Notas iniciais
Bom essa fic surgiu de uma ideia que uma leitora deixou num review a um certo tempo, bem na época nao me senti segura pra escreve-la mas agora resolvi aceitar esse desafio! Espero que gostem não esqueçam de comentar Bjus!

POV MERLE DIXON

_Jesus, Deus me ajude! Eu sei que mereço isso, mas a me ajude! Deus! Gritei enquanto tentava me livrar das algema e ouvia os grunhidos ferozes dos Errantes que tentavam entrar pela porta.

“Aquele maldito policial, e aquele negrinho idiota que derrubou a chave ele fez isso de propósito, dois imbecis me deixaram aqui pra morrer” pensei

Eu chutava e tentava passar minha mao pela algema, era impossível.

“Parabéns Merle vai morrer devorado por um bando de cabeças ocas belo fim pra você” pensei

_Jesus me ajude, por favor me mostre o caminho! Deus! Gritei desesperado.

Vi uma serra caída logo a frente.

_ Eu não preciso de você Jesus, nunca precisei , nunca implorei. Não vou implorar agora! Não vou implorar ta ouvindo?



Falei enquanto me espremia pela barra de ferro tentando alcançar a serra usando um cinto. Finalmente consegui puxar a serra, tentei cortar a algema, mas apenas estraguei alguns dentes as serra e a maldita algema ficou sem um arranhão se quer.
Olhei pra porta um dos errantes já estava com metade do corpo na fresta. Respirei fundo e coloquei a serra no meu punho diz o primeiro movimento e vi o sangue escorrer, senti dor, urrei enraivecido.

“Rezem pra que eu não consiga sair daqui seus desgraçados porque se eu conseguir eu vou acabar com todos vocês”

Continuei movimentando a serra até chegar no osso, a dor era insuportável, eu serrava os dentes tentando não gritar como uma garota.
Eu ouvia o som da serra cortando meu osso e a cada movimento eu tinha que fazer mais força pra aguentar a dor e continuar, eu não ia virar almoço isso nem pensar.
Um dor errantes conseguiu passar e veio rapidamente na minha direção eu dei um chute forte o afastando, comecei a serrar mais rápido ele levantou e veio novamente na minha direção, dessa vez larguei a serra e lhe dei uma chave de braço depois bati com força sua cabeça podre contra a viga de metal fazendo um buraco nela.
_Podem vir seus cabeças ocas miseráveis! Gritei
Peguei a serra e voltei ao trabalho, mais um pouco e eu estaria livre e sem minha mão. Isso ainda parecia melhor que morrer sendo devorado por aquelas coisas, mas eles iam me pagar muito caro.

Terminei de serrar, vi minha mão cair no chão e meu braço livre da algema, olhei pro meu punho o sangue jorrava eu peguei a cinta e apertei com força tentando trancar a circulação.

Mais dois errantes conseguiram passar, eu peguei um alicate grande da bolsa de ferramentas do velho Dale, e bati com força contra a cabeça do primeiro, o outro eu derrubei e bati diversas vezes espalhando pedaços do seu crânio pelo telhado.

Caminhei até a lateral do prédio, e desci pela escada de emergência, a rua estava repleta de zumbis, eu tinha que ser rápido. Tinha que arranjar um lugar seguro e estancar aquele sangue, já começava a me sentir fraco, estava desidratado por passar o dia todo embaixo daquele sol, e perdendo sangue daquele jeito, não ia aguentar muito tempo.

Quebrei o vidro de um carro, o alarme soou e chamou a atenção dos errantes, eu tentei fazer uma ligação direta, mas sem uma mao ficava difícil, deixei o carro e corri tentando me desviar dos errantes que lotavam as ruas de Atlanta.
Subi na lateral de um prédio e tentei alcançar uma janela aberta no alto.
Quebrei o vidro com o alicate e entrei. Era um quarto, respirei fundo tentando normalizar a minha respiração. Cai sentado exausto encostado a parede perto da janela, minha visão estava um pouco embaçada e minha cabeça um pouco confusa.
A única coisa que eu conseguia pensar claramente, era que me vingaria daquele maldito acampamento. Todos iam me pagar.
Fechei os olhos, quando abri novamente havia uma silueta de uma mulher, subi os olhos tentando ver melhor, era uma garota não devia ter mais que vinte anos, apontando uma arma pra minha cara.
_Se vai atirar, faça isso antes que eu levante sua vadia! Não que eu goste de bater em mulher, mas odeio que me apontem uma arma! Falei com um pouco de dificuldade.
_Foi mordido? Perguntou ela me olhando fixamente.
_Nao tive que cortar a minha mão pra na ser devorado por aquelas coisas. Minha visão ficava cada vez mais turva e eu fazia um esforço enorme pra me manter acordado.
Ela se aproximou de mim, pude notar os detalhes do seu rosto, era bonita morena de olhos castanhos. Nesse momento senti as forças abandonarem meu corpo e tudo escurecer.
[...]
Acordei me sentindo um pouco melhor, havia uma bolsa de soro ligada a minha veia, meu punho estava enfaixado com ataduras limpas, sentei na cama e arranquei a agulha de soro do meu braço.
A garota entrou pela porta e levou um susto ao me ver, pegando sua arma imediatamente e apontando pra mim.
_Não vou te machucar. Você fez isso? Falei mostrando meu punho.
_Eu era estudante de medicina, você deu sorte. Disse ela guardando a arma no coldre preso a cintura.
_Perdi a minha mão e você diz que eu dei sorte?
_Teria morrido por hemorragia se eu não tivesse estancado o sangue e curado seu braço, e da próxima vez que pensar em arrancar um membro seu deixe mais pele pra poder costurar. Disse ela me alcançado um copo de água e algumas pílulas.
_Que porra é essa?
_Antibióticos, seis em seis horas se não tomar vai pegar uma infecção e morrer você que escolhe.

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Notas finais
E ai pessoal o que acharam do primeiro cap?