderia ser apenas uma coincidência, mas e se não fosse? Aqueles caras deviam ter levado Lauren e a Gambazinha, precisava encontra-las logo, ou acabariam mortas, malditos, eu ia acabar com aqueles desgraçados.

_Seja bem vindo a Woodbury Dixon. Disse ele me estendendo a mão.

_Conhece Penny? Penny Blake? Falei.

_Como sabe o nome dela? Perguntou o homem confuso.

_Eu e Lauren a encontramos a alguns meses numa cidadezinha nos arredores de Atlanta, ela ficou com a gente, falava muito de você.

_Minha Penny, ela ta viva... ?Disse o homem confuso e radiante ao mesmo tempo.

_Não vai continuar por muito tempo se não agirmos logo, fomos atacados no posto, uns militares, se não estavam lá é porque as levaram.

_Militares? Eu sei quem são, acha que já pode sair?

_é preciso muito mais que uma bala pra derrubar um Dixon, senhor Governador, falo em tom sarcástico.

Passaram-se dois dias de buscas e nenhum sinal das duas, eu não devia te-las deixado sozinhas, merda a culpa era minha. No terceiro dia, o tal de governador montou uma equipe, o tempo estava passando e eles se afastando cada vez mais, se demorássemos mais tempo ficaria impossível encontra-las. Fui ao encontro dele no pátio ele conversava com um grupo de seis homens, eu não conhecia todos ainda, havia um bocado de gente vivendo na pequena cidade fechada por barricadas pra evitar a entrada dos infectados.

Me aproximei, esconder a minha cara de surpresa de desgosto foi impossível ao ver o rosto de um dos homens, era ele, o desgraçado da foto, o maldito cucaracha por quem Lauren foi apaixonada, ou ainda era vai saber por anos. Senti meu sangue ferver.

_Merle, esses você ainda não conhece, esse é Jim, Sam e esse é o Martinez, ele estava comigo o dia que o encontramos. Disse o governador apontando pra cada um dos homens.

O latino me estendeu a mao com um sorriso nos lábios. Minha vontade era quebrar a cara daquele infeliz, socar até arrancar todos os dentes de sua boca. Controlei os meus instintos e apertei a mao dele.

_Achei que não fosse se salvar... Disse ele.

_Vai se impressionar com o que posso fazer. Falei encarando-o.

Nos separamos em dois grupos e saímos mais uma vez da cidade em busca das garotas, já havíamos coberto uma área grande nos outros dias, eles não podiam estar tao longe.


POV LAUREN HOLLAN

_Eles vão matar a gente não é? Perguntou Penny com a vozinha doce quase inaudível, enquanto tentava conter o sangramento da minha testa. Eu não pude responder, sabia que eu estava prorrogando o inevitável.

_Tia Lauren?

_O que foi querida?

_Quando a minha mamãe morreu, eu achei que eu nunca mais gostaria de alguém como eu gostava dela, mas eu estava errada, eu gosto muito de você, tanto quanto eu gostava da minha mae. Não quero que eles te machuquem de novo, se disserem que vão me matar, pode deixar, eu não me importo. Ta tudo bem.

Aninhei ela nos meus braços, não consegui conter o choro, eu estava apavorada, não tínhamos como sair dali, o grupo do posto era apenas uma parte daqueles carniceiros nojentos, eram muitos. Merle estava morto, não havia mais saída. A porta do closet empoeirado onde éramos mantidas se abriu.

_Você disse que era medica não disse? Perguntou o homem de barba mal feita e fétido.

_Estudante.

_Não importa é o que temos agora! Disse ele me puxando pelo braço.

_Me solta.

_Olha aqui, o chefe não ta bem você vai dar uma olhada nele e vai faze-lo viver entendeu, ou a sua filhinha ali vira almoço ta bem?

Assenti com a cabeça.

_Ta tudo bem querida eu volto logo. Falei.

Ouvi o choramingo baixinho de Penny enquanto o homem trancava a porta do closet.

Fui levada até o segundo andar da casa, sob a cama havia um homem na casa dos sessenta anos, cabelos grisalhos um porte físico muito bom pra sua idade.

_Quem é essa? Perguntou ele.

_A garota que encontramos no posto, ela era estudante de medicina, pode te ajudar irmao.

Me aproximei da cama, o homem ardia em febre, o examinei rapidamente, não tinha a menor vontade de salvar a vida de quaquer um daqueles malditos.

_Ele vai precisar de remédios. Antitérmicos e antibióticos fortes, esta infecção avançada, mas se tomar a medicação pode se salvar. Falei.

_Ótimo, eu vou reunir um grupo e vou buscar irmão.. Você vai ficar bem. E você fique cuidando dele, já sabe o que acontece se ele morrer.

Apenas baixei a cabeça, peguei uma bacia com um pouco de água e comecei a fazer compressas frias na testa do homem tentando baixar a febre.

_Como se chama?

_Isso importa? Retruquei, depois de tudo eu ainda era obrigada a cuidar de um daqueles desgraçados.

_Eu vou morrer não vou? So falou sobre os remédios pra ganhar tempo... Sussurrou o homem.

_Todos vamos morrer.

POV PHILIP BLAKE

Meu coração estava acelerado desde que Merle me falou sobre Penny, eu precisava encontra-la, abraçar a minha filha novamente, sentir seu cheiro, ver aqueles lindos olhos e aquele pequeno sorriso que sempre iluminou a minha alma.

O radio comunicador cortou o silêncio da caminhada e os meus pensamentos.

_Na escuta Martinez. Falei.

_Governador, acho que encontramos alguma coisa. Não vimos nada ainda mas tem uma casa aqui, vimos um grupo de militares sair a pouco tempo, ainda há mais dentro da casa.

_Viram a Penny?

_Negativo, nenhuma criança até agora. So vimos uma mulher sair a pouco com um deles, parecia pertencer ao bando.

Merle me olhava nervoso.

_Ok Martinez, continuem vigiando, me passe a localização, estamos indo pra ai.

_Ok governador.

Martinez me passou o local, não era longe, chegaríamos em alguns minutos, devíamos tomar todo o cuidado, era um grupo grande e treinado se errássemos estaríamos mortos, inclusive minha filha. Tentei não pensar no que aqueles infelizes podiam ter feito com ela, era bom que não tivessem tocado num fio de cabelo do meu amorzinho pois se ela tivesse machucada eles sentiriam toda a minha fúria.

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